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O deputado federal Gurgel Soares e outros 19 parlamentares do Partido Social Liberal (PSL) estão na China para conhecer projetos relativos a desenvolvimento econômico social e também a Segurança Pública e analisar a viabilidade de implantá-los no Brasil. Todas as despesas da viagem estão sendo pagas pelo país asiático.

Um dos projetos apresentados pelos chineses é o sistema de reconhecimento facial utilizado para identificar pessoas e localizar criminosos. Atualmente existem 170 milhões de câmeras com essa capacidade instaladas na China.

Os equipamentos conseguem reconhecer rostos e associá-los com informações cadastradas – como o carro utilizado pela pessoa, as rotas percorridas com maior frequência, seus familiares, etc.

A intenção dos deputados brasileiros é já apresentar, logo no início do ano legislativo, um PL (projeto de lei) que obrigue a implantação dessa tecnologia de reconhecimento facial em locais públicos para auxiliar as forças de segurança no combate ao crime e na localização e prisão de criminosos.

A bancada do PSL que vai ser empossada no próximo dia 1° de fevereiro é composta por 52 deputados federais e quatro senadores. Participam da viagem a senadora eleita Soraya Thronicke, os deputados federais eleitos Gurgel Soares, Carla Zambelli, Daniel Silveira, Tio Trutis, Felício Laterça, Bibo Nunes, Charlles Evangelista, Marcelo Freitas e Aline Sleutjes, além da deputada estadual Delegada Sheila (todos do PSL) e Luís Miranda, do DEM (Democratas).

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Foragido desde a noite da última sexta-feira, dia 4 de janeiro, após matar a esposa, Flodilson da Silva Araújo – mais conhecido como Dilson -, 38 anos, foi preso por policiais do 27°BPM (Santa Cruz), na tarde deste sábado, dia 5.

Os PMs chegaram até um imóvel na Avenida Um, na localidade conhecida como Nova Sepetiba, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, através de denúncia anônima.

Ele foi levado para a 43DP, de onde foi conduzido à Divisão de Homicídios (DH).

O crime ocorreu na Rua Pequi, no Morro do Urubu, em Pilares, na Zona Norte do Rio, quando Dilson assassinou Tamires Blanco da Silva, 30, a socos e garrafadas.

O casal estava junto há dois anos e tinham uma filha de apenas onze meses de vida. Ela tinha outro filho de um relacionamento anterior.

Este foi o quarto feminicídio – quando o assassinato é cometido por homens do círculo de convivência da vítima, geralmente companheiros ou ex-maridos – no Estado do Rio de Janeiro nos cinco primeiros dias de 2019.

O Brasil tem a quinta maior taxa de feminicídio do mundo, ficando atrás somente de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia.

Também na sexta-feira, outra mulher foi assassinada por um homem de seu círculo de relacionamento. O crime ocorreu em Cordovil, na Zona Norte do Rio, onde Marcelle Rodrigues da Silva, 27, foi esfaqueada pelo ex-companheiro, Márcio Lima Corrêa. Os dois estavam separados desde 2018. Ele chegou a fugir, mas foi encontrado por um vizinho que é PM reformado e preso. A vítima deixou três filhos. O de 8 anos presenciou o crime.

Na quinta-feira, dia 3, em Itaguaí, na Baixada Fluminense, Simone Oliveira de Assis, 40, foi morta a marretadas durante uma crise de ciúmes do marido, José Carlos da Silva Carvalho, 60. Ele se entregou à Polícia. Os dois estavam casados há dez anos, mas haviam oficializado a união apenas em maio do ano passado.

A primeira vítima de 2019 foi a manicure Iolanda Crisóstomo da Conceição de Souza, 42. Ela foi morta a golpes de faca desferidos pelo ex-marido, Rodrigo de Souza Lima, durante uma discussão no Tanque, na Zona Oeste do Rio, após uma festa de réveillon. O crime foi cometido na frente do filho deles – de 5 anos, na madrugada de terça-feira, dia 1° de janeiro. Ele foi preso. Os dois estavam separados há quatro meses e ele não se conformava com o término do relacionamento. A manicure deixou outras duas filhas – de 21 e 24 anos.

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*DEPUTADOS FEDERAIS ELEITOS*

Helio Fernando Barbosa Lopes (PSL)

Marcelo Freixo (PSOL)

Alessandro Molon (PSB)

Carlos Jordy (PSL)

Flordelis (PSD)

Daniela do Waguinho (MDB)

Otoni de Paula (PSC)

Luiz Lima (PSL)

Talíria Petrone (PSOL)

Delegado Antônio Furtado (PSL)

Dr. Luizinho (PP)

Sóstenes (DEM)

Rodrigo Maia (DEM)

Jandira Feghali (PCdoB)

Aureo (SD)

Wagner Montes (PRB)

Rosangela Gomes (PRB)

Hugo Leal (PSD)

Sargento Gurgel (PSL)

Vinicius Farah (MDB)

Major Fabiana (PSL)

Pedro paulo (DEM)

Altineu Cortes (PR)

Gutemberg Reis (MDB)

Paulo Ganime (NOVO)

Marcelo Calero (PPS)

Luiz Antônio (DC)

Soraya Santos (PR)

Felício Laterça (PSL)

Márcio Labre (PSL)

Christino Aureo (PP)

Juninho do Pneu (DEM)

Benedita da Silva (PT)

Lourival Gomes (PSL)

Glauber Braga (PSOL)

Wladimir Garotinho (PRP)

Chris Tonietto (PSL)

Alexandre Serfiotis (PSD)

Clarissa Garotinho (PROS)

Professor Joziel (PSL)

Daniel Silveira (PSL)

Gelzon Azevedo (PHS)

Chico D’Angelo (PDT)

Chiquinho Brazão (AVA)

Paulo Ramos (PDT)

Jean Wyllys (PSOL)

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*DEPUTADOS ESTADUAIS ELEITOS*

Rodrigo Amorim (PSL)

Márcio Canella (MDB)

Alana Passos (PSL)

Alexandre Knoploch (PSL)

Coronel Salema (PSL)

Samuel Malafaia (DEM)

André Corrêa (DEM)

Lucinha (PSDB)

Renata Souza (PSOL)

Danniel Librelon (PRB)

Rosenverg Reis (MDB)

Flávio Serafini (PSOL)

Max (MDB)

Delegado Carlos Augusto (PSD)

Tia Ju (PRB)

Rosane Félix (PSD)

Carlos Macedo (PRB)

Gustavo Tutuca (MDB)

Luiz Paulo (PSDB)

Delegada Martha Rocha (PDT)

Zeidan (PT)

Márcio Pacheco (PSC)

André Ceciliano (PT)

Thiago Pampolha (PDT)

Franciane Mota (MDB)

Jorge Felippe Neto (PSD)

Dionísio Lins (PP)

Mônica Francisco (PSOL)

Anderson Moraes (PSL)

Filipe Soares (DEM)

Luiz Martins (PDT)

Carlos Minc (PSB)

Fabio Silva (DEM)

Dr Deodalto (DEM)

Gustavo Schimidt (PSL)

Eliomar Coelho (PSOL)

Renato Cozzolino (PRP)

Vandro Família (Solidariedade)

Enfermeira Rejane (PCdoB)

Jair Bittencourt (PP)

Carlo Caiado (DEM)

Welberth Rezende (PPS)

Renato Zaca (PSL)

Marcos Muller (PHS)

Waldeck Carneiro (PT)

Marcus Vinicius Neskau (PTB)

Gil Vianna (PSL)

Dani Monteiro (PSOL)

Filippe Poubel (PSL)

Doutor Serginho (PSL)

Pedro Brazão (PR)

Chicão Bulhões (Novo)

Rodrigo Bacellar (Solidariedade)

Bebeto Tetra (Pode)

Marcelo do Seu Dino (PSL)

Anderson Alexandre (Solidariedade)

Val Ceasa (Patriota)

Bruno Dauaire (PRP)

Marcos Abrahão (Avante)

João Peixoto (DC)

Valdecy da Saúde (PHS)

Márcio Gualberto (PSL)

Chiquinho da Mangueira (PSC)

Pedro Ricardo (PSL)

Léo Vieira (PRTB)

Alexandre Freitas (Novo)

Marcelo Cabeleireiro (DC)

Subtenente Bernardo (Pros)

Giovani Ratinho (PTC)

Marina (PMB)

 

 

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Criada em 30 de julho de 1938, a Guarda Municipal de São Gonçalo (GMSG) foi extinta em outubro de 1994 e reativada em 27 de abril de 1998. O que poucos sabem é que a corporação era armada há até bem pouco tempo.

As últimas 30 armas existentes na GMSG – 27 revólveres e três carabinas – foram entregues à Polícia Federal, em março de 2009. A decisão foi do secretário de Segurança Pública de São Gonçalo na época, Paulo Storani, e da então prefeita, Aparecida Panisset.

Nesta quarta-feira, dia 26 de setembro, a mensagem executiva que o prefeito José Luiz Nanci enviou à Câmara de Vereadores para voltar a armar a Guarda Municipal de São Gonçalo foi aprovada por 21 dos 27 vereadores: um votou contra e cinco não estavam presentes na sessão.

Após a sanção do prefeito, programada para os próximos dias, o projeto passará por um processo de regulamentação para o uso dos armamentos, preparação dos agentes, avaliação psicológica e instruções em diversas áreas – como legislação penal, constitucional e direitos humanos.

A GM gonçalense possui efetivo de 324 agentes – entre homens e mulheres. No Estado do Rio, outros dois municípios já têm as GMs armadas: Volta Redonda e Barra Mansa.

Com a regulamentação da Lei nº 13.022 – mais conhecida como Estatuto Geral das Guardas Municipais -, os GMs de todo o país passaram a fazer parte da estrutura nacional de Segurança Pública. Antes restritas à segurança patrimonial, as GMs passaram a atuar no patrulhamento preventivo e comunitário nas cidades com população acima de 50 mil habitantes.

“Aos guardas municipais é autorizado o porte de arma de fogo, conforme previsto em lei.” O texto está no artigo 16 do Capítulo VIII da Lei nº 13.022. Cidades como São Paulo, Porto Alegre, Vitória, Florianópolis, Curitiba, Belém, Aracaju, Belo Horizonte e Goiânia já possuem GMs armadas.

Sancionada pela então presidente Dilma Roussef, em agosto de 2014, a lei define que as GMs devem atuar, preventiva e permanentemente, no território dos municípios, para a proteção sistêmica da população que utiliza os bens, serviços e instalações municipais.

A mesma lei determina que as GMs desenvolvam ações de prevenção primária à violência, isoladamente ou em conjunto com os demais órgãos da própria municipalidade, de outros municípios ou das esferas estadual e federal. Atualmente, a Guarda Municipal de São Gonçalo já tem dado apoio a operações da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal.

Em São Gonçalo – segunda cidade mais populosa do Estado, com mais de 1 milhão de habitantes – o 7°BPM tem sido o responsável pelo policiamento ostensivo e patrulhamento em 94 bairros distribuídos em uma área de 251 quilômetros quadrados.

Hoje o batalhão gonçalense possui pouco mais de 900 policiais. No entanto, o efetivo mal passa dos 700 homens levando-se em consideração os PMs que estão de férias ou licença – seja para tratamento de saúde (LTS), tratamento de saúde de pessoa da família (LTSPF), tratamento de interesse particular (LTIP), especial (LE), para amamentação, maternidade ou paternidade. (Leia aqui -> CLIQUE)

A utilização de armas pelos guardas municipais depende de uma autorização da Polícia Federal (PF), que é responsável por conceder o porte, conforme estabelece a Lei 10.826/2003.

Além da comprovação de idoneidade, com a apresentação de certidões negativas de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal, Estadual, Militar e Eleitoral, o GM não pode estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal.

Ainda são exigidos dos guardas um curso com uma empresa de segurança credenciada pela PF. A capacitação conta com instrução de tiros e exame psicotécnico. Também são exigidas avaliações periódicas com psicólogos cadastrados pela instituição.

Depois da última operação da Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) que resultou na prisão de 23 policiais civis e um inspetor penitenciário um novo problema surgiu: onde colocá-los. Três dos agentes já estavam presos por outras acusações, mas 21 ainda teriam que ser conduzidos ao sistema prisional.

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Entrada da Cadeia Pública Constantino Cokotós

Até então responsável por acautelar agentes de segurança acusados de crimes, a Cadeia Pública Constantino Cokotós (CPCC), no Fonseca, na Zona Norte de Niterói – que tem capacidade para 50 internos – já estava abrigando 44. Com a chegada dos novos detentos, o número subiria para 65 – configurando uma superlotação.

A solução encontrada, então, foi a transferência dos presos – além de 25 policiais civis e 12 inspetores penitenciários, sete de outras forças de segurança – para a Penitenciária Coronel PM Francisco Spargoli Rocha, no Centro de Niterói.

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Fachada do Instituto Penal Coronel PM Francisco Spartoli Rocha

Localizada ao lado da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) e com capacidade para 192 presos, a unidade foi inaugurada em 2009, após reforma de seis meses. Avaliada em R$ 680 mil, a obra incluiu a ampliação do espaço, a construção de um andar superior e a cela coletiva nos fundos.

Cinco anos depois, em fevereiro de 2014, a penitenciária recebeu o ex-deputado federal e atualmente presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson, preso por participação no esquema do Mensalão.

Atualmente, abriga 140 detentos – entre acusados de crimes como estupro, estupro de vulnerável, homicídio e criminosos idosos e portadores de deficiências. Os que já cumprem suas penas no regime semiaberto serão transferidos para a cadeia na Alameda São Boaventura, de onde sairão os policiais.

“Essa permuta vai ocorrer. Tivemos que fazer um estudo emergencial para dar uma solução para o problema. Nós não temos culpa se o espaço destinado há alguns anos para acautelar os policiais civis presos é insuficiente. Também não temos culpa se a curva de prisões de policiais está muito elevada. A gente está trabalhando com um problema efetivo e estamos tentando resolvê-lo da melhor forma”, destacou o subsecretário-geral da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Sérgio Caldas, que é delegado da Polícia Civil. O titular da pasta, David Anthony, também é delegado.

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Pátio do Instituto Penal Coronel PM Francisco Spargoli

A notícia da mudança não agradou aos familiares dos policiais civis e dos outros agentes de segurança.

“Em Cokotós a unidade é para presos com nível superior. A visitação é feita em um jardim arborizado, com liberdade para as crianças poderem rever seus pais. Na outra unidade eles terão direito a apenas duas horas de banho de sol. Sem falar que não há a mesma estrutura, já que é um presídio para presos comuns”, desabafou uma das esposas.

O subsecretário Geral da Seap garante que a transferência foi a melhor solução encontrada para evitar a superlotação.

“Ali no Spargoli tem algumas características importantes. Tem três ou quatro vezes o espaço de acautelamento que tem no outro ambiente da Alameda, que é menor. Tem ambiente para biblioteca, para ensino, atendimento religioso, consultório odontológico, atendimento ambulatorial, tem uma série de características que podem ajudar na questão do acautelamento de policiais porque eles também pedem um espaço em que possam fazer atividades de remição da pena. Além disso, no Fonseca não teria ambiente para os policiais que conseguem regredir para o semiaberto, e no Spargoli existe esse espaço”, garantiu Caldas.

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Biblioteca inaugurada na Cokotós, em dezembro de 2017

Já os familiares questionam a alegação, garantindo que na Cotokós os policiais condenados já tinham acesso a atividades para reduzir suas penas. Em dezembro de 2017 foi inaugurado na CPCC o Espaço Cultural Narcisa Amália – com uma biblioteca, sala de aula e uma sala de música. O objetivo era permitir que os internos tivessem aulas de instrumentos musicais. Na ocasião também foram disponibilizados livros para uso no projeto de Remição de Pena por leitura.

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Antes de trocar tiros com os policiais do 12° BPM (Niterói), na subida da Ponte Rio-Niterói, no final da madrugada desta segunda-feira, dia 20 de agosto, os nove criminosos que estavam em dois carros – um HRV e um Jeep Renegad – e levaram pânico a quem trafegava na via participaram de um baile funk no Morro da Alma, no Complexo do Jóquei, no bairro Amendoeira, em São Gonçalo.

O evento reuniu artistas como Chininha e Príncipe. Logo depois, os bandidos passaram no Morro do Santo Cristo, no Fonseca – que tornou-se Quartel General (QG) da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) depois que Wanderson Rodrigues Andrade, o Boladinho, pulou para o Comando Vermelho (CV).

Ele é apontado pela Polícia como chefe do tráfico no Morro Estado, no Centro de Niterói – que até maio, mês em que Boladinho saiu da cadeia, era o QG da facção de Menor P na região.

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Após pegar quatro fuzis, quatro pistolas, três granadas, nove rádios transmissores e dezenas de carregadores e munições, os nove criminosos se dirigiram à Alameda São Boaventura, de onde acessariam a Ponte Rio-Niterói para ir até a Favela Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

Conhecidos dentro do TCP por serem utilizados como “homens de guerra” – sendo enviados para morros e favelas durante ações policiais e também disputas com facções rivais pelo controle das bocas-de-fumo -, eles reforçariam a quadrilha que suspeitava que o Exército realizaria uma grande operação na região, no início desta semana.

Ao se deparar com os PMs, despertaram suspeita e acabaram dando início a uma perseguição ao desobedecer ordem de parada. Já no início da subida da Ponte Rio-Niterói, eles começaram a atirar contra os policiais, que revidaram a agressão.

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No confronto, nove criminosos foram atingidos. Quatro deles morreram no local. Outros cinco foram socorridos e levados para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, onde dois deles não resistiram aos ferimentos e outros três permanecem internados sob custódia.

Os cinco bandidos que deram entrada na unidade de saúde foram identificados como Vinícius Constâncio Paulo, Márcio de Barros, Emerson Bruno Queiroz da Silva, Maurício Augusto dos Santos e Ruan Felipe Ferreira. Os quatro bandidos que morreram logo após a troca de tiros ainda não foram identificados.

Na ação os PMs apreenderam quatro fuzis, quatro pistolas, rádios transmissores, granadas, carregadores e munições. Para impedir ações de criminosos tentando resgatar os comparsas, o comandante do 12º BPM, tenente-coronel Márcio Guimarães, reforçou o policiamento na região e destacou equipes para garantir a segurança da unidade de saúde.

Atingido na perna durante o confronto, o sargento Fernandes foi submetido a uma cirurgia e não corre risco de morte. A passageira de um ônibus da viação Fagundes que vinha logo atrás do carro dos bandidos ficou ferida no pé por estilhaços e recebeu alta após atendimento médico.

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Acusado de participação no assalto a uma loja de telefonia móvel que terminou com a morte de um despachante, no Centro do Rio, no último mês de março, Rian de Queiroz Fortes, 19 anos, foi preso por policiais do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv) em Rio Bonito, na madrugada desta quinta-feira, dia 16 de agosto. Ele estava em companhia de Igor Máximo Oliveira da Silva, 26, e Lucas Guimarães Belisário, 18 – que foi baleado ao resistir à prisão e atirar contra os PMs. Os três são da Favela do Arará, em Benfica, na Zona Norte do Rio.

Os policiais realizavam visibilidade em frente ao Posto 06, no KM 13 da RJ-124, na altura do bairro Boa Esperança, quando tentaram abordar o Renault Logan vermelho placa KWL 9912. Neste momento, Lucas – que estava no banco de trás do veículo – desceu efetuando vários disparos. Os PMs revidaram a agressão e no confronto ele foi atingido. Socorrido, foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araruama, onde está internado sob custódia aguardando transferência para o Hospital Estadual Alberto Torres, no Colubandê.

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Com Lucas, os policiais apreenderam uma pistola Glock calibre 9mm com dois carregadores – um com nove munições e outro com oito. Em seguida, os PMs revistaram Rian, que estava com um revólver Taurus calibre 38 com sete munições intactas e outras cinco munições no bolso. Com Igor, que conduzia o automóvel, não foi encontrado nada.

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Todos foram autuados por organização criminosa e tentativa de homicídio em ocorrência registrada na 119ª DP (Rio Bonito). Contra Igor também foi cumprido um mandado de prisão por latrocínio (roubo seguido de morte). O crime ocorreu no último dia 19 de março, na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio. Na ocasião, quatro bandidos em duas motos roubaram uma loja da Claro localizada na esquina da Rua Regente Feijó. Na fuga, os criminosos passaram pela Presidente Vargas e foram flagrados por agentes do Centro Presente. Os PMs deram ordem de parada, mas eles não obedeceram. Mais à frente, os criminosos atiraram contra um carro do Centro Presente, dando início ao confronto. Os 42 aparelhos de telefone celular roubados estavam dentro de uma mochila que caiu na fuga e foram recuperados pelos policiais.

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No tiroteio, o despachante Luís Carlos Pereira Viana, 60, que trabalhava na Central, foi atingido e não resistiu. Outras duas pessoas foram vítimas de balas perdidas: Aparecida dos Santos, 46, foi atingida no pé, e o segurança Jorge Bastos Silva, 35, baleado de raspão no peito.

PRISÃO PELEZINHO

(assista ao vídeo clicando no link acima)

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Pouco mais de um mês à frente do tráfico de drogas em oito favelas da Zona Norte de Niterói e em um morro localizado em São Gonçalo, Maykon da Silva Barcelos, o Pelezinho, 24 anos, foi preso por policiais da 78ª DP (fonseca). A prisão foi efetuada na Rua Raul Sales Garcia, no bairro Jóquei, em São Gonçalo, na tarde desta quarta-feira, dia 8 de agosto. Ele estava escondido na casa de parentes para receber atendimento médico após se autolesionar. Na véspera, tinha efetuado um disparo na própria perna enquanto manuseava uma pistola.

Contra Pelezinho havia quatro mandados de prisão pendentes, expedidos pela Justiça por roubo, tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e homicídio. Atualmente, ele estava responsável pelas bocas-de-fumo nos morros do Bumba, no Cubango; Bernardino, no Fonseca; Capim Melado, na Ititioca; Sem Terra, Predinho, Abacaxi e Yara, no Cubango; todos na Zona Norte de Niterói, e Morro da Dita, no Jóquei, em São Gonçalo.

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Os agentes da distrital chegaram até o endereço após receberem informações privilegiadas do Setor de Inteligência da unidade. Mesmo ferido, o criminoso – que assumiu o lugar do traficante Amâncio Levi Clemente Moura, o Levi do Bumba, 43 anos, preso por equipes da mesma delegacia no último dia 29 de julho – ainda tentou fugir. Com ele, foram apreendidos R$ 2.800 em espécie.

Logo após a prisão de Pelezinho, os policiais da 78ªDP realizaram operação no Morro da Bernardino, onde prenderam em flagrante Rodrigo Pereira Rocha, o Rocha, 37. Ele estava responsável por guardar o fuzil de Pelezinho enquanto o mesmo ficasse fora da favela. A arma – um AK-47 customizado com três carregadores – estava enterrada no quintal de uma casa, na Rua Bezerra de Menezes. Além disso, os agentes apreenderam três carregadores de pistola 9mm e uma balança de precisão.

Prisão de comparsa de Pelezinho

(clique no link acima para ver o vídeo)

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Tanto Pelezinho como Levi do Bumba são acusados de participação no assassinato do inspetor da Polícia Civil Thiago Thomé de Jesus, 29. O crime ocorreu no dia 22 de fevereiro de 2015, no Cubango, na Zona Norte de Niterói. O policial estava voltando do desfile de carnaval na Sapucaí e chegou a reagir, mas sua arma falhou e ele acabou atingido. Todos os envolvidos no crime já estão presos. Só faltava Pelezinho – que também é acusado pela morte do soldado Carlos Eduardo dos Santos Mira, 33.

O PM morreu após ser atingido durante confronto ocorrido em incursão no Morro do Bumba, no Viçoso Jardim, também na Zona Norte de Niterói.

Fuzil é localizado enterrado em quintal

(clique no link acima para ver o vídeo)

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Um poucos dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) ainda em liberdade, Erick Wilton da Silva Hilário, o Dadá da Mineira, 31 anos, foi preso por policiais do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE), na Leopoldina, na Zona Portuária do Rio, na tarde deste sábado, dia 4 de agosto. Contra ele havia mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça por tráfico de drogas. O Disque-Denúncia oferecia recompensa de R$ 1 mil a quem desse informações que levasse a Políca até seu paradeiro.

O criminoso ainda correu e tentou fugir dos PMs, mas foi alcançado e detido após tropeçar e cair no chão. Com ferimentos no rosto, ele ainda foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio.

Atualmente o criminoso era um dos chefes do tráfico na Favela da Oto, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói. Preso pela última vez em 2006, enquanto ainda comandava as bocas-de-fumo no Morro da Mineira, no Complexo de São Carlos, no bairro Estácio, na região central do Rio, ele saiu da cadeia dois anos depois. No entanto, rivais da facção Amigos dos Amigos (ADA) haviam tomado o morro – que atualmente está sob controle do Terceiro Comando Puro (TCP).

Em 2016 ele foi flagrado em áudios através de trabalho de inteligência da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) ameçando retomar seus territórios. No áudio ele avisa que vai entrar nas comunidades, com mais de 150 fuzis, na companhia de traficantes que pularam da ADA para o CV. Atualmente o Complexo do São Carlos – composto pelos morros Mineira, Zinco, Querosene e São Carlos – está sob o controle do traficante Leonardo Miranda da Silva, o Léo Empada, que está evadido do Sistema Penitenciário.

Operação Calabar no 7º BPM

Um efetivo de 924 homens para patrulhar um município com 251 quilômetros quadrados e mais de um milhão de habitantes distribuídos por 92 bairros. Esta é a realidade do 7°BPM – unidade responsável pelo patrulhamento e policiamento ostensivo em São Gonçalo.

Apesar de ainda distante do efetivo ideal – calculado em pelo menos 1.223 homens -, o batalhão gonçalense é o primeiro colocado na quantidade de fuzis apreendidos no Estado, ao lado do batalhão de Rocha Miranda, com 8 unidades entre 1º de janeiro e 22 de maio. O 7°BPM fica atrás apenas de dois batalhões especializados: o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e o Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), que podem atuar em todo Estado e apreenderam respectivamente 20 e 11 fuzis.

A unidade também consegue alcançar outros números expressivos mesmo sem as melhores condições.

De 24 de outubro de 2017 a 14 de maio deste ano, os PMs retiraram das ruas de São Gonçalo 232 armas – sendo 150 pistolas, 69 revólveres e 13 fuzis. Além disso, efetuaram 953 prisões – sendo que destes criminosos detidos 216 eram menores de idade. No total, 62 bandidos foram mortos em confrontos.

Essa estatística deixa o 7°BPM em quarto lugar na quantidade de prisões em todo o Estado.

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Atualmente, 52 viaturas estão em condições de uso – sendo 14 novas. Para atingir o número adequado, o batalhão precisaria receber no mínimo mais 15, para a frota totalizar 67 carros.

O efetivo hoje possui um reforço de 37 policiais, que foram transferidos de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) para o batalhão de São Gonçalo. Há duas semanas, com a implantação do Regime Adicional de Serviço (RAS) Compulsório, os gonçalenses passaram a contar com 40 PMs a mais por dia nas ruas.

Enquanto isso, a cidade vizinha de Niterói – que possui parcerias que possibilitam o Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) – garante 120 policiais a mais nas ruas diariamente. O número é três vezes superior à quantidade disponibilizada em São Gonçalo.

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Além das dificuldades representadas pelo déficit no efetivo e na frota, o 7°BPM esbarra em outro obstáculo: conseguir realizar a manutenção dos carros.

Manter as viaturas – com serviços que englobam óleo, pneu, motor e caixa de arranque – custa em média R$ 7 mil para os Voyage ano 2013 pertencentes ao batalhão. No entanto, a unidade recebe R$ 8 mil para gerir todas as despesas mensalmente.

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Há sete meses à frente do 7°BPM, o coronel Marcos Lima está reeditando o Café Comunitário – para que os moradores de São Gonçalo possam conhecer as dificuldades do batalhão e também participar das propostas para solucionar as questões relacionadas à Segurança Pública no município.

Nesta quarta-feira, dia 30 de maio, ocorre outra oportunidade: a reunião do Conselho Comunitário de Segurança. O evento será realizado no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Zé Garoto, a partir das 9h.