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Três tipos diferentes de queijo: minas, prato e muçarela, além de requeijão, manteiga com sal, manteiga sem sal, leite, geléia, doce de leite e gelatina de framboesa, morango e cereja. Quem vê a aquisição de gêneros alimentícios da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro não entende por que na maioria dos batalhões o café da manhã é composto no máximo por pão com margarina e café. Também é difícil compreender por que em algumas unidades os PMs ficam obrigados a comer somente arroz, feijão e salsicha durante semanas.

A lista de compras foi publicada nas páginas 35 e 36 do Boletim da Polícia Militar n 173, de 19 de setembro de 2016, e sequer traz a salsicha entre os produtos encomendados – apenas filé de peito e coxa e sobrecoxa de frango. Do primeiro, 426.062 peças a R$ 9,54, totalizando pouco mais de R$ 4 milhões e, do segundo, 271.896 peças a R$ 6,10, totalizando pouco mais de R$ 1 milhão e meio.

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Pela aquisição de 42 itens, o gasto é de mais de R$ 17 milhões em um contrato assinado no último dia 17 de agosto e com validade de um ano para abastecer 48 batalhões – sendo 41 operacionais ordinários e 7 unidades operacionais especiais -, além de três unidades de saúde – como o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM) e o Hospital da Polícia Militar em Niterói (HCPM-Nit) -, do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap) e do Quartel General (QG) da corporação. 

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Nem todo efetivo do batalhão come no rancho. Quem é lotado em um Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) ou cabine, por exemplo, recebe um valor no contracheque para custear a alimentação na rua.

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“Enquanto eles gastam mais de R$ 17 milhões comprando itens que nunca comemos e nem vemos no batalhão, quem é desaranchado recebe R$ 162 por mês para trabalhar uma média de dez serviços. Como tomar café, almoçar e lanchar com esse valor durante todos esses plantões? Acabar com o rancho e fornecer vale refeição para os policiais com certeza nos deixaria mais satisfeitos e significaria um gasto muito menor”, destacou um soldado.

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Alguns produtos despertam a atenção pela quantidade e valor. No total, foram compradas 2.371 caixas de ovos (cada uma com 30 dúzias, totalizando 360 ovos por caixa). Ou seja: 853.560 ovos – cerca de 16 mil ovos por batalhão, ou mais de mil ovos por mês. Se o alimento estiver presente no cardápio de segunda-feira a domingo, serão 33 ovos por dia.

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O valor da caixa com 30 dúzias é de R$ 201,70 – sendo que qualquer consumidor consegue comprar a dúzia de ovos no varejo por R$ 5 em média – o que daria R$ 150. O sachê de 15g de geléia foi comprado a R$ 0,71 – enquanto o preço em um estabelecimento comercial aberto ao público comum é R$ 0,20. Além do valor acima do preço médio praticado no mercado, a quantidade causa espanto. No total, o contrato estipula a compra de 194.838 sachês de geléia: mais de 35 mil por batalhão, ou 3 mil por mês.

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“Eu tenho 15 anos de PM e jamais comi geléia no batalhão”, denuncia um sargento que também questiona outros produtos da lista de compras.

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“Gelatina, polenguinho, requeijão, queijo, doce de leite, goiabada. Quero saber para onde vai, porque nos batalhões onde já fui lotado, nunca vi”, disse.

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Policiais lotados em Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que foram colocados à disposição do 19º BPM (Copacabana) e do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) – para o reforço no policiamento durante os eventos previstos na programação dos Jogos Olímpicos – estão sendo obrigados a trabalhar em Regime Adicional de Serviço (RAS) Compulsório durante suas folgas também nas UPPs.

“Estou há quatro dias consecutivos trabalhando na escala 12x24x36 e na segunda folga me colocam na UPP”, desabafou um soldado que pediu para ter a identidade preservada com medo de represálias.

Durante o dia, os PMs contam com o apoio de guardas municipais, que fornecem a eles garrafas de água. Já à noite, os policiais recebem dois kits lanche para dividirem entre quatro PMs.

“Às vezes quando somos em cinco, ganhamos dois kits”, lamentou.

Acompanhe aqui outros absurdos a que os policiais têm sido submetidos no #RioOlímpico:

Merenda escolar para serviço de 12 horas

Pão em quantidade insuficiente deixa PMs sem café da manhã

Policiais recebem sanduíche vencido como almoço

PMs têm direito a ração fria para sustentar o corpo durante 12 horas de serviço

Com oito horas de descanso e sem refeição que compense o sacrifício

Policiais de UPPs proibidos de almoçar no rancho do batalhão

PMs proibidos de almoçar no rancho

Alimentação que não sustenta nem criança são oferecidas a PMs

Combustível racionado na PMERJ

PMs aguardam até dois anos pela liberação do Craf

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O atletas militares correspondem a 1/3 da delegação olímpica brasileira nos Jogos Olímpicos 2016, no Rio de Janeiro. O número é quase o triplo dos esportistas levados pelas Forças Armadas aos Jogos de 2012, em Londres – quando foram 51 de 259. Hoje, dos 465 atletas do Brasil, 145 são da Marinha, Exército ou Aeronáutica.

Eles  irão competir em 27 modalidades, ou 65% dos esportes das Olimpíadas. No judô, 100% dos atletas são militares – sendo sete homens que integram o quadro temporário do Exército e sete mulheres da Marinha.

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Todos os militares integram o Programa de Incorporação de Atletas de Alto Rendimento (PAAR) das Forças Armadas Brasileiras. Criado em 2008, através de uma parceria entre os ministérios da Defesa e do Esporte, o PAAR tem o objetivo de fortalecer a equipe militar brasileira em eventos esportivos de alto nível.

O alistamento é feito de forma voluntária e o processo de seleção leva em conta os resultados dos atletas em competições nacionais e internacionais. Dessa forma, as medalhas já conquistadas na carreira transformam-se em pontuações nos concursos para preenchimento das vagas.

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A partir daí, os atletas têm à disposição todos os benefícios da carreira, como soldo, 13º salário, plano de saúde, férias, direito à assistência médica, incluindo nutricionista e fisioterapeuta, além de disporem de todas as instalações esportivas militares adequadas para treinamento.

A permanência nos quadros militares é de no máximo oito anos, sem possibilidade de ascensão de patente. Além do salário mensal em torno de R$ 3.200 – por causa da graduação, na maioria deles, de terceiro sargento – os atletas militares podem ter outras fontes de recursos.

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“Muitos deles também recebem a bolsa atleta e não há nenhum inconveniente nisso. Outros têm patrocínios de empresas e estas coisas compõem o total da remuneração deles. Não há nenhuma proibição de que tenham outras fontes de renda”, informou o diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa, almirante Paulo Zuccaro.

Mais do que a questão salarial, para o atleta é importante a infraestrutura oferecida nas unidades das Forças Armadas.

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“Temos uma retaguarda em apoio, com serviço de assistência médica muito bom, das três Forças Armadas, e as instalações esportivas são excelentes. Temos apoio de fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogo. Toda parte de ciência do esporte está disponível para esses atletas”, ressaltou Zuccaro.

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Os atletas selecionados mediante edital público para treinar nas diferentes modalidades esportivas de interesse das Forças Armadas frequentam um estágio básico, de 45 dias, mas depois podem continuar treinando e competindo por clubes desde que façam uma reciclagem periódica de instrução militar. A estrutura oferecida e o salário é para que eles possam se dedicar integralmente ao esporte.

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Final da Copa do Mundo, 2011, de Judô Bronze do Brasil e 1º Lugar Cuba Foto: Mateus PereiraSECOM

Nos Jogos Olímpicos de Londres, o Brasil voltou para casa com 17 medalhas – cinco delas de atletas militares, sendo quatro no judô (uma de ouro e três de bronze) e uma de bronze no pentatlo moderno.

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Além de representar a corporação em competições civis, como as Olimpíadas, os atletas do PAAR também participam de competições militares e, uma vez por ano, devem se apresentar na Escola de Educação Física da Urca, na Zona Sul do Rio, para treinos militares.

“Não nego que chorei quando tive que matar uma galinha e beber o sangue para me alimentar no meu primeiro treino”, revelou a esgrimista Amanda Simeão, 22 anos, incorporada ao Exército em 2015 e que já recusou um convite para posar nua por causa da condição de militar.

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Ganhador da medalha de prata, o atirador Felipe Wu, 24, já havia tentando concurso na Academia dos Agulhas Negras do Exército e na Academia da Aeronáutica antes de entrar no PAAR.

“Graças ao Exército, pude treinar no meu esporte”, contou Wu, se referindo ao fato de, como militar, ter podido comprar a pistola com que compete antes de completar 25 anos, idade mínima por lei para aquisição de arma no Brasil.

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Os militares de carreira são quatro: o sargento da Aeronáutica Bruno Mendonça, que é jogador de hóquei sobre a grama e ingressou na corporação como soldado em 2003; e três oficiais: o coronel Júlio Almeida, também da Aeronáutica, e o tenente-coronel Emerson Duarte e o major Cássio Rippel, ambos do Exército – todos do tiro esportivo.

Até esta sexta-feira, dia 12 de agosto, o Brasil tinha conquistado quatro medalhas: uma de ouro, uma de prata e duas de bronze. Todas de militares: Rafaela Silva (sargento da Marinha) – ouro no judô; Felipe Wu (sargento do Exército) – prata no tiro esportivo; Mayra Aguiar (sargento da Marinha) – bronze no judô; e Rafael Silva (sargento do Exército) – bronze no judô.

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Em pouco mais de um ano, o 7º BPM (São Gonçalo) perdeu 138 homens. Se no primeiro semestre de 2015 o batalhão gonçalense possuía efetivo de 679 policiais, hoje este número é de 541. Isso representa cerca de 140 homens e mulheres por dia.

Com esse efetivo que já não é suficiente para cobrir o município, o batalhão de São Gonçalo ainda perdeu pouco mais de 100 policiais para as Olimpíadas do Rio. A frota do 7ºBPM – composta por 30 viaturas – também sofreu baixa.

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“Não tenho medo de críticas. Elas servem para realinhar as nossas decisões. Mas não gosto de injustiça. Não temos hoje a mesma quantidade de policiais que o batalhão possuía no ano passado. Perdemos os policiais que faziam RAS (Regime Adicional de Serviço) e os que estavam no estágio. Além disso, ainda tivemos que ceder efetivo para a Olimpíada. E mesmo assim temos trabalhado muito”, ressaltou o coronel Samir Vaz, comandante do 7ºBPM.

O município – que possui 95 bairros distribuídos em 249 km² – é o segundo em população do Estado e 16º do Brasil, com mais de um milhão de habitantes. Enquanto isso, a tropa do 23º BPM (Leblon) – responsável pelo policiamento ostensivo e patrulhamento de apenas seis bairros localizados na Zona Sul do Rio com um total de 374 mil moradores – é formada por 916. Com isso, São Gonçalo tem média de 1 PM para cada 2.218 pessoas. Já os bairros Gávea, Jardim Botânico, Leblon, Lagoa, Ipanema e São Conrado possuem um policial para cada 408 moradores.

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E o descaso com a Segurança Pública em São Gonçalo não se limita à PM. As delegacias existentes na cidade também estão abandonadas pelo Governo do Estado. As distritais que deveriam ter seis delegados e 70 inspetores, possuem apenas dois delegados e 30 inspetores.

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Havia a esperança de que a nomeação de novos 180 oficiais de cartório representasse um reforço no efetivo das delegacias da região. No entanto, o Governo do Estado informou que os policiais serão distribuídos por todas as unidades subordinadas ao Departamento Geral de Polícia do Interior (DGPI) – as quatro em funcionamento em São Gonçalo e outras 73 delegacias.

“Se tivermos sorte, conseguiremos dois policiais para cada delegacia. Falta vontade política. Os poderes deveriam somar esforços, mas em São Gonçalo não há políticos interessados em lutar pela Segurança Pública. A população reclama, mas não faz a sua parte. Nós, como sociedade organizada, devemos nos unir e dar um basta”, ressaltou o delegado Mário Lamblet, da 72ª DP (Mutuá).

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Ele lembrou que o município de São Gonçalo perdeu a oportunidade de sediar a Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH-Nit/SG) e corre o risco de perder também a Central de Garantias.

“A importância de ter uma delegacia em sua área é a circulação de viaturas que isso traz para a cidade e reflete na segurança. Não houve mobilização em São Gonçalo e Niterói conseguiu levar a DH para lá. Se novamente ninguém se mobilizar, a cidade perderá mais uma oportunidade”, explicou Lamblet, lembrando também que a 75ª DP corre o risco de fechar as portas e até o momento a Prefeitura de São Gonçalo não sinalizou com qualquer tentativa de ajudar a manter a distrital.

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Além de não oferecer terreno ou prédio para que a delegacia possa continuar funcionando, a Prefeitura de São Gonçalo também ignora a Lei 13.022/2014 – também conhecida como Estatuto Geral das Guardas Municipais. O artigo 7º, inciso III, autoriza a Guarda Municipal de São Gonçalo a ter um efetivo de aproximadamente 2.076 guardas. Atualmente existem pouco mais de 300.

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Soldado PM Vinícius Ferreira Dias, 32 anos

Dois meses e dois dias após enterrar o corpo do irmão, o soldado Vinícius Ferreira Dias, 32 anos, foi baleado ao ser identificado como policial durante um assalto sofrido no momento em que ele chegava na casa da mãe para o almoço de domingo. O crime ocorreu em Realengo, na Zona Oeste do Rio, no final da manhã deste domingo, dia 24 de julho. Os bandidos fugiram levando a arma e o carro que o policial conduzia – um Toyota Corolla do pai dele, que é sargento reformado da PM.

No último dia 22 de maio, o soldado Eduardo Ferreira Dias, 37, morreu após ser baleado durante um ataque de criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que continuam controlando o tráfico de drogas no Morro da Mangueira, em São Cristóvão, na Zona Norte. Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Mangueira, o policial tinha acabado de assumir o serviço e estava levando outro PM para fazer a rendição no posto de policiamento existente próximo à quadra da escola de samba, na Rua Visconde de Niterói, quando foi surpreendido por um ‘bonde’ de criminosos. Ao avistar a viatura, os bandidos efetuaram diversos disparos, atingido o soldado Dias no peito. Socorrido, ele ainda foi levado para o Hospital Quinta D’Or, mas não resistiu.

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Soldado PM Vinícius Ferreira Dias, 32 anos

Neste dia 24 de julho, o soldado Vinícius foi atingido por dois tiros – um no abdômen (que perfurou intestino grosso, fígado e pulmão) e outro no braço. Ele passou por uma operação para retirada do projétil do abdômen e a equipe médica aguarda que o quadro clínico dele melhore para que possa submetê-lo a uma segunda cirurgia, para retirada daquele que está alojado na axila. O PM utilizou seis bolsas de sangue e doações para repor o estoque da unidade de saúde estão sendo solicitadas. O tipo sanguíneo do policial é B+.

Ele permanece internado em estado grave no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. A vida do PM – 254° policial baleado no Estado do Rio somente este ano – foi salva por um motorista que trafegava pela Rua Falcão da Frota, em Realengo, e não hesitou em colocá-lo em seu carro e socorrê-lo ao hospital.

O soldado Vinícius, que está na corporação há cinco anos, foi transferido recentemente da UPP Mangueira para o Centro de Recrutamento e Seleção de Praças (CRSP), em Sulacap. A transferência ocorreu depois que o irmão da morte do irmão, com o intuito de preservar a mãe dos dois PMs, que são filhos de um sargento reformado da PM e ainda têm outros irmãos – uma gêmea do Vinícius e um irmão caçula, que não são policiais.

Após receber ameaças de traficantes que implantaram uma boca-de-fumo na rua em que morava, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, o soldado Eryk da Cruz Laia, 34 anos, solicitou permissão para acautelamento de uma pistola da corporação. Ele ainda não possuía o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) e por isso não podia andar com arma particular – ficava armado somente quando em serviço.

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Sd PM Eryk da Cruz Laia, 34 anos

Na época, ele era lotado no 2° BPM (Botafogo) – a mais de 60 quilômetros de distância de sua residência – e o pedido foi negado. Meses após o pedido, no último dia 20 de maio, ele foi assassinado após uma tentativa de assalto próximo à casa de sua sogra, no mesmo município em que mora. Na ocasião ele estava lotado no 20° BPM (Mesquita). O PM foi morto na véspera de seu aniversário de 35 anos e deixou esposa e dois filhos.

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O caso do soldado Laia não é exceção na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Policiais militares denunciam que não conseguem buscar as armas que compraram porque a corporação não entrega o Craf. Alguns PMs já aguardam há mais de um ano.

“Eu trabalho em uma UPP e no deslocamento que faço da minha casa até ela, que é feito por meios próprios, estou desarmado. É fácil os bandidos fazerem uma emboscada e pegar um de nós na chegada ou saída da favela, pois sabem que estamos desarmados”, desabafou um policial.

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Sd PM Eryk da Cruz Laia, 34 anos

Duas semanas antes da morte de Laia, o soldado Evaldo César Silva de Moraes Filho, 27, foi assassinado ao chegar para assumir um extra no Regime Adicional de Serviço (RAS) na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Alemão. Desarmado, ele subia a Avenida Central em seu carro particular quando foi atacado de forma covarde por criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que continuam controlando o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. O crime ocorreu no dia 8 de maio.

“Ando com a farda e sem arma. Se for reconhecido como policial não tenho nem como defender”, denunciou outro PM.

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Até janeiro de 2011, a confecção dos CRAFs era de responsabilidade da Diretoria de Logística da PMERJ. Depois passou a ser atribuição da Coordenadoria de Inteligência da corporação.

Sem o documento – onde constam os dados do proprietário e as características da arma -, o PM não pode retirar a arma da loja.

“Nós temos que pagar do nosso próprio bolso pela arma e depois ainda somos submetidos a isso”, ressaltou.

Enviei solicitação através de um e-mail à Coordenadoria de Comunicação Social (CComSoc) da PMERJ, às 14h51 desta sexta-feira, dia 11 de março, perguntando sobre o problema, mas nenhuma resposta foi enviada.

Às 21h45 do dia 25 de maio – mais de dois meses depois – recebi um e-mail que dizia: “Com relação ao processo do documento CRAF (Certificado de Registro de Arma de Fogo), a DL (Diretoria de Logística), informou que a aquisição do material para sua confecção obedece o trâmite necessário e legal nos casos de licitação. E que o material necessário já foi adquirido e está previsto para ser entregue nos próximos. Esse documento é necessário para o rigoroso controle de aquisição de armas de fogo”.

Retornei a mensagem perguntando se o “próximo” se referia a dias, semanas, meses ou anos. E, como de costume, não obtive resposta. Talvez quando completar três meses eles me respondam….

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Lotado no 5º BPM (Praça da Harmonia), o soldado Fábio foi baleado no momento em que chegava com um amigo doente ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, na madrugada deste domingo, dia 19 de junho. O PM, que socorria o filho de um sargento da Marinha, foi surpreendido por cerca de 30 homens, que foram à unidade de saúde resgatar o traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family, 28 anos.

Irmão do traficante Marco Antonio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, 46, ele chefia a venda de drogas no Morro Santo Amaro, no Catete, na região central do Rio. Preso na última segunda-feira, dia 13 de junho, após trocar tiros com agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), ele estava internado aguardando cirurgia. Com Fat Family os policiais apreenderam uma pistola CZ, calibre 9mm, com carregadores e munições.

Baleado no rosto no confronto, ele ainda não havia sido transferido para o Hospital Penitenciário por ter sido considerado em estado grave. A previsão era de que ele fosse operado até a próxima terça-feira, dia 21. Um médico que pediu para não ser identificado negou que o caso dele fosse grave.

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Um grupo de aproximadamente 20 homens fortemente armado com fuzis, pistolas e inclusive granadas, chegou em quatro motos e cinco carros ao pátio externo do hospital por volta das 3h30. Eles renderam um ambulante, colocando-o como escudo, e ao avistarem a viatura da custódia no estacionamento da unidade jogaram uma granada, que quebraram o vidro da porta.

Logo depois se assustaram com o carro do PM e efetuaram diversos disparos contra o automóvel, atingindo o policial e o amigo que ele socorria. Simultaneamente, aproximadamente outros dez criminosos rendiam uma funcionária da emergência e a obrigavam a mostrar em que andar estava o preso. Um enfermeiro foi baleado pelas costas. Ele está em estado grave.

Ao avistar os bandidos com fuzis e pistolas no início do corredor, os quatro PMs que estavam na custódia subiram a escada, correndo, enquanto os traficantes gritavam “perdeu”. Eles cortaram com um alicate a algema que mantinha Fat Family – que tem cinco anotações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e associação para o tráfico – preso e o resgataram.

No pátio do Souza Aguiar ficou abandonado o Nissa Livina placa KYF 6752 – que consta como roubado na área da 7ªDP. No hospital foram arrecadadas várias cápsulas de calibres 762, 556 e 9mm.

O PM foi submetido a uma cirurgia e permanece internado. O amigo dele não resistiu aos ferimentos.

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Com as contas atrasadas e acumuladas por conta dos pagamentos parcelados e atrasados, os policiais militares do Estado do Rio de Janeiro agora estão sendo obrigados a perder quatro dias de folga para participar de um curso de “Meditação Transcendental”.

Não bastasse terem que assumir o gasto com deslocamento até o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), em Sulacap, na Zona Oeste do Rio – onde ocorrerão as aulas – ainda têm que assinar um documento afirmando serem voluntários.

“Já estamos sofrendo com os atrasos nos pagamentos dos salários e dos serviços extras, como Proeis (Programa Estadual de Integração na Segurança) e RAS (Regime Adicional de Serviço) e ainda querem que tenhamos mais esse gasto”, desabafou um PM.

No papel entregue para que os policiais assinem, o texto:

“(…)Desejo começar a prática única da Meditação Transcendental para promover meu próprio desenvolvimento pessoal. Estou ciente da importância da verificação e da compreensão intelectual das experiências da Meditação Transcendental e seus efeitos na vida diária e portanto comparecerei às aulas necessárias no dia da instrução pessoal e nos três dias seguintes; além disso, estou ciente da importância das reuniões subsequentes, que serão necessárias para assegurar o máximo progresso.(…)”

As aulas com técnicas de Meditação Transcendental começaram a ser aplicadas na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) em novembro de 2015. O curso é ministrado por um instrutor da David Lynch Foundation – organização criada em 2005 pelo cineasta americano David Keith Lynch, dos filmes Twin Peaks, Cidade dos Sonhos e Veludo Azul.

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Familiares de policiais e representantes da sociedade civil organizada preparam um protesto para a próxima terça-feira, dia 24 de maio. O objetivo é chamar a atenção não somente para as mortes – de janeiro até o momento, 39 policiais já foram assassinados no Estado do Rio -, mas também para a violência emocional, o assédio moral, o descaso e o desrespeito a que os PMs têm sido submetidos.

Nesses primeiros 142 dias de 2016, 174 policiais já foram baleados – média de mais de um por dia. Além de tentar incutir na população a ideia de que é difícil cobrar que a sociedade trate bem o PM se a própria corporação destrata os policiais e seus familiares, os coordenadores do protesto querem que a população tenha conhecimento do que os policiais passam.

“Sei que não vamos mudar o mundo vestindo uma camisa, não vamos melhorar a corporação da noite para o dia, mas só se busca soluções para problemas conhecidos. Vamos chamar a atenção de quem não acompanha esta realidade e ainda a desconhece. Só assim podemos esperar e cobrar mudanças”, ressalta a jornalista Roberta Trindade, que desde 2009 contabiliza e divulga a estatística de policiais mortos e baleados no Rio e é idealizadora da mobilização #basta.

Todas as denúncias feitas por policiais e seus familiares foram catalogadas e divulgadas em postagens na FanPage http://www.facebook.com/RobertaTrindadeRJ. A intenção é fazer com que elas cheguem ao conhecimento do grande público.

“Temos que tirar dinheiro do nosso próprio bolso para comprar nossa arma e ainda assim somos obrigados a andar desarmados porque a corporação não emite o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf)”, denuncia um policial, que está aguardando o documento há mais de um ano.

No último dia 8 de maio, o soldado Evaldo César Silva de Moraes Filho, 27 anos, morreu após ser baleado durante ataque covarde de criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que continuam controlando o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Alemão, o PM chegava para assumir o Regime Adicional de Serviço (RAS) quando foi alvo de tiros. Desarmado, ele subia a Avenida Central em seu carro particular.

Entre os outros relatos, viúvas que encontram dificuldades em começar a receber a pensão; a cobrança por resultados sem que sejam dadas condições e estrutura; o abandono do Hospital Central da Polícia Militar (HCPM); a imposição de escalas abusivas.

Os manifestantes estarão reunidos em frente ao Quartel General (QG) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro a partir das 10h. Todos estão convidados para demonstrar apoio e se familiarizar com a causa. O QG fica localizado na Rua Evaristo da Veiga, no Centro.

É possível demonstrar interesse ou confirmar presença no evento através do link AQUI

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De janeiro a hoje, 10 policiais morreram após serem baleados em serviço – média de dois por mês. No mesmo período, em todos os Estados Unidos (composto por 50 estados), 18 policiais foram assassinados. No estado americano recordista – Maryland – foram três: ou seja, no Rio de Janeiro, até o momento, houve o triplo de casos.

Até o momento, o ano de 2106 já registra 171 policiais baleados no Estado do Rio de Janeiro. Do total, 62 eram PMs, 8 eram policiais civis e 1 era policial rodoviário federal – sendo que 38 não resistiram. Destes, 102 estavam de serviço, 63 estavam de folga, 5 eram reformados e 1 era recruta. Do total, 59 foram atingidos em áreas pacificadas.

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Cabo PM Michel Lopes Cardoso

28 de Janeiro: 1 PM morto

Lotado no 41° BPM (Irajá), o cabo Michel Lopes Cardoso morreu após ser baleado por criminosos armados de fuzis que praticavam roubo de cargas na Pavuna, também na Zona Norte. Ele realizava patrulhamento de rotina quando se deparou com o bonde. A viatura passava pela Avenida Coronel Phidias Távora quando se depararam com três veículos – um Ford Ecosport branco, um Renault Duster branco e um Fiet Siena – cujos ocupantes portavam fuzis e participavam de roubos a caminhões de carga na região. Ao notarem a presença da viatura, os criminosos efetuaram diversos disparos contra os policiais. Atingido no peito, o cabo Cardoso ainda foi socorrido e levado para o Posto de Atendimento Médico (PAM) de Irajá, mas não resistiu.

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Soldado PM Pedro Raphael Zaluski de Oliveira, 29 anos

10 de Março: 1 PM morto
Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) São João, o soldado Pedro Raphael Zaluski de Oliveira, 29 anos, morreu após ser baleado durante ataque de criminosos que continuam controlando o tráfico de drogas no morro localizado no bairro Engenho Novo, na Zona Norte do Rio. A ação criminosa ocorreu na localidade conhecida como Cotovelo. O PM ainda foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu. Há cinco anos na corporação, ele era casado e deixa uma filha.

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Sargento PM Vinicius Moreira Eduardo, 38 anos

14 de Março: 1 PM morto
Lotado no 39°BPM, o sargento Vinicius Moreira Eduardo, 38 anos, morreu após ser baleado durante confronto com criminosos que controlam o tráfico de drogas em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O policial e seus colegas de farda, que integram o Grupamento de Ações Táticas (GAT) da unidade, realizavam patrulhamento de rotina e passavam pela Estrada do Conde, no bairro Pauline, quando se depararam com vários homens andando de fuzil. Assim que notaram a aproximação da viatura, os bandidos efetuaram diversos disparos. Os PMs reagiram à agressão e na troca de tiros o sargento Vinicius foi atingido na cabeça. Socorrido e levado para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, ele não resistiu.

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Cabo PM Rodrigo Sumar 36 anos

24 de Março: 1 PM morto
Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Cidade de Deus, o cabo Rodrigo Sumar, 36 anos, morreu após ser baleado durante ataque na favela localizada em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Os PMs se dirigiam para a base que fica na localidade conhecida como Quadras e tiveram que desembarcar próximo à Praça do Skate porque havia um carro da concessionária de energia elétrica Light parado fechando a pista. Quando chegaram na praça, os policiais se depararam com aproximadamente oito criminosos armados que, ao perceberem a presença dos PMs, efetuaram diversos disparos. Sem qualquer chance de defesa ou reação, o cabo Sumar foi atingido na cabeça. Os bandidos fugiram e os colegas de farda do militar o socorreram e levaram para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de onde foi levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Como não havia neurologista na unidade de saúde, o PM precisou ser transferido para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Méier, mas acabou não resistindo ao ferimento.

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Soldado PM Thiago Machado  Costa, 30 anos

6 de Abril: 1 PM morto
Lotado no 12° BPM (Niterói), o soldado Thiago Machado Costa, 30 anos, foi baleado durante perseguição a criminosos no Fonseca, na Zona Norte de Niterói. O PM campeão de kickboxing. Ele e o sargento Coelho, que realizam patrulhamento na região central do município, davam apoio ao sargento M. André e ao soldado Rodrigo, do Setor J, nas buscas ao Corolla preto placa KXZ 6568 cujos ocupantes estavam efetuando assaltos no bairro. O veículo havia sido roubado no último sábado, dia 2 de abril. Os criminosos se depararam com as duas viaturas na Rua Airosa Galvão – próximo a um dos acessos ao Morro do Boavista – e efetuaram diversos disparos. Os PMs revidaram e houve confronto. Na troca de tiros, um dos bandidos também foi atingido. Baleado na cabeça, o soldado Machado foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima, onde permanece internado. Minutos após o tiroteio, deu entrada na mesma unidade de saúde Weverton Luciano Alves, vindo do Boavista. Ele não resistiu e morreu. No morro, os PMs recuperaram o Corolla – com marcas de tiros na lataria e no vidro traseiro. Um Honda Civic roubado após o confronto também foi recuperado. O soldado Machado ainda permaneceu internado durante seis dias, mas não resistiu.

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Soldado PM Pablo Victor dos Santos Lira Alves, 32 anos

7 de Abril: 1 PM morto
Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Mangueira, o soldado Pablo Victor dos Santos Lira Alves, 32 anos, morreu após ser baleado durante um ataque de criminosos que continuam controlando o tráfico de drogas no Morro da Mangueira, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Os policiais saíam de uma incursão e estavam na localidade conhecida como Olaria quando o soldado Lira foi atingido. Ele estava na retaguarda fazendo a segurança do beco quando foi alvejado na altura do maxilar. O PM ainda foi socorrido e levado para o Quinta D’Or, onde permaneceu internado por quase 24 horas, mas não resistiu e faleceu no dia seguinte.

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5 de Maio: 1 PM morto e 2 PMs baleados
Lotados no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o sargento André Luiz Vaz Nonato, 40 anos, e os soldados Cavalcanti e Garces foram baleados por criminosos da facção Comando Vermelho (CV) durante operação no Morro da Providência, no Santo Cristo, na Zona Portuária do Rio. Atingido na cabeça, o sargento L. Vaz não resistiu. O soldado Cavalcanti foi ferido no tórax e está em estado grave. O soldado Garces, baleado no ombro e no cotovelo, não corre risco de morte. Todos foram levados para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio. Os PMs estavam em uma viatura descaracterizada – uma Kombi branca – realizado uma operação de inteligência quando foram surpreendidos pelos traficantes no momento em que passavam pela Rua Barão da Gamboa. Eles chegaram a trocar tiros com os criminosos. Pelo menos um teria morrido. Os agentes do Bope apreenderam três armas – uma pistola 40 e duas 9mm.

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Cabo PM Fábio Júlio Leite Santos, 40 anos

6 de Maio: 1 PM morto
Lotado no 20º BPM (Mesquita), o cabo Fábio Júlio Leite Santos, 40 anos, morreu após ser baleado ao tentar evitar um roubo, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O PM foi até a Estrada da Palhada apurar denúncia de que estava ocorrendo um assalto em um restaurante localizado na via. Quando entrou no estabelecimento, foi surpreendido pela reação de um dos criminosos, que efetuou diversos disparos contra ele. Aproveitando-se do policial caído no chão, o bandido ainda roubou seu fuzil. O soldado Rocha, que o acompanhava, ainda trocou tiros com o assaltante, que deixou para trás uma pistola Glock .40 e fugiu.

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Sargento PM Eduardo José da Silva, 38 anos

7 de Maio: 1 PM morto
Lotado no 39° BPM (Belford Roxo), o sargento Eduardo José da Silva, 38 anos, morreu após ser baleado durante confronto com criminosos que controlam o tráfico de drogas na Favela Gogó da Ema, no bairro 13, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Na troca de tiros, dois bandidos também foram atingidos.

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Soldado PM Evaldo César Silva de Moraes Filho, 27 anos

8 de Maio: 1 PM morto
Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Alemão, o soldado Evaldo César Silva de Moraes Filho, 27 anos, morreu após ser baleado durante ataque covarde de criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que continuam controlando o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. O PM chegava para assumir o Regime Adicional de Serviço (RAS) quando foi alvo de tiros. Desarmado, ele subia a Avenida Central em seu carro particular.