Um arsenal vindo da Bolívia com o objetivo de fortalecer traficantes de drogas que atuam nas comunidades de São Gonçalo e Niterói foi apreendido por agentes das polícias Federal e Rodoviária Federal, em Miranda, no Mato Grosso do Sul, na última quarta-feira, dia 25 de agosto. Cinco fuzis, uma metralhadora antiaérea calibre ponto 30 (capaz de derrubar aeronaves), além de uma pistola e munições, estavam em um Ford Fiesta, conduzido por um estudante de 23 anos. O veículo foi interceptado pelos agentes na BR-262, na altura de Guairacus, a mesma localidade onde há cinco meses dois pastores da Igreja Mundial do Poder de Deus foram surpreendidos transportando sete fuzis calibre 556. As armas seriam entregues a traficantes do Morro do Martins, em Neves, São Gonçalo.

De acordo com agentes da Superintendência Regional da Polícia Federal (PF), no Mato Grosso do Sul, o estudante, que é morador de Corumbá, não quis revelar quem receberia as armas e para qual comunidade do Rio de Janeiro elas seriam levadas. Em depoimento, o jovem informou que ganharia R$ 10 mil para realizar o serviço e que as orientações sobre o destino do arsenal seriam recebidas quando ele chegasse na Avenida Brasil. Os policiais acreditam que, por se tratar da mesma rota utilizada pelos pastores, as armas seriam levadas para comunidades de São Gonçalo e Niterói.

“Com o objetivo de dificultar nossas ações, os traficantes passaram a recrutar ‘mulas’ da região (pessoas que se dispõem a realizar o transporte de armas e drogas), que utilizam veículos com placas de suas cidades para não levantar suspeitas”, informou um agente da PRF.

Além do arsenal, os policiais também apreenderam, no carro do estudante, 350 cartuchos de vários calibres, cinco carregadores, um notebook, além de R$ 500 em espécie, quantia dada pelos traficantes para cobrir os gastos com a viagem até o Rio de Janeiro.

Ainda segundo os agentes da PF, todas as armas estavam com as numerações raspadas, sendo possível, portanto, identificar apenas os países fabricantes: Estados Unidos, Áustria, China e Egito. O armamento foi encaminhado para o Setor Técnico-Científico da PF. O estudante foi autuado por tráfico de armas.

De acordo com a PF, a Bolívia e o Paraguai são os principais fornecedores de armas para traficantes do Brasil, principalmente os que agem nas favelas do Rio de Janeiro. Na Bolívia, armas de todos os calibres podem ser compradas até em lojas de eletrodomésticos. Na maioria das vezes, os próprios vendedores indicam aos compradores pessoas para atravessar a fronteira com o material.

Sérgio Rocha Martins, o Gugui, 31 anos

No dia 10 de março, os pastores Sebastião Braz da Fonseca Neto, 42 anos, e Francisco Ferreira Moura, 31, também foram presos, em Miranda, no Mato Grosso do Sul, quando transportavam no Vectra placa HTA 2052 sete fuzis calibre 556. Eles receberiam R$ 20 mil para fazer o serviço.

As armas seriam entregues aos traficantes Sérgio Rocha Martins, o Gugui, 31, e Bruno Bezerra da Silva, o Bruninho BR ou Cabelo, 27. Apontado como o chefe do tráfico de drogas no Morro do Martins, em Neves, BR foi preso no último dia 3, no Porto da Pedra, em São Gonçalo. Segundo a Polícia, Gugui é um admirador dos fuzis e teria encomendado as armas a um dos religiosos, que seria seu amigo de infância. Atualmente, o traficante é considerado um dos principais “matutos” das bocas-de-fumo controladas pela facção criminosa Comando Vermelho (CV) no eixo Niterói -São Gonçalo.

Bruno Bezerra da Silva, o Bruninho BR ou Cabelo, 27 anos

Preso em 2006 por agentes da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) no Morro do Tabajaras, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, Gugui foi beneficiado com a liberdade condicional há cerca de 10 meses. Nesse período, ele encontrou o apoio de criminosos do Morro da Mangueira, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, e da Favela do Fallet, em Santa Teresa, na região central da capital fluminense.

Relembre:

Em nome do Pai…ol: pastores a serviço do tráfico

Um racha ente duas lideranças do Comando Vermelho (CV) pode provocar a disputa pelo controle das bocas-de-fumo em um dos principais redutos da facção criminosa no Estado: o Morro da Mangueira, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Em lados opostos, tio e sobrinho podem travar uma guerra na comunidade que, depois do Complexo do Alemão, na Penha, também na Zona Norte, é o maior esconderijo para traficantes do CV.

O desentendimento ocorreu entre Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, 46 anos, e seu sobrinho, Alexander Mendes da Silva, o Polegar, 36. A denúncia, investigada pela Polícia, ganhou força depois que Tuchinha pediu para ser transferido para a Penitenciária Alfredo Tranjan – antiga Bangu 2 – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Conhecida como “cadeia de seguro”, a unidade abriga detentos que correm risco de morte.

Outras atitudes de Tuchinha – condenado a 43 anos de prisão por tráfico de drogas e formação de quadrilha – reforçaram a suspeita: em novembro do ano passado ele se recusou, por duas vezes, a ir ao Hospital Penal Fábio Soares Maciel, localizado no Complexo de Gericinó. Em dezembro, houve nova recusa em receber atendimento médico na unidade.

“Só faz isso quem tem medo de morrer”, enfatizou um policial que participa das investigações.

Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, 46 anos

“Enquanto Tuchinha tá cascudo, Polegar é novo, articulado. O fim dos criminosos cascudos é ser mortos pelos mais novos”, ressaltou.

A suspeita é de que Tuchinha possa pular para a facção rival Amigos dos Amigos (ADA), por causa de sua amizade com Cristiano de Sá Silva, o Abelha, 37, traficante do Morro do Turano, no Rio Comprido, na Zona Norte. Apesar de integrar a mesma facção que Tuchinha, Abelha é irmão de Saulo de Sá Silva, o Saulo da Rocinha, 35 – um dos maiores fornecedores de drogas de Antônio Francisco Bonfim Neto, o Nem, que controla a Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio – maior reduto da ADA no Estado.

Saulo de Sá Silva, o Saulo da Rocinha, 35 anos

Enquanto Saulo foi preso em janeiro de 2008, em sua casa, no Condomínio Praia de São Bento, na cidade de Maragogi, em Maceió, no litoral de Alagoas, seu irmão Abelha também está na cadeia.

Saulo de Sá Silva, o Saulo da Rocinha, 35 anos

A briga entre tio e sobrinho não é um incidente isolado dentro do Comando Vermelho. Integrantes da facção têm se desentendido com freqüência desde a transferência dos maiores líderes do CV para presídios de segurança máxima fora do Estado do Rio de Janeiro. Com a prisão dos traficantes mais velhos, criminosos cada vez mais jovens têm assumido postos de comando e se recusado a cumprir antigas ordens.

Um dos maiores fatores de descontentamento é a determinação para que traficantes em liberdade sustentem os presos e suas famílias. A atitude consta como quinto mandamento na lista de 10 existentes na cartilha da facção, criada pelo traficante Rogério Lemgruber, o Bagulhão – que até hoje é lembrando nas inscrições existentes nas embalagens das drogas vendidas nas bocas-de-fumo controladas pelo Comando Vermelho em todo o Estado do Rio: “CV RL PJL” – alusão à sigla da facção, à abreviação do nome do traficante e à frase Paz, Justiça e Liberdade.

Os “10 mandamentos do Comando Vermelho” são: “1- Não negar a Pátria; 2- Não cobiçar a mulher do próximo; 3- Não conspirar; 4- Não acusar em vão; 5- Fortalecer os caídos; 6- Orientar os mais novos; 7- Eliminar nossos inimigos; 8- Dizer a verdade mesmo que custe a vida; 9- Não caguetar; 10- Ser coletivo”.

Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, 46 anos

Após passar 17 anos preso, Tuchinha conquistou a liberdade condicional para cumprir o restante da pena, em julho de 2006. O benefício foi revogado em abril de 2007, depois que deixou de cumprir uma das obrigações mais simples do livramento condicional: ir à Casa do Albergado Crispim Ventino, em Benfica, na Zona Norte, assinar o livro de presença. Com isso, o juiz Carlos Eduardo Figueiredo, da Vara de Execuções Penais (VEP), expediu um novo mandado de prisão.

O sumiço do traficante teria um motivo: em 27 de fevereiro daquele ano, ele foi seqüestrado em São Cristóvão por policiais que negociaram sua libertação com comparsas dele. Do pedido de resgate de R$ 2 milhões, pelo menos R$ 1,2 milhão teria sido pago.

Alexander Mendes da Silva, o Polegar, 36 anos

Já Polegar – que está escondido há nove meses no Complexo do Alemão, conquistou o benefício do regime semi-aberto por ter cumprido um sexto da pena à que foi condenado – 22 anos de prisão por tráfico de drogas e associação para fins de tráfico. Mesmo acusado por quatro homicídios dentro da Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, antiga Bangu 1, no Complexo de Gericinó, em 2002, Polegar teve o comportamento considerado “excelente” pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Foi este parecer que motivou o juiz Carlos Borges, da VEP a conceder a progressão do regime ao traficante.
No entanto, ele saiu da Casa do Albergado Crispim Ventino, em Benfica, na Zona Norte, no dia 14 de setembro de 2009 e não voltou para dormir, passando a ser considerado foragido. Esta é a segunda vez que Polegar foge após ser beneficiado pela Justiça.

Alexander Mendes da Silva, o Polegar, 36 anos

Conhecido por uma das ações mais ousadas do crime organizado no Rio, ele foi preso em janeiro de 2002, em Fortaleza, no Ceará, após ficar foragido por sete meses depois de obter o livramento condicional. No ano anterior, ele foi acusado de estar entre os 40 homens armados que usaram um caminhão para derrubar um muro da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) e libertar 14 presos.

Em novembro do ano passado, ele proibiu os moradores do Complexo do Alemão a chamá-lo pelo vulgo com o qual ganhou notoriedade entre os integrantes do Comando Vermelho. Agora, ele só pode ser chamado de “Paraibinha”. A determinação do traficante seria uma maneira de despistar a Polícia.

Com aproximadamente 1,65 metro de altura – que seria, inclusive, o motivo do apelido “Polegar” –, o criminoso já foi visto várias vezes desfilando pelo Largo do Boiadeiro. Ele também circularia por becos na Vila Cruzeiro e na Nova Brasília, sempre rodeado por comparsas armados com fuzis, responsáveis pela sua segurança.

Com aproximadamente 160 mil moradores, o Complexo do Alemão é composto pelas favelas Vila Cruzeiro, Chatuba, Nova Brasília, Pedra do Sapo, Alvorada, Areal, Matinha, Chuveirinho, Palmeiras, Fazendinha, Grota e pelos morros da Baiana, do Alemão, dos Mineiros e do Adeus. A região é conhecida pela Polícia como Quartel General (QG) do CV, por oferecer abrigo aos integrantes da facção mais procurados.

Rosângela de Carvalho Lopes Domingues, a Tia Rose, 51 anos

Colocar mulheres – principalmente idosas – para vender drogas. Esta é a tática que traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam as bocas-de-fumo no Complexo do Menino de Deus – que engloba os morros Menino de Deus, Chumbada e Torre e que possui acessos pelos bairros Centro, Rocha, Galo Branco, Mutondo e Estrela do Norte -, em São Gonçalo, estão usando. No total, pelo menos oito criminosas compõem o que ficou conhecido como “Bonde das Tias”.

Uma delas, identificada como Rosângela de Carvalho Lopes Domingues, a Tia Rose, 51 anos, foi presa por agentes da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), na manhã de ontem. Proprietária de uma birosca na Rua Antônio Xavier, no Galo Branco, ela foi surpreendida pelos policiais, por volta das 10h, com seis papelotes de cocaína e R$ 400 em espécie, além de um revólver calibre 32 com uma munição. De acordo com a Polícia, ela venderia cerca de R$ 3 mil por semana.

“Ela recebe as drogas do Chumbinho, que deixa cargas de sete papelotes por vez. Quando elas são vendidas, ele entrega mais. Ela usa o bar para revender os papelotes – cada um por R$ 30. A cada venda, ela paga por seis papelotes se fica com um. Esse dinheiro é repassado para um dos filhos do Luiz Queimado”, explicou um dos agentes que participou da prisão, se referindo ao traficante Luiz Paulo Gomes Jardim, o Luiz Queimado, 51, – dono da região – e a Flávio Costa da Silva, o Chumbinho, – que é quem chefia as mulheres da quadrilha e articula as ações do tráfico nas “esticas” (pontos de venda de drogas fora das bocas-de-fumo tradicionais).

“Eles estão recrutando mulheres, principalmente em idade avançada, para despistar as ações da Polícia”, ressaltou o policial, revelando que a especializada chegou até Tia Rose durante investigações sobre furtos e roubos de carros na região.

“Os traficantes e os assaltantes estão trabalhando juntos. Os veículos roubados são usados em bondes e também para trocar por drogas. A maioria é trazida para o Rio, principalmente para o Complexo do Alemão”, destacou.

Michele Matos de Almeida, 29 anos

Outras duas integrantes do Bonde das Tias já foram identificadas pela Polícia: Ana Sales Paes Coelho, 52, e Michele Matos de Almeida, 29. Ambas continuam foragidas. As duas assumiram o papel de vapor do tráfico no alto do Morro Menino de Deus quando os traficantes do local tiveram que expulsar rivais da facção Amigos dos Amigos (ADA) que invadiram o vizinho Morro da Chumbada, em outubro do ano passado. A guerra foi chefiada por Luiz Fernando de Abreu Farias, o Nenequinha, que contou com a ajuda de comparsas do CV que controlam outras favelas no município.

Ana Sales Paes Coelho, 52 anos

Para não sofrer prejuízos, Luiz Queimado decide usar as mulheres para vender as drogas, enquanto os homens da quadrilha são utilizados como braço-armado em ações de disputa pelo controle de pontos de venda de drogas. Em um escuta telefônica feita por agentes da 72ª DP (Mutuá) com autorização judicial, Luiz Queimado é flagrado dizendo para Nenequinha: “Você manda o Chumbinho ficar com as tias. Você diz que é para ele ficar e mandar o bonde para a guerra”. Logo depois, Nenquinha repassa o recado: “Nós vamos ficar na guerra, mas na pista”.

Leandro Nunes, 29 anos

Em uma ação cinematográfica, equipes da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) efetuaram duas prisões em plena Ponte Presidente Costa e Silva, que liga os municípios de Niterói e Rio de Janeiro, no final da noite desta terça-feira, dia 24 de agosto. Durante investigações sobre roubos e furtos de carros no município de São Gonçalo, os agentes da especializada descobriram que um foragido da Justiça – que estava abrigado naquele município, no Morro da Chumbada, no bairro Galo Branco – iria passar pela via em direção à Favela da Chatuba, no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio.

Os policiais prepararam um cerco e conseguiram alcançar Leandro Nunes, 29 anos – condenado por um latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido em Santa Cruz da Serra, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e com um mandado de prisão expedido pela 38ª Vara Criminal da Capital por um assalto a mão armada praticado na área da 54ª DP (Belford Roxo), em julho deste ano, ele estava foragido da carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) de Duque de Caxias.

O criminoso, que é do Parque Lafaiete, também em Caxias, era escoltado por Israel Rodrigues Paulo, 18, que é morador do Rocha – em um dos acessos ao Morro da Chumbada – e conduzia uma moto Falcon roubada no último dia 22 na área da 74ª DP (Alcântara).

“Ele vinha na frente para avisar ao comparsa sobre eventuais blitzens ou operações policiais”, explicou um dos policiais que participou da ocorrência.

De acordo com a Polícia, motos e carros furtados e roubados em São Gonçalo têm sido usados por criminosos da facção Comando Vermelho (CV) – que, entre outros morros e favelas, controlam o Morro da Chumbada – para a realização de bondes e também como moeda de troca.

“Eles trocam por drogas e também utilizam em invasões a territórios controlados por facções rivais”, revelou o delegado Alexandre Magalhães, adjunto da DRFA.

“Estamos fazendo um trabalho específico nessa área para minar esse grupo e diminuir a incidência de roubos e furtos de veículos”, ressaltou.

Os dois presos foram encaminhados para uma carceragem da Polinter, onde vão permanecer à disposição da Justiça. Quem tiver informações que auxiliem as investigações policiais pode ligar para o plantão da DRFA, através do telefone 2332-4343.

ADA tenta invadir Fumacê e PM impede

Publicado: 25 de agosto de 2010 em Uncategorized

Oito acusados de integrarem a facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) e de pertencerem à quadrilha do traficante Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, foram presos por policiais do 14º BPM (Bangu), no início da tarde desta terça-feira, dia 24 de agosto.

A prisão foi efetuada após os PMs receberem informações repassadas pelo Disque-Denúncia sobre uma tentativa de invasão de criminosos da facção Amigos dos Amigos (ADA) que controlam a Favela Vila Vintém à Favela do Fumacê, pertencente a bandidos do Terceiro Comando Puro (TCP), ambas em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Como as duas comunidades são vizinhas, os bandidos foram a pé.

Cerca de 100 policiais – incluindo equipes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) e do Serviço de Inteligência (P-2) – foram enviados ao local, com auxílio de um veículo blindado. Assim que chegaram ao local, os PMs se depararam com cerca de 15 traficantes que atiraram ao notar a aproximação das viaturas. Houve confronto e dois dos presos acabaram sendo atingidos.

Eles foram socorridos e levados para o Hospital Estadual Albert, também em Realengo. Na mesma ação, os PMs apreenderam duas escopetas calibre 12, uma pistola 380, uma bomba caseira e três granadas M9 – de uso exclusivo das Forças Armadas -, além de 830 trouxinhas de maconha, 760 sacolés de cocaína e 510 pedras de crack.

A confiança no sucesso da invasão era tanta que os policiais encontraram etiquetas com as inscrições “Fumaça 10 ADA” e “Crack do Fumaça 5 ADA”. Os presos foram identificados como: Marcelo Silva de Andrade, 22 anos, João Cosme de Souza, 23, e Davi Laje de Araújo, 21. Os PMs também apreenderam três menores, dois de 16 anos e um de 17. O registro foi feito na 34ª DP (Bangu).

Pastor mata seis e vai pregar na cadeia

Publicado: 25 de agosto de 2010 em Uncategorized

Após trocar a Bíblia por um revólver calibre 38 e as pregações em uma igreja evangélica para cometer seis homicídios em um período de dois anos, o ex-pastor Edson de Sousa Guedes, o Edson Cheiroso, de 29 anos, foi preso por policiais da 79ª DP (Jurujuba), em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, na manhã desta terça-feira, dia 24 de agosto. O acusado só não desrespeitou mais duas vezes o quinto mandamento de Deus – “Não matarás” – porque duas pessoas conseguiram fugir.

De acordo as investigações, os crimes ocorreram entre os anos de 2007 e 2009, no Morro do Santo Inácio, no Largo da Batalha, na Região de Pendotiba, onde o acusado era temido por andar armado e ameaçar quem tentasse atravessar seu caminho.

A série de assassinatos praticados pelo ex-religioso começou em abril de 2007. Motivado por um dos sete pecados capitais, a cobiça, ele decidiu invadir uma casa no alto da comunidade. Sentindo-se lesado, o proprietário do imóvel decidiu conversar com Edson, que ameaçou matá-lo caso ele procurasse a Polícia. Ainda não satisfeito em conseguir tomar a casa, ele resolveu executar a tiros o vizinho, o evangélico Marcelo Dias Rangel, para também se apropriar do imóvel onde a vítima morava.

Revoltados com o crime, moradores da comunidade invadiram a residência do ex-pastor e furtaram eletrodomésticos e outros pertences do acusado. Motivado por outro pecado capital, a ira, ele prometeu matar todos que haviam invadido sua residência.

A promessa de Edson começou a ser cumprida no dia 5 de maio do mesmo ano, quando ele assassinou a tiros Marcos Vinicius de Castro Silva, o Ferruginha, 21, um dos suspeitos de roubar sua casa. Dois meses depois, o alvo do acusado foi Antônio Junior da Silva, o Juninho, 27, executado dentro da própria casa. De acordo com os agentes, ele foi morto porque o ex-pastor descobriu que ele estava com um CD da equipe Furacão 2000, que também havia sido levado de sua casa.

O desejo de vingança de Cheiroso, entretanto, não parou por aí. Em fevereiro de 2008, durante o carnaval, ele vestiu uma fantasia de “Morte” – semelhante à utilizada no filme Pânico – e executou também com dois tiros Alexandre da Silva Linhares, o Baleia, próximo à Unidade Básica de Saúde do Largo da Batalha. A lista negra do ex-pastor ficou completa com as execuções de Adriano Conceição Oliveira, o Nem Gatão, e Carlos Alexandre de Mello Pinto, o Xandinho, 25.

Segundo policiais da 79ª DP, que tiveram o apoio de agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH-Nit/SG) para elucidar dois dos homicídios, Edson já havia sido condenado anteriormente por roubo e estava foragido.

Integrantes de uma milícia que atua na Região dos Lagos pretendiam matar o deputado estadual Paulo Melo (PMDB) e um de seus dois filhos. A descoberta foi feita por policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói (DH-Nit) que investigavam a atuação do grupo criminoso que, segundo a Polícia, é liderado pelo sargento reformado da Polícia Militar Sérgio Roberto Egger de Moura, que é vereador em Araruama.

O crime seria cometido em Saquarema, também na Região dos Lagos, onde o parlamentar possui casa, por sete integrantes da quadrilha – entre eles, quatro policiais militares e dois ex-PMs. Armas furtadas de um colecionador na localidade de Praia Seca, em Araruama, seriam usadas nos assassinatos. A informação foi repassada à Secretaria de Estado de Segurança Pública.

“Em tese, as armas foram furtadas pelas mesmas pessoas que pretendiam matar o deputado e seu filho”, revelou o delegado Paulo Henrique Silva Pinto, titular da DH-Nit.

“Segundo o Disque-Denúncia, segundo informações do Setor de Inteligência da Secretaria de Segurança e com base nos depoimentos de várias testemunhas, o crime teria sido determinado pelo vereador Sérgio Egger. Com base nessa coleção de indícios, chegamos à conclusão de que a motivação seria por vingança”, declarou Paulo Henrique, ressaltando que entre o armamento furtado da residência do colecionador Emílio Alarcón, 56 anos, havia uma metralhadora ponto 30.

Os acusados pelo furto são os ex-PMs Álvaro Ferdinando Pinho Gama e Peterson Tenera, o Pepe, 32. O primeiro foi expulso da corporação por tráfico de drogas e já foi condenado pelo crime em São Pedro da Aldeia, além de já ter sido preso em flagrante por equipes da DH-Nit por associação para o tráfico. Quando lotado no 25º BPM (Cabo Frio), trabalhou na Sala de Rádio da unidade e repassava ordens do vereador para que viaturas do batalhão fizessem a segurança de um bingo em Araruama que seria propriedade do político.
Já o segundo, também expulso da corporação por tráfico de drogas, está indiciado em um homicídio, consta como autor de ameaça de morte e disparos de arma de fogo efetuados em frente a uma boate em Araruama, responde a um outro processo por associação para o tráfico e já foi preso em flagrante por tráfico de drogas.

Os dois teriam repassado as armas furtadas para o sargento Evandro, armeiro do 25º BPM, que as teria guardado em sua residência, no bairro São Vicente. A desconfiança de que a metralhadora furtada estaria entre as escolhidas para o crime surgiu após uma testemunha ouvir de Gama a seguinte frase: “Não tem blindagem para ponto 30”, fazendo alusão a um dos filhos do deputado Paulo Melo, conhecido pelo apelido de Pitoco, que seria assassinado em Sana.

“O crime foi evitado porque repassamos a informação para a Secretaria de Segurança. O deputado foi alertado e impediu a viagem do filho”, ressaltou o delegado.

De acordo com as investigações, a reunião para planejar o atentado ocorreu no Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Saquarema, onde se encontraram além de Gama e Peterson, o cabo Ângelo Eduardo dos Santos Peixoto, o soldado Paulo Roberto Mendonça Júnior, o cabo Clebson Barbosa da Silva, Milton Nascimento Neto e Adielson dos Santos Barbosa.

No relatório de informações preliminares enviado pelo titular da DH-Nit à Secretaria de Estado de Segurança Pública e à Chefia de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, ele ressalta:

“O perigo é real, uma vez que a quadrilha que envolvia policiais militares, pessoas do povo e um bombeiro militar, todos chefiados por um representante do povo – vereador da cidade de Araruama -, tem contra si vários inquéritos de homicídio, alguns deles por vingança, por motivo fútil, por motivo torpe, e sempre usaram de ameaças para intimidar a população para que não fossem depor como testemunhas, havendo casos de pessoas que tiveram que mudar de cidade”.

No final do mês de março, o deputado chegou a chamar um de seus seguranças ao perceber que havia um homem rondando sua casa. O suspeito foi identificado como sendo o “PM Clebinho”, apelido como é conhecido o cabo Cleberson. Ele e outros integrantes da milícia de Araruama passaram a ser vistos constantemente em Saquarema e a Polícia acredita que isso tenha ocorrido com o intuito de intimidar Paulo Melo e sua família.

O parlamentar chegou a registrar queixa de ameaça contra o vereador de Araruama Sérgio Egger – indiciado também em outros três inquéritos na DH-Nit (tentativa de homicídio, ameaça e homicídio) e que responde a três desacatos e um sequestro registrados na 118ª DP (Araruama). O inquérito instaurado na especializada de Niterói e está em fase de conclusão.

O Jornal POVO do Rio tentou ouvir o deputado estadual Paulo Melo para saber se ele continua com a escolta reforçada e ligou diversas vezes para seu gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), inclusive para sua liderança de governo. No entanto, não obteve retorno da assessoria de imprensa do parlamentar e nem dele – que está em seu quinto mandato, tendo sido reeleito em 2006 com 109.408 votos e atualmente faz campanha por mais uma reeleição.


O furto das armas ocorreu no dia 4 de fevereiro desse ano, quando criminosos invadiram o stand de tiro onde Emílio Alarcón e seu filho, Emílio Teixeira, guardavam o armamento, no bairro de Praia Seca, em Araruama, na Região do Lagos. De acordo com as investigações, os bandidos chegaram ao local à tarde, usaram uma escada para atravessar um muro de três metros de altura e entraram no imóvel através de um duto de ar. Eles permaneceram no local por cerca de três horas, até fugirem em uma Kombi, deixando para trás a coronha de uma das armas.

De acordo com Alarcón, que coleciona armas há mais de 20 anos e também é instrutor de tiro, os ex-PMs Peterson Tenera e Álvaro Ferdinando Pinho Gama costumavam freqüentar o stand de tiro e eram os únicos que sabiam da existência do arsenal. Em uma das visitas ao local, um deles teria comentado que conseguiria vender uma das metralhadoras por R$ 40 mil em uma favela do Rio.

“O local é blindado, tem cães do lado de fora e cerca elétrica, além do muro de três metros de altura. Só uma pessoa que conhece o local conseguiria entrar”, afirmou Alarcón.

“Logo que fiz a denúncia, pessoas ligadas a eles vêm mandando recados dizendo que eu e meu filho somos as bolas da vez, que é só a poeira abaixar que a gente vai dançar. Os dois ex-policiais já foram presos algumas vezes, mas foram colocados em liberdade rapidamente”, disse.

Acusado de aplicar golpes em Niterói, José Carlos Dias Colar, 47 anos, foi preso por agentes da Delegacia de Dedicação Integral ao Cidadão (Dedic) da 77ª DP (Icaraí) em sua residência, no Morro do Atalaia, no Complexo da Ititioca, na Zona Norte de Niterói.

Contra o acusado havia dois mandados expedidos pela 1ª Vara Criminal de Niterói e pela 5ª Vara Criminal de Niterói, ambos pela prática do crime previsto no artigo 171 do Código Penal (estelionato). A prisão foi efetuada durante a Operação Caçador – que tem como objetivo cumprir mandados de prisão. Ele foi encaminhado a uma carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), onde vai permanecer à disposição da Justiça.

Um padeiro que transportava cocaína na cueca foi flagrado durante Operação Sentinela, realizada por agentes do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) na rodovia que liga Corumbá, no Mato Grosso do Sul, à Bolívia. Ele viajava em um ônibus internacional com itinerário Bolívia-Brasil.

Morador da cidade de Monteiro, na Bolívia, o padeiro R.A.A.L., 23 anos, carregava seis cápsulas de pasta base de cocaína escondidas em sua roupa íntima, confessou que também tinha engolido outras 54 cápsulas e disse que entregaria a droga em São Paulo.

Ele foi encaminhado ao Pronto Socorro da cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, onde a cocaína foi retirada de seu estômago. Após pesagem, descobriu-se que ele transportava 880 gramas de pasta base de cocaína. Após receber voz de prisão, o padeiro foi encaminhado à delegacia de Polícia Federal da cidade de Corumbá.

Disque-Denúncia estreia novo canal

Publicado: 25 de agosto de 2010 em Uncategorized

Após ficar estadualmente conhecido pelo número 2253-1177, o Disque-Denúncia – que completou neste mês 15 anos – vai estrear um novo canal para quem quiser auxiliar investigações, ajudar na localização de criminosos e colaborar com a apreensão de armas e drogas: as mensagens eletrônicas. E com o mesmo sigilo dirigido a quem usa o telefone: não é preciso se identificar e o anonimato é garantido.

“Nosso próximo desafio é a internet. Estamos nos preparando para receber denúncias por e-mail a partir de setembro”, contou o coordenador do Disque-Denúncia, Zeca Borges, que revelou qual foi a maior dificuldade enfrentada pela Organização Não-Governamental (ONG) na época de sua criação, em agosto de 1995.

“A maior dúvida que tínhamos era em relação à credibilidade da população e da Polícia. Não sabíamos se a população ia acreditar no serviço e tínhamos dúvida se a Polícia ia atender as informações recebidas que repassássemos. Sabíamos que não conseguiríamos sem a participação de todos”, lembrou Zeca.

Orgulhoso por ter sido um dos responsáveis por incentivar a mobilização popular em casos de violência – hoje, o serviço Disque-Denúncia já existe em outros 14 estados – e também a criação de outros números para recebimento de denúncias de diferentes segmentos.

“O mais importante é que nós inauguramos a participação do cidadão na execução dos serviços. Hoje em dia tem Disque-Idoso, Disque-Deficiente, Disque-Tudo. As pessoas deixaram de ser observadoras para ser agentes. O cidadão foi trazido a campo”, ressaltou o coordenador do Disque-Denúncia do Rio de Janeiro.

“Nós fazemos o gerenciamento de alguns DD, como os de Pernambuco, Pará e Maranhão, e com outros nós colaboramos”, explicou.

Se há 15 anos o serviço recebia 50 denúncias por dia, a média atualmente é de 350 ligações, totalizando mais de 1 milhão e 450 mil denúncias registradas desde sua inauguração. O número de casos solucionados também impressiona: mais de 100 mil, entre prisões, recuperação de veículos e apreensões de drogas, armas, munições, balões e caça-níqueis.

O maior número de informações foram repassadas por moradores da cidade do Rio de Janeiro, seguidos por Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e São Gonçalo, na Região Metropolitana. Já os assuntos mais denunciados foram tráfico de drogas (27.19%), crimes contra o patrimônio (21,49%) e crimes contra a pessoa (9,05%), seguidos por crimes contra a administração pública (7,50%), crimes contra a criança e adolescente (5,82%) e perturbação da ordem pública (5,26%).

“O que gera as prisões é a campanha de recompensa, que faz com que o criminoso tenha que se movimentar. Essa movimentação dele facilita o trabalho da Polícia. A recompensa oferecida, na verdade, é muito pouca”, explicou Zeca Borges, destacando que a maioria das pessoas sequer aparece para receber o dinheiro.

Um dos casos mais curiosos que marcaram a história do Disque-Denúncia ocorreu em 1996. Uma das primeiras recompensas oferecidas foi recusada por um denunciante que ajudou a esclarecer um seqüestro e evitar outro.

“Seis meses depois, recebi uma ligação dele, perguntando se eu lembrava do caso e perguntando se o dinheiro ainda estava de pé. Ele explicou que estava desempregado há quatro meses e nós fizemos o pagamento”, lembrou Zeca.

“Os denunciantes de crimes ambientais, como o caso dos balões, sempre vêm buscar. Eles não têm tanto medo”, afirmou, revelando que a maior recompensa paga – R$ 10 mil – foi para um denunciante que ajudou na prisão de Daniel César dos Santos, o Neguinho Dan.

Daniel César dos Santos, o Neguinho Dan, 29 anos

Em junho de 2000, uma ligação para o Disque-Denúncia levou a Polícia a localizar o criminoso, que havia matado a estudante Ana Carolina da Costa Lino, 18, durante assalto na saída do túnel Santa Bárbara, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. O crime ocorreu em abril de 1998.

Sete anos depois, Neguinho Dan – que foi condenado a 33 anos de prisão pela participação no latrocínio (roubo seguido de morte) – conquistou o benefício a cumprir parte da pena no regime semi-aberto, no Instituto Penal Edgar Costa, no Centro de Niterói, e não voltou para a cadeia. Foragido desde junho de 2007, ele acabou morto em março do ano seguinte, aos 29 anos.

Armado com um revólver Taurus calibre 38, ele tentou roubar a bolsa de uma mulher da mesma idade, que tinha acabado de sacar R$ 4 mil da agência do Itaú na Rua das Laranjeiras. A vítima reagiu e se atracou com o bandido, que sacou a arma. Ao ver a cena, um homem que passava o imobilizou e tomou sua arma. Ao tentar fugir a pé, Neguinho Dan foi atingido por dois tiros na cabeça e acabou morrendo no mesmo bairro onde havia matado a estudante.

Um dos episódios de maior repercussão, que registrou 67 denúncias, foi a tragédia que ficou conhecida como “Caso João Hélio”, ocorrida em 2007. Na ocasião, o menino João Hélio Fernandes Vieites, então com 6 anos de idade, morreu após ficar preso ao cinto de segurança e ser arrastado, durante fuga de criminosos que roubaram o carro de sua mãe, por sete quilômetros ao longo de quatro bairros localizados na Zona Norte do Rio.

“Foi um dos nossos recordistas de denúncias. A comoção foi tanta, que tinha gente que ligava se oferecendo para contribuir. Muitas pessoas queriam doar dinheiro para aumentar a recompensa”, relembrou Zeca Borges.
No dia 7 de fevereiro daquele ano, a comerciante Rosa Cristina Fernandes, então com 41 anos, voltava para casa com os filhos Aline, 13, que viajava ao seu lado, no banco dianteiro do automóvel, e João Hélio, que estava preso na cadeirinha, sentado no banco traseiro, ao lado de uma amiga da família.

Ao parar em um sinal na Rua João Vicente, próximo à Praça do Patriarca, em Oswaldo Cruz, três homens armados a abordaram dando ordem para que eles saíssem do veículo, o Corsa Sedan placa KUN 6481. Todos conseguiram sair do carro, menos João Hélio. A mãe dele ainda avisou aos assaltantes que o menino não havia conseguido se soltar do cinto de segurança. Um dos bandidos bateu a porta e eles arrancaram com o veículo em alta velocidade. Com o menino preso pelo lado de fora do veículo, os criminosos o arrastaram por sete quilômetros, passando pelos bairros de Oswaldo Cruz, Madureira, Campinho e Cascadura.

Motoristas e um motoqueiro que passavam no momento sinalizaram com os faróis. Os ladrões ironizaram dizendo que “o que estava sendo arrastado não era uma criança, e sim um mero boneco de Judas”, e continuaram a fuga arrastando o corpo do menino pelo asfalto.

Segundo testemunhas, moradores gritavam desesperados ao ver a criança sendo arrastada pelas ruas. Os criminosos abandonaram o carro com o corpo do menino pendurado do lado de fora, com o crânio esfacelado, na Rua Caiari, uma via sem saída, em Cascadura, também na Zona Norte, e fugiram. O corpo do garoto ficou totalmente irreconhecível. Durante o trajeto, ele perdeu vários dedos e as pontas dos mesmos, além da cabeça, que não foi totalmente localizada. Cinco assaltantes, entre eles um menor, foram acusados de participação no crime. Todos foram presos.