Polegar determina: “Meu nome agora é Paraibinha”

•Novembro 19, 2009 • 1 Comentário

“Tá todo mundo proibido de citar o nome Polegar”. Esta foi a ordem dada pelo traficante Alexander Mendes da Silva, o Polegar, 35 anos, que proibiu moradores do Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, de chamá-lo pelo vulgo com o qual ganhou notoriedade e respeito entre os integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV). Agora, ele só pode ser chamado de “Paraibinha”. A determinação do traficante seria uma maneira de despistar a Polícia.

Com aproximadamente 1,65 metro de altura – que seria, inclusive, o motivo do apelido “Polegar” –, o criminoso já foi visto várias vezes desfilando pelo Largo do Boiadeiro. Ele também circularia por becos na Vila Cruzeiro e na Nova Brasília, sempre rodeado por comparsas armados com fuzis, responsáveis pela sua segurança.

Com aproximadamente 160 mil moradores, o Complexo do Alemão é composto pelas favelas Vila Cruzeiro, Chatuba, Nova Brasília, Pedra do Sapo, Alvorada, Areal, Matinha, Chuveirinho, Palmeiras, Fazendinha, Grota e pelos morros da Baiana, do Alemão, dos Mineiros e do Adeus. A região é conhecida pela Polícia como Quartel General (QG) do Comando Vermelho, por oferecer abrigo aos integrantes da facção mais procurados.

Escondido há dois meses no Complexo do Alemão, o criminoso conquistou o benefício do regime semi-aberto por ter cumprido um sexto da pena à que foi condenado – 22 anos de prisão por tráfico de drogas e associação para fins de tráfico. Mesmo acusado por quatro homicídios dentro da Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, antiga Bangu 1, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, em 2002, Polegar teve o comportamento considerado “excelente” pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária. Foi este parecer que motivou o juiz Carlos Borges, da Vara de Execuções Penais (VEP) a conceder a progressão do regime ao traficante.

No entanto, saiu da Casa do Albergado Crispim Ventino, em Benfica, também na Zona Norte, no dia 14 de setembro e não voltou para dormir, passando a ser considerado foragido da Justiça. Esta é a segunda vez que Polegar foge após ser beneficiado pela Justiça.

Conhecido por uma das ações mais ousadas do crime organizado no Rio, ele foi preso em janeiro de 2002, em Fortaleza, no Ceará, após ficar foragido por sete meses depois de obter o livramento condicional. No ano anterior, ele foi acusado de estar entre os 40 homens armados que usaram um caminhão para derrubar um muro da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) e libertar 14 presos.

A maior operação realizada no Complexo do Alemão ocorreu no dia 27 de junho de 2007, quando 1.350 agentes – entre policiais civis e militares e soldados da Força Nacional de Segurança – realizaram incursão em todo o Complexo, que possui acessos pelos bairros Ramos, Penha, Olaria, Inhaúma e Bonsucesso, e estava ocupado pela Polícia desde o dia 2 de maio do mesmo ano.

Na época, 19 acusados de envolvimento com o tráfico de drogas morreram e 13 pessoas foram baleadas: um policial, sete moradores e cinco traficantes. Treze dos corpos foram recolhidos pela própria Polícia, enquanto outros seis foram deixados à noite dentro de uma van em frente à 22ª DP (Penha).

No total, os policiais apreenderam 115 quilos de maconha, 30 quilos de cocaína, dois quilos de crack em pedra, um quilo de crack em pasta, 100 frascos de lança-perfume, 50 unidades de explosivo em pasta, um detonador, duas metralhadoras Ponto 30, um fuzil AK-47, um fuzil HK-G3, um fuzil Parafal 762, uma submetralhadora nove milímetros, cinco pistolas, uma sub-metralhadora Uzi, um revólver calibre 38, um lançador de rojão e centenas de munições para pistolas calibre 45, 40 e nove milímetros, além de munições para fuzis e metralhadoras.

Em setembro do ano seguinte, outra grande operação ocorreu no local. Aproximadamente 800 policiais – entre policiais militares lotados no 16º BPM (Olaria) e no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e policiais civis de 15 delegacias especializadas – foram até o conjunto de favelas atrás do corpo do traficante Antônio de Souza Ferreira, o Tota, 32 anos. Baleado na região lombar, o PM Luiz Cláudio Melo, 30, que era adido à Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE), morreu. Outros dois policiais foram baleados.

Lotado na Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Rivagner Baptista dos Santos, 44, foi atingido por um tiro no fêmur esquerdo. Já Alexandre Marchon Gomes, 37, da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), que foi baleado na cabeça, morreu três meses depois.

Além de um policial morto e dois feridos, o saldo daquela operação foi de dois supostos traficantes mortos, cinco moradores vítimas de balas perdidas e apreensão de 20 quilos de cocaína e 30 de maconha, além de duas escopetas calibre 12, um fuzil, uma metralhadora ponto 30, duas pistolas, cinco granadas e munição. Os policiais descobriram também uma central de monitoramento por câmeras e uma casa usada como oficina para o reparo e fabricação artesanal de armas.

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Traficantes da Mangueira guardam armas e drogas em locais inusitados

•Novembro 19, 2009 • Deixe um comentário

Fotos: Bruno Gonzalez

“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do onipotente descansará”. Este é o primeiro verso do salmo 91, escrito na porta de uma casa de oração localizada no Morro da Candelária, no Complexo da Mangueira, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. A frase apontava não somente um esconderijo, mas o imóvel onde traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV) guardavam munições, armas e drogas. A descoberta foi feita por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), na manhã desta terça-feira, dia 17.

No endereço, eles apreenderam três espingardas, uma escopeta, duas pistolas e um fuzil ponto 30 com mira. A arma é utilizada por snipers (atiradores) e utiliza calibre sete milímetros – que não cabe no fuzil 762 e é maior que o usado pela Polícia do Rio. Os policiais também encontraram sete granadas e grande quantidade de cocaína, maconha e crack, que foi batizado em homenagem a um jogador de futebol. Nas embalagens desta última droga, a inscrição: “Melhor clack (sic) do mundo Ronaldinho Gaúcho”.

A operação, conjunta com policiais da 17ª DP (São Cristóvão), contou com apoio de equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE) e mobilizou cerca de 200 homens. No total, houve um acusado de envolvimento com o tráfico morto em confronto e sete presos, além da apreensão de mais de 400 quilos de maconha, oito armas, artefatos explosivos e outras drogas.

“Nossa intenção é retirar armas e drogas das mãos dos traficantes. Encontrá-las em igrejas e escolas não é surpresa pra gente. Normalmente esses são os locais preferidos pelos bandidos”, ressaltou o delegado Marcus Vinícius de Almeida Braga, titular da DCOD.

Em uma casa em frente ao Centro Municipal de Assistência Social Integrada (CEMASI) Mestre Tinguinha, anexo à Creche Municipal Homero José dos Santos, no Morro dos Telégrafos, agentes da Core apreenderam 400 quilos de maconha prensada. Cada tablete, avaliado em R$ 800, seria misturado a outras substâncias antes da endolação para triplicar a quantidade e o lucro dos traficantes.

O Complexo da Mangueira – composto pelos morros Telégrafos, Chalé, Faria, Santo Antônio, Red Indian, Olaria, Pedreira, Pindura Saia, Buraco Quente, Tengo-Tengo, Curva da Cobra, Joaquina, Candelária e Pedra – seria controlado por Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, 43 anos, e seu sobrinho, Alexander Mendes da Silva, o Polegar, 35. Primo de Leandro Monteiro Reis, o Pitbull, morto em confronto com a Polícia Civil, no dia 28 de janeiro, Polegar está refugiado no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, desde 14 de setembro. Ele proibiu moradores de chamá-lo pelo apelido e determinou que passasse a ser chamado de Paraibinha.

Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, 43 anos

Na ocasião, ele conquistou o benefício do regime semi-aberto e saiu da Casa Albergado Crispim Ventino, em Benfica, na parte da manhã, tendo que retornar à noite. No entanto, não voltou e passou a ser considerado foragido da Justiça. O traficante estava preso desde janeiro de 2002 e conseguiu o direito de deixar a cadeia durante o dia porque já havia cumprido quase dois terços da pena.

O criminoso foi condenado pela primeira vez em 1995. Depois, teve mais três condenações: em 1996, 2002 e 2005, sempre por tráfico de drogas. Somadas, as penas chegam a 22 anos de prisão. Esta foi a segunda vez em que Polegar conseguiu liberdade condicional. A primeira foi em 1999. Dois anos depois, ele foi acusado de ser um dos mandantes do ataque à Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), na Zona Portuária, quando 14 presos foram resgatados. No ano seguinte, ele foi preso no Ceará.

Alexander Mendes da Silva, o Polegar, 35 anos

Medindo cerca de 1,65 metro de altura – que seria, inclusive, o motivo do apelido “Polegar” –, o criminoso já foi visto várias vezes desfilando pelo Largo do Boiadeiro. Ele também circularia por becos na Vila Cruzeiro e na Nova Brasília, sempre rodeado por comparsas armados com fuzis, responsáveis pela sua segurança.

Já seu tio foi preso em fevereiro de 2008, em Aracaju. Ele havia conquistado a liberdade condicional após ficar 17 anos atrás das grades, cumprindo um terço da pena de 43 anos a que foi condenado, por tráfico e formação de quadrilha. No entanto, o benefício foi revogado em abril de 2007, depois que ele não retornou à cadeia para assinar o livro de presença. O criminoso alegou que havia sido seqüestrado por policiais, em fevereiro daquele ano, tendo que pagar R$ 1 milhão pela liberação, e que tinha medo de sofrer novo seqüestro.

Com aproximadamente 160 mil moradores, o Complexo do Alemão é composto pelas favelas Vila Cruzeiro, Chatuba, Nova Brasília, Pedra do Sapo, Alvorada, Areal, Matinha, Chuveirinho, Palmeiras, Fazendinha, Grota e pelos morros da Baiana, do Alemão, dos Mineiros e do Adeus. A região é conhecida pela Polícia como Quartel General (QG) do Comando Vermelho, por oferecer abrigo aos integrantes da facção mais procurados.

“A prisão do Polegar é questão de tempo”, garantiu Marcus Vinícius.

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Chuva deixa Duque de Caxias submersa

•Novembro 13, 2009 • 1 Comentário

Fotos: Pedro Pantoja

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A chuva que caiu na noite da última quarta-feira, dia 11, deixou submersos diversos bairros dos municípios da Baixada Fluminense. A cidade mais atingida foi Duque de Caxias, onde milhares de pessoas ficaram ilhadas. No bairro Pilar, o canal do rio de mesmo nome, afluente do rio Iguaçu, transbordou e alagou dezenas de ruas. Morando há um ano na Rua Jurema Nunes e pagando R$ 350 de aluguel, a balconista Maria de Fátima Andrade, 49 anos, foi pega de surpresa.

Geral

“Já tinha chovido outras vezes, mas nunca passei por uma enchente assim. O dono da casa desligou a eletricidade para evitar acidentes piores e o pior é que o nível da água não está baixando. Não sabemos quando tudo vai ser resolvido”, desabafou Fátima, que teve que faltar ao emprego para tentar salvar objetos.

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De acordo com a Secretaria de Educação de Duque de Caxias, cerca de oito mil alunos foram prejudicados, pois as aulas foram interrompidas em 19 escolas. Dez ficaram fechadas por causa da dificuldade de acesso pelas ruas próximas estarem debaixo d’água e outras nove não funcionaram por terem ficado alagadas.

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“As aulas também foram suspensas em escolas particulares. Com a casa alagada, os pais não tinham como levar os filhos para as aulas. Muitos sequer conseguiram ir trabalhar”, contou a professora Renata Fernandes do Nascimento, 28, funcionária do Centro Educacional Nóbrega Dias, também no bairro Pilar.

“Meu marido mora aqui desde que nasceu e eu moro há seis anos. Antes, o quintal enchia, mas a água não chegava a invadir a casa. Quase perdi as minhas coisas. Cheguei em casa às 21h de quarta-feira e encontrei tudo boiando”, contou a professora, que mora na Rua Nunes Teixeira.

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Sua vizinha, a dona-de-casa Miriam Souza dos Santos Gomes, também de 28, levou os filhos – de 6 e 9 anos de idade – para a casa da irmã, em um bairro próximo, e tentava salvar os colchões das crianças.

“Meu pai aumentou a entrada do imóvel duas vezes, para tentar impedir a entrada da água, mas não adiantou. Tô tentando não demonstrar, mas a tristeza é muita por ver as coisas perdidas. O colchão de casal nem adianta tentar salvar, pois já tá todo molhado e essa água não é limpa”, ressaltou Miriam, que colocou o que pôde em cima de móveis altos e cadeiras.

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“Não chove desde a madrugada, mas a água continua dentro de casa. Da última vez, demorou quatro dias para secar tudo. Tenho medo de levar um choque com esses fios dentro da água e desta vez eu vou ter que ir dormir em outro lugar, pois nem nadar eu sei”, lamentou a dona-de-casa, enquanto andava com água nos joelhos.

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Em outra residência na mesma rua, a vendedora Kátia Regina de Souza Amorim, 36, se refugiava no segundo andar da residência. Quem chegava ao endereço dela tinha a impressão de que o quintal era uma grande piscina.

“Sou nascida e criada aqui e a cada ano só piora. Imagine em janeiro, quando as chuvas são piores. Tudo dentro de casa ficou debaixo d’água e nem consegui ir trabalhar hoje. Ainda por cima, a bomba queimou e agora é a gente que fica no prejuízo”, enfatizou a vendedora.

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Na Rua Francisco Azevedo, foi um valão que transbordou, invadindo dezenas de residências e espalhando fezes pela via, que desemboca em outras cinco ruas. Quatro delas ficam entre o valão e o rio Pilar. Na Rua Jovina, uma família ficou ilhada no terraço. Moradores da casa ao lado, de apenas um piso, a doméstica Luciana da Silva Morais, 42, e o motorista Erinaldo Evaristo de Oliveira, 37, tiveram que se mudar às pressas.

“Às 23h a água começou a entrar em casa e ficamos com ela na altura da barriga. Não tivemos tempo de salvar nada. Saímos só com a roupa do corpo”, revelou a doméstica, que havia pagado o aluguel, no valor de R$ 180, na terça-feira, dia 10.

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“No dia anterior à tempestade entreguei o dinheiro à dona da casa e agora vou ter que pagar mais R$ 200 pelo aluguel da nova casa”, contou, enquanto acompanhava o marido, que carregava vasos de plantas e algumas panelas em direção à Rua Armando.

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A via também foi o destino do motorista Carlos Mendes, 19, que foi vítima da enchente na Rua José Teixeira e estava se mudando para a casa da sogra.

Segundo o secretário de Defesa Civil de Duque de Caxias, coronel Ronaldo Reis, o volume de chuva atingiu a marca de 76 milímetros, o equivalente a mais da metade da quantidade de chuva esperada para todo o mês de novembro (100 a 110 milímetros).

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Segundo a Prefeitura de Duque de Caxias, ocorreram cinco desabamentos no município devido às fortes chuvas que aconteceram na noite de quarta-feira: três casas no bairro Parque Fluminense e duas no bairro Capivari. Outras 22 casas foram interditadas: sete casas em Vila Maria Helena e 15 em Campos Elíseos, onde, até a tarde de ontem, havia 15 pessoas desalojadas. Elas estão alojadas em uma igreja localizada no bairro.

As principais áreas atingidas foram as que integram o 2º Distrito de Duque de Caxias (Campos Elíseos): Jardim Primavera, Saracuruna, Vila Rosário, Vila São José, Pantanal, Parque Fluminense, Pilar, Cangulo, Cidade dos Meninos, Figueira, Chácaras Rio-Petrópolis, Chácara Arcampo, Vila Maria Helena, Parque Independência, Parque Chuno, Bom Retiro e Parque João Pessoa.

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Após vistoria em Campos Elíseos, o prefeito José Camilo Zito (PSDB), junto com técnicos da Prefeitura, culpou o assoreamento do canal Fabor, que passa por dentro da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), pela enchente no bairro.

“O canal está totalmente assoreado, o que impediu o escoamento das águas. Vamos exigir que a refinaria faça a limpeza do canal, pois é uma atribuição do Superintendente da Petrobras que não foi executada”, declarou Zito.

No bairro Pilar também houve deslizamento de barreira em uma obra de duplicação da RJ-101, na Avenida Presidente Kennedy. Um trecho de aproximadamente 50 metros foi interditado.

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“Esse trecho recebe uma média de 8 mil veículos e tivemos que interditá-lo para fazer a desobstrução da pista. A obra de duplicação começou há três anos e a previsão é de que a entreguemos em julho do ano que vem”, declarou o diretor de Obras Metropolitanas do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Ângelo Monteiro, que definiu a queda da barreira como de pequena proporção e informou que 20 homens foram mobilizados para a limpeza.

Em todo o município, participam de ações de limpeza e desobstrução de vias 30 agentes e 40 voluntários da Defesa Civil Municipal. Todo o efetivo da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo, composto por 800 funcionários, também foram para as ruas. No total, foram usadas 16 retroescavadeiras, oito escavadeiras hidráulicas e uma dragline (escavadeira de longo alcance).

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Na Escola Estadual Parque Amorim, na Rua do Carmo, na Vila Leopoldina, foi instalada uma base de emergência. Equipes do Grupamento Aéro-Marítimo (GAM) da Polícia Militar, com um bote, e do Corpo de Bombeiros, com uma canoa, ficaram concentradas no endereço, junto a grupos da Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla), Instituto Estadual do Ambiente (IEA), da Defesa Civil e outros órgãos estaduais.

A poucos metros da unidade de ensino, uma placa anunciava obras do Governo do Estado em parceria com o Governo Federal. Integrante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e com verba de mais de R$ 189 milhões para “intervenções estruturais do projeto de controle de inundações e recuperação ambiental da bacia dos rios Iguaçu, Bota e Sarapuí”.

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O governador Sérgio Cabral Filho falou por telefone sobre as enchentes no Estado do Rio de Janeiro com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no início da tarde de ontem. O presidente garantiu a Cabral e ao ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, os recursos necessários – por meio de uma Medida Provisória a ser editada – para atender os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Paraná, prejudicados pelas fortes chuvas. Serão destinados R$ 400 milhões para socorro, reconstrução e prevenção aos quatro estados.

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O governador anunciou também duas medidas de emergência para a população atingida: o aluguel social e a montagem imediata de um Hospital de Campanha, em Belford Roxo. Ele lembrou ainda que o Estado tem investimentos da ordem de R$ 360 milhões em obras de limpeza e dragagem nos rios Botas, Sarapuí e Iguaçu, e que nas localidades onde ocorrem as obras não houve problemas com as enchentes.

Geral

Os recursos para o aluguel social, que vão ser repassados pelos municípios a pessoas temporariamente impedidas de voltar para suas casas, serão destinados pelo Governo do Estado para as prefeituras de Belford Roxo e Duque de Caxias, as cidades mais prejudicadas. Em relação ao Hospital de Campanha, Cabral informou que o equipamento acabou de ser comprado pelo Governo e será utilizado imediatamente nesta emergência. A unidade terá capacidade para atender até 500 pessoas por dia e será instalada no Clube Vale do Ipê, no bairro Lote XV, que fica em Belford Roxo, na divisa com Duque de Caxias.

Geral

As medidas foram tomadas durante reunião realizada no Grupamento de Operações de Produtos Perigosos (GOPP) da Reduc, em Caxias, na tarde de ontem. Além de Cabral, Geddel e do vice-governador, Luiz Fernando Pezão, participaram do encontro a secretária nacional de Defesa Civil, Ivone Valente; o secretário de Estado de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil do Estado, coronel Pedro Machado; e os prefeitos de Belford Roxo e Duque de Caxias, Alcides Rolim e José Camilo Zito, respectivamente. A reunião aconteceu depois de um sobrevoo de Cabral e Geddel na Baixada Fluminense, região mais atingida pelas chuvas.

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Polícia prende Tia do Arará

•Novembro 13, 2009 • Deixe um comentário

Fotos: Pedro Pantoja

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Procurada há cinco anos pela Polícia e acusada de gerenciar o tráfico de drogas na Favela Parque Arará, em Benfica, na Zona Norte do Rio, Ana Cláudia Vieira Coutinho, a Tia, 38 anos, foi presa por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), na manhã desta quarta-feira, dia 11. Com ela, os policiais apreenderam grande quantidade de crack e cocaína, além de um revólver calibre 38 municiado.

“Ela já era procurada há cinco anos e iniciamos nossa investigação há dois meses. Com aparência de dona de casa, ela passava batida. Quem olha não pensa que ela tinha uma posição importante na quadrilha”, declarou o delegado Marcus Vinícius de Almeida Braga, titular da DCOD.

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Autuada por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo, a acusada alegou que o material não pertencia a ela.

“Só estava guardado lá em casa. Trabalhei pro tráfico quando tinha 19 anos, mas depois saí. Trabalho em casa de família e os traficantes pediram pra guardar isso na hora do apagão. Sou moradora, não tinha como negar o pedido”, afirmou.

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O delegado revelou que o material apreendido representou um prejuízo de cerca de R$ 20 mil à facção criminosa Comando Vermelho (CV), que controla das bocas-de-fumo do Arará, que seriam dos traficantes conhecidos como Nelsinho Mandacaru e Marcinho Muleta.

“O que impressiona é que o crack representa 70% das drogas vendidas nas favelas do Comando Vermelho e, no Arará, tem muito 157 (artigo do Código Penal que define o crime praticado por assaltantes)”, ressaltou o titular da especializada, que, após a incursão no Parque Arará, foi até o Morro do Salgueiro, na Tijuca, também na Zona Norte.

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“O helicóptero que deu apoio à nossa operação voltava do Parque Arará quando sobrevoou o Salgueiro e avistou criminosos no alto do morro. Eles nos passaram a localização e nos dirigimos pra lá”, contou Marcus Vinícius.

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As equipes, totalizando cerca de 50 policiais, apreenderam pequenos tabletes de maconha prensada e munição para vários calibres, principalmente para fuzil 762. O Morro do Salgueiro também é controlado pelo CV.

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Já no início da tarde, os agentes da DCOD foram até o Morro da Cruz, no Andaraí, para fazer um levantamento do local – que fica próximo ao endereço onde estão sediadas três delegacias especializadas (além da DCOD, a Polícia Interestadual (Polinter) e a Delegacia Fazendária (DelFaz)). O tráfico de drogas no morro é controlado por criminosos ligados à facção Amigos dos Amigos (ADA).

“Como o morro fica de frente para a nossa delegacia, viemos fazer um mapeamento e conhecer a região”, explicou Marcus Vinícius.

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Alugado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública em abril, com um custo mensal de R$ 25 mil, o prédio que funciona como nova sede da DCOD, da Polinter e da DelFaz fica na Rua Leopoldo, em frente ao Hospital Geral do Andaraí, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte do Rio. A ocupação tem um prazo determinado, já que no meio do ano que vem todas as delegacias especializadas vão se mudar em definitivo para a Cidade da Polícia, que está sendo construída em Manguinhos, também na Zona Norte.

A idéia da Polícia Civil era esvaziar o prédio da Polinter, na Zona Portuária, mas dificuldades técnicas no novo prédio impediram a transferência de mais delegacias. A energia do prédio no Andaraí não suportaria a chegada de mais computadores. Inicialmente serão ocupados apenas três dos cinco andares da unidade. Técnicos estão tentando resolver a situação, para que o prédio possa receber ainda as delegacias de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE) e Defraudações (DDEF). A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE) se mudaria para o prédio da Polícia Civil, no Centro, esvaziando de vez o prédio da Polinter.

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Prisão de 114 integrantes da Liga da Justiça em 6 meses

•Novembro 13, 2009 • Deixe um comentário

Fotos: Pedro Pantoja

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Em 180 dias, 219 pessoas acusadas de integrar a milícia Liga da Justiça foram presas. Somente no mês de setembro, foram 114 presos na Operação Têmis – criada com objetivo de combater o grupo paramilitar com atuação na Zona Oeste do Rio e batizada com o nome da deusa grega que era considerada guardiã dos juramentos dos homens e da lei. A estatística foi divulgada pelo secretário de Estado de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, que concedeu uma entrevista coletiva no auditório do órgão, no prédio da Central do Brasil, no Centro do Rio, na manhã desta quarta-feira, dia 11.

Acompanhado pelo chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, o secretário ressaltou que 52% das prisões são referentes às efetuadas dentro das três etapas da operação Têmis e que o número representa um aumento de 180%, se comparado à quantidade de milicianos presos no ano passado.

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“Os números comprovam que o combate às milícias aumentou e o combate sistemático ao narcotráfico e à milícia vai continuar. A sociedade tem muita pressa, e com razão, mas o trabalho tem que ter qualidade para que o Ministério Público possa denunciar e o Judiciário condenar. É preciso que haja sustentação jurídica para que as pessoas sejam extirpadas do convívio com a sociedade”, ressaltou Beltrame.

Enquanto em 2006 cinco acusados de serem milicianos foram presos em todo o Estado do Rio e, no ano seguinte, 24, em 2008 foram 70 presos e, este ano, 219. Destes, 36 são policiais: 31 militares e cinco civis.

“Sabíamos que os líderes seriam substituídos, então começamos a atacar o financeiro, pois assim os substitutos teriam menos poder. A milícia é sustentada pelas taxas cobradas do transporte alternativo e dos depósitos de gás e dos valores arrecadados com centrais clandestinas de televisão e internet”, enfatizou Turnowski, destacando foram feitas diversas parcerias entre o Governo do Estado e empresas privadas.

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“Não adiantava apreender o gás e deixar a dona de casa sem gás para cozinhar, nem apreender as vans e deixar os trabalhadores sem transporte. Um acordo com empresas de ônibus levou mais 438 para a frota dos coletivos que circulam na Zona Oeste. Um outro acordo levou pacotes de televisão por assinatura a preços populares”, afirmou o chefe de Polícia Civil, no dia seguinte à 3ª fase da Operação Têmis, que prendeu 18 pessoas envolvidas com a Liga da Justiça.

Para desestruturar a situação financeira da milícia, atacando as fontes de renda da quadrilha, a operação passou a contar com o apoio da Secretaria Especial da Ordem Pública (SEOP), Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), Departamento de Trânsito (Detran), Rio Ônibus, SHV Gás Brasil e Net. Segundo a Polícia, o faturamento da quadrilha — que só com transporte alternativo lucrava antes R$ 2 milhões por mês — caiu 80%.

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Outro índice divulgado durante a coletiva foi a elucidação de homicídios: 58 já estariam com os autores identificados. Destes, 35 já possuem provas para condenação e outros 14 dependem apenas de provas técnicas.

“Em nove possuímos os indícios, mas ainda precisamos conseguir outros detalhes e convencer testemunhas a depor”, reconheceu Turnowski, que destacou que, após a prisão do ex-PM Ricardo da Cruz Teixeira, o Batman, 40 anos, em maio, o número de assassinatos na região das delegacias de Campo Grande (35ª DP), Santa Cruz (36ª DP) e Pedra de Guaratiba (43ª DP) diminuiu.

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Também durante a coletiva foi feito o anúncio da criação, ainda no mês de dezembro, de uma superdelegacia de Homicídios. O projeto prevê a junção da DH-Oeste, localizada em Campo Grande, com a da capital. No futuro, a idéia é de que esta delegacia absorva as ocorrências dos municípios da Baixada Fluminense, além de Niterói e São Gonçalo.

A superdelegacia contará com mais de 200 agentes, entre delegados, investigadores e peritos. O objetivo inicial é que essa unidade tenha um trabalho de investigação conjunto com a 35ª DP para dar continuidade à desarticulação dos grupos de milicianos na Zona Oeste.
A nova unidade vai funcionar em um prédio que já foi ocupado pela 16ª DP (Barra da Tijuca).

ARQUIVO EXCLUSIVO SOBRE A GUERRA DAS MILÍCIAS:

Liga da Justiça x Comando Chico Bala


Operação Têmis: Polícia prende 43 acusados de integrar Liga da Justiça

MP denuncia Batman por porte ilegal de armas

Da Batcaverna para a Prisão: Missão Suporte da Polícia Civil prende Batman

MP recebe documentos que comprovariam nomeação de Chico Bala

Matador do Comando Chico Bala é executado em Santa Cruz

PM que testemunharia contra integrantes do Comando Chico Bala é assassinado

Mais um capítulo na guerra entre milícias na Zona Oeste

Polícia investiga suposta invasão de milícia à cooperativa de vans

Queima de Arquivo: Chico Bala é acusado de matar testemunha de crime

MP instaura inquérito civil para apurar nomeação de Chico Bala

Guerra das Milícias do Rio chega à Brasília

O Chico não é mais Bala: agora é Chico dos Transportes

Outro acusado de ser miliciano é solto pela Justiça

Parece Velho Oeste, mas é Zona Oeste: a Terra sem Lei

Justiça denuncia ilegalidade na prisão de PM acusado de ser miliciano

Guerra da Milícia chega à Região dos Lagos

Polícia prende acusados de integrar Liga da Justiça

Chico Bala ataca DPO atrás de armas e mata PM

Milícia da Carobinha apontada como doadora de terreno onde está sendo construído DPO

Comando de Chico Bala sem bala

Guerra da Milícia: Liga da Justiça x Comando Chico Bala – O Início de Tudo

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TCP de Acari quer expulsar ADA da Pedreira

•Novembro 6, 2009 • 4 Comentários

Fotos: Bruno Gonzalez

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Desde que recebeu a informação de que traficantes da Favela de Acari, no bairro de mesmo nome, invadiriam o Morro da Pedreira, em Costa Barros, ambas na Zona Norte do Rio, a Polícia tem dado atenção especial à região. Ontem, cerca de 80 agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) realizaram uma incursão na Favela de Acari, controlada por criminosos da facção Terceiro Comando Puro (TCP). No dia anterior, a ação ocorreu no Morro da Pedreira, dominada pelos rivais da Amigos dos Amigos (ADA).

“Recebemos a denúncia de que haveria uma guerra entre as duas comunidades e viemos para provocar o enfraquecimento, com o intuito de impedir a disputa pelos pontos de venda de drogas. Viemos enfraquecer a Pedreira, na quinta-feira, e agora voltamos para enfraquecer Acari”, ressaltou o delegado Marcos Castro, titular da Core.

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Os agentes chegaram à Favela de Acari, por volta das 6h, e foram recebidos a tiros. No confronto, um criminoso foi atingido. Socorrido pelos próprios policiais, ele morreu no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Outros quatro acusados de envolvimento com o tráfico na região foram presos. Todas as escolas municipais do local ficaram fechadas, assim como as creches Zilka Salaberry e Edna Lott, onde estudam 296 crianças.

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Um dos presos, que se identificou como Diego Peixoto, o DG, 22 anos, contou que começou a trabalhar na contenção do tráfico há seis meses. Ele foi surpreendido por equipes da DCOD na localidade conhecida como Ponte Verde. Com um rádio transmissor, ele alertava os comparsas sobre a movimentação dos policiais. Os outros presos foram identificados como Valmor Alan Almeida Oliveira, o Valdizinho, e Daniel Dias, ambos de 20, e Daniel dos Santos de Araújo, 19.

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Os policiais apreenderam duas submetralhadoras e três pistolas, todas as armas de calibre nove milímetros, além de três granadas, três rádios de comunicação, um botijão de gás cortado ao meio – usado pelos traficantes para esconder munição -, três quilos de maconha, farda e colete semelhantes aos usados pelo Exército, uma luneta e uma máquina de contar dinheiro. A operação contou com o apoio de dois helicópteros e carros blindados.

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No dia anterior, policiais das mesmas unidades especiais da Polícia Civil apreenderam um fuzil calibre .30, no Morro da Pedreira. Na ocasião, a Secretaria Municipal de Educação informou que, por medida de segurança, cinco escolas e quatro creches não funcionaram. Cerca de 4 mil alunos ficaram sem aulas.

ponto 30 morro da pedreira

Em outra operação, policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) apreenderam um fuzil calibre 556, de fabricação norte-americana, na Favela Para Pedro, em Irajá, também na Zona Norte. Durante a ação, que tinha como objetivo coibir roubos e furtos de cargas, os agentes desconfiaram de um trio em atitude suspeita. Quando perceberam a aproximação das viaturas, os suspeitos fugiram, deixando a arma para trás, escondida próxima a uma lixeira.

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Elias Maluco mandou avisar: Vigário Geral vai vermelhar

•Novembro 6, 2009 • 1 Comentário

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A informação de que traficantes do Comando Vermelho (CV) vão tentar retomar a Favela de Vigário Geral, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte do Rio, neste final-de-semana, está deixando a Polícia em alerta.

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Controlada atualmente por integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), a Favela de Vigário Geral ficou mundialmente conhecida após a chacina ocorrida na madrugada de 29 de agosto de 1993. No dia anterior, quatro policiais militares lotados no 9º BPM (Rocha Miranda) haviam sido assassinados na Praça Catolé do Rocha e as mortes dos 21 moradores do local teria sido uma represália ao crime.

policiais mortos vigario

Dois anos depois, em janeiro de 1995, o líder do tráfico no local, Flávio Pires da Silva, o Flávio Negão, 25 anos, morreu em confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque).

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Flávio Pires da Silva, o Flávio Negão, 25 anos

No lugar dele, assumiu o traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, 42. Preso em 2002 e condenado a 28 anos e meio pela morte do jornalista Tim Lopes, ele teve novo substituto. No entanto, cinco anos depois a facção que já controlava a vizinha Parada de Lucas assumiu o controle das bocas-de-fumo de Vigário Geral e passou a denominar a região como “Parada Geral”.

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Nesse período, ocorreram diversas tentativas de retomada. A próxima – que teria sido ordenada por Elias Maluco – seria realizada por bondes das favelas Furquim Mendes e Dique, no Jardim América; Cidade Alta, em Cordovil; e Parque União, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, todas na Zona Norte. Uma outra denúncia aponta que criminosos da Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha, também dariam reforço ao grupo.

“Recebemos notícias de que isso ocorreria, mas nada oficial ainda”, revelou o inspetor Carlos Augusto Ferreira Nogueira, chefe do Setor de Investigações (SI) da 38ª DP (Brás de Pina).

Na última terça-feira, dia 3, agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 22º BPM (Benfica) receberam a informação de que integrantes do Comando Vermelho estavam se reunindo no Parque União para seguir para o Complexo do Alemão, onde decidiriam detalhes da invasão à Parada de Lucas. Vizinha à Favela Vigário Geral, ela seria o primeiro passo para que os traficantes retomassem a região, considerada “relíquia” pelos traficantes da facção.

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Assim que os PMs chegaram ao Parque União, houve confronto. Na troca de tiros, um criminoso não identificado foi baleado e morreu no Hospital Geral de Bonsucesso. Com ele, os policiais apreenderam um fuzil Rugger calibre 556. Pouco depois, um jovem chegou à mesma unidade de saúde. Baleado no abdômen, ele foi socorrido pelo irmão e contou ter sido vítima de bala perdida.

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Na tarde do dia seguinte, equipes da 38ª DP realizaram uma operação em Vigário Geral e apreenderam munições, coletes à prova de balas, uma escopeta e produtos para manutenção de armamentos. O material estava no interior de um Vectra prata roubado na área da 17ª DP (São Cristóvão). O veículo estaria sendo usado pelos criminosos conhecidos como Chopp e Gordo, que também abandonaram uma Kombi, roubada no Centro do Rio.

Divididas por apenas uma rua, Vigário Geral e Parada de Lucas ficou com a divisa conhecida como Faixa de Gaza durante duas décadas. Em 2007, o TCP invadiu Vigário e a fronteira forçada entre as duas comunidades terminou. De lá para cá, o CV já tentou reaver as bocas-de-fumo três vezes.

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A Polícia Militar declarou que todas as informações são checadas e que a P-2 do 16º BPM (Olaria) está monitorando qualquer movimentação criminosa que demande intervenção direta da PM. A corporação também relembrou o cinturão preventivo montado por diversos batalhões nas proximidades da Favela Vila Kennedy, no bairro de mesmo nome, na Zona Oeste do Rio, no último sábado, dia 31. A medida foi tomada após o recebimento de denúncias de que haveria guerra entre facções rivais na localidade.

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Familiares de jovens do Macacos vão processar Estado

•Novembro 5, 2009 • 1 Comentário

Fotos: Bruno Gonzalez

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Familiares dos três jovens mortos durante o confronto entre facções rivais pelo controle das bocas-de-fumo do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, solicitaram orientação jurídica à presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ), Margarida Pressburger, na manhã desta terça-feira, dia 3. Os parentes das vítimas pretendem processar o Estado.

“De qualquer maneira o culpado é o Estado. Tenha o tiro saído da arma dos traficantes ou da arma dos policiais, é dever do Estado garantir a segurança da população”, ressaltou Margarida.

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Inicialmente apontados pela Polícia como bandidos, o pedreiro Francisco Aílton Vieira da Silva, 25 anos, o auxiliar do departamento pessoal de um hospital Leonardo Fernandes Paulino e o ajudante de mecânico Marcelo da Costa Ferreira Gomes, ambos de 26 anos, foram assassinados a tiros quando trafegavam de carro, em um dos principais acessos ao morro. Eles chegavam de uma festa, por volta das duas horas da manhã do dia 17 de outubro, quando foram surpreendidos pelos tiros.

“Meu filho ficou doente, teve que retirar o baço. Ele precisava se distrair um pouco. Será que os jovens não podem mais sair de casa? Eu tive câncer de mama e era ele quem me ajudava. Quem fez isso foi o caveirão. Todo mundo na comunidade viu. À meia-noite, o caveirão estava circulando na rua levando traficantes rivais. Posso até morrer por estar contando isso, mas seria melhor morrer que viver nesse sofrimento”, desabafou a dona-de-casa Maria da Costa Ferreira Gomes, 52, que saiu do Ceará e chegou ao Morro dos Macacos, em 1974.

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“Naquela época não tinha nada. Nunca tive condições de morar fora de comunidade porque tinha quatro filhos para alimentar. Graças a Deus a minha filha mora há 13 anos no Ceará. Lá ela pode criar os filhos dela com tranqüilidade. Depois do câncer, tirei o seio, sofri com 21 nódulos, tive trombose no pulmão. Faço tratamento no Inca e quando vim pra casa, só queria me deitar. Comecei a subir o morro, com falta de ar, e pedi que os policiais me deixassem passar. Um deles virou para mim e disse que não estava com um pingo de pena de mim, porque a mãe dele também estava sofrendo por ele ter ido pra lá. Nunca vou me esquecer dessas palavras”, relembrou Maria.

Tio do ajudante de mecânico, José Marconi Ferreira, 48, denunciou que o corpo do sobrinho e dos amigos foram jogados na Rua Senador Nabuco, onde permaneceram por mais de sete horas.

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“Fui na 20ª DP e me falaram que nós é que teríamos que resgatar os corpos porque a perícia não iria lá. Depois o caveirão tentou levar os corpos, mas não deixamos. Eles acabaram sendo removidos por uma ambulância da PM. Todos na mesma maca. Você morre e ainda tem que provar que não é bandido. É uma maratona para provarmos que somos pessoas de bem e acho que nem todos correm essa maratona”, lamentou.

Moradora de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a diarista Maria Luiza Vieira da Silva, 47, enterrou o corpo de um dos filhos e permaneceu ao lado do outro no Hospital Geral do Andaraí, no bairro de mesmo nome, durante 12 dias. O pedreiro Francisco Aílton não resistiu e foi um dos que morreu no local, enquanto seu irmão, o garçom do Habib’s Francisco Alaílton Vieira do Nascimento, 22, foi socorrido por um amigo que o viu no chão e o levou para a casa de uma tia.

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“Agradeço a quem viu meu filho sangrando e o colocou dentro de sua casa. Ele ficou perdendo sangue até às 9h, porque era muito tiro e ninguém podia socorrê-lo. Tive que reconhecer o corpo do meu outro filho e fiquei por 12 dias com ele no hospital, sem poder trabalhar. Até hoje não consegui voltar ao trabalho”, contou, revelando que o filho foi baleado nos dois braços e na perna, tendo que passar por uma cirurgia de reconstrução de artérias e por uma intervenção no braço esquerdo. Casado e pai de uma criança de um ano, Francisco Alaílton terá seu segundo filho daqui a seis meses.

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Os pais de Leonardo Fernandes Paulino – que morreu na véspera do aniversário do filho – também esperam por uma resposta da Justiça.

“Os salgadinhos da festa do meu neto estão até hoje no congelador. Ele vira pra mim e pergunta “vovó, quando vai ser a minha festa dos Incríveis?” Ele vê os bonecos em casa e fica questionando sobre a comemoração do aniversário dele, que não teve por causa da morte do meu filho”, revelou a dona-de-casa Rita Fernandes Paulino, 48, acompanhada pelo marido, o vigia noturno Valmir José da Silva Paulino, que vai completar 53 na próxima semana e mora no Morro dos Macacos há 34 anos.

A Polícia Militar declarou que não recebeu qualquer tipo de denúncia e que desconhece o fato, ressaltando que as vítimas devem procurar a Corregedoria da corporação para que um procedimento investigatório possa ser instaurado.

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Traficantes que derrubaram helicóptero estariam em SG

•Novembro 5, 2009 • Deixe um comentário
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Valdiney Rodrigues da Silva, o Nick, 24 anos

Uma denúncia informando que traficantes responsáveis por derrubar o helicóptero da Polícia Militar durante a guerra entre facções no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, estariam escondidos em uma casa na favela Novo México, em São Gonçalo, levou os policiais da 73ª DP (Neves) a realizarem uma operação na comunidade, na tarde desta quarta-feira, dia 4. Na ação, um homem apontado pela Polícia como o gerente do tráfico de drogas na região foi preso com uma arma e drogas.

A denúncia foi repassada por agentes da Coordenadoria de Informação e Inteligência Policiais (Cinpol) ao Departamento de Polícia do Interior (DPI), que a encaminhou aos policiais da 73ª DP. Em operação conjunta, agentes da 72ªDP (Mutuá) e da Coordenadoria Regional de Polícia do Interior de São Gonçalo (CRPI-SG) seguiram para a Estrada da Fazendinha, em Tribobó, onde foram recebidos a tiros pelos traficantes. Houve confronto, mas ninguém ficou ferido.

Após o tiroteio, os policiais desconfiaram de dois homens que tentavam deixar a comunidade em uma motocicleta. Um deles, segundo os agentes, estava com uma pistola glock calibre 380 equipada com kit rajada, além de 280 pedras de crack, 10 sacolés de cocaína e cinco trouxinhas de maconha. Acusado de ser o gerente do tráfico de drogas na comunidade, Valdiney Rodrigues da Silva, o Nick, 24 anos, que seria morador do Morro do Cavalão, em Icaraí, na Zona Sul de Niterói, foi levado para a delegacia de Neves, onde foi autuado por tráfico de drogas.

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Ainda de acordo com os policiais, ele possui quatro anotações criminais, três delas pelo mesmo crime, todas na área da 77ªDP (Icaraí). Os outros criminosos fugiram pela mata, onde os agentes encontraram a réplica de um fuzil.

Investigações da 73ª DP apontam que traficantes de favelas cariocas, ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV), estariam migrando para as comunidades de São Gonçalo devido às constantes operações realizadas pela Polícia no Rio. As principais, ainda de acordo com os agentes, seriam Nova Grécia, Novo México e Complexo da Coruja, em Neves.

Os traficantes estariam circulando armados pelas comunidades a pé e em motos, assustando antigos moradores. Na lista de criminosos cariocas estão os conhecidos como PV, Mata Rindo, PQD e CV. Ainda de acordo com a Polícia, Maico dos Santos de Souza, o Gaguinho ou Jogador, e outro bandido conhecido como Pixote estão dando cobertura aos homens que tiveram que sair do Rio.

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Polícia caça traficante que matou comerciante e grávida

•Novembro 5, 2009 • Deixe um comentário

alex drill

Apontado pela Polícia como líder do tráfico de drogas na Favela do Sabão, no bairro São Lourenço, em Niterói, Alex Moreira Pereira, o Drill, 26 anos, foi denunciado pela 4ª Promotoria de Investigação Penal (4ª PIP) da 2ª Central de Inquéritos (Niterói-São Gonçalo) pelo assassinato do comerciante Álvaro Ribeiro Neto, 30. O crime, ocorrido em janeiro, foi investigado por agentes da 76ª DP (Centro), que solicitaram à Justiça a prisão preventiva do acusado.

No texto da denúncia, o promotor de Justiça Cláudio Calo Sousa, titular da 4ª PIP, relata que a vítima estava na Rua Indígena – via de acesso ao Morro Boa Vista e próxima à Favela do Sabão –, por volta das 14 horas do dia 11 de janeiro quando foi abordada por Drill, ligado à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), que controla a venda de drogas nas duas comunidades.

“Agiu o denunciado impelido por motivação fútil, desproporcional, uma vez que cometeu o referido delito mediante inúmeros disparos de arma de fogo, tão somente em razão de pensar, supor que a vítima teria supostamente subtraído sua motocicleta”, ressalta o promotor ao denunciar o acusado à 3ª Vara Criminal de Niterói.

Cinco meses antes do assassinato, o traficante já havia tentado matar Álvaro. Proprietário de uma lan house também na Rua Indígena, ele foi salvo por um policial militar que estava no local no momento em que o criminoso se aproximou. Na ocasião, houve confronto e na troca de tiros uma jovem de 21 anos que estava grávida de sete meses foi atingida. O bebê, que nasceu prematuro, sobreviveu, mas a mãe não resistiu.

A perseguição do criminoso ao comerciante teria sido motivada pela desconfiança de que ele teria furtado uma moto pertencente a “Drill”, que foi denunciado pela prática de homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima).

O traficante já havia sido denunciado à Vara Criminal de Niterói por crime de roubo. Por ele ser considerado de alta periculosidade, o promotor pede à população que informe seu paradeiro, pelo no telefone 127 ou pelo e-mail ouvidoria@mp.rj.gov.br. As informações também podem ser repassadas através do Disque-Denúncia, no número 2533-1177. O denunciante não precisa se identificar.

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