Arquivo da categoria ‘Morte de Policial’

Menos de duas semanas antes da onda de crimes que abalou a Baixada Fluminense e causou tristeza e revolta em todo o Estado do Rio, um ato criminoso já demonstrava a ousadia dos bandidos da região. Na madrugada do dia 27 de agosto traficantes do Complexo da Mangueirinha, em Duque de Caxias, fuzilaram o muro do 15º BPM (Duque de Caxias).

Os disparos atingiram o muro lateral que dá acesso para a Rua Coronel João Teles. Foram cerca de 18 tiros de fuzil, espalhados pelo muro em toda a extensão do quarteirão. Alguns chegaram a perfurar o bloco e atingiram as instalações no interior do quartel.

Localizada na Rua Pedro Corrêa, no bairro Centenário, a unidade é responsável pelo policiamento ostensivo e patrulhamento em uma área de 464,573km², com população estimada de mais de 800 mil habitantes, distribuídos pelo Centro e seus distritos – Duque de Caxias e Campos Elísios; Imbariê, Santa Cruz da Serra e Xerém. O atual comandante do 15º BPM é o tenente-coronel Cláudio de Lucas Lima, que determinou que os furos de tiros que marcaram o muro lateral do batalhão fossem cobertos. A ordem foi cumprida na última quinta-feira, dia 6 de setembro – na véspera do feriado.

Comandante do 15º BPM, tenente-coronel Cláudio de Lucas Lima

“Isso foi uma verdadeira afronta às forças de Segurança Pública do Estado e ninguém fez nada a respeito. Por isso os marginais estão tão abusados, na certeza da impunidade”, desabafou um policial lotado na unidade que, por medida de precaução, prefere não se identificar para não ser vítima de represálias.

Os responsáveis pelo atentado foram identificados como sendo traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas no Corte Oito – um dos morros que compõem o Complexo da Mangueirinha, juntamente com Sapo, Lagoinha e Santuário (também conhecido como Morro do Alto da Boa Vista), além da própria Mangueirinha, que dá nome ao conjunto de favelas.

Aspirante a oficial da PM Jorge Augusto de Souza Alves Júnior, 34 anos

E são da mesma facção os traficantes que torturaram e executaram o cadete da PM Jorge Augusto de Souza Alves Júnior, 34 anos. O crime ocorreu na madrugada de sexta-feira para sábado, dia 8 de setembro. O PM voltava de um pagode e tinha ido deixar uma amiga que o acompanhava em Mesquita, quando errou o caminho de volta e entrou em uma rua que dava para a Favela da Chatuba, também controlada pelo CV.

Remilton Moura da Silva Júnior, o Juninho Cagão

Surpreendido por integrantes do bonde de Remilton Moura da Silva Júnior, o Juninho Cagão – líder do tráfico no local – ele teve a identidade descoberta e foi levado como presente para o traficante conhecido como Ratinho, que comemorou aniversário com muita bebida, drogas e mulheres. Segundo fontes ligadas à Inteligência da Secretaria de Segurança, a comemoração foi na sexta-feira, dia 7 de setembro, mas ele já estava festejando a data desde a véspera, quando ficou na mata bebendo, cheirando cocaína e fumando crack.

O PM foi a primeira vítima do bando, que ainda executou o pastor Alexandre Lima, 37. Ao presenciar a sessão de tortura, tentou intervir e também acabou morto. O corpo do PM foi encontrado no porta-malas de seu carro, o Fox preto placa LRJ 1863, no bairro Vila Emil. Já o corpo do pastor estava na mata que divide Mesquita e Nilópolis.

O jovem José Aldeci da Silva Júnior, 19, que acompanhava o religioso, está desaparecido. A família foi avisada pelos traficantes de que ele estaria morto. No entanto, não deram a localização do corpo. Além dos três, seis rapazes que saíram de Nilópolis, onde moram, para tomar banho em uma cachoeira no Parque Natural do Gericinó – que dá acesso pela mata à Favela da Chatuba – também foram assassinados pelos traficantes.

Os corpos de Christian de França Vieira, 19, Josias Searles, 16, e Victor Hugo da Costa, Patrick Machado de Carvalho, Douglas Ribeiro da Silva e Glauber Figueira Eugênio, todos de 17 anos, foram encontrados às margens da Rodovia Presidente Dutra, no bairro Jacutinga, dois dias após o desaparecimento, na segunda-feira, dia 10 de setembro. Todos estavam nus e apresentavam sinais de tortura, além de marcas de facadas e tiros na cabeça.

Ratinho, também conhecido como Peixe

“O Ratinho surtou, levou um grupo de 20 vagabundos do bonde dele. Há informações de que ele estaria na mata desde quinta-feira bebendo e cheirando. O aniversário dele foi na sexta-feira, mais bebidas, drogas e mulheres. Aí ele começou a fazer merda. Deve aparecer mais corpos”, revelou uma fonte da Inteligência da Secretaria de Segurança, ressaltando que Juninho Cagão teria fugido para o Morro do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio, onde tem cobertura do traficante Luiz Ferreira do Nascimento, o Nando Bacalhau, 32.

Apontado pela Polícia como matador da quadrilha, Ratinho é conhecido por trocar tiros com equipes do 20º BPM (Mesquita) e de agir com covardia e sempre acompanhado por muitos comparsas. Ele seria o autor do disparo que matou o sargento Marcelo Corrêa Mendonça, 41, no último dia 1º de julho. Lotado no 20º BPM, ele estava de serviço e realizava patrulhamento de rotina quando um grupo de bandidos atacou a viatura, próximo ao Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) localizado na favela. O sargento estava há mais de 15 anos na corporação.

Dono do Morro do Bicão e líder do tráfico na Favela da Chatuba de Mesquita, Juninho Cagão já foi preso por tráfico, roubo de carga e pequenos furtos. Em 2003, ele participou do sequestro do proprietário de uma distribuidora de bebidas, em Coelho da Rocha, em São João de Meriti, também na Baixada Fluminense. O corpo, até hoje, não foi encontrado.

Acompanhado por quatro comparsas, Juninho Cagão sequestrou a vítima no dia 2 de novembro daquele ano, na sede da empresa. Todos os cinco simulavam ser agentes da Polícia Federal. Além de sequestrá-lo, o bando roubou um cofre da empresa – que foi levado para a Favela de Vigário Geral, na Zona Norte do Rio. No dia seguinte, os bandidos telefonaram para a irmã do empresário e pediram um resgate de R$ 1,5 milhão para libertá-lo.

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Mais de 10 policiais baleados por mês. Esta é a média do Rio de Janeiro, que de janeiro a julho registrou 9 policiais civis e 64 militares atingidos por tiros em vários municípios do Estado. Dos 73 feridos, 41 morreram. Do total de baleados, 27 estavam de serviço e 5 eram PMs reformados.

O caso de maior repercussão e mais recente foi o da soldado Fabiana Aparecida de Souza, que morreu na noite do último dia 23 de julho, aos 30 anos de idade, após ser baleada em frente à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Nova Brasília, onde era lotada. No entanto, ela não foi a única policial que trabalhava no Complexo do Alemão a perder a vida.

Horas antes, na manhã daquela segunda-feira, o corpo do cabo Márcio Machado Melo, 29, foi encontrado em um valão na Favela Joana D’Arc, em Barros Filho, também na Zona Norte do Rio. O PM – lotado no Batalhão de Campanha do Complexo do Alemão – teve uma das orelhas arrancadas e apresentava marcas de tiros e sinais de tortura.

Na semana anterior, no dia 20 de julho, o corpo do soldado Francisco de Assis Rufino, 31, foi encontrado em um matagal a cerca de quatro quilômetros de distância de sua residência, no bairro Cabuçu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O PM – lotado na UPP da Fazendinha – foi abordado por homens armados no momento em que chegava do trabalho e manobrava o carro na porta de casa. Um dos bandidos assumiu a direção do veículo. Os criminosos fugiram levando o automóvel, a arma e os pertences do PM. De acordo com peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), havia três marcas de tiros no rosto do soldado.

O último caso registrado no mês de julho foi o do soldado Ricardo Cardoso Batista, 34. Lotado no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), ele foi baleado ao reagir a uma tentativa de assalto, na Avenida Brasil, na altura da Penha, na Zona Norte do Rio. O PM seguia de moto, pelo sentido Centro da via, acompanhado pela mulher, quando foi abordado por assaltantes. Atingido no pescoço, ele corre o risco de ficar tetraplégico.

Se a média permanecer, o ano de 2012 irá ultrapassar o de 2011, que terminou com 128 policiais baleados no Estado do Rio de Janeiro. Destes, 43 estavam de serviço, 10 eram policiais militares reformados e 1 da reserva. No total foram 108 PMs, 18 policiais civis, 1 policial federal e 1 agente da PRF baleados, sendo que 59 morreram.

Veja os números completos:
Estatística de Policiais Mortos e Baleados em 2012


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O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sindpol) está oferecendo recompensa de R$ 2 mil a quem der informações que levem a Polícia a localizar e prender os acusados de participação no assassinato do oficial de cartório Rafael Annibal Ferreira Faria, 28 anos. Lotado na 13ª DP (Ipanema), o policial foi morto na Estrada Rio do Pau, na Pavuna, na Zona Norte do Rio, próximo a um dos acessos ao Morro do Chapadão, no último dia 24 de março.

oficial de cartório Rafael Annibal Ferreira Faria, 28 anos

Há nove meses na Polícia Civil, Rafael havia saído de sua casa, na Rua vereador José Pontes, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, e estava acompanhado pelo irmão, que conseguiu escapar e reconheceu três criminosos através de fotografias. Todos já estão com mandado de prisão decretado por latrocínio (roubo seguido de morte). Eles foram identificados como sendo Dalton Lourenço de Melo, o Gambá, Washington Tavares de Lima, o Coringa, Cinério Santos de Carvalho, o Beiçola, e Kleiber da Silva, o Neguinho. Um quarto homem, ainda sem identificação, também teria participado do crime.

Dalton Lourenço de Melo, o Gambá

O policial e seu irmão foram abordados pelos ocupantes de um Ecosport prata de placa não anotada, onde havia pelo menos cinco homens que seguiam os ocupantes de um outro carro – um Astra escuro de placa também não anotada. O irmão da vítima contou que o policial civil, ao perceber que seriam abordados, conseguiu jogar sua arma e sua carteira funcional para debaixo do banco.

Washington Tavares de Lima, o Coringa

Durante a abordagem, três criminosos entraram no carro e assumiram a direção. Um deles encontrou a arma e a carteira do oficial de cartório e decidiu levar os dois para dentro da favela. Na altura da Estrada Rio do Pau, o policial – que sabia que seria morto – tentou fugir e acabou sendo fuzilado. Após a execução, os bandidos abandoraram o veículo e retornaram para o Ecosport, fugindo em seguida. As investigações estão sob responsabilidade de agentes da Divisão de Homicídios (DH).

Cinério Santos de Carvalho, o Beiçola

O oficial de cartório entrou para as estatísticas como o 11º policial assassinado no Estado do Rio em 2011. De lá para cá, outros 10 policiais foram mortos. Em quatro meses, 44 policiais já foram baleados.

Kleiber da Silva, o Neguinho

Quem tiver qualquer informação que auxilie nas investigações policiais e ajude a Polícia a localizar e prender os acusados pode ligar para o Sindpol através do número 2531-7777. O diretor jurídico do sindicato, inspetor Francisco Chao, também disponibilizou o próprio telefone para quem quiser colaborar: 7718-0979 / 55*119*9382. Quem preferir, pode entrar em contato pelo e-mail sindpolcivrj@gmail.com. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.

Acompanhe os números totais:
Estatística de Policiais Baleados e Mortos no Estado do Rio em 2011


Suspeito de participação no assassinato do sargento da Polícia Militar Elmo dos Santos Martins, 47 anos, crime ocorrido em setembro do ano passado, na Região de Pendotiba, em Niterói, Fabiano da Silva Ramos, o Xaropinho, 23, foi preso por policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 7º BPM (São Gonçalo), no início da tarde desta quarta-feira, dia 19 de janeiro.

Apontado como o chefe do tráfico de drogas na Favela Nova Grécia, no bairro de mesmo nome, ele foi surpreendido pelos PMs na Rua Augusto Gonçalves Cardoso, no interior da comunidade. O acusado foi reconhecido através das tatuagens que possui: um leão no braço e a inscrição “O preço da traição é a morte” nas costas.

Abordado pelos policiais, ele os levou até sua residência, onde foram encontrados um Palio preto – roubado em Maria Paula, no último sábado –, 146 trouxinhas de maconha, três tabletes de crack, dois potes contendo pó branco, um saco de cocaína, além de 22 munições calibre 22, outras 18 calibre 44, material para embalagem da droga e um livro com instruções para manuseio de armas de fogo.

O criminoso foi encaminhado à 74ª DP (Alcântara), onde foi autuado por tráfico de drogas e receptação. Na delegacia, os policiais constataram que Xaropinho estava foragido da Justiça por roubo. Embora tenha sido apontado por policiais do 12º BPM (Niterói) como o principal suspeito de ter atirado sargento, agentes da 79º DP (Jurujuba) informaram que ainda não há provas que o associem ao crime. Entretanto, ele deverá ser ouvido no inquérito sobre a morte do PM.

Crime - Lotado no 12º BPM, o sargento Elmo dos Santos Martins foi morto a tiros em uma suposta tentativa de assalto, na Estrada Caetano Monteiro, em frente ao campo do Cruzeiro, no Badu, na noite do dia 22 de setembro do ano passado. A vítima estava acompanhada de uma amiga, identificada como Giovenice de Moraes, que também foi atingida pelos disparos.

De acordo com a Polícia, o sargento Martins – como era chamado – conduzia o seu Vectra prata, placa GXT-9092, quando, ao parar próximo a um sinal de trânsito, foi abordado por dois homens que estavam em um Nissan Sentra prata. Desconfiado, o policial se abaixou para pegar sua arma e foi surpreendido por outros dois homens em uma motocicleta. A dupla efetuou vários disparos e fugiu sem levar nada.

O PM estava na corporação há 25 anos, e, desde 1994, realizava um trabalho pioneiro no batalhão, onde era o responsável pela farmácia, que servia tanto aos policiais da ativa quanto aos da reserva.

O Disque Denúncia está oferecendo R$ 3 mil por informações que levem à prisão de Emerson Ventapane da Silva, o Mão, 37 anos, Jean Pinheiro Laranjeira Duarte, 22, Fábio da Costa Souza, o Fabinho Piloto, 25, e Pedro Henrique Oliveira de Souza, o Pedrinho, 27. Todos são integrantes do Bonde do Mão, também conhecido como “Bonde do 157” (artigo do Código Penal referente ao crime de assalto) e “Bonde dos 40”.

O cartaz está sendo divulgado uma semana após a matéria exclusiva publicada pelo Jornal POVO do Rio e aqui no Pauta do Dia denunciando policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 9º BPM (Rocha Miranda).

Os PMs – incluindo um oficial – abordaram Mão e seus comparsas na Rua Guiraréia, em Irajá, na Zona Norte do Rio, no dia 17 de abril, e o liberaram mediante o pagamento de R$ 200 mil e a entrega de quatro fuzis.

Cinco dias depois, o Bonde do Mão voltou a atacar e assassinou mais um PM. A última vítima foi o sargento Robson Martins da Silva, 40. Lotado no 26º BPM (Petrópolis) e motorista do comandante da unidade, o policial foi morto a tiros quando seguia com a família no Mégane placa KZL 0447 para sua casa de veraneio em Saquarema, na Região dos Lagos. O crime ocorreu na manhã do dia 22 de abril, no mesmo bairro em que Mão havia sido abordado pelos colegas de farda do sargento.

Outra vítima da quadrilha foi o cabo reformado da PM Ulisses Correia Dutra, 43, morto ao trocar tiros com os bandidos na tentativa de evitar um assalto no Largo do Bicão, na Penha, também na Zona Norte, no dia 3 de abril.

Baleado pelo policial, o traficante Isaias Salgado da Silva, o Novinho, 19, morreu ao dar entrada no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. De acordo com policiais do Serviço de Inteligência (P-2) do 16º BPM (Olaria), o bando foi responsável pelo assassinato de pelo menos cinco policiais militares na região em menos de um ano.

“O Mão age, principalmente, em Vista Alegre e Irajá, onde foi criado. Alguns de seus amigos de infância se tornaram policiais militares e impediam que ele agisse na região, o que o deixou revoltado. Ele acabou conseguindo o apoio de traficantes da Chatuba e passou a aterrorizar a região”, explicou um policial da P-2 do 16º BPM.

A Polícia também investiga a informação de que o criminoso contaria com a ajuda de PMs para identificar colegas de farda, potenciais vítimas da quadrilha. Quem tiver informações sobre Mão e seus comparsas pode ligar para a P-2 do 16º BPM, através do telefone 2334-7457. Para receber a recompensa, é preciso utilizar o número do Disque-Denúncia (2253-1177). O anonimato é garantido.

Menos de uma semana após ser liberado por policiais do 9º BPM (Rocha Miranda), incluindo um oficial – mediante o pagamento de R$ 200 mil e a entrega de quatro fuzis, na Rua Guiraréia, em Irajá, na Zona Norte do Rio –, Emerson Ventapane da Silva, o Mão, 37 anos, voltou a fazer o que se tornou o seu principal objetivo no mundo do crime: executar policiais militares.

O episódio, que vai ser investigado pela Corregedoria da Polícia Militar, revoltou os próprios colegas de farda, que denunciaram o crime em sites de relacionamentos e microblogs: “Seu bandido, você tem sangue nas mãos”, dizia um PM, em uma das mensagens.

O primeiro perfil a denunciar a liberação de Mão foi o Boca de Sabão, que postou, no Twitter, “GAT do 9ºBPM (Sgt Caolha) abordou o Bonde do Mão, maior matador de PM dos útimos tempos, na R Guirareia. Resultado: Por 200mil mais 4 Fuzis que o bonde portava, foram liberados pelo GAT mais um Ten QOa”. O tweet entrou no ar às 16h39 do dia 17 de abril.

No dia 22, cinco dias depois, Mão voltou a atacar e assassinou mais um PM, em Irajá, mesmo bairro em que havia sido efetuada a abordagem que não terminou em prisão.

Emerson Ventapane da Silva, o Mão, 37 anos

À frente da quadrilha que carrega o próprio nome, o “Bonde do Mão”, também conhecido como “Bonde do 157” (artigo do Código Penal referente ao crime de assalto) e “Bonde dos 40”, ele ganhou respeito na facção criminosa Comando Vermelho (CV) e o financiamento para as suas ações do traficante mais procurado do Estado, Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 33, chefe das bocas de fumo no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.

De acordo com policiais do Serviço Reservado (P-2) do 16º BPM (Olaria), o bando foi responsável pelo assassinato de pelo menos cinco policiais militares na região em menos de um ano. A última vítima foi o sargento Robson Martins da Silva, 40. Lotado no 26º BPM (Petrópolis) e motorista do comandante da unidade, o PM foi morto a tiros em Irajá quando seguia com a família no Mégane placa KZL 0447 para sua casa de veraneio em Saquarema, na Região dos Lagos, na manhã da última quinta-feira, dia 22.

Sargento Robson Martins da Silva, 40 anos

A vítima teve seu carro emparelhado por um veículo do mesmo modelo na Rua Ferreira Cantão. Fortemente armados e vestidos com coletes da Polícia Civil, os quatro ocupantes pediram a arma do sargento, que, pensando tratar-se de uma blitz, resolveu se identificar como policial e acabou sendo assassinado com mais de 10 tiros de fuzil. A filha do sargento, identificada apenas como Letícia, de 13 anos, foi atingida por um dos disparos na perna direita.

Outra vítima da quadrilha foi o cabo reformado da PM Ulisses Correia Dutra, 43, morto ao trocar tiros com bandidos na tentativa de evitar um assalto no Largo do Bicão, na Penha, também na Zona Norte, no último dia 3. Baleado pelo policial, o traficante Isaias Salgado da Silva, o Novinho, 19, morreu ao dar entrada no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

Fábio da Costa Souza, o Fabinho Piloto, 25 anos

O criminoso estava em um carro junto com outros comparsas que tentaram roubar um veículo em frente a uma farmácia na Travessa Boa Esperança. O policial percebeu a ação e reagiu, mas acabou baleado várias vezes pelos criminosos, armados de fuzis e pistolas, e morreu no local. Ferido na mão e no tórax, Novinho deu entrada na unidade hospitalar acompanhado de uma mulher, que alegou que o jovem tinha sido ferido durante um baile funk ocorrido dentro da Vila Cruzeiro.

Jean Pinheiro Laranjeira Duarte, 22 anos

Oriundo do Morro da Fé, na Penha, assim como seus comparsas Casé e Juninho, o bandido era gerente das bocas-de-fumo do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, e apontado pela Polícia como um dos integrantes do “Bonde do Mão”.

Edson Ventapane da Silva, o Mãozinha, 36 anos

De acordo com as investigações, o bando é formado por Fábio da Costa Souza, o Fabinho Piloto, 25; os irmãos Anderson e Jean Pinheiro Laranjeira Duarte, 22; Edson Ventapane da Silva, o Mãozinha, 36, irmão do traficante Mão; Pedro Henrique Oliveira de Souza, o Pedrinho, 27; Gustavo Silva de Paula, o Guga; além de Diego Pereira da Silva, o Maluquinho, filho do traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, preso sob acusação de matar o jornalista Tim Lopes.

Pedro Henrique Oliveira de Souza, o Pedrinho, 27 anos

“O Mão age, principalmente, em Vista Alegre e Irajá, onde foi criado. Alguns de seus amigos de infância se tornaram policiais militares e impediam que ele agisse na região, o que o deixou revoltado. Ele acabou conseguindo o apoio de traficantes da Chatuba e passou a aterrorizar a região”, explicou um policial do Serviço Reservado do 16º BPM.

A Polícia também investiga a informação de que o criminoso contaria com a ajuda de PMs para identificar colegas de farda, potenciais vítimas da quadrilha. Quem tiver informações sobre Mão e seus comparsas pode ligar para a P-2 do 16º BPM, através do telefone 2334-7457.

Acusado de assassinar o cabo da Polícia Militar Marcelo Pimenta do Nascimento durante uma tentativa de assalto em 2006, Francisco Sabino Bezerra Filho, o Chiquinho, 28 anos, foi preso por policiais do Serviço Reservado (P-2) do 16º BPM (Olaria) na Favela do Dique, no bairro Jardim América, na Zona Norte do Rio, na tarde desta quarta-feira, dia 7 de abril.

Ele foi surpreendido pelos policiais quando saía de sua residência na Rua do Dique, número 459, um dos principais acessos à comunidade. De acordo com os PMs, que descobriram a localização de Chiquinho após receberem uma denúncia anônima, o bandido seria responsável por uma série de roubos de veículos no Trevo das Margaridas, em Irajá, e na Rodovia Presidente Dutra, na altura da Baixada Fluminense.

Uma das ações do criminoso terminou com a morte do cabo Marcelo Pimenta, no dia 11 de setembro de 2006. Lotado no Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), o PM passava de carro com a mulher e os dois filhos pelo Trevo das Margaridas, quando o criminoso anunciou o assalto. Ao ser identificado como policial, o cabo foi executado a tiros na frente dos familiares, mesmo após suplicar ao bandido para não ser morto.

“Ele liderava uma quadrilha responsável por uma série de arrastões e falsas blitzs que agia na região com o consentimento dos traficantes da Favela do Dique. O Chiquinho era o mais violento do bando e o único ainda em liberdade”, explicou um dos policiais militares responsáveis pela prisão.

Contra o acusado, havia um mandado de prisão por latrocínio (roubo seguido de morte) pela execução do PM. Ele foi encaminhado à 38ª DP (Brás de Pina), sendo posteriormente transferido para uma carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), onde vai permanecer à disposição da Justiça.

Entre a madrugada do último sábado, dia 27 de março, e a tarde desta segunda-feira, dia 29, cinco policiais militares foram baleados no Estado do Rio. Lotado no 22º BPM (Benfica), o soldado Gualter Antônio Neves dos Santos, 22 anos, se dirigia para o batalhão quando foi cercado por criminosos, na Avenida Brasil, na altura da Penha, na Zona Norte, nesta segunda-feira. Ele reagiu e acabou sendo atingido na troca de tiros.

Horas antes, o cabo Jeferson da Silva Pereira, 36, e o soldado Anderson Azevedo Taveira, 28, lotados no 6º BPM (Tijuca), haviam sido atacados por traficantes do Morro do Encontro, no Grajaú, também na Zona Norte do Rio.

Os PMs realizavam patrulhamento de rotina e passavam pela Estrada Grajaú-Jacarepaguá quando foram atingidos. O cabo Jeferson levou um tiro no queixo e foi operado. De acordo com a assessoria da PM, seu estado de saúde é estável e ele não corre risco de morrer. Já Anderson levou um tiro de raspão no braço, foi medicado e liberado em seguida.

Também nesta segunda-feira, o cabo Edmilson Andrade Vidal, 31, lotado no 37º BPM (Resende), prestou depoimento na 93ª DP (Resende), após ter alta do Hospital São João Batista, no bairro São Geraldo, em Volta Redonda, onde estava internado desde a madrugada do último sábado. Ele havia sido baleado no pé esquerdo durante troca de tiros com dois homens que estavam em uma moto, na Rua Três de Março, no bairro Retiro, onde ocorria um baile funk.

O PM contou que seguia em seu Honda Civic em direção a uma lanchonete na Avenida Antônio de Almeida quando viu uma aglomeração e foi avisado por populares de que ocorria um tumulto na saída de um baile funk próximo à Praça Tiradentes, por volta das 4h40.

Suspeito de ter protagonizado o confronto, Janir Oliveira Ferreira Júnior, o Juninho, 25, recebeu alta médica do mesmo hospital, também ontem, e foi indiciado pelo delegado Michel Floroschk, adjunto da 93ª DP, por tentativa de homicídio. No tiroteio, três pessoas foram vítimas de balas perdidas: o técnico em mecânica Jefferson Rodrigo Lessa da Silva, 26, e José Pedro Paulo da Fonseca e Luiz Paulo Fonseca, ambos de 57.
Ainda em depoimento, o policial disse que se deparou com uma dupla na Rua Rubi e que um deles segurava um revólver, no momento em que gritou “é polícia, é polícia”.

“Ao passar por eles, o que estava armado atirou em minha direção. Um dos disparos atingiu a lataria do meu carro. Parei e fui baleado ao descer do veículo, mas, mesmo ferido, consegui revidar os tiros”, disse o PM, que conseguiu balear Janir.

Segundo ele, logo em seguida uma viatura passou e o socorreu, levando-o ao Hospital São João Batista. O suspeito foi preso quando deu entrada na mesma unidade de saúde e foi reconhecido pela vítima. Outras três pessoas foram levadas para a delegacia, mas foram soltas por falta de provas.

Também no sábado, dia 27, um outro PM foi baleado. O cabo Marco Antônio dos Santos Ferreira, 41, lotado no 12º BPM (Niterói), foi atingido em um bar em Itaboraí e não resistiu.

A poucas horas do mês de abril, 50 policiais fluminenses já foram alvos de atentados no Estado do Rio. A estatística possui 21 PMs mortos, 4 PCs mortos, 21 PMs baleados, 2 PC baleado, 1 PF morto e 1 PF baleado. Dos 50 policiais, 24 estavam de serviço. Quatro eram reformados.

Leia mais aqui:


Estatística de Policiais Mortos e Baleados  2009

Estatística de Policiais Mortos e Baleados  2010

Fotos: Pedro Pantoja

Leandro Marcelo dos Santos, o Araquém, 29 anos

O casal acusado de envolvimento na execução do chefe do Setor de Investigações (SI) da 72ª DP (Mutuá) e de outro policial da unidade foi preso em duas operações distintas, menos de doze horas após o crime. A primeira prisão foi efetuada por policiais do 12º BPM (Niterói) lotados no Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) da Engenhoca, por volta das 22h desta quarta-feira, dia 20.

Os PMs surpreenderam Jéssica Cristina Pereira Bento, 19 anos, no interior do Colégio Municipal Duque de Caxias, na Favela Grota do Surucucu, em São Francisco, em Niterói. Grávida de oito meses, ela estava escondida com ajuda do irmão, que é zelador da unidade de ensino.

Jéssica Cristina Pereira Bento, 19 anos

Namorada de Leandro Marcelo dos Santos, o Araquém, 29, – responsável pelos disparos que tiraram a vida do detetive Antônio César Fonseca Stockler, 50, – que era chefe do SI da 72ª DP – e do investigador João Carlos Gomes Coelho, 47, ela disse aos PMs endereços na Favela Fazenda dos Mineiros, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, onde seu namorado estaria escondido.

Aproximadamente duas horas depois, cerca de 30 agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil localizaram o criminoso dentro de uma casa. Quando o mesmo percebeu a presença dos policiais, tentou fugir pulando de laje em laje, até ser preso.

Os agentes da Core contaram que Araquém resistiu à prisão de todas as formas, e foi necessário mais de 10 homens para conseguir contê-lo e algemá-lo. Com o bandido, os policiais apreenderam uma pistola, que pode ser a arma do crime.

De acordo com investigações da 72ª DP, Araquém faz parte da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e gerencia a venda de maconha nas bocas-de-fumo do Complexo do Salgueiro – composto pelas localidades Salgueiro, Itaúna, Conjunto da Marinha, Itaoca, Fazenda dos Mineiros, Recanto das Acácias, Conjunto da PM, Manoel da Ilhota, Rato Molhado, Palmeiras e Curral -, no bairro de mesmo nome.

Ainda na parte da manhã desta quarta-feira, momentos antes da execução dos dois policiais, Michael Santana Fonseca, o Carneiro, 23, apontado como gerente da venda de cocaína, e sua namorada, Vanessa Cortes Lima, 22, já tinham sido presos. Com o casal, foi apreendida uma metralhadora e recuperada uma moto roubada.

Enquanto Araquém tem passagem pela 74ª DP (Alcântara) por tráfico de drogas – nos anos de 2002 e 2004 – Carneiro tem passagem também pela 74ª DP, pelos crime de formação de quadrilha, em 2005, e roubo à mão armada, em 2008.

“Infelizmente perdemos esses dois policiais experientes e queridos pela Polícia. Não queríamos que as famílias sofressem com isso, mas conseguimos cumprir o papel da Polícia e dar uma resposta rápida a esse crime”, ressaltou o delegado Adilson Palácio, titular da 72ª DP.

“Por ordens pessoais do Chefe de Polícia Civil todas as equipes ficaram à disposição da 72ª DP para ajudar nas buscas a esses bandidos. Logo após o crime nós já começamos as operações para prendê-los. A resposta veio de forma rápida e eficiente, em torno de 12 horas”, enfatizou.

Após ser velado na Academia de Polícia Sylvio Terra (Acadepol), no Centro do Rio, o corpo do detetive Stockler foi sepultado no Mausoléu da Polícia Civil, no Cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio, na tarde desta quinta-feira, dia 21. Já o corpo do investigador Coelho foi enterrado na tarde desta sexta-feira, dia 22, no Cemitério Parque da Colina, no Cantagalo, na Região de Pendotiba, em Niterói.

Os quatro presos foram autuados em flagrante por duplo homicídio, associação para o tráfico e porte ilegal de armas. Somadas, as penas chegam a 45 anos.

Mesmo com as recentes mortes de policiais em serviço, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro acredita que o maior número de policiais nas ruas pode explicar o número de agentes mortos nos últimos dias. Do dia 5 de janeiro ao dia 20, 19 policiais já foram baleados no Estado do Rio. Destes, nove morreram – sendo seis policiais militares e três policiais civis. Dos 19 policiais, 15 estavam de serviço e um era PM reformado.

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No mesmo dia em que o Jornal POVO do Rio publicou uma matéria especial mostrando o aumento do número de policiais militares mortos em serviço, mais um PM foi morto no Estado. Lotado no 1º BPM (Estácio), o sargento Wilson Alexandre de Carvalho, 41 anos – 17 deles dedicados à PM – levou um tiro de fuzil na cabeça realizava patrulhamento de rotina, no início da manhã deste domingo, dia 17.

O incidente ocorreu em frente ao Centro de Convenções SulAmérica, próximo ao elevado Paulo de Frontin, no bairro Cidade Nova, na região central do Rio. O sargento chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, mas não resistiu aos ferimentos.

Seu colega de viatura, o soldado Davi de Almeida Wanzeler, 27 – há quatro na corporação -, também foi baleado. Atingido por três tiros – na perna, no braço e nas costas – ele permanecia internado na unidade de saúde, até a tarde de ontem. De acordo com a assessoria de imprensa da corporação, ele não corre risco de morte.

De acordo com a Polícia, um Astra preto com bandidos passou atirando na direção dos PMs, deixando a viatura e a parede do centro de convenções com muitas marcas de bala. Ainda segundo a Polícia, os bandidos fugiram para a Favela do Jacarezinho, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte do Rio, levando a arma de um dos policiais.

À tarde, equipes do 1º BPM (Estácio) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) reforçaram o policiamento na região. Policiais da 6ª DP (Cidade Nova), responsáveis pelas investigações, irão solicitar as imagens das câmeras de segurança do Centro de Convenções para tentar identificar os assassinos.

No final da segunda semana do ano, 16 policiais fluminenses já foram alvos de atentados. A estatística possui 6 PMs mortos e 10 PMs baleados. Dos 16 policiais, 12 estavam de serviço. Um era reformado. No mesmo período do ano passado, 14 policiais militares já haviam sido baleados. Destes, apenas quatro estavam de serviço.

Relembre a Matéria

Tropa cansada de luto: 13 PMs baleados em 10 dias

Acompanhe:

Estatística de Policiais Mortos e Baleados em 2010

Estatística de Policiais Mortos e Baleados em 2009

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