Arquivo da categoria ‘Operação Policial’

Fotos: Pedro Pantoja

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Dois meses após perderem o controle da venda de drogas na Favela Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, traficantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) estavam se reunindo no Complexo da Pedreira – composto pelas favelas Pedreira, Lagartixa e Quitanda – no bairro Costa Barros, também na Zona Norte, para tentar retomar as bocas-de-fumo perdidas para rivais da facção Terceiro Comando Puro (TCP).

A descoberta foi feita por agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 9º BPM (Rocha Miranda), que investigavam denúncias que afirmavam que o traficante Márcio Braz Januário, o Tiazinha, 24 anos, havia conseguido sair com vida da Vila dos Pinheiros e estava refugiado na casa de um irmão.

“Os criminosos da ADA que eram da Vila dos Pinheiros montaram um QG (Quartel General) na Pedreira para se reorganizar e tentar recuperar a favela perdida para a facção rival”, explicou um dos agentes da P-2.

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O traficante foi localizado no apartamento de um irmão, em um edifício localizado na Avenida Prefeito Sá Lessa. Embaixo da cama, os PMs encontraram um fuzil FAL calibre 762 com um carregador. Em liberdade condicional desde outubro de 2007, ele já havia sido preso e condenado por tráfico de drogas em processo da 34ª Vara Criminal.

A operação montada para localizar o criminoso contou com apoio de equipes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) e do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do 9º BPM, totalizando 56 policiais militares. Os PMs chegaram ao Complexo da Pedreira por volta das 6 horas desta segunda-feira, dia 27. Houve confronto e dois criminosos foram baleados. Socorridos e levados para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, eles não resistiram aos ferimentos.

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A ação terminou às 10h30 com um saldo de dois mortos, sete presos e drogas e armas apreendidas. Além do FAL 762 e das duas pistolas nove milímetros encontradas com os socorridos, os PMs apreenderam uma metralhadora calibre 45, uma mochila com fardamento do Exército, dois radiotransmissores e um celular, além de 85 pedras de crack, 532 papelotes de cocaína comum e 58 papelotes da cocaína de capa preta – conhecida pelo grau de pureza.

Além de Tiazinha, outras seis pessoas foram presas: Rafael Ferreira Ernomano, o Bola, 20; Diego Aguiar Viegas, o DG, 19; e o casal Vanessa Oliveira Ramos, 20, e Alexandre dos Santos, 31, além de Denílson dos Santos Cabral e Everaldo Valério da Silva, o VV, ambos de 18. O delegado Ricardo Vianna Castro, titular da 39ª DP (Pavuna), autuou os sete por tráfico de drogas, associação para fins de tráfico, porte ilegal de arma de fogo de calibre proibido e granada, resistência à prisão e tentativa de homicídio contra os PMs. Um dos presos vestia uma camisa com os dizeres “saudades eternas, Pé de Vaca”.

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Guerra entre ADA e TCP começou em maio
O Complexo da Maré, que engloba as localidades Baixa do Sapateiro, Conjunto Bento Ribeiro Dantas, Conjunto Esperança, Conjunto Marcílio Dias, Conjunto Pinheiro, Nova Holanda, Nova Maré, Parque Maré, Parque Roquete Pinto, Parque Rubens Vaz, Parque União, Praia de Ramos, Salsa e Merengue, Timbau, Vila do João e Vila do Pinheiro, é dividido entre as facções ADA, TCP e Comando Vermelho (CV), e também tem áreas controladas por milicianos.

A guerra entre traficantes pelo domínio das bocas-de-fumo da Vila dos Pinheiros e da Baixa do Sapateiro teve início no final de maio. Nos últimos meses, mais de 10 pessoas já foram mortas na disputa. Entre elas, três policiais militares que realizavam incursão na localidade após ligações de moradores para o 22º BPM (Benfica). Um blindado e um Grupamento de Ações Táticas estão posicionados na localidade conhecida como Pontilhão – que divide as duas favelas.

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Foragido da Justiça desde abril – quando conquistou o benefício a cumprir a pena em regime semi-aberto para trabalhar e não retornou à cadeia – o traficante Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos, é apontado como responsável pela guerra. Pertencente ao TCP e líder do tráfico nas favelas do Timbau e Baixa do Sapateiro, ele estaria tentando reassumir as bocas-de-fumo da Favela Vila dos Pinheiros – atualmente controlada por traficantes da ADA.

Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos

Nei da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos

Para a ação, ele contou com apoio do traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34, líder das favelas da Zona Oeste pertencentes ao TCP e também foragido da Justiça há pouco mais de um mês. Enquanto o primeiro saiu do Instituto Penal Cândido Mendes, no Centro do Rio, com a promessa de que trabalharia como auxiliar administrativo na ADG Comércio de Metais e Ferragens, localizada no Timbau, Facão garantiu que trabalharia na Funerária Água Branca, em Realengo. Preso em 2003, Facão tem 14 anotações criminais. Capturado no ano seguinte, Matemático tem 13 e duas condenações, totalizando 12 anos de cadeia.

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 34 anos

Também nesta segunda-feira, o gerente do tráfico de drogas no Conjunto Esperança, Marconi Jesus Soares, 23, foi preso, por policiais do 22º BPM (Maré). Ele estava sobre a laje de uma casa com uma pistola Glock calibre 45, uma granada de uso exclusivo das Forças Armadas, aproximadamente 500 pedras de crack e 100 papelotes de cocaína, além de dois carregadores para pistola. Ele foi levado para a 21ª DP (Bonsucesso).

Relembrem outras Incursões no Complexo da Pedreira:

Polícia Civil sacode o Complexo da Pedreira

Pedreira: 6 presos, 2 mortos, 1 baleado e 30 quilos de cocaína apreendidos

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Fotos: Lívia Villas Boas

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Em liberdade condicional há pouco mais de um mês, Rogério Lima dos Santos, o Brioco, 24 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira, dia 25, por policiais militares do 12º BPM (Niterói) lotados no Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) da Engenhoca. Também conhecido como Rifle, ele foi surpreendido pelos PMs com 450 papelotes de cocaína e 200 pedras de crack, na localidade Beco do Fundão, no Morro do Palácio, no Ingá, na Zona Sul de Niterói.

Morador da Favela Rato Molhado, em Itaipu, na Região Oceânica, ele contou aos policiais que passou a gerenciar as bocas-de-fumo do Morro do Palácio depois que saiu da cadeia – onde conheceu os traficantes Júonheceu os traficantes Ja – onde e passou a gerenciar as bocas-de-fumo do Palácio depois que saiu da cadeia – onde conheceu os traficantes Júnior e Isaías. A venda de drogas nas duas localidades é controlada por criminosos da facção Comando Vermelho (CV).

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“Ele foi condenado a seis anos de prisão por tráfico de drogas e cumpriu 5 anos e 4 meses da pena. Na cadeia ele conheceu os donos do morro e saiu de lá com esse contexto para trabalhar para eles”, contou um dos policiais que participou da ocorrência.

Preso em 2003, Brioco foi solto pela Justiça, mas já era considerado foragido, por não ter comparecido para assinar os documentos de sua liberdade condicional. Na delegacia, ele alegou que havia sofrido um acidente de moto, e por isso deixou de comparecer às audiências para prestar contas. Após ser autuado em flagrante por tráfico de drogas pelo delegado Luiz Antônio Pinto Businaro, titular da 76ª DP (Centro), Brioco foi encaminhado à carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interstadual (DC-Polinter), onde vai permanecer à disposição da Justiça.

No mesmo bairro, horas antes, uma equipe do Canil do 12º BPM apreendeu 30 papelotes de cocaína e uma granada de uso exclusivo das Forças Armadas. A apreensão foi realizada na Rua Lara Vilela e o material foi encontrado pela cadela Ísis. Da raça Pastor Alemão, ela localizou a droga depois que um suspeito que seria abordado pelos PMs jogou uma mochila e correu. A cadela ainda correu atrás do suspeito, mas não conseguiu alcançá-lo. O registro também foi feito na 76ª DP.

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Fotos: Pedro Pantoja e Bruno Gonzalez

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Apontado pela Polícia como segundo homem na hierarquia do tráfico do Complexo Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, Antônio Mariano da Silva, o Red Bull, 34 anos, foi preso por agentes da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE), na manhã desta terça-feira, dia 14. Ele também seria o armeiro dos traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas na região.

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Em sua casa, os policiais apreenderam seis metralhadoras – entre elas uma Madsen calibre 762, anti-aérea – nove pistolas e uma espingarda calibre 12, além de seis granadas, munições e 13 tabletes de maconha. Outro preso foi identificado como Anderson Tavares Rezende, o Chaveiro, 23.

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A ação contou com apoio de equipes da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) e Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e mobilizou cerca de 80 homens, além do helicóptero da Polícia Civil. Assim que os policiais chegaram ao morro, houve confronto. O tiroteio – que durou cerca de cinco minutos – paralisou as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Cerca de 300 operários deixaram de trabalhar, mas não saíram da favela.

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Fotos: Pedro Pantoja

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O novo esquema de policiamento para reprimir a ação de criminosos nas vias especiais e expressas do Rio foi colocado em prática, na manhã desta terça-feira, dia 14. Enquanto viaturas do Módulo Operacional de Vias Especiais (MOVE), pertencente ao Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), permaneciam baseadas nos acessos às favelas que cortam a Avenida Brasil e o helicóptero do Grupamento Aeromarítimo (GAM) realizava o patrulhamento de sobrevôo, policiais militares lotados no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) realizaram incursões nos complexos do Caju, no bairro de mesmo nome, e da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

“Essas operações vão ser realizadas em todas as vias onde há manchas criminais”, ressaltou o tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, horas após ter assumido o comando do Bope, em substituição ao tenente-coronel Alberto Pinheiro Neto.

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Aos 43 anos de idade – 24 deles dedicados à corporação – o oficial, que usou na solenidade a farda que usava quando ainda era capitão da unidade especializada e estava guardada há 14 anos, enfatizou que a integração é fundamental.

“Não se pode olhar o Bope como outra Polícia. Se não houver entrosamento, não há êxito. Vamos continuar trabalhando em harmonia com outras unidades da corporação”, destacou o coronel Paulo Henrique, que lembrou o artigo 144 da Constituição Federal, que diz que “A segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos”.

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“A participação da população é fundamental. Quanto maiores e mais precisas, melhores são os resultados”, garantiu, divulgando o número do telefone do Bope, para que as pessoas possam fazer denúncias: 2334-3989.

As rodovias estaduais, cujo patrulhamento e policiamento ostensivo são de responsabilidade do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), também estão incluídas nas ações do planejamento especial. As informações captadas através do helicóptero pelos PMs do GAM são repassadas, em tempo real, através de rádios de comunicação. As equipes do BPChoque devem permanecer nos acessos às favelas, no início da manhã e no final da tarde – que são os momentos de maior tráfego de veículos nas vias. As incursões do Bope não terão datas, locais e nem horários divulgados.

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Composto pelas localidades Parque Alegria, Parque Boa Esperança, Parque da Conquista, Parque São Sebastião, Parque Vitória e Parque Nossa Senhora da Penha, o Complexo do Caju é dominado por traficantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA).

Já o Complexo da Maré, que engloba as localidades Baixa do Sapateiro, Conjunto Bento Ribeiro Dantas, Conjunto Esperança, Conjunto Marcílio Dias, Conjunto Pinheiro, Nova Holanda, Nova Maré, Parque Maré, Parque Roquete Pinto, Parque Rubens Vaz, Parque União, Praia de Ramos, Salsa e Merengue, Timbau, Vila do João e Vila do Pinheiro, é dividido entre as facões ADA, Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV), e também tem áreas controladas por milicianos.

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Apesar de ter havido confronto nas ações de ontem, ninguém foi preso e nada foi apreendido. Também não houve registro de mortes.

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Fotos: Felippo Brando

Policiamento(Largo da Segunda feira) 2

Um ano e três semanas após a criação da lei estadual que impõe normas para a realização de bailes funks no Rio de Janeiro, a Polícia Militar vai passar a coibir os bailes irregulares. A informação foi dada na manhã desta segunda-feira, dia 13, pelo coronel Marcus Jardim Gonçalves, comandante do 1º Comando de Policiamento de Área (1º CPA).

“A Polícia Militar não tem discriminação ou preconceito contra qualquer tipo de música ou manifestação cultural. O trabalho da corporação é garantir a preservação da ordem pública”, ressaltou o oficial, durante supervisão ao reforço do policiamento fixo instalado na esquina das ruas Conde de Bonfim e São Francisco Xavier, no Largo da Segunda-feira, na Tijuca, na Zona Norte do Rio.

Policiamento(Largo da Segunda feira) 1

No mesmo endereço, por determinação do comandante geral da corporação, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, foi instalado um posto da Ouvidoria da PM. Nele, moradores podem fazer denúncias e sugestões. Quem preferir, pode usar a internet, através do endereço http://www.policiamilitar.rj.gov.br, 24 horas por dia; ou o telefone, ligando para os números 2233-2765 ou 2233-2766, de segunda-feira a sábado, das 9h às 18h.

Foi no local que, na sexta-feira, dia 10, o cabo Ênio Roberto Santos Santiago, 38 anos, foi baleado ao tentar impedir que um casal fosse assaltado. Motorista do comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), tenente-coronel Alberto Pinheiro Neto, o PM esperava o oficial quando presenciou a tentativa de roubo.

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Ele conseguiu impedir o crime, mas foi baleado duas vezes e morreu no dia seguinte, no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. O carro utilizado pelos bandidos foi encontrado no Morro do Turano, no mesmo bairro.

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“Vamos trabalhar para coibir os bailes que não têm autorização para funcionar, pois é antes, durante e depois deles que os criminosos se aproveitam para praticar crimes”, destacou o coronel Marcus Jardim, minutos após o enterro do corpo da doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34.

A doméstica foi uma das três vítimas fatais do tiroteio ocorrido no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, também na Zona Norte, na noite do último sábado. Emocionadas, dezenas de pessoas, entre familiares e amigos, acompanharam o cortejo. O corpo foi enterrado na gaveta 641 da quadra 10 do Cemitério do Catumbi, no bairro de mesmo nome, na região central do Rio.

Doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34 anos

Doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34 anos

“Ela só repetia “tá doendo muito, tá doendo muito” e eu falava “calma, que o médico vai te salvar””, relembrou Marcelo de Araújo, 34, casado com a doméstica há 10 anos e instrutor de futebol do Suderj Informa, projeto de democratização à prática esportiva que atende a comunidades carentes.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 7

“Estávamos reconstruindo a nossa casa porque pretendíamos ter um filho. Ela sempre foi uma pessoa elétrica e ter que vê-la deitada estática é o mais triste. Não tinha baile funk naquele horário e se tivesse, haveria mais de 3 mil pessoas no lugar. A Polícia é despreparada. As conseqüências, quem sofre, somos nós”, desabafou.

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Há sete meses, a doméstica trabalhava no apartamento da autônoma Eliana Rodriguez, 56, que também é moradora de Vila Isabel e fez questão de comparecer ao enterro.

“Ela era uma pessoa maravilhosa e eu, que tenho dois filhos homens na mesma faixa etária que a dela, a tinha como uma filha. Isso que aconteceu foi uma coisa muito estúpida. Do meu quarto eu ouço os tiros lá e fico imaginando o pânico que deve ser”, revelou.

A cunhada de Vera, que a acompanhava na volta para casa, juntamente com a filha, de 12 anos, contou que elas voltavam de uma festa e chegaram à comunidade por volta das 22h.

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“Começou a chover muito e paramos em uma barraquinha para descansar e esperar a chuva diminuir. Neste momento, chegou o caveirão e os PMs começaram a atirar para todos os lados. Nós corremos tentando nos proteger. Eu me escondi atrás de uma caixa de som. Fiquei com uns arranhões no rosto e no corpo, mas me salvei”, relembrou a dona-de-casa, de 32 anos, que pediu para não ter a identidade revelada.

A filha dela também sofreu escoriações pelo corpo e torceu o pé na fuga. Ela foi a primeira a ver a tia sendo atingida e correu para chamar o tio para socorrê-la.

No total, foram três mortos e seis feridos. Além da doméstica, também morreram outros dois homens. Um deles, Reginaldo Andrade dos Santos, 30, tinha vindo de Minas Gerais para visitar a mãe. O outro não foi identificado.

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Os feridos, Júlio César dos Santos, 35, baleado nas costas; e Douglas Lima da Silva, 11, e o PM Edmilson Carrarini Leal, lotado no 6º BPM (Tijuca), ambos atingidos por estilhaços, foram medicados no Hospital Geral do Andaraí, no bairro de mesmo nome, e liberados em seguida.

Outros três baleados, Maria Geraldina da Silva, 59, e Alexandre Oliveira da Silva, 23, ambos baleados na perna direita, e Paulo Vinícius Pimentel de Almeida, 33, continuavam internados, até o final da manhã desta segunda-feira, dia 13.

Policiamento(Largo da Segunda feira) 6

Policiais militares lotados no 6º BPM, com auxílio do veículo blindado do 3º BPM (Méier), chegaram à comunidade no final da noite de sábado, dia 11, por determinação do comandante da unidade, tenente-coronel Fernando Príncipe Martins. Em nota oficial, a PM informou que o oficial verificou “a incidência de roubos com ações violentas relacionados a algumas comunidades onde criminosos estariam se reunindo para praticar crimes, se aproveitando do evento musical”.

Ainda através da nota, a corporação afirmou que “procura coibir a realização de quaisquer eventos não-autorizados, principalmente em que sabidamente ações criminosas são promovidas, como consumo e vendas de drogas, utilização de armas de fogo” e que “a ação policial é planejada para ser realizada antes do início do evento, procurando assim, evitar o confronto com criminosos armados”, explicou, no documento.

Moradores do Morro dos Macacos – onde o tráfico de drogas é controlado por criminosos da facção Amigos dos Amigos (ADA) – revelaram que o baile funk costuma ser realizado na Rua Conselheiro Correia, mas que no momento da incursão policial o único evento realizado na comunidade era uma festa julina, na localidade conhecida como Caminho Central, e onde os PMs sequer chegaram. Ainda segundo os moradores, era naquela festa – onde eram tocadas músicas de vários estilos, inclusive funk – em que os traficantes estavam.

“Os policiais chegaram atirando e não acertaram nenhum bandido, porque eles estavam lá no alto do morro. Ali embaixo só havia trabalhadores e moradores inocentes”, desabafou um autônomo nascido e criado no morro que preferiu não se identificar.

O projeto de lei que impõe normas para a realização de festas raves e bailes funk no Estado do Rio foi aprovado, por 41 votos a um, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em maio do ano passado, e transformado em lei no dia de 18 de junho de 2008.

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De acordo com a lei estadual 5.265, de autoria do ex-deputado e ex-chefe de Polícia Civil Álvaro Lins, para se obter uma autorização para a realização de um baile funk é necessário fazer uma solicitação à Secretaria de Estado de Segurança Pública com 30 dias de antecedência; ter comprovante de tratamento acústico; ter um banheiro químico para cada 50 pessoas e câmeras no local; além de ter comprovante de instalação de detectores de metal; comprovante de previsão de atendimento médico de emergência; e ter nada consta da Delegacia de Polícia Civil, do Batalhão de Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Juizado de Menores da área.

Ainda de acordo com o texto da lei, o pedido de autorização para a realização do evento deverá informar a expectativa de público, o número de ingressos colocados à disposição, o nome do responsável pelo evento, a área para estacionamento e a previsão de horário de início e término do baile.

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Fotos: Felippo Brando

Policiamento(Largo da Segunda feira) 2

Um ano e três semanas após a criação da lei estadual que impõe normas para a realização de bailes funks no Rio de Janeiro, a Polícia Militar vai passar a coibir os bailes irregulares. A informação foi dada na manhã desta segunda-feira, dia 13, pelo coronel Marcus Jardim Gonçalves, comandante do 1º Comando de Policiamento de Área (1º CPA).

“A Polícia Militar não tem discriminação ou preconceito contra qualquer tipo de música ou manifestação cultural. O trabalho da corporação é garantir a preservação da ordem pública”, ressaltou o oficial, durante supervisão ao reforço do policiamento fixo instalado na esquina das ruas Conde de Bonfim e São Francisco Xavier, no Largo da Segunda-feira, na Tijuca, na Zona Norte do Rio.

Policiamento(Largo da Segunda feira) 1

No mesmo endereço, por determinação do comandante geral da corporação, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, foi instalado um posto da Ouvidoria da PM. Nele, moradores podem fazer denúncias e sugestões. Quem preferir, pode usar a internet, através do endereço http://www.policiamilitar.rj.gov.br, 24 horas por dia; ou o telefone, ligando para os números 2233-2765 ou 2233-2766, de segunda-feira a sábado, das 9h às 18h.

Foi no local que, na sexta-feira, dia 10, o cabo Ênio Roberto Santos Santiago, 38 anos, foi baleado ao tentar impedir que um casal fosse assaltado. Motorista do comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), tenente-coronel Alberto Pinheiro Neto, o PM esperava o oficial quando presenciou a tentativa de roubo.

Policia

Ele conseguiu impedir o crime, mas foi baleado duas vezes e morreu no dia seguinte, no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. O carro utilizado pelos bandidos foi encontrado no Morro do Turano, no mesmo bairro.

Carro(policial morto) 2

“Vamos trabalhar para coibir os bailes que não têm autorização para funcionar, pois é antes, durante e depois deles que os criminosos se aproveitam para praticar crimes”, destacou o coronel Marcus Jardim, minutos após o enterro do corpo da doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34.

A doméstica foi uma das três vítimas fatais do tiroteio ocorrido no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, também na Zona Norte, na noite do último sábado. Emocionadas, dezenas de pessoas, entre familiares e amigos, acompanharam o cortejo. O corpo foi enterrado na gaveta 641 da quadra 10 do Cemitério do Catumbi, no bairro de mesmo nome, na região central do Rio.

Doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34 anos

Doméstica Vera Lúcia Rodrigues, 34 anos

“Ela só repetia “tá doendo muito, tá doendo muito” e eu falava “calma, que o médico vai te salvar””, relembrou Marcelo de Araújo, 34, casado com a doméstica há 10 anos e instrutor de futebol do Suderj Informa, projeto de democratização à prática esportiva que atende a comunidades carentes.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 7

“Estávamos reconstruindo a nossa casa porque pretendíamos ter um filho. Ela sempre foi uma pessoa elétrica e ter que vê-la deitada estática é o mais triste. Não tinha baile funk naquele horário e se tivesse, haveria mais de 3 mil pessoas no lugar. A Polícia é despreparada. As conseqüências, quem sofre, somos nós”, desabafou.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 2

Há sete meses, a doméstica trabalhava no apartamento da autônoma Eliana Rodriguez, 56, que também é moradora de Vila Isabel e fez questão de comparecer ao enterro.

“Ela era uma pessoa maravilhosa e eu, que tenho dois filhos homens na mesma faixa etária que a dela, a tinha como uma filha. Isso que aconteceu foi uma coisa muito estúpida. Do meu quarto eu ouço os tiros lá e fico imaginando o pânico que deve ser”, revelou.

A cunhada de Vera, que a acompanhava na volta para casa, juntamente com a filha, de 12 anos, contou que elas voltavam de uma festa e chegaram à comunidade por volta das 22h.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 15

“Começou a chover muito e paramos em uma barraquinha para descansar e esperar a chuva diminuir. Neste momento, chegou o caveirão e os PMs começaram a atirar para todos os lados. Nós corremos tentando nos proteger. Eu me escondi atrás de uma caixa de som. Fiquei com uns arranhões no rosto e no corpo, mas me salvei”, relembrou a dona-de-casa, de 32 anos, que pediu para não ter a identidade revelada.

A filha dela também sofreu escoriações pelo corpo e torceu o pé na fuga. Ela foi a primeira a ver a tia sendo atingida e correu para chamar o tio para socorrê-la.

No total, foram três mortos e seis feridos. Além da doméstica, também morreram outros dois homens. Um deles, Reginaldo Andrade dos Santos, 30, tinha vindo de Minas Gerais para visitar a mãe. O outro não foi identificado.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 3

Os feridos, Júlio César dos Santos, 35, baleado nas costas; e Douglas Lima da Silva, 11, e o PM Edmilson Carrarini Leal, lotado no 6º BPM (Tijuca), ambos atingidos por estilhaços, foram medicados no Hospital Geral do Andaraí, no bairro de mesmo nome, e liberados em seguida.

Outros três baleados, Maria Geraldina da Silva, 59, e Alexandre Oliveira da Silva, 23, ambos baleados na perna direita, e Paulo Vinícius Pimentel de Almeida, 33, continuavam internados, até o final da manhã desta segunda-feira, dia 13.

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Policiais militares lotados no 6º BPM, com auxílio do veículo blindado do 3º BPM (Méier), chegaram à comunidade no final da noite de sábado, dia 11, por determinação do comandante da unidade, tenente-coronel Fernando Príncipe Martins. Em nota oficial, a PM informou que o oficial verificou “a incidência de roubos com ações violentas relacionados a algumas comunidades onde criminosos estariam se reunindo para praticar crimes, se aproveitando do evento musical”.

Ainda através da nota, a corporação afirmou que “procura coibir a realização de quaisquer eventos não-autorizados, principalmente em que sabidamente ações criminosas são promovidas, como consumo e vendas de drogas, utilização de armas de fogo” e que “a ação policial é planejada para ser realizada antes do início do evento, procurando assim, evitar o confronto com criminosos armados”, explicou, no documento.

Moradores do Morro dos Macacos – onde o tráfico de drogas é controlado por criminosos da facção Amigos dos Amigos (ADA) – revelaram que o baile funk costuma ser realizado na Rua Conselheiro Correia, mas que no momento da incursão policial o único evento realizado na comunidade era uma festa julina, na localidade conhecida como Caminho Central, e onde os PMs sequer chegaram. Ainda segundo os moradores, era naquela festa – onde eram tocadas músicas de vários estilos, inclusive funk – em que os traficantes estavam.

“Os policiais chegaram atirando e não acertaram nenhum bandido, porque eles estavam lá no alto do morro. Ali embaixo só havia trabalhadores e moradores inocentes”, desabafou um autônomo nascido e criado no morro que preferiu não se identificar.

O projeto de lei que impõe normas para a realização de festas raves e bailes funk no Estado do Rio foi aprovado, por 41 votos a um, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em maio do ano passado, e transformado em lei no dia de 18 de junho de 2008.

Enterro de Lúcia(morro do macaco) 10

De acordo com a lei estadual 5.265, de autoria do ex-deputado e ex-chefe de Polícia Civil Álvaro Lins, para se obter uma autorização para a realização de um baile funk é necessário fazer uma solicitação à Secretaria de Estado de Segurança Pública com 30 dias de antecedência; ter comprovante de tratamento acústico; ter um banheiro químico para cada 50 pessoas e câmeras no local; além de ter comprovante de instalação de detectores de metal; comprovante de previsão de atendimento médico de emergência; e ter nada consta da Delegacia de Polícia Civil, do Batalhão de Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Juizado de Menores da área.

Ainda de acordo com o texto da lei, o pedido de autorização para a realização do evento deverá informar a expectativa de público, o número de ingressos colocados à disposição, o nome do responsável pelo evento, a área para estacionamento e a previsão de horário de início e término do baile.

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Diego Romário Grativos de Souza, 19 anos

Diego Romário Grativos de Souza, 19 anos

Através de informações repassadas pelo Disque-Denúncia (2253-1177), agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 14º BPM (Bangu) prenderam Diego Romário Grativos de Souza, 19 anos, nesta quinta-feira, dia 18.

Minha Deusa 18JUN09 (7)

Acusado de pertencer à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) e de ter envolvimento com o tráfico de drogas na Favela Minha Deusa, em Realengo, ele foi flagrado pelos PMs com uma pistola Taurus nove milímetros e 59 sacolés de cocaína, além de R$ 44 em espécie. O registro foi feito na 33ª DP (Realengo).

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Rodrigo da Silva, 20 anos

Rodrigo da Silva, 20 anos

Dois acusados de pertencerem à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) e terem envolvimento com o tráfico de drogas na Favela Minha Deusa, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, foram surpreendidos por agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 14º BPM (Bangu), nesta terça-feira, dia 16.

Os PMs chegaram até a Rua Nogueira de Sá através de informação repassada pelo Disque-Denúncia (2253-1177) e se depararam com vários homens armados e em atitude suspeita. Houve confronto e um dos suspeitos foi atingido.

Minha Deusa 3

Socorrido e levado para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, ele não resistiu aos ferimentos. Um outro suspeito, identificado como Rodrigo da Silva, 20 anos, foi preso.

Os PMs apreenderam dois rádios transmissores, 32 sacolés de cocaína, 46 trouxinhas de maconha, e R$ 66,00 em espécie, além de uma pistola Taurus nove milímetros.

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Traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV) estão repetindo na Zona Oeste a promoção que já é feita desde o ano passado na Zona Sul do Rio: o viciado que levar dez embalagens vazias de cocaína ganha uma cheia.

A descoberta foi feita nesta terça-feira, dia 16, quando policiais militares do 14º BPM (Bangu) apreenderam 109 tubinhos na Favela Vila Kennedy, no bairro de mesmo nome.

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A embalagem – um tubo de plástico – conserva por maior tempo a droga e, por isso, custa mais. Ao contrário da vendida em papelotes de plástico, a cocaína embalada nos potinhos chega a custar R$ 20.

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A apreensão foi feita na Rua Joaquim Pires Cerveiro, após intensa troca de tiros entre PMs e traficantes. Um dos criminosos foi baleado e socorrido ao Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo. Ele não resistiu aos ferimentos. Os policiais também apreenderam 2.500 trouxinhas de maconha e uma pistola Taurus calibre 380, além de material para endolação.

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Robson de Jesus Bezerra, o Magrão, 29 anos

Robson de Jesus Bezerra, o Magrão, 29 anos

Através de informação repassada pelo Disque-Denúncia (2253-1177), agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 14º BPM (Bangu) prenderam Robson de Jesus Bezerra, o Magrão, 29 anos, na Favela Minha Deusa, em Realengo, na Zona Oeste do Rio.

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Com ele – que estava em companhia da mulher, Débora Anastácia Bertolami Bezerra, 25 – os PMs apreenderam uma pistola Taurus 9 milímetros, treze munições de mesmo calibre e um rádio transmissor, além de 318 sacolés de cocaína. O registro foi feito na 33ª DP (Realengo).

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