Jovem é presa ao jogar filho em valão com ajuda da irmã

Publicado: 18 de dezembro de 2008 em Uncategorized

Fotos: Júlio Almeida

Policia

Aos dois anos de idade, o pittubll Ruffus se tornou o herói do bairro Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, ao encontrar um bebê recém-nascido que havia sido abandonado à beira de um valão, no início da manhã de domingo, 14 de dezembro. O cachorro passeava com o dono, o mecânico de refrigeração Rafael dos Santos, 23 anos, quando correu para um mato existente no encontro das ruas Almáquio Diniz e Campina da Lagoa.

“O faro dele é muito apurado. Ele estava de focinheira, mas mesmo assim se dirigiu a um saco preto jogado no mato. Quando se aproximou, ouvi um choro. Então, eu cheguei mais perto e o barulho continuou”, relembrou Rafael, que mora há 14 anos no bairro.

“Pensei que fosse qualquer coisa, menos uma criança. Deixei o Ruffus em casa e voltei para pegar o saco. Não tive coragem de abrir. Levei para a casa da minha namorada e lá descobrimos que o bebê estava em uma sacola branca de supermercado dentro do saco preto. Foi preciso rasgar, pois havia um nó”, contou o mecânico de refrigeração.

Ele e a namorada, a atendente de consultório dentário Andréa Fores Porto, 35, ligaram para a Polícia Militar e se surpreenderam com a rapidez com que uma viatura do 14º BPM (Bangu) chegou ao local.
“Nossa preocupação era saber se a criança estava viva. Ela estava ainda com o cordão umbilical e havia muito sangue. Primeiro a enrolamos em uma toalha, mas como sujou, trocamos por uma roupinha de neném da minha afilhada. Depois, chamamos a PM. Os policiais chegaram muito rápido”, ressaltou Andréa, que foi levada junto com os PMs de viatura até o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, também na Zona Oeste, e levou o bebê nos braços até o 11º andar da unidade.

Há oito anos na corporação, o soldado PM Artur de Freitas se surpreendeu quando soube que iria resgatar um recém-nascido.
“A minha reação foi a de qualquer pessoa que tenha filhos. Eu tenho uma filha de 1 ano e sete meses. Nunca tinha passado por uma ocorrência dessas. Foi a primeira vez que peguei uma criança abandonada que acabou sendo encontrada com vida. Há dois anos fui chamado para um caso semelhante, no Caju, mas o bebê estava morto”, disse.

Seu companheiro de equipe, o soldado PM Marcos Honório, que vai completar também oito anos na Polícia Militar, era o motorista da viatura, também nunca havia passado por situação parecida.
“Estávamos entrando de serviço e não havíamos nem tomado o café da manhã. Saí do batalhão já sabendo que iria encontrar um bebê com vida. Recebemos o chamado às 7h50 e às 8h05 já estávamos no hospital. Minha preocupação era chegar o mais rápido possível e decidimos não esperar os bombeiros. Resolvemos levar o casal que havia encontrado a criança e o bebê direto para o hospital”, explicou o PM, que é lotado no Setor Fox do 14º BPM.

No final da manhã, a mãe da criança foi identificada como sendo Carolina de Souza Castro, 20. Ela foi inicialmente indiciada por abandono de recém-nascido para ocultar desonra própria pelo delegado Davi Rodrigues, adjunto da 34ª DP (Bangu), que logo depois a autuou em flagrante por tentativa de homicídio qualificado.

“Ela afirmou que os pais dela e o pai da criança não sabiam de nada e que ela havia escondido a gravidez de todos. Ainda de acordo com a versão dela, ela deu à luz em casa, enquanto os pais dormiam, e uma amiga a teria ajudado a se livrar do bebê”, revelou o delegado, que esteve na casa da família – a cerca de 200 metros de distância do local onde a criança foi encontrada – para apreender uma agenda.

“Depois de ouvirmos todos os envolvidos, descobrimos que ela contou com a ajuda da irmã de 16 anos. Tudo foi feito com consciência e consentimento. Ela foi presa e a irmã foi apreendida”, declarou Davi.

Os pais da jovem, que pediram para não se identificar, confirmaram que não sabiam da gravidez e disseram que sequer desconfiaram.
“Ela tinha um namorado e eles ainda mantinham contato por telefone, mas não estavam mais juntos há algum tempo. Ela poderia ter nos contado e evitaria isso tudo. Acabou complicando as coisas”, falou o pai de Carolina, que descobriu que era avô somente na delegacia.

“Minha filha começou a passar mal por volta das 5 horas. Ela sangrava muito. A levamos para o hospital e lá foi feito um exame de sangue que atestou que ela estava grávida. Só não sabíamos que já tinha dado à luz. Pensávamos que o bebê ainda estava na barriga dela. Desde que a internamos, ainda não conversamos com ela. Só soubemos que o bebê já havia nascido quando chegamos aqui”, destacou, emocionando-se ao ver a foto do neto, que nasceu com 2,825 quilos e medindo 54 centímetros.

Funcionários do Hospital Estadual Albert Schweitzer, responsáveis pelo atendimento, informaram que o menino é saudável e passa bem. O caso deve ser acompanhado pelo Conselho Tutelar, que vai decidir o destino da criança. Os avós maternos demonstraram interesse em solicitar a guarda do bebê.

Policia

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comentários
  1. mimi disse:

    isto é uma mostruosidade sem tamanho, Deus pai Jeova trouxe a vida ,pra que tenhamos em abundancia e não tira vida, desse deus não mataras!

  2. arnaldo disse:

    qual o nome desse valão????

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