O que mais falta acontecer??
Intitulado como “Serviço de Atendimento Móvel de Urgência”, o Samu deveria ser rebatizado em São Gonçalo. Dependendo de uma ambulância para ser socorrido ao pronto socorro, o aposentado Antônio Mendes da Silva, 73 anos, só não morreu porque pôde contar com a sensibilidade dos funcionários do serviço de atendimento social da 74ª DP (Alcântara) e do delegado Fábio Barucke, titular da unidade. O aposentado se dirigia à agência da Caixa Econômica Federal (CEF) da Rua Doutor Alfredo Backer quando começou a sentir-se mal. Com falta de ar e dores no peito, ele parou na delegacia para pedir auxílio. Através do telefone, os funcionários da delegacia tentaram por diversas vezes acionar o Samu. Na maioria delas, ninguém atendia as chamadas. Em algumas, eles eram atendidos por uma secretária eletrônica que repetia uma mensagem afirmando que a ligação seria atendida em poucos minutos. O que não ocorreu. Os telefonemas foram feitos através dos orelhões existentes na unidade e até mesmo do aparelho de telefone celular da equipe do Nosso Jornal.
Quando ligou do telefone da delegacia e conseguiu atendimento, o funcionário da 74ª DP foi informado de que a ligação havia caído no Rio de Janeiro e que era necessário repetir a ligação de um outro aparelho, para que a chamada caísse na central de São Gonçalo. O 20º Grupamento de Bombeiros Militar (São Gonçalo) também foi acionado, mas a única ambulância da unidade estava empenhada em um acidente de trânsito. Vinte minutos depois, sem conseguir contato com o Samu, o atendente social da unidade recorreu ao delegado, que deu R$ 10 de seu bolso para que o aposentado fosse levado de táxi ao Pronto Socorro de Alcântara. Ele foi socorrido acompanhado por uma funcionária do setor de limpeza da 74ª DP.

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