PM é morto em assalto e se torna o 20º policial assassinado no Rio em 2009

Publicado: 25 de fevereiro de 2009 em Uncategorized

Fotos: Vitor Silva

Polícia

O cabo da Polícia Militar Vanderlon Abreu da Paixão, 33 anos, morreu no Hospital Geral de Bonsucesso (HGB), no bairro de mesmo nome, na Zona Norte do Rio, no final da manhã desta quarta-feira, dia 25. O PM, que era lotado no 23º BPM (Leblon), deu entrada na unidade após ser baleado em assalto ocorrido na Avenida Brasil, na altura do Piscinão de Ramos, por volta das 10h20.

Morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ele havia saído de Ricardo de Albuquerque, onde buscou uma amiga, e seguia com ela para a Praia de Grumari, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. A amiga, uma menor de 17 anos, contou que eles haviam se conhecido há dois meses em um sítio no município onde o PM residia.

Ela revelou a policiais militares do Batalhão de Polícia em Vias Especiais (BPVE) que foram os primeiros a chegarem ao local que eles haviam acabado de sair da pista central da Avenida Brasil em direção ao acesso à Linha Amarela quando um Astra preto fechou o Honda Civic em que viajavam e reduziu a velocidade até obrigar que o PM parasse.

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Neste momento, três homens armados desceram do Astra e andaram em direção ao policial, que falava ao celular e não teve tempo de reagir à ação. Ele simplesmente saiu do seu veículo, com as mãos para o alto, e repetiu: “perdi, perdi”. Quando os criminosos começaram a retirar os anéis, cordões e pulseiras de ouro do PM, ele tentou fugir correndo.

“Quando ele correu, os bandidos começaram a atirar. O policial caiu e eles ainda foram dar um tiro de confere nele já no chão”, revelou o delegado Jorge Maranhão, adjunto da 21ª DP (Bonsucesso).

O cabo da PM ficou caído no asfalto até ser socorrido por uma viatura do Rondas Ostensivas Nazharette Cerqueira (RONaC), subordinado ao Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque). Os assassinos ainda tentaram retirar um bracelete de ouro do braço, mas não conseguiram abrir o acessório. Antes de fugir, levaram a bolsa e o celular da menor. A carteira funcional e a arma do PM – uma pistola 380 – ficaram dentro do veículo.

“Ele sequer teve tempo para reagir. Ele tem uma agência de carros em Nova Iguaçu e cheguei a cogitar que o crime poderia ser uma execução, mas ao ouvir a testemunha e tomar conhecimento de registros de outros assaltos cometidos pelos mesmos marginais naquela mesma localidade, tive a certeza de que a linha de investigação não poderia ser outra a não ser a de latrocínio, que é roubo seguido de morte”, explicou o delegado.

De acordo com a Polícia, o PM, que trabalhava no Setor de Relações Públicas (P-5) do 23º BPM, havia saído de serviço e falado para a família que iria à praia com amigos. Na porta da delegacia, a namorada do PM discutiu com a menor que o acompanhava e chegou a gritar: “você levou meu noivo para o caixão. Se não fosse você ele não ia pra praia”. Familiares do policial a proibiram de comparecer ao velório.

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Cerca de duas horas antes do ataque sofrido pelo cabo, outro policial militar foi alvo dos bandidos do Astra preto. Lotado no 4º BPM (São Cristóvão), o soldado Fagner Ferreira de Mello, 27, foi abordado pelos menos marginais na altura do Trevo das Missões. Ele seguia para o trabalho, em sua moto Honda CBX Twister vermelha, quando o mesmo trio desceu do Astra em sua frente.

Ele afirmou que os assaltantes empunhavam uma escopeta carabina calibre 30, uma pistola 380 e uma escopeta calibre 12. Ele entregou a moto, jogou a mochila que carregava em cima dos bandidos e correu. No interior da mochila estava sua farda. O PM estava desarmado. O roubo foi registrado na 38ª DP (Brás de Pina) e ele esteve na 21ª DP para ajudar na identificação do grupo.

“Com o depoimento dele, temos a certeza de que os homens que o assaltaram foram os mesmos que atacaram o outro PM. Eles têm cometido assaltos entre o Trevo das Margaridas e o viaduto da Ilha do Governador e são da Cidade Alta, em Cordovil”, declarou Jorge Maranhão.

O corpo do PM será enterrado nesta quinta-feira no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Somente este ano, 29 policiais foram alvos de atentados. Destes, 20 morreram – sendo 14 PMs e 6 policiais civis.

Estatística completa:
15PMs mortos, 6 PCs mortos e 13 PMs baleados

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comentários
  1. cvk rl pcc porra disse:

    beem feiito pra esse verme safadoo tem maiis que morrer tudoo mesmoo Rss… vaii senta noo colo do capiroto kkkk

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