Guerra da Milícia deixa um morto e um ferido na Zona Oeste

Publicado: 6 de janeiro de 2009 em Uncategorized

Fotos: Vítor Silva

Policia

O sargento do Corpo de Bombeiros Carlos Alexandre Silva Cavalcanti, conhecido como Gaguinho, foi executado com mais de 20 tiros, no início da manhã desta segunda-feira, 5 de janeiro. Ele é um dos 100 indiciados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que investiga a atuação de grupos paramilitares conhecidos como milícias. O crime ocorreu em um posto de combustível localizado na esquina da Estrada do Gabinal com a Rua Quintanilha, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, por volta das 8h30.

O militar, que em novembro do ano passado foi preso por agentes da Corregedoria da Polícia Civil (Coinpol) por estar portando um fuzil da instituição no interior de uma viatura da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), costumava estacionar seu Palio branco placa LNQ 8980 no estabelecimento, que fica a poucos metros de sua residência. No momento do crime o sargento – que era lotado na 1ª Odonto Clínica, sediada no Quartel General dos Bombeiros, no Centro – se preparava para ir ao trabalho.

Testemunhas contaram que ocupantes de um Siena prata de placa não anotada que estavam no sentido Cidade de Deus da Estrada do Gabinal foram os responsáveis pela execução. Eles dispararam mais de 20 tiros de fuzil contra o bombeiro, que tinha acabado de sentar no banco do motorista quando foi atingido pelos primeiros disparos. Ele caiu no chão e um dos assassinos se aproximou e deu o tiro de confere – para assegurar que ele não sobreviveria. O rosto do bombeiro, que perdeu parte da mão direita – ficou completamente desfigurado.

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Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) arrecadaram 22 projéteis de fuzil calibre 762 e seis de pistola nove milímetros próximo ao corpo e também espalhados pelo posto, que ficou com várias marcas de tiros. Além de uma caixa de eletricidade e um regador, a parede da área onde há um lava-jato também foi alvejada.

O funcionário que trabalhava no local entrou em desespero, assim como os frentistas que foram surpreendidos pela ação. Todos saíram correndo e se esconderam em um prédio há duas quadras de distância do posto.

“O primeiro barulho que ouvimos foi o de um estrondo. Parecia uma bomba estourando. Eu estava perto da mangueira e quando olhei em direção ao estacionamento ao lado das bombas de gasolina vi um cara de touca ninja com um fuzil na mão. Ele saiu de trás do Palio e atirou no homem caído. Saí correndo”, relembrou o lavador de carros, que pediu para não ter a identidade revelada.

O delegado Pablo Sartori, adjunto da 41ª DP (Tanque), apreendeu as imagens gravadas pelas câmeras do circuito interno do posto de combustível.

“Vou encaminhar as fitas diretamente para a perícia. Não sabemos em qual direção os criminosos fugiram, mas há pelo menos duas câmeras que podem ter flagrado a ação. Vamos reunir tudo que puder auxiliar nas investigações”, declarou Pablo.

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O sargento Bombeiro Militar tinha passagem pela Polícia por formação de quadrilha e estelionato. Há um mês, ele foi autuado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e usurpação de função pública, por ter sido flagrado com um fuzil da Polícia Civil no interior de uma viatura da DC-Polinter. Os dois policiais que estavam com Gaguinho também foram presos e autuados por co-autoria dos crimes, por terem permitido que eles acontecessem.

Apontado pela Polícia como homem de confiança do policial militar Francisco César Silva Oliveira, o Chico Bala, também investigado por ligação com a milícia, o bombeiro é citado em inquérito da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE) e ainda assim circulava livremente pelo prédio onde a especializada fica, que é o mesmo que abriga a DC-Polinter.

Um tio dele, que não quis se identificar, afirmou que a vítima auxiliou o delegado Marcus Neves, titular da DC-Polinter, durante investigação sobre a milícia conhecida como Liga da Justiça, que tem atuação em Campo Grande, também na Zona Oeste do Rio. Até julho, Gaguinho estava cedido para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), de onde foi afastado após denúncias de seu suposto envolvimento com milicianos.

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comentários
  1. jorge disse:

    seus corrupitoss safados

  2. LALAU disse:

    ESSE ficou feio na foto quem manda estorqui pobre né

  3. Lucas (Gepeto) disse:

    da uma olhada no chao todo lambusado quem vai limpar isso tudu sujo de caca :/

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