Arquivo de março, 2009

Juninho Coroa explode no Jardim Catarina

Publicado: 31 de março de 2009 em Uncategorized

Fotos: Bruno Gonzalez

chefe-do-trafico-morto-em-niteroi-10-bruno-gonzalez

O uso de granadas contra a Polícia não é mais exclusividade de criminosos cariocas. Traficantes ligados à facção Comando Vermelho (CV) que dominam a venda de drogas no Jardim Catarina, em São Gonçalo, também já possuíam um arsenal de artefatos.

A descoberta foi feita por policiais militares do 7º BPM (São Gonçalo) lotados no Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) da unidade. Durante ocorrência na madrugada desta segunda-feira, dia 30, eles apreenderam 18 granadas na localidade Ipuca. Outros dois artefatos estavam na cintura do líder do tráfico no local, conhecido como Juninho Coroa. Ele iniciou confronto com os PMs e teve o corpo partido em duas partes quando um tiro atingiu um dos explosivos.

Os PMs realizavam incursão de rotina na Avenida Albino Imparato quando se depararam com Tereza Cláudia Firmo Rodrigues, 35 anos, por volta de 1h30. Ela estava com um revólver calibre 32 enrolado em uma camisa e contou que iria entregar para o traficante, de quem seria namorada. Neste momento, Juninho Coroa, acompanhado por cerca de oito homens armados, apareceu.

Tereza Cláudia Firmo Rodrigues, 35 anos, já tinha passagem por tráfico

Tereza Cláudia Firmo Rodrigues, 35 anos, já tinha passagem por tráfico

“Ela ainda falou para os PMs: “cuidado que ele está armado e com duas granadas na cintura””, revelou um dos policiais que participou do registro da ocorrência.

O bandido, considerado um dos mais cruéis da região, e seus comparsas começaram a atirar contra os PMs, que se abrigaram e revidaram. Um dos tiros atingiu uma das granadas que o traficante carregava na cintura e provocou a explosão da mesma.

“Uma granada explodiu e fez a outra também detonar. Ele perdeu as pernas e caiu. Mesmo no chão, continuou atirando”, relembrou um dos policiais.

O soldado Geovanis Falcão, que se aproximou de Juninho Coroa na intenção de socorrê-lo, acabou baleado no braço pelo bandido, que portava uma pistola calibre 45. Após ser desarmado, ele foi levado para o Pronto Socorro São Gonçalo (PSSG), no Zé Garoto, mas não resistiu aos ferimentos. O PM ferido foi atendido na mesma unidade de saúde e liberado após receber atendimento médico.

Policia

Apontado pela Polícia como integrante da quadrilha, um menor de 15 anos conhecido como Ratinho levou os policiais até uma casa na Rua Expedito José de Oliveira, onde havia 419 trouxinhas de maconha. No terreno ao lado do imóvel, os PMs apreenderam 1.540 papelotes de cocaína e uma espingarda calibre 28 e 10 cartuchos deflagrados, além das 18 granadas e R$ 73 em espécie. Os artefatos explosivos foram recolhidos por agentes do Esquadrão Anti-Bombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

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No início da manhã, criminosos do CV ordenaram o fechamento do comércio em luto pela morte de Juninho Coroa, que estava em liberdade há um mês e era homem de confiança do traficante Márcio Silva de Macedo, o Gigante do Jacarezinho. Cerca de 1.700 alunos do Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Deputado David Quinderê ficaram sem aulas. O ponto final de seis linhas de três empresas de ônibus foi transferido. Moradores da Ipuca tiveram que andar até as ruas Sampaio Rodrigues e Francilvânia para conseguir pegar condução. O registro foi feito na 74ª DP (Alcântara).

Juiz Rubens Roberto Rebello Casara, titular da 2ª Vara Criminal de Campo Grande

Juiz Rubens Roberto Rebello Casara, titular da 2ª Vara Criminal de Campo Grande

“Ilegalidade não se combate com ilegalidade”. Esta foi a frase usada pelo juiz Rubens Casara, da 2ª Vara Criminal de Campo Grande, para absolver o sargento reformado da Polícia Militar Airton Padilha de Meneses, 42 anos. Acusado de porte ilegal de arma, o PM foi inocentado pela Justiça, oito meses depois. Ele havia sido apontado como integrante da milícia conhecida como Liga da Justiça pelo delegado Marcus Neves, quando este ainda era titular da 35ª DP (Campo Grande). Ainda de acordo com o delegado, responsável pela prisão em flagrante do policial, em julho do ano passado, o sargento faria a arrecadação de Fábio Pereira Oliveira, o Fabinho Gordo, 34, que, segundo a Polícia, era um dos seguranças do ex-deputado estadual Natalino José Guimarães.

O ex-deputado estadual Natalino José Guimarães é apontado como líder da Liga da Justiça

O ex-deputado estadual Natalino José Guimarães é apontado como líder da Liga da Justiça

No dia 14 de julho, uma equipe da 35ª DP, coordenada pelo delegado Marcus Neves, invadiu a casa do PM, na localidade de Cosmos, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Acompanhados por informantes – pessoas conhecidas como “X-9”, que não são policiais, mas acompanham operações – os agentes agrediram o policial e impediram a aproximação de uma viatura do Regimento de Cavalaria Coronel Enyr Cony dos Santos (RCCECS), antigo Regimento de Polícia Montada (RPMont), que havia sido chamada pela mulher dele. Ao ligar para o 190, ela foi orientada a não desligar o telefone e tudo o que se passou no interior da residência foi gravado.

A gravação foi anexada ao processo, de número 2008.205.022043-6, e seu conteúdo chamou a atenção do promotor Juan Luiz Souza Vázquez, que enfatizou na sentença: “Neste ponto vale ressaltar que há um cd transcrito nos autos que deixa revelar a intensa participação de um agora ex-policial militar e, segundo a mídia, atual comandante de uma milícia denominada ´Comando Chico Bala´”. A referência é sobre o ex-sargento Francisco César de Oliveira, o Chico Bala, expulso da PM há duas semanas.

Francisco César Silva de Oliveira, o Chico Bala, expulso da PM no dia 16 de março, participou da prisão ilegal

Francisco César Silva de Oliveira, o Chico Bala, expulso da PM no dia 16 de março, participou da prisão ilegal

A audiência foi realizada no último dia 19 de março e a sentença foi anunciada duas horas após o início da sessão. Ao pedir a absolvição do acusado, o promotor destacou: “o Ministério Público pôde observar que a arma de fogo, nas palavras da própria Autoridade Policial, foi encontrada por uma pessoa que não ostenta a condição de policial civil ou militar, estando, dessa forma maculada ab initio a ação penal”.

O promotor Juan Luiz Souza Vázquez também ressaltou o fato de que o então titular da 35ª DP, apesar de informar que teria conduzido a operação, não soube dizer onde a arma teria sido encontrada, além de não possuir autorização judicial para ingressar na casa do PM, “devendo ser levado em consideração que o próprio delegado afirmou que não tinha percebido o acusado portar qualquer arma de fogo ou praticar qualquer ilícito penal que justificasse a entrada na residência do denunciado”.

A conduta do delegado Marcus Neves vai ser apurada pela Promotoria de Investigação Penal (PIP)

A conduta do delegado Marcus Neves vai ser apurada pela Promotoria de Investigação Penal (PIP)

“Esse processo é peculiar, pois ficou demonstrado que a polícia civil não observou os meios legais para o ingresso e prisão do denunciado. A prisão foi ilegal, na medida em que a própria Autoridade Policial confirmou não saber quem era o réu antes de realizar a sua prisão e muito menos presenciou qualquer atitude ilícita deste, narrando que a invasão do domicílio foi justificada, apenas e tão-somente, por ter o réu corrido para a sua residência”, destacou em trechos de seu pronunciamento.

“O Ministério Público não pode corroborar com uma operação policial como a retratada nos autos, sob pena de negar o Estado Democrático de Direito, a Constituição e o próprio juramento que se faz ao ingressar na carreira de promotor de justiça”, salientou Juan Luiz, que também fez o requerimento para que a Promotoria de Investigação Penal (PIP) apure a conduta dos policiais civis envolvidos na ocorrência.

Ao concordar com a solicitação do Ministério Público e absolver o PM, o juiz Rubens Casara foi enfático: “A questão é simples: ilegalidade não se combate com ilegalidade. No caso em tela, as ilegalidades observadas na fase preliminar, dentre as quais destaca-se a participação na prisão do réu e na investigação do crime imputado de diversas pessoas sem a legitimidade constitucional para tanto, das quais derivam todas as provas produzidas neste feito, levam à necessidade de, em respeito ao Estado de Direito, declarar a improcedência da pretensão punitiva estatal”.

Relembrando…
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Policia (especial roberta)

Este homem é Marcelo Luiz de Oliveira Cruz, 37 anos, apontado pela Polícia como sendo o matador de aluguel que cobrou R$ 40 mil para assassinar o delegado Fábio Barucke, titular da 74ª DP (Alcântara). Foragido da Justiça, ele possui cinco mandados de prisão e é irmão do cabo da Marinha Flávio Ronie de Oliveira Cruz, 25, acusado de roubo, formação de quadrilha, latrocínio, seqüestro, abuso de autoridade e receptação.

O contrato teria sido intermediado por seu irmão, que está preso no 1º Distrito Naval, onde conheceu o sargento reformado da Marinha e ex-vereador de São Gonçalo Edson da Silva Mota, 53, que seria o mandante do crime. Acusado de liderar uma quadrilha composta por policiais – entre civis e militares – que tomaria, por meio de força, linhas de transporte alternativo, ele foi preso pelo delegado Fábio Barucke, em junho de 2007. Juntamente com seus filhos, o ex-PM Edson de Abreu Mota e André da Silva Mota, 33, eles foram indiciados por formação de quadrilha, ameaça, coação no curso de processo, extorsão, constrangimento ilegal e estelionato.

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“Conseguimos reunir provas de que ele utilizava forças policiais para coagir os motoristas a pagarem uma taxa de R$ 200 por semana. Quem se recusava a pagar, era executado”, revelou Barucke, que remeteu o inquérito para a Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE).

Em novembro de 2008, uma megaoperação coordenada pela especializada com o objetivo de cumprir 45 mandados de prisão e 70 de busca e apreensão, prendeu 31 pessoas acusadas de envolvimento com a Máfia das Vans na Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. Entre elas, Mota e seus dois filhos.

Por determinação da Justiça, ele foi transferido da carceragem do 1º Distrito Naval para o Presídio Ary Franco, em Água Santa, na Zona Norte do Rio, na última semana. O objetivo era separá-lo do cabo da Marinha que é irmão do matador de aluguel. O delegado recebeu reforço na segurança pessoal e só sai com escolta e colete à prova de balas.

“Não tenho mais rotina, mas essa tentativa de me desestabilizar foi em vão. Apenas serviu de motivação para endurecer ainda mais contra o crime organizado”, ressaltou Fábio Barucke.

No dia 23 de dezembro do ano passado, uma das principais testemunhas da Polícia contra a máfia que atua no transporte alternativo em São Gonçalo foi executada na porta de casa, no Jardim Catarina. O motorista de van Idelfonso Teixeira de Abreu, 43 anos, levou 11 tiros. Na época, o delegado atribuiu o crime a Mota da Coopasa, apontando-o como mandante.

O plano para matar o delegado foi descoberto através de informação anônima repassada através do Disque-Denúncia (2253-1177) que afirmava que o pistoleiro contratado se chamava Marcelo e era irmão de um homem chamado Flávio que estava preso junto com Mota da Coopasa. Os policiais da 74ª DP foram até o 1º Distrito Naval e localizaram o cabo Flávio. Eles foram até a casa do foragido Marcelo, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, mas ele não foi encontrado.
Qualquer informação que auxilie a Polícia a localizar e prender o criminoso pode ser repassada através do Disque-Denúncia ou para o próprio gabinete do delegado (3715-2356).

O irmão do matador de aluguel está preso desde meados de 2007. Ele é acusado, juntamente com o também cabo da Marinha Juliano de Oliveira Franco e Alex Alves de Oliveira, ambos de 25, de seqüestrar e assassinar outro cabo da Marinha, o paraense Henderson Prisco Mota, também de 25. A vítima trabalhava no Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval (Ciaan), localizado em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, e estava desaparecido desde o dia 30 de maio daquele ano.

A Polícia chegou até o trio após receber informação do Serviço da Marinha de que haviam sido feitos saques na conta corrente de Henderson. Foram levantados os locais onde os cartões do paraense foram utilizados, até que os policiais chegaram até o cabo Flávio Cruz, que comprou peças para seu carro com o cartão da vítima. Eles teriam roubado cerca de R$ 30 mil que ela economizava há alguns anos.
O cabo confessou ter retirado fichas de militares da base de São Pedro da Aldeia juntamente com o cabo Juliano Franco. O objetivo deles era identificar aqueles que tivessem maior poder aquisitivo e seqüestrá-los, para que sacassem dinheiro de suas contas.

Gino Mário Malizia, 53 anos

Gino Mário Malizia, 53 anos

Procurado pela Justiça da Bahia, o foragido Gino Mário Malizia, 53 anos, foi preso na Região dos Lagos por uma equipe da 129ª DP (Iguaba Grande), neste sábado, dia 28. Ele foi denunciado por uma vizinha a quem vinha fazendo ameaças de morte e acabou sendo levado por policiais da unidade para que prestasse depoimento na delegacia, onde descobriu-se que contra ele constava mandado de prisão preventiva expedido pelo Juízo da Comarca de Camamu.

A prisão foi efetuada no dia seguinte à denúncia de Gabriela Azevedo do Amaral Marques, 33. Moradora do bairro São Miguel, ela procurou a 129ª DP para registrar queixa contra Gino, que era seu vizinho e a vinha ameaçando de morte há cerca de um ano. A ameaça foi registrada na sexta-feira, dia 27, sob o número 129-00249/2009.

Presente de aniversário: a cadeia!

Presente de aniversário: a cadeia!

Neste sábado, aniversário do acusado, os policiais de plantão foram até a residência dele, na Rua L, e o conduziram à distrital. Após ser ouvido, ele foi encaminhado à Seção de Inteligência Policial (SIP), onde, após consulta ao sistema, foi constatado o mandado de prisão pendente por atentado violento ao pudor com presunção de violência. Ele teria violentado uma menor de 14 anos de idade, na Bahia, e depois fugido para o Rio de Janeiro, onde permanecia escondido em Iguaba Grande, na Região dos Lagos.

Após o cumprimento do mandado de prisão, os policiais encaminharam o acusado para a carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), onde ele vai permanecer à disposição da Justiça.

Gino Mário Malizia, 53 anos

Gino Mário Malizia, 53 anos

Procurado pela Justiça da Bahia, o foragido Gino Mário Malizia, 53 anos, foi preso na Região dos Lagos por uma equipe da 129ª DP (Iguaba Grande), neste sábado, dia 28. Ele foi denunciado por uma vizinha a quem vinha fazendo ameaças de morte e acabou sendo levado por policiais da unidade para que prestasse depoimento na delegacia, onde descobriu-se que contra ele constava mandado de prisão preventiva expedido pelo Juízo da Comarca de Camamu.

A prisão foi efetuada no dia seguinte à denúncia de Gabriela Azevedo do Amaral Marques, 33. Moradora do bairro São Miguel, ela procurou a 129ª DP para registrar queixa contra Gino, que era seu vizinho e a vinha ameaçando de morte há cerca de um ano. A ameaça foi registrada na sexta-feira, dia 27, sob o número 129-00249/2009.

Presente de aniversário: a cadeia!

Presente de aniversário: a cadeia!

Neste sábado, aniversário do acusado, os policiais de plantão foram até a residência dele, na Rua L, e o conduziram à distrital. Após ser ouvido, ele foi encaminhado à Seção de Inteligência Policial (SIP), onde, após consulta ao sistema, foi constatado o mandado de prisão pendente por atentado violento ao pudor com presunção de violência. Ele teria violentado uma menor de 14 anos de idade, na Bahia, e depois fugido para o Rio de Janeiro, onde permanecia escondido em Iguaba Grande, na Região dos Lagos.

Após o cumprimento do mandado de prisão, os policiais encaminharam o acusado para a carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), onde ele vai permanecer à disposição da Justiça.

Assassino de PM morre em confronto

Publicado: 28 de março de 2009 em Uncategorized
Leandro dos Santos Nascimento, o Pipoca, 17 anos

Leandro dos Santos Nascimento, o Pipoca, 17 anos

Apontado como autor dos disparos que tiraram a vida do cabo PM Marcelo Mafia Martins, 37 anos, Leandro dos Santos Nascimento, o Pipoca, 17, morreu na manhã deste sábado, dia 28, ao trocar tiros com agentes do Serviço de Inteligência do 12º BPM (Niterói). Na mesma ocorrência, outros dois criminosos foram presos: Marcel Fernandes de Oliveira, 20, e Valter Felipe da Silva, 24. Enquanto o primeiro estava na moto junto com o menor, o segundo emprestou o veículo e um revólver calibre 38 para a dupla.

Lotado na 4ª Companhia do 12º BPM (Niterói), sediada em Maricá, na Região dos Lagos, o cabo Mafia morreu na Unidade Municipal de Urgência Mário Monteiro, localizado no bairro Cafubá, na Região Oceânica de Niterói, na noite de quinta-feira, dia 26. Ele foi levado para a unidade de saúde após ter ser baleado em Itaipuaçu, distrito de Maricá.

Ele estava de serviço e foi atingido por criminosos a quem perseguia. Os bandidos seguiam em uma moto sem placa pela Rua 14, na localidade São Bento da Lagoa, e não obedeceram à ordem para que parassem. O cabo havia acabado de sair da 82ª DP (Maricá), acompanhado pelo sargento Alberto, e seguia para patrulhamento na região após o registro de uma ocorrência. O corpo do PM, que servia no batalhão de Niterói há oito anos, foi enterrado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Ele era casado e deixou dois filhos.

Assassino de PM morre em confronto

Publicado: 28 de março de 2009 em Uncategorized
Leandro dos Santos Nascimento, o Pipoca, 17 anos

Leandro dos Santos Nascimento, o Pipoca, 17 anos

Apontado como autor dos disparos que tiraram a vida do cabo PM Marcelo Mafia Martins, 37 anos, Leandro dos Santos Nascimento, o Pipoca, 17, morreu na manhã deste sábado, dia 28, ao trocar tiros com agentes do Serviço de Inteligência do 12º BPM (Niterói). Na mesma ocorrência, outros dois criminosos foram presos: Marcel Fernandes de Oliveira, 20, e Valter Felipe da Silva, 24. Enquanto o primeiro estava na moto junto com o menor, o segundo emprestou o veículo e um revólver calibre 38 para a dupla.

Lotado na 4ª Companhia do 12º BPM (Niterói), sediada em Maricá, na Região dos Lagos, o cabo Mafia morreu na Unidade Municipal de Urgência Mário Monteiro, localizado no bairro Cafubá, na Região Oceânica de Niterói, na noite de quinta-feira, dia 26. Ele foi levado para a unidade de saúde após ter ser baleado em Itaipuaçu, distrito de Maricá.

Ele estava de serviço e foi atingido por criminosos a quem perseguia. Os bandidos seguiam em uma moto sem placa pela Rua 14, na localidade São Bento da Lagoa, e não obedeceram à ordem para que parassem. O cabo havia acabado de sair da 82ª DP (Maricá), acompanhado pelo sargento Alberto, e seguia para patrulhamento na região após o registro de uma ocorrência. O corpo do PM, que servia no batalhão de Niterói há oito anos, foi enterrado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Ele era casado e deixou dois filhos.

Carolina Pereira Franco, morta em assalto aos 17 anos

Uma semana após completar 17 anos, a estudante Carolina Pereira Franco morreu ao ser baleada durante uma tentativa de assalto, no município de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O crime aconteceu no dia 31 de maio de 2008 e os criminosos foram identificados e tiveram a prisão preventiva solicitada à Justiça, na última sexta-feira. Filha do sargento da Polícia Militar Edílson da Silva Franco, ela chegava em casa, no bairro Vila Três, acompanhada pelo pai, quando foi rendida por um homem armado, por volta das 21h30.

Assim que chegaram na Rua Nonato Farias, a estudante saiu do Palio Weekend que o sargento dirigia para abrir o portão da garagem. O pai já havia estacionado o veículo quando percebeu, através do retrovisor, que a filha estava imobilizada. Neste momento, a outra filha do PM, que é lotado no Canil do 7º BPM (São Gonçalo), saiu de casa em direção à garagem e foi empurrada pelo pai para que se protegesse no interior do imóvel.

Ao notar que ele estava armado e desconfiar que a vítima fosse policial, um dos assaltantes efetuou vários disparos em direção ao PM. Abrigado atrás do automóvel, o sargento Franco revidou e houve confronto. Os bandidos conseguiram fugir e, ao término do tiroteio, o policial avistou sua filha caída. Ao se aproximar, notou que a mesma havia sido atingida. A estudante ainda foi socorrida e levada para o Hospital Estadual Alberto Torres, mais conhecido como Hospital Geral de São Gonçalo, no Colubandê, mas não resistiu aos ferimentos.

Marcelo José, o Marcelino, 30 anos

Marcelo José, Marcelino, 30 anos

Após investigações de policiais da 74ª DP (Alcântara), os criminosos foram identificados como sendo Leandro Santos da Silva, o Russinho, 21, e Marcelo José, o Marcelino, 30. Este segundo é foragido da Justiça e já tem passagens por receptação, roubo, formação de quadrilha e homicídio. O delegado Fábio Barucke, titular da unidade, solicitou à 4ª Vara Criminal de São Gonçalo que sejam decretados mandados de prisão preventiva contra os acusados.

Leandro Santos da Silva, o Russinho, 21 anos

Leandro Santos da Silva, o Russinho, 21 anos

“O sargento chegou a ser encaminhado para a confecção de retratos falados dos criminosos e os dois foram reconhecidos por outras vítimas de assaltos naquela região e são responsáveis por vários crimes no bairro Vila Três e adjacências”, revelou Barucke.

Qualquer informação que ajude a Polícia a localizar e prender os assassinos pode ser repassada através do telefone do Disque-Denúncia (2253-1177) ou para o próprio gabinete do delegado (3715-2356).

Fotos: Vitor Silva

Polícia

Apreensão de uma tonelada de maconha, cerca de um quilo de cocaína e de 12 armas – sendo dois fuzis, uma escopeta, três carabinas, quatro pistolas e dois revólveres – além da prisão de oito suspeitos e da morte em confronto de três acusados de pertencerem à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) e de terem envolvimento com o tráfico de drogas. Este foi o saldo de uma operação da Polícia Civil na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, ao longo da manhã e tarde de ontem. A ação envolveu 250 homens das delegacias especializadas e também das distritais e contou com apoio de dois helicópteros.

Polícia

“O combate não acaba hoje. Tínhamos uma operação planejada para ser realizada na Rocinha, mas não seria agora. Antecipamos a ação devido à tentativa de invasão ocorrida nos Tabajaras. A intenção é identificar e responsabilizar os marginais que estão tirando a tranqüilidade não somente dos moradores daqui, mas também dos de Copacabana”, enfatizou o delegado Ronaldo Oliveira, titular do Departamento de Polícia da Capital (DPC).

Polícia

No final da Rua Dois, policiais civis da 15ª DP (Gávea) descobriram laboratórios de refino de cocaína improvisados em dois imóveis. Havia dois cômodos: um para mistura e outro para secagem da cocaína, além de um terraço de onde os criminosos tinham visão privilegiada dos principais acessos à favela. Além de pequena quantidade da droga, os policiais encontraram éter, carbonato de cálcio e bicarbonato de sódio. Eles também apreenderam balança, bacias e peneiras.

“Os traficantes pegam a pasta base, colocam na bacia, fazem a mistura e jogam no liquidificador. Depois, jogam no cômodo com lâmpadas, onde é feita a secagem. Todo o procedimento de preparo dessa droga possui etapas e tempo de espera. Os viciados que freqüentam a Rocinha estão cheirando uma cocaína misturada com várias substâncias. Com uma pasta de um quilo, eles fazem cinco”, ressaltou Ronaldo.

Polícia

A poucos metros do local, uma equipe da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) apreendeu uma tonelada de maconha prensada. Os tabletes estavam em uma casa no alto do morro e foi necessário ajuda de um helicóptero para fazer o transporte do entorpecente. Em três viagens, a aeronave levou a droga para a sede da Coordenadoria Adjunta de Operações Aéreas (CAOA) – antiga Coordenadoria Geral de Operações Aéreas (CGOA), na Lagoa.

Polícia

Em uma localidade conhecida como Valão, agentes da mesma especializada estouraram uma oficina para conserto e manutenção de armas. Havia centenas de peças de pistolas, espingardas, revólveres, fuzis e escopetas, além de três granadas, coturnos, calças camufladas, coletes e placas à prova de balas. Algumas das peças tinham a cor dourada, uma característica do antigo líder do tráfico na Rocinha, o criminoso Erismar Rodrigues Moreira, o Bem-Te-Vi, que morreu em 2005 durante confronto com a Polícia Civil.

Também na mesma região, agentes da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE) descobriram um paiol onde havia cerca de 100 quilos de pólvora. Quando se preparavam para descer a favela, os policiais se depararam com um bonde que, ignorando a presença policial e a operação que era realizada desde o início da manhã, continuava trabalhando na boca-de-fumo da localidade conhecida como Lajão.

Polícia

“Eles estavam vendendo drogas quando deram de cara com os policiais. Houve confronto e alguns conseguiram fugir. Dois deles foram baleados”, revelou Ronaldo Oliveira.

Polícia

Os dois foram socorridos e levados para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, para onde também foi levado um terceiro criminoso, atingido em troca de tiros com agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) na mata. Os três não resistiram aos ferimentos e morreram ao dar entrada na unidade.

Polícia

PM apreende drogas e munições no Tabajaras
Enquanto a Polícia Civil realizava a operação na Rocinha, a Polícia Militar continuava a ocupação no Morro dos Tabajaras, que possui acessos pelos bairros Copacabana, Botafogo, Humaitá e Lagoa, na Zona Sul do Rio. No início da tarde, policiais militares lotados no Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 1º BPM (Estácio) e do 19º BPM (Estácio) apreenderam grande quantidade de drogas e munições na Estrada da Coroa, na localidade conhecida como Vila Rica.

O material estava em uma mochila escondida na mata. Além de 33 munições para pistola calibre 40 e 33 para pistola 45, os PMs apreenderam 48 pedras de haxixe, 6 comprimidos de ecstasy, 97 pedras de crack, 3 comprimidos de LSD, 30 frascos de cheirinho da loló e 122 trouxinhas de maconha. Também foram apreendidos três carregadores de pistola Glock 45 e dois de fuzil 556, além de R$ 10 em espécie e um telefone celular.

tabajara

“Permanecemos com a ocupação e as incursões vão continuar. A PM impôs um grande prejuízo aos criminosos, tanto aos daqui, quanto aos que tentam assumir o local, nos últimos dias e vamos dar continuidade às ações”, ressaltou o tenente-coronel Edson Almeida, comandante do 19º BPM (Copacabana).

PM ocupa Tabajaras

Publicado: 26 de março de 2009 em Uncategorized

Fotos: Bruno Gonzalez

Policia

No terceiro dia da guerra entre facções rivais pelo controle dos pontos de vendas de drogas no Morro dos Tabajaras, o clima permanecia tenso no local, que possui acessos pelos bairros Copacabana, Botafogo, Humaitá e Lagoa, na Zona Sul do Rio. Equipes de seis batalhões e de três unidades operacionais especiais da Polícia Militar fizeram incursões em toda a área, durante a manhã e a tarde desta terça-feira, dia 24.

Cinco suspeitos foram detidos e um homem foi preso e autuado por porte ilegal de munição. Os PMs também localizaram alguns acampamentos improvisados em várias partes da mata existente no entorno do morro e apreenderam uma arma e munições encontradas junto a roupas e restos de comida.

Em ações realizadas no domingo e na segunda-feira, cinco criminosos morreram durante troca de tiros e outros 18 foram presos por policiais militares, que apreenderam 21 armas. No total, foram três fuzis, duas metralhadoras, uma escopeta calibre 12, uma carabina ponto 30, três espingardas, dez pistolas e um revólver, além de 11 granadas. Ontem, não houve confronto. No entanto, moradores se disseram assustados. Um autônomo que morava há sete anos em um dos becos da Rua Euclides da Cunha, próximo à quadra da Vila Rica, providenciava a mudança para Vilar dos Teles, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Policia

“Eu já pretendia me mudar. Isso tudo só antecipou minha decisão. No sábado e no domingo vivemos o terror aqui. Víamos bandidos armados correndo pelos becos, passando pelas vielas, impondo o medo em todos. Soube de vizinhos que tiveram suas residências invadidas. Os criminosos comeram tudo que acharam na cozinha, inclusive o que tinha nas geladeiras. Tenho três crianças em casa. Não dava mais para viver em paz”, desabafou, pedindo para não ter a identidade revelada.

A disputa entre traficantes rivais teve início no final da tarde de sábado, dia 21. Três vans transportando criminosos ligados à facção Amigos dos Amigos (ADA) vindos da Favela da Rocinha, em São Conrado, também na Zona Sul, tentaram assumir o controle das bocas-de-fumo dominadas por bandidos do Comando Vermelho (CV).

Os invasores teriam sido expulsos dos Tabajaras há cerca de quatro meses pelo traficante Francisco Rafael Dias da Silva, o Mexicano, 27 anos. Ex-líder do tráfico no Morro Santa Marta, em Botafogo, ele se mudado após o local ser ocupado pela PM.

Liderados pelos criminosos conhecidos como Darlan e Bruce, eles teriam conseguido um empréstimo de R$ 100 mil do traficante Antônio Lopes Bonfim, o Nem da Rocinha, para organizar a ação.

Polícia

“Realizamos uma incursão na segunda-feira e nesta terça repetimos, com ênfase na mata. Fizemos um cerco das áreas pertencentes aos três batalhões responsáveis pela região no entorno dos Tabajaras e tentamos apurar a informação de que alguns bandidos ainda estariam escondidos. Tanto os do Comando Vermelho, que controlavam o local, quanto os dos Amigos dos Amigos, que vieram da Rocinha”, revelou o comandante do 2º BPM (Botafogo), tenente-coronel Gilead Albuquerque.

Os bandidos da ADA conseguiram assumir o controle das bocas-de-fumo da localidade Vila Rica, com acessos pela Rua Euclides da Rocha, enquanto os rivais continuam dominando os pontos de vendas de drogas pelo lado da Ladeira dos Tabajaras. A mulher do traficante Mexicano chegou a ser expulsa da favela, ainda no final-de-semana. Ele teria sido baleado no confronto com traficantes rivais e estaria escondido no meio da mata.

“Percorremos parte da mata e encontramos vestígios de que há pessoas se escondendo, mas não localizamos ninguém. Nosso Grupamento de Ações Táticas (GAT) continuará percorrendo o local e realizando incursões”, ressaltou o comandante do 19º BPM (Copacabana), tenente-coronel Edson Almeida.

Policia

Equipes do Batalhão de Polícia Florestal e do Meio Ambiente (BPFMA) e da Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) Cães, em conjunto com agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 2º BPM, entraram pela mata no final da Rua Casuarina, na localidade conhecida como Fonte da Saudade. O porteiro de um dos prédios existentes na via encontrou uma granada sem pino no jardim e o Esquadrão Anti-Bombas foi acionado para explodir o artefato. Segundo a Polícia, ele teria sido lançado por traficantes no confronto de segunda-feira.

Além do BPFMA, da CIPM Cães, do 2º BPM e do 19º BPM, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o 3º BPM (Méier), o 22º BPM (Maré) e o 23º BPM (Leblon) também enviaram equipes para a ocupação e reforço de policiamento nos 20 acessos ao Morro dos Tabajaras. A última grande ação da Polícia no local foi realizada no dia 10 de fevereiro, quando o criminoso apontado como gerente do tráfico, Deílson Henrique de Oliveira, o Vô, 34, foi preso por policiais Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat), da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

O secretário de Estado de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, avaliou de forma positiva a participação da PM na guerra entre facções e culpou os viciados pelas ações violentas do tráfico no Rio. O secretário ressaltou que o forte armamento usado pelos traficantes é financiado por quem consome drogas.

“É quem consome quem paga isso. E na Zona Sul se paga pela droga. E se paga bem por ela. Se a maioria dos cidadãos paga imposto, quer ordem e respeita a autoridade do Estado, por que um grupo de 15 ou 20 pessoas vai aterrorizar 150 mil? Não é factível que essas pessoas causem pânico num mar de pessoas. É inaceitável”, enfatizou Beltrame.

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Histórico de Mexicano
O traficante Francisco Rafael Dias da Silva, o Mexicano, 27 anos, procurou abrigo no Morro dos Tabajaras após a ocupação da favela Santa Marta pela PM, em novembro do ano passado. Ele é acusado de controlar o tráfico de drogas na comunidade da Zona Sul do Rio, além de ser apontado como um dos bandidos que participou de um assalto, em dezembro de 2007, em Botafogo, que terminou com a morte da professora de religião Vitória Lúcia Marques, 55 anos.

A missionária e o padre Frank Luis Franciscatto retornavam de uma missa, em Bonsucesso, na Zona Norte, quando foram abordados por um grupo de seis homens fortemente armados, entre eles Mexicano e Alexandre da Silva Inocente, o Merenda, à época chefe do tráfico no Morro dos Tabajaras. O bando, que fazia um arrastão pelas ruas de Botafogo, abordaram o carro onde os religiosos estavam e anunciou o assalto. Assustados, eles não teriam conseguido sair do veículo e foram baleados. A professora foi atingida no abdômen e na cabeça e não resistiu aos ferimentos. O padre foi ferido apenas no braço e sobreviveu à ação.

Dois meses após o crime, Merenda teria sido executado com mais de 40 tiros e enterrado na mata da Ladeira dos Tabajaras. Segundo a PM, a ordem para matar o traficante teria partido do Complexo de Gericinó, onde está preso Ronaldo Pinto Lima Silva, o R9 ou Ronaldinho Tabajara, chefe do tráfico das duas favelas da Zona Sul do Rio.

Já a Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) deu outra versão para o crime. Segundo os policiais civis, o mandante teria sido Antônio José de Souza Ferreira, o Tota, à época uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV), morto no ano passado. De acordo com os agentes, Merenda não teria reposto um forte armamento apreendido pela Polícia no Dona Marta. O arsenal seria do Complexo do Alemão.