Morto e enterrado no Fonseca

Publicado: 17 de janeiro de 2008 em Uncategorized

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(Fotos: Luiz Cláudio Sobreira)

No dia seguinte à descoberta de um corpo esquartejado jogado em sacos de lixo às margens do trecho Niterói-Manilha da BR-101, na altura do bairro de Neves, uma nova informação chegou à Polícia: a vítima estaria acompanhada por um amigo quando foi assassinada.

Os dois estavam juntos quando foram vistos pela última vez, na sexta-feira, no Morro das Palmeiras, no Fonseca, Zona Norte de Niterói, e seriam moradores da Favela Vila Ipiranga, localizada no mesmo bairro, mas controlada por traficantes de drogas de facção rival.

Como o jornal Povo São Gonçalo publicou com exclusividade em sua edição de quarta-feira, a irmã de César da Conceição Aguiar, o Cezinha, 27 anos, chegou a ir, na terça-feira, até o canteiro lateral, a poucos metros do Centro de Referência em Educação e Formação Continuada (Crefcon), para olhar os pedaços de corpo, mas não o reconheceu como sendo de seu irmão. “Meu irmão tem uma tatuagem de gavião no braço”, disse, na ocasião.

O corpo do irmão dela foi finalmente encontrado, na tarde de ontem, enterrado próximo à Pedra do Urubu, entre as favelas da Coréia e Coronel Leôncio, e a poucos metros do Campo das Palmeiras. Testemunhas confirmaram que ele estava acompanhado por outro homem no momento em que foi morto, no sábado.

O delegado Lauro Rangel, da 78ª DP (Fonseca), revelou que recebeu as mesmas denúncias. “Eles seriam amigos e teriam sido mortos juntos. Há a suspeita de que fossem informantes da Polícia e de que podem ter sido mortos em represália a uma suposta amizade que teriam com policiais”, disse. “No entanto, isso é uma linha de investigação e não a conclusão. Vamos apurar todas as hipóteses”, ressaltou.

A vítima encontrada enterrada ontem já tinha antecedentes criminais: em 1999, foi preso por tráfico de drogas. Já a vítima encontrada esquartejada no dia anterior permanecia, até a noite, sem identificação no Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó, em São Gonçalo.

A Polícia aguarda que familiares dele compareçam à unidade para reconhecer e providenciar a remoção do corpo para que possam dar início às investigações.

Qualquer informação que auxilie nas investigações policiais pode ser repassada através dos telefones 2253-1177, 3399-5290 ou 3399-5340. Não é preciso se identificar. O anonimato é garantido e as denúncias são sigilosas.

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