TCP de Acari quer expulsar ADA da Pedreira

•Novembro 6, 2009 • Deixe um comentário

Fotos: Bruno Gonzalez

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Desde que recebeu a informação de que traficantes da Favela de Acari, no bairro de mesmo nome, invadiriam o Morro da Pedreira, em Costa Barros, ambas na Zona Norte do Rio, a Polícia tem dado atenção especial à região. Ontem, cerca de 80 agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) realizaram uma incursão na Favela de Acari, controlada por criminosos da facção Terceiro Comando Puro (TCP). No dia anterior, a ação ocorreu no Morro da Pedreira, dominada pelos rivais da Amigos dos Amigos (ADA).

“Recebemos a denúncia de que haveria uma guerra entre as duas comunidades e viemos para provocar o enfraquecimento, com o intuito de impedir a disputa pelos pontos de venda de drogas. Viemos enfraquecer a Pedreira, na quinta-feira, e agora voltamos para enfraquecer Acari”, ressaltou o delegado Marcos Castro, titular da Core.

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Os agentes chegaram à Favela de Acari, por volta das 6h, e foram recebidos a tiros. No confronto, um criminoso foi atingido. Socorrido pelos próprios policiais, ele morreu no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Outros quatro acusados de envolvimento com o tráfico na região foram presos. Todas as escolas municipais do local ficaram fechadas, assim como as creches Zilka Salaberry e Edna Lott, onde estudam 296 crianças.

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Um dos presos, que se identificou como Diego Peixoto, o DG, 22 anos, contou que começou a trabalhar na contenção do tráfico há seis meses. Ele foi surpreendido por equipes da DCOD na localidade conhecida como Ponte Verde. Com um rádio transmissor, ele alertava os comparsas sobre a movimentação dos policiais. Os outros presos foram identificados como Valmor Alan Almeida Oliveira, o Valdizinho, e Daniel Dias, ambos de 20, e Daniel dos Santos de Araújo, 19.

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Os policiais apreenderam duas submetralhadoras e três pistolas, todas as armas de calibre nove milímetros, além de três granadas, três rádios de comunicação, um botijão de gás cortado ao meio – usado pelos traficantes para esconder munição -, três quilos de maconha, farda e colete semelhantes aos usados pelo Exército, uma luneta e uma máquina de contar dinheiro. A operação contou com o apoio de dois helicópteros e carros blindados.

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No dia anterior, policiais das mesmas unidades especiais da Polícia Civil apreenderam um fuzil calibre .30, no Morro da Pedreira. Na ocasião, a Secretaria Municipal de Educação informou que, por medida de segurança, cinco escolas e quatro creches não funcionaram. Cerca de 4 mil alunos ficaram sem aulas.

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Em outra operação, policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) apreenderam um fuzil calibre 556, de fabricação norte-americana, na Favela Para Pedro, em Irajá, também na Zona Norte. Durante a ação, que tinha como objetivo coibir roubos e furtos de cargas, os agentes desconfiaram de um trio em atitude suspeita. Quando perceberam a aproximação das viaturas, os suspeitos fugiram, deixando a arma para trás, escondida próxima a uma lixeira.

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Elias Maluco mandou avisar: Vigário Geral vai vermelhar

•Novembro 6, 2009 • Deixe um comentário

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A informação de que traficantes do Comando Vermelho (CV) vão tentar retomar a Favela de Vigário Geral, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte do Rio, neste final-de-semana, está deixando a Polícia em alerta.

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Controlada atualmente por integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), a Favela de Vigário Geral ficou mundialmente conhecida após a chacina ocorrida na madrugada de 29 de agosto de 1993. No dia anterior, quatro policiais militares lotados no 9º BPM (Rocha Miranda) haviam sido assassinados na Praça Catolé do Rocha e as mortes dos 21 moradores do local teria sido uma represália ao crime.

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Dois anos depois, em janeiro de 1995, o líder do tráfico no local, Flávio Pires da Silva, o Flávio Negão, 25 anos, morreu em confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque).

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Flávio Pires da Silva, o Flávio Negão, 25 anos

No lugar dele, assumiu o traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, 42. Preso em 2002 e condenado a 28 anos e meio pela morte do jornalista Tim Lopes, ele teve novo substituto. No entanto, cinco anos depois a facção que já controlava a vizinha Parada de Lucas assumiu o controle das bocas-de-fumo de Vigário Geral e passou a denominar a região como “Parada Geral”.

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Nesse período, ocorreram diversas tentativas de retomada. A próxima – que teria sido ordenada por Elias Maluco – seria realizada por bondes das favelas Furquim Mendes e Dique, no Jardim América; Cidade Alta, em Cordovil; e Parque União, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, todas na Zona Norte. Uma outra denúncia aponta que criminosos da Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha, também dariam reforço ao grupo.

“Recebemos notícias de que isso ocorreria, mas nada oficial ainda”, revelou o inspetor Carlos Augusto Ferreira Nogueira, chefe do Setor de Investigações (SI) da 38ª DP (Brás de Pina).

Na última terça-feira, dia 3, agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 22º BPM (Benfica) receberam a informação de que integrantes do Comando Vermelho estavam se reunindo no Parque União para seguir para o Complexo do Alemão, onde decidiriam detalhes da invasão à Parada de Lucas. Vizinha à Favela Vigário Geral, ela seria o primeiro passo para que os traficantes retomassem a região, considerada “relíquia” pelos traficantes da facção.

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Assim que os PMs chegaram ao Parque União, houve confronto. Na troca de tiros, um criminoso não identificado foi baleado e morreu no Hospital Geral de Bonsucesso. Com ele, os policiais apreenderam um fuzil Rugger calibre 556. Pouco depois, um jovem chegou à mesma unidade de saúde. Baleado no abdômen, ele foi socorrido pelo irmão e contou ter sido vítima de bala perdida.

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Na tarde do dia seguinte, equipes da 38ª DP realizaram uma operação em Vigário Geral e apreenderam munições, coletes à prova de balas, uma escopeta e produtos para manutenção de armamentos. O material estava no interior de um Vectra prata roubado na área da 17ª DP (São Cristóvão). O veículo estaria sendo usado pelos criminosos conhecidos como Chopp e Gordo, que também abandonaram uma Kombi, roubada no Centro do Rio.

Divididas por apenas uma rua, Vigário Geral e Parada de Lucas ficou com a divisa conhecida como Faixa de Gaza durante duas décadas. Em 2007, o TCP invadiu Vigário e a fronteira forçada entre as duas comunidades terminou. De lá para cá, o CV já tentou reaver as bocas-de-fumo três vezes.

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A Polícia Militar declarou que todas as informações são checadas e que a P-2 do 16º BPM (Olaria) está monitorando qualquer movimentação criminosa que demande intervenção direta da PM. A corporação também relembrou o cinturão preventivo montado por diversos batalhões nas proximidades da Favela Vila Kennedy, no bairro de mesmo nome, na Zona Oeste do Rio, no último sábado, dia 31. A medida foi tomada após o recebimento de denúncias de que haveria guerra entre facções rivais na localidade.

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Familiares de jovens do Macacos vão processar Estado

•Novembro 5, 2009 • Deixe um comentário

Fotos: Bruno Gonzalez

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Familiares dos três jovens mortos durante o confronto entre facções rivais pelo controle das bocas-de-fumo do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, solicitaram orientação jurídica à presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ), Margarida Pressburger, na manhã desta terça-feira, dia 3. Os parentes das vítimas pretendem processar o Estado.

“De qualquer maneira o culpado é o Estado. Tenha o tiro saído da arma dos traficantes ou da arma dos policiais, é dever do Estado garantir a segurança da população”, ressaltou Margarida.

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Inicialmente apontados pela Polícia como bandidos, o pedreiro Francisco Aílton Vieira da Silva, 25 anos, o auxiliar do departamento pessoal de um hospital Leonardo Fernandes Paulino e o ajudante de mecânico Marcelo da Costa Ferreira Gomes, ambos de 26 anos, foram assassinados a tiros quando trafegavam de carro, em um dos principais acessos ao morro. Eles chegavam de uma festa, por volta das duas horas da manhã do dia 17 de outubro, quando foram surpreendidos pelos tiros.

“Meu filho ficou doente, teve que retirar o baço. Ele precisava se distrair um pouco. Será que os jovens não podem mais sair de casa? Eu tive câncer de mama e era ele quem me ajudava. Quem fez isso foi o caveirão. Todo mundo na comunidade viu. À meia-noite, o caveirão estava circulando na rua levando traficantes rivais. Posso até morrer por estar contando isso, mas seria melhor morrer que viver nesse sofrimento”, desabafou a dona-de-casa Maria da Costa Ferreira Gomes, 52, que saiu do Ceará e chegou ao Morro dos Macacos, em 1974.

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“Naquela época não tinha nada. Nunca tive condições de morar fora de comunidade porque tinha quatro filhos para alimentar. Graças a Deus a minha filha mora há 13 anos no Ceará. Lá ela pode criar os filhos dela com tranqüilidade. Depois do câncer, tirei o seio, sofri com 21 nódulos, tive trombose no pulmão. Faço tratamento no Inca e quando vim pra casa, só queria me deitar. Comecei a subir o morro, com falta de ar, e pedi que os policiais me deixassem passar. Um deles virou para mim e disse que não estava com um pingo de pena de mim, porque a mãe dele também estava sofrendo por ele ter ido pra lá. Nunca vou me esquecer dessas palavras”, relembrou Maria.

Tio do ajudante de mecânico, José Marconi Ferreira, 48, denunciou que o corpo do sobrinho e dos amigos foram jogados na Rua Senador Nabuco, onde permaneceram por mais de sete horas.

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“Fui na 20ª DP e me falaram que nós é que teríamos que resgatar os corpos porque a perícia não iria lá. Depois o caveirão tentou levar os corpos, mas não deixamos. Eles acabaram sendo removidos por uma ambulância da PM. Todos na mesma maca. Você morre e ainda tem que provar que não é bandido. É uma maratona para provarmos que somos pessoas de bem e acho que nem todos correm essa maratona”, lamentou.

Moradora de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a diarista Maria Luiza Vieira da Silva, 47, enterrou o corpo de um dos filhos e permaneceu ao lado do outro no Hospital Geral do Andaraí, no bairro de mesmo nome, durante 12 dias. O pedreiro Francisco Aílton não resistiu e foi um dos que morreu no local, enquanto seu irmão, o garçom do Habib’s Francisco Alaílton Vieira do Nascimento, 22, foi socorrido por um amigo que o viu no chão e o levou para a casa de uma tia.

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“Agradeço a quem viu meu filho sangrando e o colocou dentro de sua casa. Ele ficou perdendo sangue até às 9h, porque era muito tiro e ninguém podia socorrê-lo. Tive que reconhecer o corpo do meu outro filho e fiquei por 12 dias com ele no hospital, sem poder trabalhar. Até hoje não consegui voltar ao trabalho”, contou, revelando que o filho foi baleado nos dois braços e na perna, tendo que passar por uma cirurgia de reconstrução de artérias e por uma intervenção no braço esquerdo. Casado e pai de uma criança de um ano, Francisco Alaílton terá seu segundo filho daqui a seis meses.

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Os pais de Leonardo Fernandes Paulino – que morreu na véspera do aniversário do filho – também esperam por uma resposta da Justiça.

“Os salgadinhos da festa do meu neto estão até hoje no congelador. Ele vira pra mim e pergunta “vovó, quando vai ser a minha festa dos Incríveis?” Ele vê os bonecos em casa e fica questionando sobre a comemoração do aniversário dele, que não teve por causa da morte do meu filho”, revelou a dona-de-casa Rita Fernandes Paulino, 48, acompanhada pelo marido, o vigia noturno Valmir José da Silva Paulino, que vai completar 53 na próxima semana e mora no Morro dos Macacos há 34 anos.

A Polícia Militar declarou que não recebeu qualquer tipo de denúncia e que desconhece o fato, ressaltando que as vítimas devem procurar a Corregedoria da corporação para que um procedimento investigatório possa ser instaurado.

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Traficantes que derrubaram helicóptero estariam em SG

•Novembro 5, 2009 • Deixe um comentário
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Valdiney Rodrigues da Silva, o Nick, 24 anos

Uma denúncia informando que traficantes responsáveis por derrubar o helicóptero da Polícia Militar durante a guerra entre facções no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, estariam escondidos em uma casa na favela Novo México, em São Gonçalo, levou os policiais da 73ª DP (Neves) a realizarem uma operação na comunidade, na tarde desta quarta-feira, dia 4. Na ação, um homem apontado pela Polícia como o gerente do tráfico de drogas na região foi preso com uma arma e drogas.

A denúncia foi repassada por agentes da Coordenadoria de Informação e Inteligência Policiais (Cinpol) ao Departamento de Polícia do Interior (DPI), que a encaminhou aos policiais da 73ª DP. Em operação conjunta, agentes da 72ªDP (Mutuá) e da Coordenadoria Regional de Polícia do Interior de São Gonçalo (CRPI-SG) seguiram para a Estrada da Fazendinha, em Tribobó, onde foram recebidos a tiros pelos traficantes. Houve confronto, mas ninguém ficou ferido.

Após o tiroteio, os policiais desconfiaram de dois homens que tentavam deixar a comunidade em uma motocicleta. Um deles, segundo os agentes, estava com uma pistola glock calibre 380 equipada com kit rajada, além de 280 pedras de crack, 10 sacolés de cocaína e cinco trouxinhas de maconha. Acusado de ser o gerente do tráfico de drogas na comunidade, Valdiney Rodrigues da Silva, o Nick, 24 anos, que seria morador do Morro do Cavalão, em Icaraí, na Zona Sul de Niterói, foi levado para a delegacia de Neves, onde foi autuado por tráfico de drogas.

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Ainda de acordo com os policiais, ele possui quatro anotações criminais, três delas pelo mesmo crime, todas na área da 77ªDP (Icaraí). Os outros criminosos fugiram pela mata, onde os agentes encontraram a réplica de um fuzil.

Investigações da 73ª DP apontam que traficantes de favelas cariocas, ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV), estariam migrando para as comunidades de São Gonçalo devido às constantes operações realizadas pela Polícia no Rio. As principais, ainda de acordo com os agentes, seriam Nova Grécia, Novo México e Complexo da Coruja, em Neves.

Os traficantes estariam circulando armados pelas comunidades a pé e em motos, assustando antigos moradores. Na lista de criminosos cariocas estão os conhecidos como PV, Mata Rindo, PQD e CV. Ainda de acordo com a Polícia, Maico dos Santos de Souza, o Gaguinho ou Jogador, e outro bandido conhecido como Pixote estão dando cobertura aos homens que tiveram que sair do Rio.

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Polícia caça traficante que matou comerciante e grávida

•Novembro 5, 2009 • Deixe um comentário

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Apontado pela Polícia como líder do tráfico de drogas na Favela do Sabão, no bairro São Lourenço, em Niterói, Alex Moreira Pereira, o Drill, 26 anos, foi denunciado pela 4ª Promotoria de Investigação Penal (4ª PIP) da 2ª Central de Inquéritos (Niterói-São Gonçalo) pelo assassinato do comerciante Álvaro Ribeiro Neto, 30. O crime, ocorrido em janeiro, foi investigado por agentes da 76ª DP (Centro), que solicitaram à Justiça a prisão preventiva do acusado.

No texto da denúncia, o promotor de Justiça Cláudio Calo Sousa, titular da 4ª PIP, relata que a vítima estava na Rua Indígena – via de acesso ao Morro Boa Vista e próxima à Favela do Sabão –, por volta das 14 horas do dia 11 de janeiro quando foi abordada por Drill, ligado à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), que controla a venda de drogas nas duas comunidades.

“Agiu o denunciado impelido por motivação fútil, desproporcional, uma vez que cometeu o referido delito mediante inúmeros disparos de arma de fogo, tão somente em razão de pensar, supor que a vítima teria supostamente subtraído sua motocicleta”, ressalta o promotor ao denunciar o acusado à 3ª Vara Criminal de Niterói.

Cinco meses antes do assassinato, o traficante já havia tentado matar Álvaro. Proprietário de uma lan house também na Rua Indígena, ele foi salvo por um policial militar que estava no local no momento em que o criminoso se aproximou. Na ocasião, houve confronto e na troca de tiros uma jovem de 21 anos que estava grávida de sete meses foi atingida. O bebê, que nasceu prematuro, sobreviveu, mas a mãe não resistiu.

A perseguição do criminoso ao comerciante teria sido motivada pela desconfiança de que ele teria furtado uma moto pertencente a “Drill”, que foi denunciado pela prática de homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima).

O traficante já havia sido denunciado à Vara Criminal de Niterói por crime de roubo. Por ele ser considerado de alta periculosidade, o promotor pede à população que informe seu paradeiro, pelo no telefone 127 ou pelo e-mail ouvidoria@mp.rj.gov.br. As informações também podem ser repassadas através do Disque-Denúncia, no número 2533-1177. O denunciante não precisa se identificar.

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Operação Família S/A prende mulheres de Isaías do Borel

•Novembro 5, 2009 • Deixe um comentário

Fotos: Pedro Pantoja

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“Este é o início de uma resposta a tudo que vem acontecendo no Rio de Janeiro”. Com esta frase, o chefe de Polícia Civil, Alan Turnowski, explicou a operação Família S/A, realizada no Morro do Borel, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, na manhã desta sexta-feira, dia 30.

O objetivo da ação era cumprir 36 mandados de prisão – sendo 31 preventivas e cinco temporárias – 25 de busca e apreensão e um mandado de seqüestro de bens. Do total, 23 foram cumpridos – sendo que 10 pessoas foram presas ontem e outras 13 já estavam detidas. Entre elas, os traficantes Isaías da Costa Rodrigues, o Isaías do Borel, e William Rodrigues Silva, o Robocop, que é seu sobrinho. Até a tarde, 12 pessoas continuavam foragidas.

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“Esta é uma evolução da investigação feita pela Polícia Civil. Primeiro prendemos os chefes, depois apreendemos armas e drogas e agora o dinheiro do tráfico. Nessa terceira fase, começamos a combater o lucro do tráfico, aquele dinheiro que não é investido de volta no crime e sim sustenta as famílias dos criminosos”, ressaltou Turnowski.

Cerca de 200 policiais civis lotados em 20 delegacias especializadas participaram da ação. Entre os presos ontem, Sílvia Regina Rosário Rodrigues e Emília Costa Rodrigues, respectivamente mulher e irmã de Isaías do Borel – que está preso há 17 anos, sendo dois no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, considerado de seguraça máxima.

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A outra mulher presa foi Flávia dos Santos Oliveira, mulher de Robocop. As três são acusadas pela Polícia de levar e trazer recados dos traficantes durante as visitas.

“Durante as visitas nos presídios, familiares e advogados recebiam ordens dos traficantes para que estes esquemas de lavagem de dinheiro fossem executados. A visita é um direito que o preso tem. Agora, vamos atrás de familiares de outros traficantes que estão presos para que esquemas parecidos com estes sejam desarticulados”, garantiu o chefe de Polícia Civil.

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Um apartamento onde a irmã de Isaías de Borel morava, na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, foi confiscado. De acordo com a escritura, o imóvel foi comprado por R$ 150 mil.

“O apartamento estava em nome da irmã dele, sendo que ela jamais teve um trabalho e não apresentou origem do dinheiro usado na compra”, explicou o diretor de Polícia da Capital, Ronaldo Oliveira.

O delegado Luiz Cláudio Cruz, titular da 19ª DP (Tijuca), afirmou que as investigações tiveram início em fevereiro de 2008. No mês seguinte, eles tiveram autorização judicial para fazer interceptações telefônicas e, de abril daquele ano até setembro de 2009, realizaram diversas operações no Morro do Borel.

“Entregamos o relatório final no último dia 21 de setembro e no dia 24 solicitamos à Justiça os mandados de prisão e busca e apreensão”, informou Cruz.

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O secretário de Estado de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, enfatizou a importância da operação Família S/A.

“Procuramos mostrar à sociedade o trabalho feito por “laranjas”, responsáveis pela lavagem do dinheiro do tráfico de drogas. O Isaías do Borel estava na iminência de sair e esperamos que isso agora não ocorra. Isso representa um prejuízo financeiro muito grande para as lideranças do Comando Vermelho”, destacou Beltrame.

Os outros presos foram identificados como Rafael Caldeira Barbosa, Marivaldo José de Oliveira, Arnaldo Borges Júnior, Mauro Sérgio Legal Rocha, Gabriel Gardelino de Lima, Leandro de Oliveira e Roberto Carlos Pires Cordeiro. Este último não estava na lista de procurados, mas era foragido da Justiça e possuía outros três mandados de prisão.

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Polícia prende integrante de quadrilha de roubo a residências

•Outubro 30, 2009 • Deixe um comentário

Fotos: Felippo Brando

Policia

Acusado de integrar uma quadrilha responsável por diversos roubos a residências na Zona Sul do Rio, Paulo Roberto Silva Taveira, o Cara Preta, 25 anos, foi apresentado na manhã desta terça-feira, dia 27, na Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), na Avenida Dom Hélder Câmara, em Pilares, na Zona Norte. Ele havia sido preso em uma blitz de rotina, na última sexta-feira, por policiais militares lotados no 22º BPM (Benfica). Após ser levado para a 21ª DP (Bonsucesso), onde foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma, ele foi encaminhado à DRF, que já o investigava desde o final do mês de setembro.

“Ele estava em um carro, com outros dois homens, quando foi parado pelos PMs, que encontraram uma arma no interior do veículo. Acreditamos que eles estivessem indo praticar outro assalto”, revelou o delegado Roberto Nunes, titular da especializada, que havia programado uma ação para prender Cara Preta e seus comparsas.

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“Tínhamos pedido a prisão dele à Justiça e fizemos um planejamento para realizar uma operação no sábado para cumprir esse mandado de prisão. No entanto, ele acabou sendo preso antes, e de maneira inusitada”, ressaltou Roberto.

Em depoimento, Cara Preta afirmou ter sido convidado pelo traficante José Ricardo Rosa Ribeiro, o Cagado, 41, para participar do assalto ao Edifício Solar da Praia, localizado na Rua Francisco Otaviano, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O crime ocorreu no dia 29 de setembro e, para conseguir entrar no prédio, os assaltantes se identificaram como funcionários da Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro (CEG).

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José Ricardo Rosa Ribeiro, o Cagado, 41 anos

De acordo com a Polícia, Cagado – integrante da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) – foi o responsável por liderar a invasão aos morros Chapéu Mangueira e Babilônia, no Leme, em abril do ano passado. Com a implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no local, no último mês de junho, ele acabou indo se refugiar no Morro da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte.

Conhecido por trocar de facção algumas vezes e manter amizade com os rivais da Amigos dos Amigos (ADA), ele costumava visitar familiares no Morro do Vidigal e freqüentar a Favela da Rocinha, em São Conrado – comunidades controladas pela ADA. No entanto, desagradou ao traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, 33, que teria proibido que integrantes de sua quadrilha praticassem assaltos na Zona Sul do Rio.

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Este teria sido o motivo que fez com que Nem ordenasse a morte de Cagado, executado juntamente com outros dois comparsas, na última sexta-feira, dia 23. Além de Cagado e Cara Preta, outros três criminosos integram a quadrilha que tem cometido diversos roubos a residências nos bairros São Conrado, Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. Entre eles, um taxista. Todos estão identificados.

“O taxista não participa dos assaltos. Ele estaciona o carro próximo e sai, deixando a chave para que os cúmplices consigam fugir. A tática dele é se afastar para, caso algo dê errado, alegar que teve o veículo furtado. Não é a primeira vez que detectamos um taxista envolvido com quadrilhas de assaltos. Eles se aproveitam da boa imagem que esses profissionais têm para tentar ludibriar a Polícia”, destacou o delegado.

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Ainda de acordo com seu relato à Polícia, Cara Preta disse ter recebido R$ 8 mil pelo roubo no Edifício Solar da Praia. Na ocasião, os criminosos invadiram cinco apartamentos e levaram máquinas fotográficas, aparelhos de telefone celular, relógios, jóias e dinheiro – entre reais, dólares e euros, totalizando mais de R$ 500 e US$ 1 mil. Uma das vítimas perdeu R$ 50 mil em jóias feitas com ouro, prata e brilhante.

“Saímos do prédio em um Passat modelo antigo vermelho e fomos até o local onde o táxi estava estacionado. De lá fomos até o Vidigal, mas eu não participei da divisão do roubo porque sou morador da Serrinha, que é TCP, e o Vidigal é ADA. Mesmo não tendo envolvimento com o tráfico, os caras não gostam que a gente fique freqüentando comunidades de facções rivais”, afirmou aos agentes da DRF.

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PM assassinado em Niterói é o 90º policial morto no Estado do Rio

•Outubro 28, 2009 • Deixe um comentário

Fotos: Pedro Pantoja

PM morto em Niteroi

Na última semana do mês de outubro, uma triste estatística chama a atenção: 162 policiais já foram feridos, trabalhando ou de folga, desde janeiro até ontem, no Estado do Rio de Janeiro. Destes, 59 estavam de serviço. No total, 90 morreram – sendo 80 policiais militares e 11 policiais civis. O número aumentou com a morte do sargento da Polícia Militar Alexandre Costa Dias, 46 anos. Na corporação há mais de duas décadas e lotado no 22º BPM (Benfica) há dez anos, o PM havia saído de serviço e chegava em casa, na Zona Norte de Niterói, quando foi abordado pelo bandido.

O crime ocorreu na Rua Magnólia Brasil – um dos principais acessos ao Morro do Boa Vista, na divisa entre os bairros Fonseca e São Lourenço, por volta da 1h desta segunda-feira, dia 26. O sargento já tinha colocado seu carro – um Gol branco – na garagem e fechava a porta de sua residência quando foi surpreendido pela ação criminosa. Ele ainda conseguiu sacar sua pistola calibre 40 e reagir, mas, na troca de tiros, foi baleado três vezes. Atingido no pulmão e nos rins, ele chegou a ser socorrido por familiares e levado para o Hospital das Clínicas de Niterói (HCN), no Centro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade, no início da manhã de ontem, se tornando o 81º PM morto no Rio, somente este ano.

“Ele participava de confrontos com criminosos bem armados e perigosos e trabalhava em um batalhão responsável por favelas críticas e não me esqueço de quando ele me disse: “troco tiros com os piores bandidos e vou acabar morrendo na mão de algum otário”", revelou um amigo do PM, que era casado e pai de um menino de 11 anos.

Um dos irmãos do policial, o taxista Eduardo Costa Dias, 53, acredita que ele tenha reagido a um assalto.

“O índice de roubo de carros no Fonseca está enorme, principalmente na rua em que meu irmão morava e na Carlos Maximiano, que é próxima e também dá acesso ao Boa Vista”, afirmou.

No entanto, a Polícia não descarta a possibilidade do PM ter sido vítima de uma vingança, já que nem o carro e nem a sua arma foram levados. Na calçada em frente à casa do policial, foram arrecadados projéteis de pistolas calibre 40 e também nove milímetros.

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“Pode ter sido uma tentativa de roubo dificultada pela reação do policial ou pode ser que não seja latrocínio (roubo seguido de morte), já que, a princípio, nada foi levado”, ressaltou um inspetor lotado na 78ª DP (Fonseca), onde o caso foi registrado.

Horas após o crime, policiais militares do 12º BPM (Niterói) lotados no Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) da Engenhoca detiveram Wesnerson Carvalho Cardoso, o Ostinho, 26. Baleado na mão, ele é filho de criação do ex-traficante Walter Gomes de Carvalho Filho, o Waltinho do Boa Vista, 45, – que era ligado à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) e apontado pela Polícia como dono do Morro Boa Vista. Após cumprir pena durante 14 anos, ele está em liberdade desde dezembro de 2007.

Levado para a 78ª DP como suspeito de participação na morte do PM, ele acabou sendo liberado por falta de provas. No entanto, no início da tarde de ontem, foi novamente detido. Após receberem um telefonema anônimo apontando a localização dele e garantindo haver ligação de Ostinho com o crime, equipes do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do 12º BPM se dirigiram ao Morro do Boa Vista e foram recebidos a tiros.

Enquanto parte dos policiais participavam do confronto, que resultou na apreensão de 130 pedras de crack, 51 papelotes de cocaína e 58 trouxinhas de maconha, os outros chegaram ao endereço onde Ostinho se escondia e o conduziram, novamente, à delegacia do Fonseca.

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Wesnerson Carvalho Cardoso, o Ostinho, 26 anos

O suspeito – que já foi indiciado em inquérito sobre tráfico de drogas – alegou que era integrante de uma torcida organizada e que havia sido baleado durante uma briga após o jogo Botafogo x Flamengo, realizado na noite de domingo no Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio.

“Ele disse que foi atingido pelo tiro no Centro de Niterói e que tinha sido socorrido por um amigo, mas não soube dizer em que rua exatamente e nem lembrava o nome do suposto amigo. A denúncia anônima apontava o envolvimento dele na morte do PM e uma testemunha o reconheceu”, explicou um dos policiais que participaram da ocorrência, informando que, no início da noite, a Justiça concedeu um mandado de prisão contra o suspeito, que foi encaminhado à carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), em Neves.

O corpo do PM – que já foi lotado no 7º BPM (São Gonçalo) e na Escola Superior de Polícia Militar (ESPM) – foi enterrado nesta terça-feira, dia 27, no Cemitério Parque da Colina, no bairro Cantagalo, na Região de Pendotiba, em Niterói.

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Disque-Denúncia oferece R$ 5 mil por FB

•Outubro 28, 2009 • Deixe um comentário

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O Disque-Denúncia está oferecendo R$ 5 mil por informações que levem à prisão do traficante Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 33 anos. Integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV), ele é apontado pela Polícia como homem que iniciou a guerra com rivais da facção Amigos dos Amigos (ADA), ao ordenar a invasão ao Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, na última sexta-feira, dia 17 de outubro.

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Atualmente controlando o tráfico de drogas na Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, FB – que também é conhecido como Urubu, FM e Imperador – está no tráfico desde 2000. Nascido e criado na Favela Cidade Alta, em Cordovil, também na Zona Norte, ele já esteve à frente das bocas-de-fumo do Morro do Urubu, em Pilares, e já liderou diversas tentativas de invasões a comunidades rivais.

Foragido desde 2002, quando saiu da prisão por ter recebido o benefício do regime semi-aberto e não voltou, ele teria saído da Vila Cruzeiro para encontrar aliados no Morro do Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, e seguir para Vila Isabel, onde o bando invadiu o Morro dos Macacos.

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Com 14 mandados de prisão contra ele, possui vários processos na Justiça do Rio de Janeiro e teve participação em vários casos como o seqüestro de um grupo de chineses, em agosto de 2008, e o ataque a policiais da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRF), em novembro, também do ano passado, próximo à Favela de Manguinhos.

Ele está incluído em um processo na 25ª Vara Criminal do Rio de Janeiro que decretou prisão preventiva para 23 acusados de tráfico de drogas nas comunidades que formam o chamado Complexo do Alemão. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado, todos eles estariam envolvidos na formação de quadrilha para venda de cocaína, maconha, êxtase e crack.

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Relembre a operação no Complexo do Alemão

Traficantes invadem posto de saúde e planejam ataques a delegacias

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Traficantes invadem posto de saúde e planejam ataques a delegacias

•Outubro 28, 2009 • 1 Comentário

Fotos: Bruno Gonzalez e Pedro Pantoja

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Os comércios existentes ao longo da Rua Nossa Senhora da Penha – que é um dos principais acessos à Favela Vila Cruzeiro e faz divisa com a Favela da Chatuba – virou refúgio de moradores. Em uma padaria, tiros ricocheteavam no telhado. Muitos atingiram árvores e derrubaram folhas na via. Aproximadamente duas horas após a chegada das equipes do 16º BPM à Vila Cruzeiro, criminosos da Chatuba resolveram apoiar os comparsas da favela vizinha e começaram a atirar contra os dois veículos blindados da PM.

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Três moradores da Vila Cruzeiro foram atingidos por balas perdidas. O ex-combatente Brunie de Barros, 86 anos, Expedito José Rodrigues, 57, e o marceneiro Severino Marcelino dos Santos, 50. Todos foram socorridos e levados para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, e apenas os dois primeiros receberam alta após receberem atendimento médico.

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O marceneiro, que havia saído de casa para buscar a filha no colégio, com medo de que ela fosse vítima do tiroteio, morreu no dia seguinte. O corpo dele foi enterrado, na segunda-feira, dia 25, no Cemitério de Irajá, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte.

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“É tiro de tudo quanto é lado. Uma hora é da Polícia, outra hora é dos bandidos. A gente fica preso sem poder voltar pra casa”, desabafou o autônomo José da Costa, 34 anos, morador do Largo do Cruzeiro.

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A auxiliar de escritório Rosana Conceição, 29, resolveu arriscar e subiu a favela mesmo debaixo de tiros.

“Resolvi vir à padaria antes de ir trabalhar e não me arrumei. Se eu tivesse vindo arrumada, iria direto. Meu patrão não quer saber se morro em área de guerra e eu preciso do meu emprego”, desabafou.

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Cerca de meia hora após a saída das equipes do 16º BPM da Favela Vila Cruzeiro, criminosos da Favela da Chatuba invadiram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Penha. Um policial militar que trabalha na UPA avistou um grupo de homens armados descendo pelo Parque Ari Barroso, que fica nos fundos da unidade de saúde e dá acesso à Chatuba, e pediu reforço.

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“Quando eles viram as viaturas se aproximando, começaram a atirar. Eu me joguei em um formigueiro para me proteger dos tiros. Médicos e pacientes se trancaram na UPA”, contou o sargento França.

Viaturas do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) que passavam ouviram o pedido e se dirigiram ao local. Pouco depois, policiais do 16º BPM chegaram e pediram o apoio de dois veículos blindados.

“O Choque atendeu ao pedido de prioridade e depois nós chegamos. Pensava-se que seria um atentado contra o posto, mas posteriormente ficamos sabendo que os criminosos queriam um médico para prestar atendimento a um traficante que foi baleado na operação da manhã”, declarou o tenente Márcio Martins, do 16º BPM.

No final da tarde, a Polícia recebeu uma denúncia de que traficantes do Complexo do Alemão estariam planejando ataques à delegacias – principalmente 21ª DP (Bonsucesso), 22ª DP (Penha) e 27ª DP (Vicente de Carvalho). Todas as unidades foram avisadas e providenciaram reforço na segurança.

A Polícia Militar reforçou o policiamento ostensivo nos acessos ao conjunto de favelas e também nas proximidades de clínicas particulares e postos de saúde da região.

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Com aproximadamente 160 mil moradores, o Complexo do Alemão é composto pelas favelas Vila Cruzeiro, Chatuba, Nova Brasília, Pedra do Sapo, Alvorada, Areal, Matinha, Chuveirinho, Palmeiras, Fazendinha, Grota e pelos morros da Baiana, do Alemão, dos Mineiros e do Adeus. A maior operação realizada na região ocorreu no dia 27 de junho de 2007, quando 1.350 agentes – entre policiais civis e militares e soldados da Força Nacional de Segurança – realizaram incursão em todo o Complexo, que possui acessos pelos bairros Ramos, Penha, Olaria, Inhaúma e Bonsucesso, e estava ocupado pela Polícia desde o dia 2 de maio do mesmo ano.

Na época, 19 acusados de envolvimento com o tráfico de drogas morreram e 13 pessoas foram baleadas: um policial, sete moradores e cinco traficantes. Treze dos corpos foram recolhidos pela própria Polícia, enquanto outros seis foram deixados à noite dentro de uma van em frente à 22ª DP (Penha). No total, os policiais apreenderam 115 quilos de maconha, 30 quilos de cocaína, dois quilos de crack em pedra, um quilo de crack em pasta, 100 frascos de lança-perfume, 50 unidades de explosivo em pasta, um detonador, duas metralhadoras Ponto 30, um fuzil AK-47, um fuzil HK-G3, um fuzil Parafal 762, uma submetralhadora nove milímetros, cinco pistolas, uma sub-metralhadora Uzi, um revólver calibre 38, um lançador de rojão e centenas de munições para pistolas calibre 45, 40 e nove milímetros, além de munições para fuzis e metralhadoras.

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Em setembro do ano seguinte, outra grande operação ocorreu no local. Aproximadamente 800 policiais – entre policiais militares lotados no 16º BPM (Olaria) e no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e policiais civis de 15 delegacias especializadas – foram até o conjunto de favelas atrás do corpo do traficante Antônio de Souza Ferreira, o Tota, 32 anos. Baleado na região lombar, o PM Luiz Cláudio Melo, 30, que era adido à Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE), morreu. Outros dois policiais foram baleados.

Lotado na Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Rivagner Baptista dos Santos, 44, foi atingido por um tiro no fêmur esquerdo. Já Alexandre Marchon Gomes, 37, da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), que foi baleado na cabeça, morreu três meses depois.
Além de um policial morto e dois feridos, o saldo daquela operação foi de dois supostos traficantes mortos, cinco moradores vítimas de balas perdidas e apreensão de 20 quilos de cocaína e 30 de maconha, além de duas escopetas calibre 12, um fuzil, uma metralhadora ponto 30, duas pistolas, cinco granadas e munição. Os policiais descobriram também uma central de monitoramento por câmeras e uma casa usada como oficina para o reparo e fabricação artesanal de armas.

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