Segurança do Policial

Publicado: 7 de maio de 2007 em Uncategorized

Tem início nesta terça-feira o Seminário de Segurança do Policial. O evento – composto por três encontros – vai reunir oficiais e praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e tem como objetivo elaborar o Plano Diretor de Segurança do Policial, para ser apresentado às autoridades estaduais e implementado pela PM.
Durante os encontros, serão apresentadas propostas elaboradas por 10 grupos de trabalho que foram formados no início deste ano. Cada grupo ficou encarregado de analisar uma área da corporação – operacional, saúde, pessoal, inteligência e tecnologia, entre outras – para preparar sugestões para melhorar as condições de segurança do policial militar.
O Seminário de Segurança do Policial começa às 14h, no Quartel General da PMERJ, localizado no número 78 da Rua Evaristo da Veiga, no Centro do Rio. “O foco principal do trabalho da Polícia Militar é a segurança da população, mas o policial não pode esquecer de sua própria segurança. Estamos aprofundando essa discussão desde o começo do ano e os encontros deste seminário vão nos ajudar a colher outras propostas e sugestões”, destacou o comandante geral da corporação, coronel Ubiratan Ângelo.
Os dados relativos à segurança dos policiais – no trabalho e na folga – têm causado preocupação. De acordo com o próprio comando da corporação, em 2005, morreram 137 PMs e 736 ficaram feridos; em 2006, foram 152 mortos e 700 feridos; e, até a semana passada, 53 policiais militares haviam sido mortos e 218 ficaram feridos.

Em São Gonçalo, somente nos primeiros quatro meses deste ano, dois PMs foram assassinados. No dia 5 de abril, o soldado PM Robson Luiz Santana de Souza, 31, morreu ao ter sua identidade descoberta por três criminosos que assaltavam a Kombi onde ele viajava, na altura do bairro Laranjal. Presos uma semana depois do crime, os assassinos explicaram como fizeram: enquanto o menor conhecido como Professor, 17, segurou o PM por trás, utilizando um golpe conhecido como “gravata”, seu comparsa identificado como Luiz Alberto Andrade Carvalho, o Tête, 19, atirou com um revólver calibre 38 na boca do policial, que não teve sequer tempo de reação. No dia 10 de março, o cabo PM Douglas de Oliveira, 27, foi surpreendido por criminosos em uma moto e assassinado com mais de dez tiros, quando saía de um baile funk no Porto da Pedra.

A triste estatística pode ser conferida no site “Rio´s Police Body Count” – um contador de corpos de policiais mortos no Rio.

O endereço é:

http://www.diariodeumpm.net/2007/02/28/rios-police-body-count/

Comentários
  1. Triste estatística, que não pára de aumentar. Gostei de saber do seminário, será bom para tirar,os conclusões sobre o que está acontecendo e o que devemos fazer para isso parar.

    Obrigado por citar o Rio’s Police Body Count… só faltou fazer um linkzinho ;)

  2. RCC® disse:

    Minha linda!!!
    Eu já desisti desse lance de segurança.
    Se eu matar um puto desse na rua por defesa…eu vou preso!

    Parei!
    Sucesso pra vc gatona!

  3. [...] Isso serve para atestar um ditado murphyano que diz que “nada é tão ruim que não possa piorar”. A PM do Rio não pode ser um novo Afeganistão. Esteja atento aos resultados do Seminário de Segurança do Policial. O evento – composto por três encontros (um já aconteceu) – está reunindo oficiais e praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro para elaborar o Plano Diretor de Segurança do Policial, que será apresentado às autoridades estaduais, implementado pela PM e divulgado por aqui. Saiba mais no blog Pauta do Dia. [...]

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