Arquivo da categoria ‘Terceiro Comando Puro’

Rodrigo da Silva Caetano, o Motoboy

Pouco mais de um ano após o crime que ficou conhecido como “O Massacre da Serra Elétrica” na Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, os seis envolvidos no episódio foram identificados por policiais da 21ª DP (Bonsucesso) e tiveram a prisão preventiva decretada pela 2ª Vara Criminal da Capital por homicídio triplamente qualificado.

Amabílio Gomes Filho, o Amabílio ou MB

Integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e envolvidos com o tráfico de drogas na região, Rodrigo da Silva Caetano, o Motoboy, Amabílio Gomes Filho, o Amabílio ou MB, Israel de Oliveira Silva, o Flecha, Luiz Carlos Gonçalves de Souza, o LC, Jorge Ribeiro, o Bodinho, e Wallace Sales da Silva, o Tatajuba, são acusados de matar e esquartejar Wladimir Augusto Paz dos Santos, o Mimi Cara de Peixe, e considerados foragidos da Justiça.

Israel de Oliveira Silva, o Flecha

O crime ocorreu em julho de 2011 e foi determinado pelo Tribunal do Tráfico da Nova Holanda como punição a Mimi, que havia “pulado de facção” e saído do local para se juntar à quadrilha liderada pelo traficante Marcelo Santos das Dores, o Menor P, da facção rival Terceiro Comando Puro (TCP), na Favela Baixa do Sapateiro, também no Complexo da Maré.

Luiz Carlos Gonçalves de Souza, o LC

Após dois meses, ele resolveu voltar para seus antigos comparsas depois que perdeu o direito de andar armado porque usava drogas além do permitido. No entanto, não foi perdoado e acabou torturado e executado para servir de exemplo e “recado” a quem tivesse a intenção de copiar a atitude dele.

Wallace Sales da Silva, o Tatajuba

O crime foi registrado por câmeras e o vídeo da execução chegou a ser publicado no YouTube, sendo retirado após denúncias de conteúdo ofensivo. Fotos do corpo foram usadas para ilustrar funk. Um dos trechos da música diz: “O bonde tá pesado, se liga na minha idéia: traidor aqui não fica, vai pro massacre da serra elétrica” / “Sua cabeça já era, cortaram a sua cabeça, é o massacre da serra elétrica”.

O delegado José Pedro Costa da Silva, titular da 21ª DP, indiciou os seis por homicídio qualificado, violação e ocultação de cadáver – até hoje o corpo de Mimi não foi encontrado. Ele acredita que os membros do bandido tenham sido jogados na Baía de Guanabara ou queimados no “microondas” do tráfico.

Ao decretar a prisão dos acusados, o juiz Jorge Luiz Le Cocq D’Oliveira destacou: “Segundo o apurado, os acusados, indivíduos de altíssima periculosidade, comandam o tráfico de drogas na Favela Nova Holanda, cuja comunidade aterrorizam pelo poder bélico e pelos métodos brutais que utilizam. Desafiam permanentemente a autoridade constituída e se julgam acima da lei. Certos da impunidade, chegam ao ponto de exibir seus atos criminosos nas redes sociais da Internet”.

E o magistrado continua: “Aliás, a crueldade demonstrada no cometimento dos fatos descritos causa perplexidade até nos profissionais mais experientes dos órgãos de repressão penal”.

O juiz finaliza destacando que a liberdade dos acusados compromete a ordem pública: “é evidente que, dado o perfil dos imputados, somente com a efetivação da medida constritiva as testemunhas estranhas aos quadros de segurança – a população local, como é notório, vive absolutamente subjugada, tendo de respeitar a famigerada ´lei do silêncio´ – sentir-se-ão minimamente seguras para comparecer em juízo e depor, pelo que a segregação provisória igualmente atende à conveniência da instrução criminal”, enfatiza.

Abaixo, link para foto divulgada pelos traficantes para servir de exemplo.
Não abra se não quiser ver uma imagem forte.

Mimi esquartejado (IMAGEM FORTE)


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John Wayne Pereira Lopes, o Gordinho, 22 anos

Acusado pela Polícia de levar drogas da Favela Vila do João, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, para clientes no Cais do porto e no Mercado São Sebastião, o mototaxista John Wayne Pereira Lopes, o Gordinho, 22 anos, foi preso por policiais da 21ª DP (Bonsucesso). A prisão foi efetuada no dia 9 de agosto, após 45 dias de investigações.

O mototaxista comprava a droga dos criminosos da facção Terceiro Comando Puro (TCP) que controlam o tráfico na região e as revendia principalmente para caminhoneiros. Além do valor do entorpecente, ele cobrava uma taxa de R$ 50 pelo serviço de entrega.

“Ele fazia uma média de 15 entregas por noite”, revelou um dos policiais que participou das investigações.

Para atrair clientes, Gordinho distribuía cartões de visitas com dados para contato e a frase: “Melhor cocaína do Rio”. No momento da prisão ele foi surpreendido vendendo 105 gramas de cocaína a um caminhoneiro, no Mercado São Sebastião, na Penha, na Zona Norte do Rio.

O caminhoneiro – que é do Espírito Santo – confirmou aos policiais que soube do serviço de entrega através de um cartão de visita entregue a ele durante uma manifestação realizada pela categoria. A área de cobertura do “Delivery do TCP” englobava a região da Penha, Cais do Porto, Baixada Fluminense e um posto de combustíveis na Linha Vermelha.

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Seis meses após a ação que resultou na morte do traficante Marcelo da Silva Leandro, o Marcelinho Niterói, 34 anos, o helicóptero do Serviço Aeropolicial da Polícia Civil (Saer) retirou de circulação um dos criminosos que estava na lista dos mais procurados atualmente pela Polícia do Estado do Rio: Márcio José Sabino Pereira, o Matemático ou Batgol, 36.

Parceiro do traficante Nei da Conceição Cruz, o Facão, 41 – preso desde outubro de 2009 – e um dos líderes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), Matemático estava no interior da Favela Vila Aliança, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, quando foi surpreendido por vôos rasantes da aeronave blindada da Polícia Civil, na madrugada deste sábado, dia 12 de maio.

Nei da Conceição Cruz, o Facão, 41 anos

Acompanhado por comparsas que integram a quadrilha responsável pela venda de drogas no Complexo da Coréia – composto pelas favelas Coréia, Vila Aliança, Rebu, Taquaral e Jabour, que cortam os bairros Senador Camará, Realengo e Bangu -, eles chegaram a trocar tiros com os policiais, que conseguiram atingir Matemático, que ainda foi socorrido pelos cúmplices.

A tentativa de sair da favela em busca de atendimento médico foi frustrada ao descobrir que veículos blindados e equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do 14º BPM (Bangu) e da Polícia Federal davam refoço à ação aérea por terra se posicionando nos principais acessos ao conjunto de favelas.

Já no início da manhã o corpo de Matemático foi encontrado no interior do Gol preto placa LQX 8687 na Estrada do Engenho, na Favela Vila Aliança, em Senador Camará. Foi neste mesmo endereço que dois policiais militares foram assassinados, em maio do ano passado. Os soldados Lyra e Xavier, lotados respectivamente no 21º BPM (São João de Meriti) e no 1º BPM (Estácio), estavam no interior do Golf preto placa ABO 9777, que era blindado, mas não resistiram aos diversos disparos de armas de grosso calibre.

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático ou Batgol, 36 anos

Investigado em 26 inquéritos e com 15 mandados de prisão contra si por tráfico, associação para o tráfico e formação de quadrilha, Matemático era um dos criminosos pelos quais o Disque-Denúncia pagava R$ 10 mil por informações que levassem à sua prisão.

As incursões policiais na região tornaram-se frequentes nas últimas semanas. No primeiro domingo de abril, dia 1º, a namorada do traficante, identificada como Natália Rodrigues Marques, 19, chegou a ser baleada na perna. Ela estava acompanhada por Matemática e seus seguranças quando agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil desceram de rapel do helicóptero da instituição e trocaram tiros com os bandidos.

Apoiado pela comunidade, Matemático controlava sozinho o Complexo da Coréia desde a prisão de Facão – efetuada no dia 9 de outubro de 2009, no Guarujá, no litoral de São Paulo, por agentes da Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Sispen), subordinada à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

Monitorado durante um mês – através de escutas telefônicas autorizadas pela promotora Valéria Videira Costa, titular da 21ª Promotoria de Investigação Penal (PIP) e chefe do Núcleo de Monitoramento do Sistema Penitenciário no Ministério Público -, Facão estava evadido do Sistema Penal desde o 13 de abril daquele ano. No dia 25 de outubro do mesmo ano Facão foi transferido para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Márcio da Silva Lima, o Tola, 37 anos

Seis meses antes, o traficante Márcio da Silva Lima, o Tola, 37, havia sido preso por equipes da 38ª DP (Brás de Pina) em uma fazenda de café na cidade de Durandé, no interior de Minas Gerais. A prisão foi efetuada no dia 24 de abril de 2009, meses após Tola ter perdido dois de seus homens de confiança: Leonardo Fragoso da Silva, o Léo Vascão, 26, morto em fevereiro, e Juarez Mendes da Silva, o Aranha, morto em março. Os dois trocaram tiros com policiais do 14º BPM.

Depois das mortes de seus comparsas, ele passou a dividir o Complexo da Coréia com Luiz Cláudio Cândido, o Claudinho Nonô. Rejeitado pelos moradores, Tola acabou perdendo poder dez dias antes de sua prisão, quando Matemático e Facão ganharam o benefício de trabalho extra-muros e não voltaram ao Instituto Penal Cândido Mendes, no Centro do Rio. Eles orderam o afastamento de Tola que, com medo de morrer, acabou fugindo.

Em fevereiro deste ano, Tola foi absolvido pela juíza Alessandra de Araújo Bilac Moreira Pinto, da 40ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, no processo em que era acusado de associação para o tráfico, porte ilegal de arma e comércio ilegal de arma. Na decisão, a magistrada determinou a expedição de alvará de soltura e seu encaminhamento à Justiça Federal do Paraná, já que o traficante atualmente está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas.

A facção
O Terceiro Comando Puro (TCP) surgiu há dez anos, quando houve um racha entre as facções Terceiro Comando (TC) e Amigos dos Amigos (ADA). A briga ocorreu após a rebelião ocorrida no dia 11 de setembro de 2002 na Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino – mais conhecida como Bangu 1 – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Na ocasião – primeiro aniversário dos atentados terroristas nos Estados Unidos -, o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, então com 34 anos, liderou a ação que durou 23 horas e provocou a morte dos maiores líderes do TC: Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, então com 33 anos, e seus cunhados, Wanderley Soares, o Orelha – casado com a irmã de Uê, Evanilda Pinto Medeiros; e Carlos Roberto Cabral da Silva, o Robertinho do Adeus – casado com a outra irmã, Enivalda Pinto de Medeiros; além de Elpídio Rodrigues Sabino, o Robô.

Integrante da ADA, Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, então com 41 anos, se aliou a Beira-Mar para conseguir sair vivo. Em troca, facilitou a entrada dos rivais na cela onde estava Uê, que era seu amigo pessoal. Após a ação, TC e ADA desfizeram a união e surgiu o Terceiro Comando Puro – sob comando de Matemático e Facão.

RELEMBRE AQUI:
Em ação de helicóptero do Saer da Polícia Civil, Marcelinho Niterói é morto na Maré

ARQUIVO COMPLEXO DA CORÉIA:
Facções rivais TCP e ADA se unem para comprar e revender “o melhor pó do Rio”

Matemático soma várias baixas na Coréia

Tráfico invade Posto de Policiamento Comunitário

Atoladinho na cadeia: Polícia tira Tola de circulação

Facão é preso no Guarujá

MORTES DE OUTROS INTEGRANTES DA QUADRILHA (imagens fortes):
14º BPM rebaixa Léo Vascão para o inferno

14º BPM corta a teia de Aranha

PM impõe mais uma baixa à Coréia: chegou a vez de Claudinho Nonô

“Não importa a camisa do time, e sim se esse está ganhando.” Essa foi a frase do traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, 36 anos – um dos líderes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) – ao ser questionado pelo comparsa Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, 32 – que controla as bocas-de-fumo do Morro do Dendê, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio – sobre a possibilidade de uma aliança com o rival Cristiano de Sá Silva, o Abelha, 38, integrante da facção Amigos dos Amigos (ADA) e irmão de Saulo de Sá Silva, o Saulo da Rocinha, 35.

O diálogo é um indício de que, oito anos e seis meses após a rebelião que selou o fim da parceria entre as facções Terceiro Comando (TC) e ADA – dando origem ao grupo criminoso que se intitulou TCP -, um pacto selado entre as principais lideranças dessas facções pode fazer com que as duas voltem a ser uma.

Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, 32 anos

Um dos intermediários da negociação é Joacy José Gomes de Santana, o Jojo Smith, 48, que saiu do Instituto Penal Ismael Pereira Sirieiro, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, após receber o benefício da liberdade condicional no último dia 4 de março. Ligado à cúpula da ADA, ele é apontado como um dos maiores matutos da facção – comprando drogas e armas e participando financeiramente de crimes.

Cristiano de Sá Silva, o Abelha, 38 anos

A justificativa para o interesse de traficantes do TCP em negociar a compra de cocaína com Abelha é atribuída à qualidade e pureza da droga comercializada pela quadrilha do irmão de Saulo da Rocinha, que seria encomendada na Bolívia.

Saulo de Sá Silva, o Saulo da Rocinha, 35 anos

Além de Guarabu, Abelha e Jojo Smith, o foragido Cleyton Dutra Santana, 25, – filho de Smith – também faria parte do esquema. Ele é considerado evadido do sistema penitenciário desde o dia 19 de janeiro do ano passado, quando saiu ao receber o benefício do Trabalho Extramuro – tendo direito a trabalhar durante o dia e voltar para dormir na cadeia – e não retornou.

Joacy José Gomes de Santana, o Jojo Smith, 48 anos

O pai dele possui um apartamento na Avenida Atlântica, no Leme, na Zona Sul do Rio, outro apartamento na Rua Roberto Dias Lopes, também no Leme, e um na Rua General Góes Monteiro, em Botafogo, também na Zona Sul, além de um imóvel na Rua Menezes Brum, em Guadalupe, e outro na Rua Joaquim Pinheiro, na Freguesia, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

Cleyton Dutra Santana, 25 anos

A rebelião em Bangu 1
O racha entre as facções Terceiro Comando (TC) e Amigos dos Amigos (ADA) ocorreu após a rebelião ocorrida no dia 11 de setembro de 2002 na Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino – mais conhecida como Bangu 1 – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Na ocasião – primeiro aniversário dos atentados terroristas nos Estados Unidos -, o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, então com 34 anos, liderou a ação que durou 23 horas e provocou a morte dos maiores líderes do TC.

Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, hoje com 43 anos

O primeiro a ser executado foi Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, então com 33 anos, que pertencia ao CV e havia pulado, oito anos antes, para fundar o Terceiro Comando, após ordenar a morte do então comparsa Orlando da Conceição, o Orlando Jogador, que tinha 35 anos. No dia 13 de julho de 1994, cúmplices de Uê disseram a Orlando Jogador que ele tinha sido sequestrado por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que exigiam um resgate de cerca de 60 mil dólares.

Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, então com 33 anos

Após arrecadar a quantia, Jogador foi se encontrar com os homens de Uê e acabou sendo surpreendido por uma emboscada. Depois de pegar o dinheiro, Uê – acompanhado pelo dobro de homens que Orlando Jogador, e todos fortemente armados – ordenou a morte do antigo aliado e seus comparsas. No total, foram 11 traficantes do CV mortos. O corpo de Orlando e de seu irmão foram deixados no bairro Maria da Graça, na Zona Norte do Rio. Em 1998, Uê foi condenado a 209 anos de prisão pelas mortes.

Orlando da Conceição, o Orlando Jogador, então com 35 anos

Na rebelião de Bangu 1, como punição pela traição, Uê ainda teve o corpo queimado. Também foram mortos os dois cunhados de Uê: os traficantes Wanderley Soares, o Orelha – casado com a irmã de Uê, Evanilda Pinto Medeiros; e Carlos Roberto Cabral da Silva, o Robertinho do Adeus – casado com a outra irmã, Enivalda Pinto de Medeiros; além de Elpídio Rodrigues Sabino, o Robô.

Wanderley Soares, o Orelha

Integrante da ADA, Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, então com 41 anos, se aliou a Beira-Mar para conseguir sair vivo. Em troca, facilitou a entrada dos rivais na cela onde estava Uê, que era seu amigo pessoal. Após a ação, TC e ADA desfizeram a união e surgiu o Terceiro Comando Puro – sob comando de Matemático e Nei da Conceição Cruz, o Facão, 39.

Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, hoje com 49 anos

Uma denúncia grave pode pôr em suspeita a participação de policiais militares no episódio macabro que marcou a guerra entre traficantes rivais das facções Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) pela disputa das bocas-de-fumo do Morro da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio. Familiares do traficante Valmir Bernardo da Silva, o Parazão, que foi decapitado e teve a cabeça exibida como troféu, na última quinta-feira, dia 4 de novembro, denunciaram que ele foi vendido aos rivais por policiais do 41º BPM (Irajá). A viúva do criminoso prestou depoimento à Divisão de Homicídios (DH), no dia seguinte, e o conteúdo está sendo mantido sob sigilo.

Valmir Bernardo da Silva, o Parazão

O responsável pelo pagamento teria sido Marcelo Silva Batista, o Lerdinho, braço-direito do traficante Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30 anos, líder do TCP que controla a venda de drogas na Serrinha. A mulher dele levou R$ 30 mil para completar o valor inicial exigido pelos PMs, que surpreenderam Parazão em uma casa no Morro do Juramento. A comunidade de Vicente de Carvalho foi escolhida pelo CV como base por fazer divisa pela mata com o Morro da Serrinha. É de lá que têm saído os bondes para as tentativas de invasão que já duram um ano e contam com apoio de comparsas do Morro do Cajueiro – localizado em frente à Serrinha.

Marcelo Silva Batista, o Lerdinho

“Ela levou R$ 30 mil para inteirar na compra do corpo por ordem do Lerdinho, mas não sabe o valor exato porque uma quantia já havia sido entregue antes”, revelou um dos parentes de Parazão.

Agora, a comunidade vive sob a tensão de novas investidas de traficantes do Comando Vermelho, já que um dos chefes do tráfico no Complexo do Alemão, Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 34, mandou recado prometendo vingar a morte do aliado.

“Já passaram aqui avisando que no próximo final-de-semana não é pra morador sair de casa. Eles vão invadir pra pegar a família do Lerdinho e esquartejar todos como vingança. Estão esperando esfriar pra aterrorizar”, desabafou uma dona de casa de 62 anos que mora na Rua Sadoc de Sá – via que dá acesso ao Morro da Serrinha e fica em frente ao Cajueiro.

“As duas comunidades são controladas por facções rivais e é a gente que fica no meio do fogo cruzado”, lamentou a idosa, que pediu para não ter a identidade revelada.

O comandante do 41º BPM, tenente-coronel Alexandre Fontenelle, afirmou que Parazão foi morto em confronto ocorrido na mata que separa as duas comunidades entre policiais e traficantes. Ainda de acordo com ele, o corpo foi encontrado pelos rivais, que fizeram questão de cortar a cabeça e exibi-la como demonstração de força para os moradores e exemplo do que acontece com traidores.

Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30 anos

Foi a poucos metros da casa dela que a cabeça de Parazão foi jogada: em um poste na Avenida Edgard Romero, na altura da Rua Sadoc de Sá, exibida como se fosse um troféu. Antes disso, entretanto, ela foi exibida pelas vielas da favela por Dinho. As tentativas de criminosos do CV de dominar o Morro da Serrinha, controlado por rivais do TCP, teve início no final de setembro do ano passado. No mês seguinte, Parazão – que era braço direito de Dinho – fugiu da Serrinha levando armas e drogas e procurou refúgio na Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha – considerado o Quartel General (QG) da facção fundada por Rogério Lengruber, o Bagulhão.

Paulo Orlando dos Santos, o Paulinho ou PH, 22 anos

Enquanto criminosos do Alemão estão dando apoio aos bondes formados por traficantes dos morros do Juramento e Cajueiro, rivais da Serrinha têm apoio de comparsas do Morro São José da Pedra, também em Madureira, e das favelas de Acari, no bairro de mesmo nome, ainda na Zona Norte, e de Senador Camará, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Sérgio Porfírio de Souza, o Neco

Entre os feridos, estaria Paulo Orlando dos Santos, o Paulinho ou PH, 22, gerente do Cajueiro. Socorrido pelos próprios comparsas, ele estaria recebendo atendimento médico em uma unidade de saúde improvisada na Vila Cruzeiro.

Adilson Porfírio de Sousa, o Adilson da Serrinha

Além de Lerdinho, Dinho teria apoio dos irmãos, Sérgio Porfírio de Souza, o Neco, e Adilson Porfírio de Sousa, o Adilson da Serrinha, e de Nilson de Oliveira Augusto, o Chuchu, que chefia a venda de drogas no Morro São José da Pedra.

Do outro lado, com carta branca de FB, está o traficante Luiz Cláudio Serrat Corrêa, conhecido como Claudinho da Mineira, Claudinho Tabajara, Claudinho Dona Marta ou Claudinho CL, 38. Além de ser apontado pela Polícia como um dos mandantes da execução do tenente-coronel da Polícia Militar José Roberto do Amaral Lourenço, 41, em outubro de 2008, ele é investigado por dar apoio a diversos roubos a instituições financeiras. De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), ele faria o contato entre os assaltantes e traficantes do Complexo do Alemão – que estariam alugando armas para as ações em troca de parte do dinheiro arrecadado. Um dos traficantes que fazia parte do esquema era Parazão.

Relembrem:
Cabeça do traficante Parazão é exibida como troféu pelo rival

Uma denúncia grave pode pôr em suspeita a participação de policiais militares no episódio macabro que marcou a guerra entre traficantes rivais das facções Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) pela disputa das bocas-de-fumo do Morro da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio. Familiares do traficante Valmir Bernardo da Silva, o Parazão, que foi decapitado e teve a cabeça exibida como troféu, na última quinta-feira, dia 4 de novembro, denunciaram que ele foi vendido aos rivais por policiais do 41º BPM (Irajá). A viúva do criminoso prestou depoimento à Divisão de Homicídios (DH), no dia seguinte, e o conteúdo está sendo mantido sob sigilo.

Valmir Bernardo da Silva, o Parazão

O responsável pelo pagamento teria sido Marcelo Silva Batista, o Lerdinho, braço-direito do traficante Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30 anos, líder do TCP que controla a venda de drogas na Serrinha. A mulher dele levou R$ 30 mil para completar o valor inicial exigido pelos PMs, que surpreenderam Parazão em uma casa no Morro do Juramento. A comunidade de Vicente de Carvalho foi escolhida pelo CV como base por fazer divisa pela mata com o Morro da Serrinha. É de lá que têm saído os bondes para as tentativas de invasão que já duram um ano e contam com apoio de comparsas do Morro do Cajueiro – localizado em frente à Serrinha.

Marcelo Silva Batista, o Lerdinho

“Ela levou R$ 30 mil para inteirar na compra do corpo por ordem do Lerdinho, mas não sabe o valor exato porque uma quantia já havia sido entregue antes”, revelou um dos parentes de Parazão.

Agora, a comunidade vive sob a tensão de novas investidas de traficantes do Comando Vermelho, já que um dos chefes do tráfico no Complexo do Alemão, Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 34, mandou recado prometendo vingar a morte do aliado.

“Já passaram aqui avisando que no próximo final-de-semana não é pra morador sair de casa. Eles vão invadir pra pegar a família do Lerdinho e esquartejar todos como vingança. Estão esperando esfriar pra aterrorizar”, desabafou uma dona de casa de 62 anos que mora na Rua Sadoc de Sá – via que dá acesso ao Morro da Serrinha e fica em frente ao Cajueiro.

“As duas comunidades são controladas por facções rivais e é a gente que fica no meio do fogo cruzado”, lamentou a idosa, que pediu para não ter a identidade revelada.

O comandante do 41º BPM, tenente-coronel Alexandre Fontenelle, afirmou que Parazão foi morto em confronto ocorrido na mata que separa as duas comunidades entre policiais e traficantes. Ainda de acordo com ele, o corpo foi encontrado pelos rivais, que fizeram questão de cortar a cabeça e exibi-la como demonstração de força para os moradores e exemplo do que acontece com traidores.

Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30 anos

Foi a poucos metros da casa dela que a cabeça de Parazão foi jogada: em um poste na Avenida Edgard Romero, na altura da Rua Sadoc de Sá, exibida como se fosse um troféu. Antes disso, entretanto, ela foi exibida pelas vielas da favela por Dinho. As tentativas de criminosos do CV de dominar o Morro da Serrinha, controlado por rivais do TCP, teve início no final de setembro do ano passado. No mês seguinte, Parazão – que era braço direito de Dinho – fugiu da Serrinha levando armas e drogas e procurou refúgio na Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha – considerado o Quartel General (QG) da facção fundada por Rogério Lengruber, o Bagulhão.

Paulo Orlando dos Santos, o Paulinho ou PH, 22 anos

Enquanto criminosos do Alemão estão dando apoio aos bondes formados por traficantes dos morros do Juramento e Cajueiro, rivais da Serrinha têm apoio de comparsas do Morro São José da Pedra, também em Madureira, e das favelas de Acari, no bairro de mesmo nome, ainda na Zona Norte, e de Senador Camará, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Sérgio Porfírio de Souza, o Neco

Entre os feridos, estaria Paulo Orlando dos Santos, o Paulinho ou PH, 22, gerente do Cajueiro. Socorrido pelos próprios comparsas, ele estaria recebendo atendimento médico em uma unidade de saúde improvisada na Vila Cruzeiro.

Adilson Porfírio de Sousa, o Adilson da Serrinha

Além de Lerdinho, Dinho teria apoio dos irmãos, Sérgio Porfírio de Souza, o Neco, e Adilson Porfírio de Sousa, o Adilson da Serrinha, e de Nilson de Oliveira Augusto, o Chuchu, que chefia a venda de drogas no Morro São José da Pedra.

Do outro lado, com carta branca de FB, está o traficante Luiz Cláudio Serrat Corrêa, conhecido como Claudinho da Mineira, Claudinho Tabajara, Claudinho Dona Marta ou Claudinho CL, 38. Além de ser apontado pela Polícia como um dos mandantes da execução do tenente-coronel da Polícia Militar José Roberto do Amaral Lourenço, 41, em outubro de 2008, ele é investigado por dar apoio a diversos roubos a instituições financeiras. De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), ele faria o contato entre os assaltantes e traficantes do Complexo do Alemão – que estariam alugando armas para as ações em troca de parte do dinheiro arrecadado. Um dos traficantes que fazia parte do esquema era Parazão.

Relembrem:
Cabeça do traficante Parazão é exibida como troféu pelo rival

Um episódio bárbaro promete agravar ainda mais a guerra travada entre traficantes das facções Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) que disputam o controle da venda de drogas no Morro da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio, há cerca de um ano.

Em um poste na Avenida Edgard Romero, na altura da Rua Sadoc de Sá – que dá acesso ao Morro da Serrinha e fica em frente ao Morro do Cajueiro, também em Madureira – exibida como se fosse um troféu, policiais do 41º BPM (Irajá) encontraram a cabeça do traficante Valmir Bernardo da Silva, o Parazão, apontado como homem que liderou o bonde do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, para a tentativa de invasão à Serrinha.

Valmir Bernardo da Silva, o Parazão

Antes disso, entretanto, ela foi exibida pelas vielas da favela pelo traficante Jorge Porfírio de Sousa, o Dinho, 30 anos. As tentativas de criminosos do CV de dominar o Morro da Serrinha, controlado por rivais do TCP, teve início no final de setembro do ano passado. No mês seguinte, Parazão – que era braço direito de Dinho – fugiu da Serrinha levando armas e drogas e procurou refúgio na Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha – considerado o Quartel General (QG) da facção fundada por Rogério Lengruber, o Bagulhão.

“O Dinho cumpriu a ameaça de se vingar do Parazão, que ele chamava de traíra. Ele ficou passeando pela comunidade com a cabeça dele. Foi uma cena de horror”, revelou um autônomo que é nascido e criado na Rua Doutor Joviano e pediu para não ter a identidade revelada.

Além de Dinho, seus dois irmãos, Sérgio Porfírio de Sousa, o Neco, e Adilson Porfírio de Souza, o Adilson da Serrinha, também participaram da ação. O corpo de Parazão não havia sido localizado, até o final da tarde de ontem.

“Moradores contaram que o corpo seria jogado aos porcos. Esses animais só não conseguem comer o cabelo e as unhas. Eles somem com o resto em dois dias”, afirmou um inspetor da 29ª DP (Madureira).

Enquanto peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) eram aguardados, uma equipe do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 41º BPM realizou uma incursão no Morro do Cajueiro e prendeu dois acusados de envolvimento com o tráfico de drogas no local, conhecidos como Playboy e Xuxa. O registro foi feito na 30ª DP (Marechal Hermes), que funcionava como central de flagrantes.

Jorge Porfírio de Sousa, o Dinho

De acordo com a Polícia, a autorização para o início da guerra na região foi dada pelo traficante Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 34, que entregaria o controle do Morro da Serrinha para o comparsa Luiz Cláudio Serrat Corrêa, conhecido como Claudinho da Mineira, Claudinho Tabajara, Claudinho Dona Marta ou Claudinho CL, 38.

Segundo investigações da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Claudinho CL tem dado apoio a diversos roubos a instituições financeiras. Ele faria o contato entre os assaltantes e traficantes do Complexo do Alemão – que estariam alugando armas para as ações em troca de parte do dinheiro arrecadado. Um dos traficantes que faria parte do esquema é Parazão.

Em maio deste ano, agentes da DRF apreenderam uma tonelada de maconha – avaliada em cerca de R$ 600 mil – na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. A droga, com essência de menta, estava escondida debaixo de 26 toneladas de cebola e era transportada em uma carreta que vinha do Paraguai.

“O trabalho começou através da investigação de uma quadrilha de assaltantes a bancos. Ela se esconde no Alemão, aluga armas dos traficantes para cometer os roubos e, em troca, divide parte dos lucros com eles. É com esse dinheiro que os chefes do Alemão estão investindo na compra de mais drogas”, explicou, na ocasião, o delegado Marcelo Martins, adjunto da especializada.

Além disso, CL é apontado como um dos mandantes da execução do tenente-coronel da Polícia Militar José Roberto do Amaral Lourenço, 41. Diretor há quatro anos da Penitenciária Doutor Serrano Neves B – mais conhecida como Bangu 3B – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, ele foi assassinado com mais de 60 tiros na Avenida Brasil, quando se dirigia ao trabalho, no dia 16 de outubro de 2008.

Um episódio bárbaro promete agravar ainda mais a guerra travada entre traficantes das facções Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) que disputam o controle da venda de drogas no Morro da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio, há cerca de um ano.

Em um poste na Avenida Edgard Romero, na altura da Rua Sadoc de Sá – que dá acesso ao Morro da Serrinha e fica em frente ao Morro do Cajueiro, também em Madureira – exibida como se fosse um troféu, policiais do 41º BPM (Irajá) encontraram a cabeça do traficante Valmir Bernardo da Silva, o Parazão, apontado como homem que liderou o bonde do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, para a tentativa de invasão à Serrinha.

Valmir Bernardo da Silva, o Parazão

Antes disso, entretanto, ela foi exibida pelas vielas da favela pelo traficante Jorge Porfírio de Sousa, o Dinho, 30 anos. As tentativas de criminosos do CV de dominar o Morro da Serrinha, controlado por rivais do TCP, teve início no final de setembro do ano passado. No mês seguinte, Parazão – que era braço direito de Dinho – fugiu da Serrinha levando armas e drogas e procurou refúgio na Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha – considerado o Quartel General (QG) da facção fundada por Rogério Lengruber, o Bagulhão.

“O Dinho cumpriu a ameaça de se vingar do Parazão, que ele chamava de traíra. Ele ficou passeando pela comunidade com a cabeça dele. Foi uma cena de horror”, revelou um autônomo que é nascido e criado na Rua Doutor Joviano e pediu para não ter a identidade revelada.

Além de Dinho, seus dois irmãos, Sérgio Porfírio de Sousa, o Neco, e Adilson Porfírio de Souza, o Adilson da Serrinha, também participaram da ação. O corpo de Parazão não havia sido localizado, até o final da tarde de ontem.

“Moradores contaram que o corpo seria jogado aos porcos. Esses animais só não conseguem comer o cabelo e as unhas. Eles somem com o resto em dois dias”, afirmou um inspetor da 29ª DP (Madureira).

Enquanto peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) eram aguardados, uma equipe do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 41º BPM realizou uma incursão no Morro do Cajueiro e prendeu dois acusados de envolvimento com o tráfico de drogas no local, conhecidos como Playboy e Xuxa. O registro foi feito na 30ª DP (Marechal Hermes), que funcionava como central de flagrantes.

Jorge Porfírio de Sousa, o Dinho

De acordo com a Polícia, a autorização para o início da guerra na região foi dada pelo traficante Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 34, que entregaria o controle do Morro da Serrinha para o comparsa Luiz Cláudio Serrat Corrêa, conhecido como Claudinho da Mineira, Claudinho Tabajara, Claudinho Dona Marta ou Claudinho CL, 38.

Segundo investigações da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Claudinho CL tem dado apoio a diversos roubos a instituições financeiras. Ele faria o contato entre os assaltantes e traficantes do Complexo do Alemão – que estariam alugando armas para as ações em troca de parte do dinheiro arrecadado. Um dos traficantes que faria parte do esquema é Parazão.

Em maio deste ano, agentes da DRF apreenderam uma tonelada de maconha – avaliada em cerca de R$ 600 mil – na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. A droga, com essência de menta, estava escondida debaixo de 26 toneladas de cebola e era transportada em uma carreta que vinha do Paraguai.

“O trabalho começou através da investigação de uma quadrilha de assaltantes a bancos. Ela se esconde no Alemão, aluga armas dos traficantes para cometer os roubos e, em troca, divide parte dos lucros com eles. É com esse dinheiro que os chefes do Alemão estão investindo na compra de mais drogas”, explicou, na ocasião, o delegado Marcelo Martins, adjunto da especializada.

Além disso, CL é apontado como um dos mandantes da execução do tenente-coronel da Polícia Militar José Roberto do Amaral Lourenço, 41. Diretor há quatro anos da Penitenciária Doutor Serrano Neves B – mais conhecida como Bangu 3B – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, ele foi assassinado com mais de 60 tiros na Avenida Brasil, quando se dirigia ao trabalho, no dia 16 de outubro de 2008.

Considerado foragido da Justiça desde janeiro de 2008, o traficante Luiz Cláudio Serrat Corrêa, conhecido como Claudinho da Mineira, Claudinho Tabajara, Claudinho Dona Marta ou Claudinho CL, 38 anos, é apontado como o responsável pela guerra que tem atormentado os moradores de Madureira, na Zona Norte do Rio. Um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), é ele quem está à frente do bonde que tem travado constantes tiroteios com o rival Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30, que é integrante do Terceiro Comando Puro (TCP) e lidera a venda de drogas no Morro da Serrinha.

Com reforço de comparsas dos morros da Primavera, em Cavalcante, e São José da Pedra, também em Madureira, o bonde de Claudinho CL está abrigado no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, e conta com apoio de Valmir Bernardo da Silva, o Parazão, que é ex-braço direito de Dinho. Nesta quarta-feira, dia 3 de novembro, os moradores comemoravam a primeira noite sem tiroteio das últimas duas semanas.

“Eu nem acreditei que consegui dormir”, comemorou uma aposentada que mora há 40 anos na Rua Iguaçu – um dos acessos ao Morro da Serrinha.

Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30 anos

“Infelizmente estamos acostumados a momentos de guerra que interrompem períodos de paz. Não sabemos quando essa guerra realmente vai ter fim”, disse.

Ainda na manhã desta quarta-feira, policiais do 41º BPM (Irajá) – em parceria com equipes do 9º BPM (Rocha Miranda), 14º BPM (Bangu) e 27º BPM (Santa Cruz) – realizaram incursão na mata que separa os morros da Serrinha e do Juramento. Houve confronto e um dos criminosos acabou atingido. Socorrido pelos próprios PMs, ele foi levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiu. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola nove milímetros. Na mesma ação, também foram apreendidos cerca de sete quilos de maconha e uma escopeta calibre 12.

“Infelizmente não podemos afirmar que a guerra acabou. É inviável ocupar a mata inteira, mas estamos ocupando a parte alta das duas comunidades e reforçando o policiamento em todo entorno. Vamos manter a ocupação enquanto for necessário”, garantiu o tenente-coronel Alexandre Fontenelle, comandante do 41º BPM.

“Na última terça-feira entramos em confronto e percebemos que havia um rastro de sangue em direção a uma trilha para o Juramento. Hoje (ontem) voltamos ao local para tentar localizar esses baleados e realizamos uma ação bem sucedida. Não há moradores ou policiais feridos”, ressaltou o oficial, informando que nos últimos 10 dias o batalhão já apreendeu 14 armas na região.

Em outubro do ano passado, três acusados de envolvimento com o tráfico foram mortos e um foi preso e houve apreensão de armas e drogas em outro capítulo da guerra entre as duas facções. A intenção, segundo investigações da 27ª DP (Vicente de Carvalho), seria encontrar refúgio para criminosos que eram de áreas onde foram instaladas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

A primeira tentativa de invasão ao Morro do Juramento ocorreu no final de agosto do ano passado, quando cerca de 100 traficantes armados e vestidos com roupas semelhantes à farda do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegaram à comunidade. Eles atravessaram o Morro do Juramentinho – que tem ligação, através da mata, com o Juramento, e integra o Complexo do Alemão. Os dois morros fazem parte do mesmo maciço.

Na tentativa de cercar a comunidade, parte dos criminosos do CV seguiram pela passarela da estação de metrô de Tomás Coelho. Ao avistarem os rivais, traficantes do TCP que estavam no alto do morro atiraram. Policiais militares que realizavam patrulhamento na Avenida Martin Luther King ficaram no meio do fogo cruzado. Cinco deles ficaram encurralados e acabaram sendo baleados. Eles só conseguiram ser resgatados com a ajuda de um PM morador do bairro. Lotado no 25º BPM (Cabo Frio), na Região dos Lagos, o cabo Mauro Silva Mendes, 37, passava pelo local com seu Mitsubishi Pajero blindado e usou o carro para furar o bloqueio.

Com um mandado de prisão expedido pela 29ª Vara Criminal da Capital, no dia 31 de janeiro de 2008, e outro expedido pela 1ª Vara Criminal da Capital, em 22 de janeiro do ano passado, Claudinho CL é acusado pela Polícia de ser um dos mandantes da execução do tenente-coronel da Polícia Militar José Roberto do Amaral Lourenço, 41.

Diretor há quatro anos da Penitenciária Doutor Serrano Neves B – mais conhecida como Bangu 3B – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, ele foi assassinado com mais de 60 tiros na Avenida Brasil, quando se dirigia ao trabalho, no dia 16 de outubro de 2008.

Ele é o único envolvido no crime que ainda está em liberdade. Os outros quatro acusados já estão presos: Adair Marlon Duarte, o Aldair da Mangueira, 33, Ronaldo Pinta Lima da Silva, o Ronaldinho Tabajara, 36, e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, 32.

Considerado foragido da Justiça desde janeiro de 2008, o traficante Luiz Cláudio Serrat Corrêa, conhecido como Claudinho da Mineira, Claudinho Tabajara, Claudinho Dona Marta ou Claudinho CL, 38 anos, é apontado como o responsável pela guerra que tem atormentado os moradores de Madureira, na Zona Norte do Rio. Um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), é ele quem está à frente do bonde que tem travado constantes tiroteios com o rival Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30, que é integrante do Terceiro Comando Puro (TCP) e lidera a venda de drogas no Morro da Serrinha.

Com reforço de comparsas dos morros da Primavera, em Cavalcante, e São José da Pedra, também em Madureira, o bonde de Claudinho CL está abrigado no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, e conta com apoio de Valmir Bernardo da Silva, o Parazão, que é ex-braço direito de Dinho. Nesta quarta-feira, dia 3 de novembro, os moradores comemoravam a primeira noite sem tiroteio das últimas duas semanas.

“Eu nem acreditei que consegui dormir”, comemorou uma aposentada que mora há 40 anos na Rua Iguaçu – um dos acessos ao Morro da Serrinha.

Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30 anos

“Infelizmente estamos acostumados a momentos de guerra que interrompem períodos de paz. Não sabemos quando essa guerra realmente vai ter fim”, disse.

Ainda na manhã desta quarta-feira, policiais do 41º BPM (Irajá) – em parceria com equipes do 9º BPM (Rocha Miranda), 14º BPM (Bangu) e 27º BPM (Santa Cruz) – realizaram incursão na mata que separa os morros da Serrinha e do Juramento. Houve confronto e um dos criminosos acabou atingido. Socorrido pelos próprios PMs, ele foi levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiu. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola nove milímetros. Na mesma ação, também foram apreendidos cerca de sete quilos de maconha e uma escopeta calibre 12.

“Infelizmente não podemos afirmar que a guerra acabou. É inviável ocupar a mata inteira, mas estamos ocupando a parte alta das duas comunidades e reforçando o policiamento em todo entorno. Vamos manter a ocupação enquanto for necessário”, garantiu o tenente-coronel Alexandre Fontenelle, comandante do 41º BPM.

“Na última terça-feira entramos em confronto e percebemos que havia um rastro de sangue em direção a uma trilha para o Juramento. Hoje (ontem) voltamos ao local para tentar localizar esses baleados e realizamos uma ação bem sucedida. Não há moradores ou policiais feridos”, ressaltou o oficial, informando que nos últimos 10 dias o batalhão já apreendeu 14 armas na região.

Em outubro do ano passado, três acusados de envolvimento com o tráfico foram mortos e um foi preso e houve apreensão de armas e drogas em outro capítulo da guerra entre as duas facções. A intenção, segundo investigações da 27ª DP (Vicente de Carvalho), seria encontrar refúgio para criminosos que eram de áreas onde foram instaladas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

A primeira tentativa de invasão ao Morro do Juramento ocorreu no final de agosto do ano passado, quando cerca de 100 traficantes armados e vestidos com roupas semelhantes à farda do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegaram à comunidade. Eles atravessaram o Morro do Juramentinho – que tem ligação, através da mata, com o Juramento, e integra o Complexo do Alemão. Os dois morros fazem parte do mesmo maciço.

Na tentativa de cercar a comunidade, parte dos criminosos do CV seguiram pela passarela da estação de metrô de Tomás Coelho. Ao avistarem os rivais, traficantes do TCP que estavam no alto do morro atiraram. Policiais militares que realizavam patrulhamento na Avenida Martin Luther King ficaram no meio do fogo cruzado. Cinco deles ficaram encurralados e acabaram sendo baleados. Eles só conseguiram ser resgatados com a ajuda de um PM morador do bairro. Lotado no 25º BPM (Cabo Frio), na Região dos Lagos, o cabo Mauro Silva Mendes, 37, passava pelo local com seu Mitsubishi Pajero blindado e usou o carro para furar o bloqueio.

Com um mandado de prisão expedido pela 29ª Vara Criminal da Capital, no dia 31 de janeiro de 2008, e outro expedido pela 1ª Vara Criminal da Capital, em 22 de janeiro do ano passado, Claudinho CL é acusado pela Polícia de ser um dos mandantes da execução do tenente-coronel da Polícia Militar José Roberto do Amaral Lourenço, 41.

Diretor há quatro anos da Penitenciária Doutor Serrano Neves B – mais conhecida como Bangu 3B – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, ele foi assassinado com mais de 60 tiros na Avenida Brasil, quando se dirigia ao trabalho, no dia 16 de outubro de 2008.

Ele é o único envolvido no crime que ainda está em liberdade. Os outros quatro acusados já estão presos: Adair Marlon Duarte, o Aldair da Mangueira, 33, Ronaldo Pinta Lima da Silva, o Ronaldinho Tabajara, 36, e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, 32.