Cantagalo-Pavão-Pavãozinho: 4 mortos, 7 presos, 3 policiais feridos, armas e drogas apreendidas

Publicado: 13 de novembro de 2008 em Uncategorized

Fotos: Bruno Gonzalez

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Sete presos, quatro mortos, três policiais feridos e grande quantidade de drogas e armas apreendidas. Entre elas, uma metralhadora ponto 30 do Exército boliviano capaz de derrubar um helicóptero e avaliada em R$ 150 mil. Este foi o saldo da segunda fase da “Operação 157”, desencadeada por policiais da Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat) com apoio de equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de dois helicópteros da Polícia Civil no Complexo do Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, nos bairros Copacabana e Ipanema, na Zona Sul.

A ação teve início por volta das 9 horas e os policiais foram recebidos a tiros e granadas. Cerca de 50 homens se dividiram pelas três comunidades que compõem o conjunto de favelas. As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram suspensas, mas os operários não foram liberados. O confronto mais intenso ocorreu no interior do canteiro de obras do PAC que funciona em área cedida pela Catedral Ortodoxa da Santíssima Virgem Maria, localizada na Rua Sã Romã, no Pavão, em Copacabana.

Criminosos ligados à facção Comando Vermelho (CV) chegaram ao imóvel pela mata, mas ficaram encurralados por equipes da Core. O tiroteio durou cerca de 20 minutos e terminou com três traficantes mortos e três presos, além de um policial ferido por estilhaços de granada. Os bandidos jogaram três artefatos contra as equipes, mas apenas duas detonaram. Um dos explosivos atingiu o teto de uma oficina mecânica existente ao lado. Sete carros ficaram danificados.

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“O cenário encontrado realmente foi de guerra. Isso se comprova pelas armas que foram apreendidas”, ressaltou o delegado Fernando Veloso, titular da Deat, explicando que o principal objetivo da operação era cumprir 13 mandados de prisão, sendo 10 contra acusados de associação para fins de tráfico e tráfico de drogas e quatro contra acusados de assaltos a mão armada. Entre eles, o eletricista Josinaldo Cunha Queiroz, que é funcionário do PAC.

“Ele já foi condenado em segunda instância por roubo e é considerado foragido da Justiça”, declarou Fernando Veloso. “Começamos a investigar casos de roubo, principalmente contra turistas, e descobrimos que havia uma relação destes assaltantes com a quadrilha de traficantes que controla as bocas-de-fumo da região”, revelou o delegado.

Os presos foram identificados como Samuel de Freitas e Silva, o Muel – que seria um dos líderes do tráfico no Pavão-Pavãozinho-Cantagalo; Ivo Pablo de Souza, 25 anos; Carlos Alberto de Jesus Júnior, 33; José Roberto da Silva, 52; dois menores – de 14 e 16 anos de idade; e um sétimo que foi internado no Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, e, até a noite de ontem, ainda não havia sido identificado.

Entre os mortos estava Jonathas Monteiro da Silva, o Filhão – traficante que apareceu dando entrevista em um documentário de um canal de televisão de Portugal; e um menor conhecido como Mini Mini. Todos os policiais feridos foram atingidos por estilhaços de granadas. Nenhum deles sofreu ferimentos fatais, mas um deles corre o risco de ficar surdo de um dos ouvidos.

Em um dos momentos mais tensos, criminosos encurralados no escritório das obras do PAC utilizaram três fuzis calibre 762, três granadas e uma metralhadora ponto 30 contra os policiais. Cerca de 20 funcionários – entre engenheiros, cozinheiros, auxiliares e secretárias – se trancaram no terceiro andar do prédio e deitaram no chão.

“Nós vimos quando os seis traficantes fortemente armados saíram do meio do mato. Ao mesmo tempo, se aproximaram os helicópteros e pressentimos a chegada da Polícia. Nos trancamos em cima e nos deitamos no chão”, contou uma das funcionárias, que pediu para não ter a identidade revelada. “Foram muitos tiros e até explosões de granadas. Ficamos todos apavorados. Foi muito desespero”, resumiu.

Cerca de 20 minutos após o início do confronto, o tiroteio cessou. Moradores e funcionários do PAC tentaram invadir o prédio, alegando que havia apenas famílias com crianças no local. Policiais tiveram que disparar tiros para o alto para dispersar os manifestantes, que chegaram a se atracar com policiais. Duas viaturas – uma da Core e outra da Deat – foram depredadas pelos moradores.

O clima permaneceu tenso até a retirada dos corpos, quando traficantes que estavam no alto do morro dispararam contra o tumulto. Houve correria, mas ninguém ficou ferido.

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O chefe de Polícia Civil, delegado Gilberto Ribeiro, considerou o resultado da operação positivo e comentou o armamento de guerra encontrado com os criminosos.

“Essas armas de guerra sempre nos impressionam. Nós temos apreendido armas cada vez mais poderosas nas mãos dos criminosos. Também nos admira a manutenção que essa arma veio recebendo ao longo do tempo. No entanto, vale ressaltar que é mais uma arma que saiu de circulação, que não vai colocar mais em risco as vidas dos policiais e das pessoas da comunidade”, afirmou. “Tivemos sete pessoas presas, quatro criminosos mortos e nenhum morador ferido. A gente procura sempre um planejamento prévio para minimizar as conseqüências e a ação pode ser considerada bem sucedida. O saldo foi mais que positivo e a investigação vai prosseguir. A Polícia atua sempre que há informação indicando a presença de marginais ou a prática de atividade criminosa e vamos continuar atuando”, enfatizou Gilberto Ribeiro.

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comentários
  1. Wanderby disse:

    Resultado positivo?
    Como considerar positivo o resultado de uma ação atabalhoada que colocou em risco a vida de inocentes, inclusive de crianças e em que até tiros para o alto foram disparados por agentes que deveriam cumprir e fazer cumprir a lei?
    Seria interessante que o Chefe de Polícia Civil divulgasse as taxas de elucidação de delitos dos inquéritos conduzidos por seus funcionários; assim, todos poderiam saber o quão positivo (ou não) tem sido o trabalho de seus delegados.

  2. Ricardo disse:

    Vai trabalhar Wanderby, ficar só no ar condicionado e usando a internet(pagos pelo estado) para falar mal dos outros é mole.
    Vá para a rua cumprir sua missão.

  3. Christopher disse:

    Vai se fuder o filho da puta

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