A carta enviada ao governador pelos bombeiros

Publicado: 10 de agosto de 2007 em Uncategorized

“CARTA ABERTA AO EXMO SR GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO”

RIO DE JANEIRO, 07 DE AGOSTO DE 2007.

Assumimos o compromisso de proteger a Sociedade Fluminense independente de classe, sexo, cor ou posição social, mesmo que para isso seja necessário o sacrifício de nossas vidas.
Tendo como base o ano de 2006, nós, militares do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), atendemos a precisos 200.248 (DUZENTOS MIL E DUZENTOS E QUARENTA E OITO) pedidos de socorro em todo estado, dentre eles, combates a incêndios, salvamentos diversos, emergências pré-hospitalares, socorros aéreos e recolhimento de cadáveres, somando um total de 128.430 cidadãos fluminenses (vítimas) socorridos por nossos soldados do fogo.

Com isso, atingimos a marca de 01 atendimento a cada 2 minutos e 37 segundos, seja na madrugada, nos finais de semana ou nos feriados.

Nos idos dos anos 80, vivíamos grande crise em alguns setores do serviço público que, por não atenderem às necessidades da população, transferiram para o CBMERJ a missão de atendimento às emergências pré-hospitalares em
vias públicas e a missão de salvamento no mar, serviços esses desempenhados com excelência por nossos militares em nossas ruas e em todo o litoral fluminense, sendo o Grupamento Marítimo e o Grupamento de Socorro de
Emergência, criados para os fins anteriormente expostos, referências mundiais de profissionalismo e eficiência no cumprimento de suas atividades.

No início da década de 90, a tormenta popular era o caos no serviço de recolhimento de cadáveres, que se multiplicavam devido à crescente violência e desenvolvimento desorganizado de nossas cidades. Mais uma vez, o ‘PORTO
SEGURO DO POVO FLUMINENSE’ foi o Corpo de Bombeiros que, mesmo com condições precárias para o desempenho desses serviços, atenuou o drama de milhares de famílias que chegavam a aguardar dias para que fossem recolhidos os cadáveres de seus familiares.

No verão de 2005/2006, devido ao grande surto de dengue no estado, mais uma vez, o Corpo de Bombeiros estendeu a mão à sociedade e lançou seus militares nas ruas do Rio de Janeiro, batendo de porta em porta, a fim de expurgar tal ameaça que assombrava nosso povo e fazia vítimas por todos os cantos, em uma real demonstração de defesa civil e compromisso de bem servir à população.

Incansáveis, de acordo com o artigo 3º, do capítulo I, da lei estadual nº 247, de 21 de Julho de 1975, ficamos responsáveis pelo estudo, análise, planejamento, exigência e fiscalização do fiel cumprimento do Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas edificações públicas e privadas, de norte a sul do Rio de Janeiro, diminuindo significativamente as ocorrências de grandes incêndios em nosso estado.

Seguimos inabalados e apoiados nos pilares da HIERARQUIA E DISCIPLINA, que o militarismo nos ensina e tanto nos orgulha, com força tamanha, que até à Secretaria de Saúde fomos incorporados, a fim de ajudá-la a sair da “UTI” na
qual foi colocada por governos omissos e descompromissados com a causa pública.Vale ressaltar que, em discurso de Vossa Excelência, na assunção de Comando de nosso atual Comandante Geral, dissera que, se fosse por eficiência, extinguiria a Secretaria de Saúde e não a Secretaria de Defesa Civil, demonstrando, assim, total confiança na capacidade administrativa e operacional de nossos militares.

Nossa valorosa Escola de Bombeiros forma militares para todas essas e muitas outras missões do CBMERJ, em todos os níveis de escolaridade: do fundamental, quando do acesso do Soldado BM por concurso Público a Pós Graduação – Lato Sensu exigida dos oficiais BM para atingirem o oficialato
Superior e funções de comando, passando por níveis técnico-profissionais e superior, quando da Formação de nossos oficiais de acordo com o parecer do MEC 722, de 03 de Dezembro de 1992, o que torna a Academia de Bombeiro
Militar D. Pedro II uma das cinco Instituições Públicas de Ensino Superior pertencentes ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, conferindo ao CBMERJ a posição de referência nacional em ensino militar de Bombeiro, tendo militares (oficiais e praças) em nossas instituições de ensino oriundos de diversos estados da federação.

Contudo, gozamos com mais de 90 % de aprovação de nossos serviços por parte da população, segundo pesquisa recente, fato este que nos orgulha, mas não ‘enche a barriga’ de nossos familiares e dependentes.

Senhor Governador, nossos militares pedem carona para chegar aos quartéis, moram, em grande parte, em áreas de risco e não possuem nenhum plano eficiente de habitação!

O Estado do Rio de Janeiro, possuidor do maior PIB per capta da região sudeste e da terceira maior arrecadação de impostos no país, segundo o IBGE, paga aos seus militares o PIOR SALÁRIO DO BRASIL; nossos comandantes são
obrigados a utilizar verba destinada à alimentação da tropa para manutenção de quartéis, equipamentos e viaturas por falta de verba específica para esses fins; nossos Guarda-Vidas na maioria das vezes chegam a realizar jornadas de até 12 horas, sem sequer receber filtros de proteção solar; nossos equipamentos de proteção individual estão obsoletos e são insuficientes à nossa tropa, em desacordo com o artigo 91, parágrafo 11, da Constituição Estadual, que prevê, como dever do Estado, fornecer aos servidores militares os equipamentos de proteção individual adequados aos diversos riscos a que são submetidos em suas atividades operacionais e; não obstante, como se vivêssemos em um mar de ROSAS, governos que trataram cidadãos fluminenses como meros GAROTOS, chegaram a subtrair 25% da arrecadação da taxa de incêndio para o custeio de obras públicas de responsabilidade do estado, em detrimento da aquisição de equipamentos para o CBMERJ, fato este que fora duramente criticado por Vossa Excelência durante campanha eleitoral, prometendo que um de seus primeiros atos, ao assumir o governo, seria não adotar tal posição. 

Muitos de nossos Militares Estaduais perdem seus momentos de descanso no famigerado ‘bico’, a fim de proporcionar condições mínimas de subsistência às nossas famílias. Trabalhamos sem o pagamento de horas extras, fato este que levou o senhor, enquanto Deputado Estadual, a elaborar o indicativo legislativo nº 437 de 07 de Agosto de 1998. Recorda-vos?

Estamos cansados de sermos enganados por governantes omissos e, no mínimo, pedimos tratamento salarial equânime às forças de segurança do estado e que só sejam incorporados novos militares às nossas fileiras assim que aos que ela já integram sejam dadas condições mínimas de SUBSISTÊNCIA e DIGNIDADE.

Fato este que só acontecerá através da INTEGRAÇÃO SALARIAL, o que seria, no mínimo, JUSTO com as missões que desempenham o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Militar e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, fundamentais à manutenção da ordem pública e do bem-estar social.

Somos CIDADÃOS, BOMBEIROS-MILITARES, que agora pedem SOCORRO à SOCIEDADE FLUMINENSE e Vossa Excelência, na qualidade de Governador do Estado do Rio
de Janeiro, HÁ DE NOS SOCORRER!

‘NESSA GUERRA NÃO HÁ PERDEDORES. HAVERÁ A VITÓRIA DE NOSSOS MILITARES ESTADUAIS, DE NOSSO GOVERNO E, PRINCIPALMENTE, DA POPULAÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO!’

ASSINAM A CARTA

OFICIAIS DA ATIVA:
MAJ BM MÁRCIO MAGNELLI RANGEL;
MAJ BM MILTON DE ASSIS DELOSSO;
MAJ BM GLAUCIUS JOSÉ BRAGA LEAL;
MAJ BM CARLOS HENRIQUE RODRIGUES DE GODOY;
MAJ BM MARCELO TEIXEIRA DE OLIVEIRA;
CAP BM MARCIO B. DOS SANTOS GARCIA;
CAP BM ALEXANDRE SANTOS FERREIRA;
CAP BM RODRIGO ROCHA PROENÇA PINHEIRO;
CAP BM RONALDO DA LUZ PEREIRA;
CAP BM ANDRÉ RICARDO LOURENÇO DE SIQUEIRA MELLO;
CAP BM RODRIGO CHIARADIA;
CAP BM MARCO ANTONIO MORAES;
CAP BM VALÉRIO TEIXEIRA;
CAP BM ELIANE CRISTINE BEZERRA DE LIMA;
1º TEN BM LUCIANO MARTINS DE OLIVEIRA;
1º TEN BM JEFERSON PANTOJA VITORIANO;
1° TEN BM ANDERSON FLIESS DE CASTRO;
1º TEN BM ANDRÉ LUIZ SALMA CERQUEIRA;
1º TEN BM LUCIANO SILVA FRÓES DA CRUZ;
1º TEN BM LEONARDO QUADRO CAMPOS;
1° TEN BM RODRIGO OLIVEIRA DE ABREU LIMA;
1° TEN BM VILSON SANTOS DO NASCIMENTO JUNIOR;
1º TEN BM DIEGO PAIVA SILVA;
1º TEN BM NILDA CARLA SIMÕES FRANKLIN GUASTINI GRILLO;
1º TEN BM FLAVIO MANACÉS;
1° TEN BM FELIPE BOECHAT DUQUE;
1° TEN BM ARTHUR LUIZ DE OLIVEIRA NETO;
1° TEN BM LUÍS CLÁUDIO GAMA FERREIRA;
1° TEN BM MAURÍCIO COSTA DE CASTRO;
1º TEN BM MARIO LEANDRO JUIANO CRÓCAMO;
1º TEN BM ALEXANDRE CAMARA RODRIGUES;
1º TEN BM RODRIGO ROMEIRO CANÍZIO;
1° TEN BM FABRÍCIO NISHIO;
1° TEN ADRIANA WANDEKOLK DE SOUZA DA SILVA;
1° TEN BM RENATA CHRISTINA VIEIRA;
1° TEN BM TIAGO CARDOSO GOMES;
2º TEN BM LAURO CÉSAR BOTTO MAIA;
2° TEN BM KELLI CRISTINA SANTOS DA SILVA;
2º TEN BM FABRÍCIO DE FREITAS SALUSTIANO;
2º TEN BM JULIANA DA ROCHA RAMOS;
2º TEN BM FÁTIMA YVONE SANTOS DE OLIVEIRA;
2º TEN BM LEONARDO DE MARCO;
2º TEN BM THIAGO BARBOSA SARNO;
2º TEN BM JEFERSON FERNANDES CORATO;
2º TEN BM JOSÉ CARLOS MARIANO CONSTANTINO FILHO;
2º TEN BM MARTINEZ DE ARAÚJO MELO NETO;
2º TEN BM SIDNEI CARVALHO DE OLIVEIRA;
2º TEN BM ALESSANDRO BERNADINO;
2° TEN BM JONAS GRUJAHÚ DOS SANTOS JÚNIOR;
2º TEN BM MARCOS CANUTO CALEGARI LIMA;
2º TEN BM RAFAEL PEREIRA;
2º TEN BM GUILHERME PACHECO SARMENTO.

OFICIAIS DA RESERVA REMUNERADA:
TEN CEL BM R/R JANIRO DE ABREU GODOY;
TEN CEL BM R/R DOMINGOS LOPES VICENTE.

Além de Praças BM, Oficiais e Praças PM solidários ao pleito! ”
Quem quiser lembrar a Carta enviada ao governador pelos PMs: AQUI

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comentários
  1. Ten BM Lauro disse:

    Esta é apenas uma pequena demonstração da insatisfação do militares do CBMERJ com o descaso de governos omissos…
    CBMERJ e PMERJ: “JUNTOS SOMOS FORTES!”

  2. derrttyu disse:

    Ex-Blog do Cesar Maia 16/08/2007
    ——————————————————————————————

    NÃO SÃO 25%! SÃO 5,7% AO ANO NOMINAL OU 3%, REAL!

    Reajuste estadual para Educação, Saúde e Segurança é de 6,29% sem inflação, no primeiro ano outubro 2008/2007, e de 3,49% se a inflação for de 5%. No segundo ano -até outubro de 2009- será de 10,5% sem inflação e de 6,5% com inflação de 5%. Entre 2007/2006, o reajuste alcançará apenas 0,5%.

    Ô SEU JOAQUIM LEVY! DEPOIS DE ENROLAR OS SERVIDORES FEDERAIS NÃO VENHA AQUI TENTAR ILUDIR A BOA FÉ DOS SERVIDORES ESTADUAIS! ESTÁ BEM! OS PROBLEMAS FINANCEIROS SÃO GRAVES E O ESTADO ESTÁ DANDO O QUE É POSSÍVEL. MAS DIGA QUANTO É DE VERDADE!

    Explicando:

    1. Sendo o reajuste mês a mês no ultimo trimestre de 2007 for 25/24 (geométrico, o que dá menos de 1% cumulativo ao mês)- o reajuste 2007/2006 será de apenas 0,5%, ou seja, queda do salário real, para uma inflação estimada em pelo menos 4% em 2007.

    2. O reajuste salarial de um ano, se calcula somando os salários mês a mês deste ano, e dividindo pela soma dos salários mês a mês do ano anterior.

    3. Vamos tomar apenas o reajuste a partir de outubro de 2007. Em setembro o salário base é 100. Multiplica-se por 25/24 geométricos, ou 1,009 e quebrados. No primeiro mês o salário será de 100,9. No segundo de 101,8. No terceiro de 102,7. E assim por diante. No final de 12 meses somam-se estas parcelas e se tem um total um pouquinho maior que 1.270. Divide-se esse total pelos 12 meses anteriores ao inicio do reajuste, que são 100 x 12 = 1200. Essa divisão é que dá 6,29%. Mas se a cada mês descontar-se a inflação de 5% (dividindo-a por 12, geométricos/cumulativos), vai se chegar a um reajuste anual, de 3,49%. Essa é a verdadeira taxa de reajuste no ano a contar de outubro (lembre-se que se usar 2007/2006 o reajuste será de 0,5%).

    4. Aplica-se o mesmo raciocínio a partir de outubro de 2008 até outubro de 2009, e se terá um reajuste salarial anual de 10,5% sem inflação ou 6,5% com inflação anual de 5%.

    5. Com isso os servidores terão reajuste nominal de 0,5% no primeiro ano e depois 6,5% e em seguida 10,5% ou 18,2% acumulados até 2009 ou 5,7% ao ano sem inflação. Com inflação de 5% o reajuste real em três anos será de 3% ao ano.

    6. Parabéns ao Governador que tenta introduzir um reajuste programado, com algum ganho real, na casa dos 3% e sem agravar ainda mais as finanças estaduais. Mas o secretário de fazenda tentar fazer o servidor de bobo, falando em 25% é demais. O reajuste nominal para as três categorias em 2007, 2008 e 2009 será de uns 5,7% ao ano e o real de uns 3%. O que nas condições do Estado é o possível.

    7. Vale lembrar que nos dois primeiros anos -2007 e 2008- com os reajustes de 0,5% e 6% teremos um acumulado de uns 6,6% em dois anos para uma inflação acumulada que será de uns 8%, o que significa o aumento nominal na casa dos 3,3% ao ano, menor que a inflação de uns 4%, ou perda real de salário. Só no terceiro ano há ganho real

  3. claudio. disse:

    Sérgio Cabral descobridor do Rio de Janeiro. Exterminador de Professores,Médicos,Policiais e Bombeiros.

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