DRFC prende envolvido em execução de policial federal

Publicado: 27 de fevereiro de 2009 em Uncategorized
Rafael Prestes Neto, o Netinho, 31 anos

Rafael Prestes Neto, o Netinho, 31 anos

Cumprindo mandado de prisão preventiva expedido em abril do ano passado pela 16ª Vara Criminal do Rio, por formação de quadrilha, agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) prenderam Rafael Prestes Neto, o Netinho, 31 anos, no início da manhã desta sexta-feira, dia 27. Acusado de envolvimento no assassinato de um policial federal ocorrido na Linha Amarela, em fevereiro de 2007, Netinho também é apontado pela Polícia como gerente do tráfico de drogas no Morro do Engenho, no bairro Engenho da Rainha, na Zona Norte do Rio. Ele foi preso em casa, em Pilares.

Com oito anotações criminais e passagens pela 24ª DP (Piedade) e 44ª DP (Inhaúma) por formação de quadrilha, tráfico de drogas, assalto à mão armada e dois homicídios, ele estava em liberdade condicional. Ele é um dos quatro acusados de participação na tentativa de assalto que resultou na morte do policial federal Ronei Cândido Rezende, 32, que foi executado com nove tiros, no dia 9 de fevereiro de 2007, na saída 4 da Linha Amarela.

A vítima, que era escrivão lotado na Delegacia do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, saiu por volta das 17h30 do trabalho e seguia em direção à sua casa, no Méier. Na descida da Linha Amarela, ele foi rendido por marginais que tentaram roubar seu carro, um Vectra de quatro portas. Ao descobrirem sua identidade de policial, os bandidos o executaram com nove tiros. A maioria dos disparos atingiu as costas do policial, que teve o corpo jogado no porta-malas de seu próprio veículo. Eles abandonaram o carro na Rua Iriri, em Cavalcante, e tentaram incendiar o automóvel, para dificultar a identificação. Da cintura para cima, o corpo do escrivão ficou parcialmente carbonizado. O policial era pai de dois meninos. Um deles tinha apenas dois anos de idade na época do crime. Na ocasião, o caso foi registrado na 29ª DP (Madureira).

Os outros acusados pelo homicídio do agente federal são: Carlos Henrique Martins Gonçalves, o Peixe, 21; Robson Aguiar de Oliveira, o Binho, 33; Marcos Paulo Teixeira da Silva, o Mike; André Luiz Gomes da Silva e Luís Carlos Rodrigues Júnior, o Russo, 19. O primeiro deles foi preso uma semana após a execução do agente federal e admitiu sua participação no crime, revelando detalhes da ação. Em seu depoimento à Polícia Federal, ele contou que o assassinato foi filmado para exibição em um baile funk. A intenção era “mostrar o que eles faziam até com um federal”. Ele declarou, ainda, que o escrivão foi atingido na cabeça com uma pá grande e de ferro, diversas e sucessivas vezes, e que os criminosos cogitaram a possibilidade de decapitar o policial, pois, como ele era alto, havia dificuldade em colocar o corpo no porta-malas do veículo, que deveria ser totalmente queimado para impossibilitar o reconhecimento.

Luís Carlos Rodrigues Júnior, o Russo, 19 anos

Luís Carlos Rodrigues Júnior, o Russo, 19 anos

Dois dias após a prisão de Peixe, policiais federais do Núcleo de Inteligência da Delegacia da Polícia Federal do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, da Missão Suporte-Rio de Janeiro e da Superintendência da Polícia Federal prenderam o Binho. Acompanhado por Paulo Alves de Mattos, 33, ele seguia para um show do cantor de pagode Marcelo Pires Vieira, mais conhecido como Belo, que seria realizado no Morro da Mangueira, em São Cristóvão. Ele já havia sido preso anteriormente pelos crimes de roubo e de moeda falsa e se encontrava em liberdade condicional. Pela execução do policial federal ele responde por homicídio triplamente qualificado, enquanto seu comparsa, Paulo, foi preso em flagrante delito pelos PFs pelos crimes de favorecimento pessoal e falso testemunho, além de ter sido a ele imputada a prática de crime de resistência no momento da abordagem policial.

Já Carlos Rodrigues Júnior, o Russo, foi preso por equipes da 9ª DP (Catete) no Morro do Santo Amaro, no Catete, na Zona Sul do Rio, no último dia 23 de janeiro. A identidade dele foi descoberta somente uma semana após a prisão. Ao ser preso, ele se identificou como Antônio Cleiton Silva de Lima, mas como não portava documentos, foi levado para o Instituto de Identificação Félix Pacheco (IFP), onde descobriu-se que ele não possuía carteira de identidade. Após o cruzamento de informações, os agentes da 9ª DP descobriram que Antônio Cleiton na verdade era Luís Carlos, que é réu no processo de formação de quadrilha que tramita na 16ª Vara Criminal da Capital e apura a execução do agente federal.

Denunciados pelo MP
O Ministério Público denunciou a quadrilha por atuar, ao longo dos anos de 2007 e 2008, no roubo de automóveis, seguido de desmanche e venda de peças. No processo, Carlos Henrique Gomes Magalhães foi apontado como assaltante do bando, conforme teor de sua própria confissão, aliada ao depoimento de comparsas. Meses depois, ele foi assassinado.

O chefe do tráfico no Morro do Engenho seria Marcos Paulo Teixeira da Silva, o Mike, que desde a execução do policial federal estaria escondido no Complexo do Alemão, na Penha. Ainda de acordo com o MP, ele seria o responsável por autorizar os roubos e desmanches praticados pelo grupo e por gerenciar parte do dinheiro arrecadado, que financiaria o tráfico de drogas na localidade. Segundo o órgão, ele também participaria dos roubos e estaria presente no que vitimou o escrivão.

Com a fuga de Mike, ele teria passado a ser representado por Netinho, que teria se tornado o homem de frente do tráfico no Morro do Engenho, autorizando os roubos, emprestando armas e dividindo os lucros do crime. Outro denunciado, Robson Aguiar de Oliveira, o Binho, é apontado como líder absoluto dos criminosos e teria estreita ligação com os traficantes do Complexo do Alemão.

O quinto denunciado pelo Ministério Público foi André Luiz Gomes da Silva, que também teria a função de assaltante, tendo inclusive sido resconhecido por algumas das vítimas. Já Luís Carlos Rodrigues Júnior, o Russo, seria o “batedor” da quadrilha, saindo às ruas antes dos comparsas para verificar e avisar sobre a presença de policiais, além de participar pessoalmente de alguns dos assaltos.

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comentários
  1. fernando pires disse:

    todos fatos relatados são totalmente verdadeiros pois moro no morro do engenho a 23 anos e confirmo todos fatos relacionados a esses marginais que ja aterrorizarão muitas pessoas de bem. parabens a policia e a quem colocou todos na cadeia pois e o que pedirão na vida e o que merecem parabens policia civil do rio de janeiro

  2. doutor cb disse:

    Parabéns a vc que é morador de bem e pensa assim,se todos fosse iguais a vc.Denunciem moradores de bem,que moram em comunidades.

  3. DGT disse:

    È por esse e outros motivos que deveria existir no Brasil a pena de morte, o “escrivão” também tinha família, que a polícia continui seu trabalho com sucesso colocando esses delinquentes na cadeia o que ainda e pouco perto da agressividade que eles cometem para com a população.

  4. vsrg disse:

    Quanta brutalidade

  5. ana luiza disse:

    poxa eu conheco eles e sao rapazes do bem e nao deixar detido quem nao fez nada

  6. Desabafo disse:

    ESSE RUSINHO AÍ EM CIMA É MAIS CONHECIDO COMO LUIZINHO E JÁ ESTA NA RUA NOVAMENTE , GERENCIANDO O TRAFICO DE DROGAS NA COMUNIDADE DA FAVELA DA GALINHA , ONDE ELE PROPRIO ESTA MATANDO MUITAS PESSOAS, MEDIANTE A LEI DO TRÁFICO , A POLÍCIA TEM QUE PEGA-LÓ NOVAMENTE POIS PESSOAS ESTÃO MORRENDO E SENDO TORTURADAS MEDIANTE O TERROR DESDE MARGINAL .
    SE POSSÍVEL TOMARÁ QUE ELE RESISTA A PRISÃO EM UMA TROCA DE TIROS ,POIS SE FOR PARA CADEIA , QUANDO RETORNA CONTINUARÁ ASSALTANDO, TRAFICANDO E PRINCIPALMENTE TIRANDO VIDAS DE PESSOAS QUE FORAM CRIADAS JUNTO COM ELE .
    Deus é justo e ele esta vendo tudo , tenho certeza que ele a de mover para este MONSTRO não mais atuar !!!!

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