Depois da última operação da Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) que resultou na prisão de 23 policiais civis e um inspetor penitenciário um novo problema surgiu: onde colocá-los. Três dos agentes já estavam presos por outras acusações, mas 21 ainda teriam que ser conduzidos ao sistema prisional.

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Entrada da Cadeia Pública Constantino Cokotós

Até então responsável por acautelar agentes de segurança acusados de crimes, a Cadeia Pública Constantino Cokotós (CPCC), no Fonseca, na Zona Norte de Niterói – que tem capacidade para 50 internos – já estava abrigando 44. Com a chegada dos novos detentos, o número subiria para 65 – configurando uma superlotação.

A solução encontrada, então, foi a transferência dos presos – além de 25 policiais civis e 12 inspetores penitenciários, sete de outras forças de segurança – para a Penitenciária Coronel PM Francisco Spargoli Rocha, no Centro de Niterói.

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Fachada do Instituto Penal Coronel PM Francisco Spartoli Rocha

Localizada ao lado da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) e com capacidade para 192 presos, a unidade foi inaugurada em 2009, após reforma de seis meses. Avaliada em R$ 680 mil, a obra incluiu a ampliação do espaço, a construção de um andar superior e a cela coletiva nos fundos.

Cinco anos depois, em fevereiro de 2014, a penitenciária recebeu o ex-deputado federal e atualmente presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson, preso por participação no esquema do Mensalão.

Atualmente, abriga 140 detentos – entre acusados de crimes como estupro, estupro de vulnerável, homicídio e criminosos idosos e portadores de deficiências. Os que já cumprem suas penas no regime semiaberto serão transferidos para a cadeia na Alameda São Boaventura, de onde sairão os policiais.

“Essa permuta vai ocorrer. Tivemos que fazer um estudo emergencial para dar uma solução para o problema. Nós não temos culpa se o espaço destinado há alguns anos para acautelar os policiais civis presos é insuficiente. Também não temos culpa se a curva de prisões de policiais está muito elevada. A gente está trabalhando com um problema efetivo e estamos tentando resolvê-lo da melhor forma”, destacou o subsecretário-geral da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Sérgio Caldas, que é delegado da Polícia Civil. O titular da pasta, David Anthony, também é delegado.

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Pátio do Instituto Penal Coronel PM Francisco Spargoli

A notícia da mudança não agradou aos familiares dos policiais civis e dos outros agentes de segurança.

“Em Cokotós a unidade é para presos com nível superior. A visitação é feita em um jardim arborizado, com liberdade para as crianças poderem rever seus pais. Na outra unidade eles terão direito a apenas duas horas de banho de sol. Sem falar que não há a mesma estrutura, já que é um presídio para presos comuns”, desabafou uma das esposas.

O subsecretário Geral da Seap garante que a transferência foi a melhor solução encontrada para evitar a superlotação.

“Ali no Spargoli tem algumas características importantes. Tem três ou quatro vezes o espaço de acautelamento que tem no outro ambiente da Alameda, que é menor. Tem ambiente para biblioteca, para ensino, atendimento religioso, consultório odontológico, atendimento ambulatorial, tem uma série de características que podem ajudar na questão do acautelamento de policiais porque eles também pedem um espaço em que possam fazer atividades de remição da pena. Além disso, no Fonseca não teria ambiente para os policiais que conseguem regredir para o semiaberto, e no Spargoli existe esse espaço”, garantiu Caldas.

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Biblioteca inaugurada na Cokotós, em dezembro de 2017

Já os familiares questionam a alegação, garantindo que na Cotokós os policiais condenados já tinham acesso a atividades para reduzir suas penas. Em dezembro de 2017 foi inaugurado na CPCC o Espaço Cultural Narcisa Amália – com uma biblioteca, sala de aula e uma sala de música. O objetivo era permitir que os internos tivessem aulas de instrumentos musicais. Na ocasião também foram disponibilizados livros para uso no projeto de Remição de Pena por leitura.

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Antes de trocar tiros com os policiais do 12° BPM (Niterói), na subida da Ponte Rio-Niterói, no final da madrugada desta segunda-feira, dia 20 de agosto, os nove criminosos que estavam em dois carros – um HRV e um Jeep Renegad – e levaram pânico a quem trafegava na via participaram de um baile funk no Morro da Alma, no Complexo do Jóquei, no bairro Amendoeira, em São Gonçalo.

O evento reuniu artistas como Chininha e Príncipe. Logo depois, os bandidos passaram no Morro do Santo Cristo, no Fonseca – que tornou-se Quartel General (QG) da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) depois que Wanderson Rodrigues Andrade, o Boladinho, pulou para o Comando Vermelho (CV).

Ele é apontado pela Polícia como chefe do tráfico no Morro Estado, no Centro de Niterói – que até maio, mês em que Boladinho saiu da cadeia, era o QG da facção de Menor P na região.

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Após pegar quatro fuzis, quatro pistolas, três granadas, nove rádios transmissores e dezenas de carregadores e munições, os nove criminosos se dirigiram à Alameda São Boaventura, de onde acessariam a Ponte Rio-Niterói para ir até a Favela Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

Conhecidos dentro do TCP por serem utilizados como “homens de guerra” – sendo enviados para morros e favelas durante ações policiais e também disputas com facções rivais pelo controle das bocas-de-fumo -, eles reforçariam a quadrilha que suspeitava que o Exército realizaria uma grande operação na região, no início desta semana.

Ao se deparar com os PMs, despertaram suspeita e acabaram dando início a uma perseguição ao desobedecer ordem de parada. Já no início da subida da Ponte Rio-Niterói, eles começaram a atirar contra os policiais, que revidaram a agressão.

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No confronto, nove criminosos foram atingidos. Quatro deles morreram no local. Outros cinco foram socorridos e levados para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, onde dois deles não resistiram aos ferimentos e outros três permanecem internados sob custódia.

Os cinco bandidos que deram entrada na unidade de saúde foram identificados como Vinícius Constâncio Paulo, Márcio de Barros, Emerson Bruno Queiroz da Silva, Maurício Augusto dos Santos e Ruan Felipe Ferreira. Os quatro bandidos que morreram logo após a troca de tiros ainda não foram identificados.

Na ação os PMs apreenderam quatro fuzis, quatro pistolas, rádios transmissores, granadas, carregadores e munições. Para impedir ações de criminosos tentando resgatar os comparsas, o comandante do 12º BPM, tenente-coronel Márcio Guimarães, reforçou o policiamento na região e destacou equipes para garantir a segurança da unidade de saúde.

Atingido na perna durante o confronto, o sargento Fernandes foi submetido a uma cirurgia e não corre risco de morte. A passageira de um ônibus da viação Fagundes que vinha logo atrás do carro dos bandidos ficou ferida no pé por estilhaços e recebeu alta após atendimento médico.

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Acusado de participação no assalto a uma loja de telefonia móvel que terminou com a morte de um despachante, no Centro do Rio, no último mês de março, Rian de Queiroz Fortes, 19 anos, foi preso por policiais do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv) em Rio Bonito, na madrugada desta quinta-feira, dia 16 de agosto. Ele estava em companhia de Igor Máximo Oliveira da Silva, 26, e Lucas Guimarães Belisário, 18 – que foi baleado ao resistir à prisão e atirar contra os PMs. Os três são da Favela do Arará, em Benfica, na Zona Norte do Rio.

Os policiais realizavam visibilidade em frente ao Posto 06, no KM 13 da RJ-124, na altura do bairro Boa Esperança, quando tentaram abordar o Renault Logan vermelho placa KWL 9912. Neste momento, Lucas – que estava no banco de trás do veículo – desceu efetuando vários disparos. Os PMs revidaram a agressão e no confronto ele foi atingido. Socorrido, foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araruama, onde está internado sob custódia aguardando transferência para o Hospital Estadual Alberto Torres, no Colubandê.

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Com Lucas, os policiais apreenderam uma pistola Glock calibre 9mm com dois carregadores – um com nove munições e outro com oito. Em seguida, os PMs revistaram Rian, que estava com um revólver Taurus calibre 38 com sete munições intactas e outras cinco munições no bolso. Com Igor, que conduzia o automóvel, não foi encontrado nada.

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Todos foram autuados por organização criminosa e tentativa de homicídio em ocorrência registrada na 119ª DP (Rio Bonito). Contra Igor também foi cumprido um mandado de prisão por latrocínio (roubo seguido de morte). O crime ocorreu no último dia 19 de março, na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio. Na ocasião, quatro bandidos em duas motos roubaram uma loja da Claro localizada na esquina da Rua Regente Feijó. Na fuga, os criminosos passaram pela Presidente Vargas e foram flagrados por agentes do Centro Presente. Os PMs deram ordem de parada, mas eles não obedeceram. Mais à frente, os criminosos atiraram contra um carro do Centro Presente, dando início ao confronto. Os 42 aparelhos de telefone celular roubados estavam dentro de uma mochila que caiu na fuga e foram recuperados pelos policiais.

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No tiroteio, o despachante Luís Carlos Pereira Viana, 60, que trabalhava na Central, foi atingido e não resistiu. Outras duas pessoas foram vítimas de balas perdidas: Aparecida dos Santos, 46, foi atingida no pé, e o segurança Jorge Bastos Silva, 35, baleado de raspão no peito.

PRISÃO PELEZINHO

(assista ao vídeo clicando no link acima)

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Pouco mais de um mês à frente do tráfico de drogas em oito favelas da Zona Norte de Niterói e em um morro localizado em São Gonçalo, Maykon da Silva Barcelos, o Pelezinho, 24 anos, foi preso por policiais da 78ª DP (fonseca). A prisão foi efetuada na Rua Raul Sales Garcia, no bairro Jóquei, em São Gonçalo, na tarde desta quarta-feira, dia 8 de agosto. Ele estava escondido na casa de parentes para receber atendimento médico após se autolesionar. Na véspera, tinha efetuado um disparo na própria perna enquanto manuseava uma pistola.

Contra Pelezinho havia quatro mandados de prisão pendentes, expedidos pela Justiça por roubo, tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e homicídio. Atualmente, ele estava responsável pelas bocas-de-fumo nos morros do Bumba, no Cubango; Bernardino, no Fonseca; Capim Melado, na Ititioca; Sem Terra, Predinho, Abacaxi e Yara, no Cubango; todos na Zona Norte de Niterói, e Morro da Dita, no Jóquei, em São Gonçalo.

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Os agentes da distrital chegaram até o endereço após receberem informações privilegiadas do Setor de Inteligência da unidade. Mesmo ferido, o criminoso – que assumiu o lugar do traficante Amâncio Levi Clemente Moura, o Levi do Bumba, 43 anos, preso por equipes da mesma delegacia no último dia 29 de julho – ainda tentou fugir. Com ele, foram apreendidos R$ 2.800 em espécie.

Logo após a prisão de Pelezinho, os policiais da 78ªDP realizaram operação no Morro da Bernardino, onde prenderam em flagrante Rodrigo Pereira Rocha, o Rocha, 37. Ele estava responsável por guardar o fuzil de Pelezinho enquanto o mesmo ficasse fora da favela. A arma – um AK-47 customizado com três carregadores – estava enterrada no quintal de uma casa, na Rua Bezerra de Menezes. Além disso, os agentes apreenderam três carregadores de pistola 9mm e uma balança de precisão.

Prisão de comparsa de Pelezinho

(clique no link acima para ver o vídeo)

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Tanto Pelezinho como Levi do Bumba são acusados de participação no assassinato do inspetor da Polícia Civil Thiago Thomé de Jesus, 29. O crime ocorreu no dia 22 de fevereiro de 2015, no Cubango, na Zona Norte de Niterói. O policial estava voltando do desfile de carnaval na Sapucaí e chegou a reagir, mas sua arma falhou e ele acabou atingido. Todos os envolvidos no crime já estão presos. Só faltava Pelezinho – que também é acusado pela morte do soldado Carlos Eduardo dos Santos Mira, 33.

O PM morreu após ser atingido durante confronto ocorrido em incursão no Morro do Bumba, no Viçoso Jardim, também na Zona Norte de Niterói.

Fuzil é localizado enterrado em quintal

(clique no link acima para ver o vídeo)

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Um poucos dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) ainda em liberdade, Erick Wilton da Silva Hilário, o Dadá da Mineira, 31 anos, foi preso por policiais do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE), na Leopoldina, na Zona Portuária do Rio, na tarde deste sábado, dia 4 de agosto. Contra ele havia mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça por tráfico de drogas. O Disque-Denúncia oferecia recompensa de R$ 1 mil a quem desse informações que levasse a Políca até seu paradeiro.

O criminoso ainda correu e tentou fugir dos PMs, mas foi alcançado e detido após tropeçar e cair no chão. Com ferimentos no rosto, ele ainda foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio.

Atualmente o criminoso era um dos chefes do tráfico na Favela da Oto, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói. Preso pela última vez em 2006, enquanto ainda comandava as bocas-de-fumo no Morro da Mineira, no Complexo de São Carlos, no bairro Estácio, na região central do Rio, ele saiu da cadeia dois anos depois. No entanto, rivais da facção Amigos dos Amigos (ADA) haviam tomado o morro – que atualmente está sob controle do Terceiro Comando Puro (TCP).

Em 2016 ele foi flagrado em áudios através de trabalho de inteligência da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) ameçando retomar seus territórios. No áudio ele avisa que vai entrar nas comunidades, com mais de 150 fuzis, na companhia de traficantes que pularam da ADA para o CV. Atualmente o Complexo do São Carlos – composto pelos morros Mineira, Zinco, Querosene e São Carlos – está sob o controle do traficante Leonardo Miranda da Silva, o Léo Empada, que está evadido do Sistema Penitenciário.

Operação Calabar no 7º BPM

Um efetivo de 924 homens para patrulhar um município com 251 quilômetros quadrados e mais de um milhão de habitantes distribuídos por 92 bairros. Esta é a realidade do 7°BPM – unidade responsável pelo patrulhamento e policiamento ostensivo em São Gonçalo.

Apesar de ainda distante do efetivo ideal – calculado em pelo menos 1.223 homens -, o batalhão gonçalense é o primeiro colocado na quantidade de fuzis apreendidos no Estado, ao lado do batalhão de Rocha Miranda, com 8 unidades entre 1º de janeiro e 22 de maio. O 7°BPM fica atrás apenas de dois batalhões especializados: o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e o Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), que podem atuar em todo Estado e apreenderam respectivamente 20 e 11 fuzis.

A unidade também consegue alcançar outros números expressivos mesmo sem as melhores condições.

De 24 de outubro de 2017 a 14 de maio deste ano, os PMs retiraram das ruas de São Gonçalo 232 armas – sendo 150 pistolas, 69 revólveres e 13 fuzis. Além disso, efetuaram 953 prisões – sendo que destes criminosos detidos 216 eram menores de idade. No total, 62 bandidos foram mortos em confrontos.

Essa estatística deixa o 7°BPM em quarto lugar na quantidade de prisões em todo o Estado.

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Atualmente, 52 viaturas estão em condições de uso – sendo 14 novas. Para atingir o número adequado, o batalhão precisaria receber no mínimo mais 15, para a frota totalizar 67 carros.

O efetivo hoje possui um reforço de 37 policiais, que foram transferidos de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) para o batalhão de São Gonçalo. Há duas semanas, com a implantação do Regime Adicional de Serviço (RAS) Compulsório, os gonçalenses passaram a contar com 40 PMs a mais por dia nas ruas.

Enquanto isso, a cidade vizinha de Niterói – que possui parcerias que possibilitam o Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) – garante 120 policiais a mais nas ruas diariamente. O número é três vezes superior à quantidade disponibilizada em São Gonçalo.

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Além das dificuldades representadas pelo déficit no efetivo e na frota, o 7°BPM esbarra em outro obstáculo: conseguir realizar a manutenção dos carros.

Manter as viaturas – com serviços que englobam óleo, pneu, motor e caixa de arranque – custa em média R$ 7 mil para os Voyage ano 2013 pertencentes ao batalhão. No entanto, a unidade recebe R$ 8 mil para gerir todas as despesas mensalmente.

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Há sete meses à frente do 7°BPM, o coronel Marcos Lima está reeditando o Café Comunitário – para que os moradores de São Gonçalo possam conhecer as dificuldades do batalhão e também participar das propostas para solucionar as questões relacionadas à Segurança Pública no município.

Nesta quarta-feira, dia 30 de maio, ocorre outra oportunidade: a reunião do Conselho Comunitário de Segurança. O evento será realizado no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Zé Garoto, a partir das 9h.

Criminosos estão utilizando uma viatura clonada para cometer assaltos na Baixada Fluminense.

Veja o VÍDEO

As câmeras do circuito interno de segurança de uma empresa onde funciona um depósito das Lojas Americanas, em Seropédica, gravaram o momento em que dois bandidos chegaram em um veículo caracterizado como se fosse do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE), na madrugada deste domingo, dia 15 de abril.

As imagens foram analisadas por policiais do 24°BPM, acionados para verificar a denúncia de que tinha ocorrido um assalto na empresa.

Chegando ao local, na Estrada Miguel Pereira, no bairro São Miguel, os PMs ficaram sabendo que dois homens usando farda e em uma viatura supostamente do BPVE tinham passado lá alegando que queriam falar com o responsável pela vigilância para verificar um disparo de alarme.

O porteiro e o responsável pela segurança da Golgi contaram que depois que foram rendidos, os falsos policiais fizeram contato com comparsas através de um rádio transmissor avisando que eles já poderiam ir, que “já estava tudo certo”.

Aproveitando-se de um momento de desatenção dos criminosos, um dos funcionários saiu correndo gritando que era um assalto. Um dos bandidos então efetuou disparos de fuzil. Antes de fugir, gritaram: “parceiro, o Bonde do Guandu voltou!”

Os dois usavam, além de um rádio transmissor modelo HT, um colete de duas cores – diferente do modelo usado pela PMERJ. Um deles tinha barba.

A arma que carregavam – fuzil modelo AR Baby – também não é empregada pela corporação, que usa Colt M4, Fal, Parafal com coronha dobrável e AR-10.

Outros detalhes que podem passar despercebidos é o fato do efetivo do BPVE usar fardamento de manga comprida e o adesivo utilizado no capô da suposta viatura não seguir o padrão.

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A police investigator inspects the car where Rio de Janeiro city councilor Marielle Franco was shot dead in Rio de Janeiro

Especializado em coleta de impressão digital em estojos, um perito da Polícia Federal (PF) teve as férias suspensas e foi acionado para vir ao Rio de Janeiro examinar as cápsulas arrecadadas no local da execução da vereadora do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Marielle Franco, 38 anos.

A munição encontrada e arrecadada por policiais da Divisão de Homicídios (DH) no dia do crime têm lote numerado da PF de Brasília, comprada da empresa CBC em dezembro de 2006. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) atestaram que a espoleta usada no assassinato é original. Agora que já sabem que a mesma não foi recarregada, os agentes da especializada realizam um rastreamento para determinar se os estojos – de pistola calibre 9mm – foram desviados e em que momento isso ocorreu.

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Execução continua sendo a principal linha de investigação para o assassinato da vereadora e de seu motorista, Anderson Pedro Gomes, 39. O crime ocorreu no Estácio, na região central do Rio, na noite desta quarta-feira, dia 14 de março. O veículo em que eles estavam – o Agile Branco placa KVS 6213 – foi atingido por 13 tiros – nove na lataria e quatro no vidro.

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Dos quatro tiros que atingiram a cabeça de Marielle, três transfixaram o corpo da política e pararam no motorista – que era dirigia para o Uber, mas há dois meses prestava serviços para a vereadora, substituindo um amigo. Ele começaria em breve a trabalhar como mecânico de aeronaves. Ele deixou esposa e um filho recém-nascido.

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O crime ocorreu na Rua João Paulo, na altura da Rua Joaquim Palhares, depois que a vereadora saiu de um evento na Casa das Pretas, localizado na Rua dos Inválidos, na Lapa. O evento reuniu mulheres jovens negras que tentam mover as estruturas por uma sociedade mais igualitária.

Socióloga, Marielle foi eleita vereadora da Câmara do Rio com 46.502 votos. Ela se formou pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e fez mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Ela deixa uma filha de 19 anos.

A vereadora coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado do deputado Marcelo Freixo.

A Polícia Federal declarou que, além da investigação conduzida pela Polícia Civil pelo crime de homicídio, já foi instaurado inquérito no âmbito da instituição para apurar a origem das munições e as circunstâncias envolvendo as cápsulas encontradas no local do crime.

Vereadora assinou requerimento para CPI dos Ônibus

Execução é a principal linha de investigação

Relembre o crime

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VÍDEO 2

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Pouco mais de um mês após ser preso, Jerônimo Francisco Fernandes Júnior, o Pirata, 26 anos, nem aparenta estar na cadeia aguardando julgamento por um latrocínio – roubo seguido de morte.

Em dois vídeos conseguidos com exclusividade, o criminoso é visto na cela ao lado de outros comparsas cantando, bebendo e utilizando aparelhos de telefone celular. Um dos detentos chega a cheirar cocaína, vendida a ele por outro preso que está em cima de um dos beliches.

A prisão de Pirata foi efetuada na noite do dia 24 de dezembro do ano passado. Policiais da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH-Nit/SG) saíram de suas casas na véspera de Natal deixando suas famílias para verificar informação que apontava a localização de Pirata – acusado de participação no roubo a um carro forte no Terminal Rodoviário de Niterói. Ele foi flagrado com uma pistola Glock .40.

No crime, que ocorreu em outubro do ano passado, o vigilante Francismar Marques Bezerra, 37 anos, foi baleado e morreu. Ele deixou esposa e três filhos.

O tio dele, José Roberto Bezerra, que é presidente do Sindiforte (Sindicato dos Empregados em Transportes de Valores, Carro-Forte, Escolta Armada, Carro Leve e ATM do município do Rio de Janeiro e Regiões), ficou indignado com as imagens.

“Isso não pode existir. Bandido tem que cumprir a pena dele”, desabafou.

As cenas causaram revolta em vigilantes que trabalharam com Francismar.

“Um pai de família perde a vida trabalhando e o criminoso que deveria estar pagando por esse crime está se divertindo dentro da cadeia. Agora dá pra entender o motivo de não terem medo de irem presos. Eles zombam da nossa cara. Bandidos rindo, dançando, cantando e até cheirando drogas. Sem falar no uso do celular. A prisão pra eles é apenas uma colônia de férias”, afirmou indignado um vigilante.

MAIS FOTOS AQUI (imagens fortes!!)

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Horas antes de ser morto em confronto com policiais civis, o traficante Rodrigo Jaccoud, o Robozinho ou Gordinho da Mangueira, 38 anos, e mais 10 comparsas realizaram uma série de assaltos a residências na região de Cabuçu, na divisa entre os municípios de São Gonçalo e Itaboraí. Armados com fuzis e pistolas, eles invadiram pelo menos cinco casas e roubaram eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que foram divididos entre os criminosos e levados para Monjolos.

O delegado Tiago Dorigo, titular da 74ª DP (Alcântara), aguarda imagens de câmeras de segurança para começar a identificar os bandidos. Três deles já estão mortos – além de Robozinho, Edilson Amâncio Corrêa, o Dilon, 29, e um terceiro comparsa conhecido como Vinny. A 71ªDP (Itaboraí), onde foram feitos alguns registros, também investiga o crime.

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Eles morreram horas após os roubos, ao reagir à prisão e trocar tiros com policiais da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH-NitSG) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, na manhã deste sábado, dia 6 de janeiro, na Estrada Ponta Negra Sampaio Correa, na divisa entre os municípios de Maricá e Saquarema.

Os agentes realizavam operação para cumprir mandados de prisão contra Robozinho e seus comparsas – envolvidos no assassinato do subtenente da PM Cláudio Souza Santos, 53 anos, cometido no condomínio Minha Casa, Minha Vida do Mundel, em São Gonçalo, no dia 4 de maio de 2017.

Os bandidos saíram de um baile funk em Marambaia e após cometer um arrastão roubando várias residências foram para o sítio onde estavam se escondendo, em Jaconé. Assim que os policiais chegaram, foram recebidos a tiros e revidaram à agressão. A ação contou com apoio do helicóptero do Serviço Aeropolicial (SAER) da Core.

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Na ação, os policiais apreenderam dois fuzis – um deles com um adesivo alusivo a um robô – e uma pistola.

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Segundo a Polícia, Robozinho controlava com mãos de ferro a venda de drogas nas comunidades do Plano, Baixadinha e Barreira, nos bairros Monjolos, Vista Alegre e Mundel, em São Gonçalo.

Além do assassinato do PM, Robozinho também é acusado de executar Philipe Moreira de Mello, em 2014, na Favela da Barreira, em Monjolos, e é investigado por envolvimento na morte de Denilson Carola dos Santos, o Denilson do Parapente, na Serra do Camburi, no bairro Pindobas, em Maricá. O crime ocorreu em março de 2015.

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Edilson Amâncio Corrêa, o Dilon, 29 anos

Durante as investigações do assassinato do PM, os agentes da DHNitSG descobriram que o tráfico não era a única fonte de renda do criminoso, que obrigava moradores de conjuntos habitacionais do Mundel, onde o subtenente foi assassinado, a pagar uma taxa mensal de R$ 70.

Os que se recusavam a repassar a quantia para o “Bonde do Robozinho” eram expulsos de seus apartamentos. Além do esquema implantado no conjunto habitacional, Robozinho também havia expandido seus negócios para o ramo do transporte irregular.

Cerca de 40 mototaxistas e pelo menos 10 motoristas de carros particulares, todos investigados pela DH, repassavam valores que variavam de R$ 4 mil a R$ 10 mil para a quadrilha do traficante.

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Ele foi preso por policiais do 35° BPM (Itaboraí) no bairro Aldeia Velha, em Silva Jardim, em agosto de 2016, e acabou saindo da prisão pela porta da frente em abril de 2017 – mesmo possuindo contra si três mandados de prisão – depois de um erro da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter).

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Rodrigo Jaccoud, o Robozinho ou Gordinho da Mangueira, 38 anos

Na ocasião, o delegado Márcio Dugubras, titular da Polinter, instaurou um procedimento interno investigatório para apurar o fato.

O caso ocorreu após a Justiça revogar, no dia 27 de abril, a prisão preventiva de Robozinho em um processo em que ele e outras 14 pessoas são acusadas de associação ao tráfico de drogas.

Mesmo com o alvará de soltura expedido, o bandido não poderia ter deixado o presídio, já que também é réu em outros três processos – dois deles por homicídio – e deveria aguardar o julgamento destes atrás das grades.

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