Operação Hércules 2: nove presos agora vão bombar na cadeia

Publicado: 25 de novembro de 2008 em Uncategorized

Fotos: Bruno Gonzalez

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Após quatro meses de investigações, policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Saúde Pública (DRCCSP) prenderam nove pessoas acusadas de contrabandear e comercializar anabolizantes e remédios proibidos e falsificados em academias na Zona Sul do Rio. A operação, batizada como “Hércules 2”, teve início no final da madrugada desta terça-feira, dia 25 de novembro, e percorreu vários bairros da Zona Sul do Rio, além de Niterói, São Gonçalo, Itaguaí, Duque de Caxias e Cabo Frio. Entre os presos está o professor de Educação Física José Antônio de Lima, que, segundo a Polícia, é o personal trainer da dançarina Gracyanne Barbosa e de seu noivo, o pagodeiro Belo. Ele trabalha na academia do clube Radar, na Rua Marechal Mascarenhas de Morais, em Copacabana, onde freqüentadores agrediram repórteres fotográficos e cinematográficos que acompanhavam a ação policial, já na manhã de hoje.

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Outro professor de Educação Física, Rogério Augusto Froe Correa, 29 anos, foi surpreendido pelos policiais em sua residência, na Rua Siqueira Campos, no mesmo bairro. No local, foram apreendidos vários anabolizantes e drogas sintéticas. Ele foi autuado por tráfico de drogas, além de formação de quadrilha e crime contra a saúde pública. Se condenado, pode pegar até 18 anos de prisão.

Durante toda a operação, os policiais apreenderam diversos medicamentos proibidos e outros com suspeita de falsificação, entre emagrecedores, remédios para disfunção erétil e para queimar gordura, e também anabolizantes de uso controlado, inclusive alguns de uso veterinário. A quadrilha comprava as substâncias no Paraguai, Argentina, Portugal e Espanha e revendiam em academias e também através da internet. Todos os outros oito presos foram indiciados por crime contra a saúde pública e formação de quadrilha e podem pegar até 15 anos de prisão. “O volume de venda era muito grande. Eles chegavam a comercializar 300 ampolas do anabolizante Winstrol por mês”, revelou o delegado Marcos Cipriano, titular da DRCCSP.

Cada ampola chegava a ser vendida por R$ 180. “Eles alegaram uso próprio, mas pela quantidade apreendida, isto é impossível”, ressaltou Cipriano, que destacou a prisão do lutador Carlos Joseph Myamato, 24, como sendo a mais difícil de ser realizada. “Ele era um contrabandista muito forte nesse ramo e trabalhava sozinho. Temos a informação de que chegou a fretar um avião, certa vez, para transportar os anabolizantes. Ele sabia o que estava fazendo, e sabia que era errado, e por isso tinha certos cuidados. Entre eles, o de não ter nada em seu nome”, explicou. “Conseguimos prendê-lo porque ele teve uma moto roubada e quando chegou na DRFA (Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis), recebeu voz de prisão”, disse.

O delegado também lamentou a facilidade encontrada pelo criminoso para receber as substâncias em sua casa.
“Na residência dele encontramos dezenas de embalagens de encomendas. Os anabolizantes proibidos no Brasil chegavam pelos Correios. Isso é um absurdo”, lamentou.

Os outros presos são: o comerciante Rogério Silva de Macedo, 37, Paulo Fernando da Silva Jordão, 45, Bruno de Oliveira Souza, 28, Wellington dos Santos Pires, o Muamba, 23, Carlos Joseph Myamato, 24, o cabo da Marinha Hélder Melino de Assis, 26, e Cristiano Vítor de Souza, o Borracha, 30. Este último, segundo a Polícia, é proprietário da academia Genética do Corpo, em Itaguaí, na Zona Oeste do Rio. Até o final da tarde de ontem, continuavam foragidos: José da Silva Grilo, 46, e Cristiane Oliveira Brito, 35.

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Polícia descobre nova droga

Entre o material apreendido, os policiais acabaram descobrindo uma nova droga. Vinda da Holanda e chamada “Amsterdan Poppers”, ela teria efeitos semelhantes ao do ecstasy.

“A investigação era em cima dos anabolizantes e acabamos descobrindo essa nova droga. Não a conhecíamos. O odor é muito forte e se assemelha ao cheiro da acetona. Ainda não sabemos como é o modo de utilização dela, se é para ser inalada ou colocada no microondas para se transformar em pó”, declarou o delegado Marcos Cipriano. “O que sabemos é que ela já é comercializada em festas rave. Eles fracionam o vidro em ampolas e vendiam a preços que variavam de R$ 90 a R$ 100. Agora encaminharemos a descoberta à DCOD (Delegacia de Combate às Drogas), que é a especializada”, explicou Cipriano.

Cada vidro de “Amsterdan Poppers” é vendido, através da internet, por US$ 40 e contém 30ml. Os traficantes dividem o conteúdo em flaconetes utilizados para amostras grátis de perfumes, que possuem capacidade para 4ml, e conseguem transformar o vidro em até oito flaconetes. Vendendo cada um a R$ 90, ganham R$ 720. O lucro chega a nove vezes o valor investido na compra da droga.

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