Policiais identificam PM apontado como namorado de grávida assassinada

Publicado: 2 de maio de 2009 em Uncategorized

edilma-xuxa

Policiais da 36ª DP (Santa Cruz) identificaram o policial militar apontado como pai do bebê que a grávida assassinada há uma semana em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, esperava. Ele é um cabo lotado no 18º BPM (Jacarepaguá) e já seria investigado por envolvimento com a milícia que atua na região, tendo tido prisão preventiva decretada, em agosto do ano passado, a pedido da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE). Morador do bairro Vila Nova, ele sairia com Edilma Maria Ferreira, a Xuxa, 26 anos, há mais de dois anos, apesar de ser casado e pai de um filho. Além disso, a casa onde residia com a família fica a poucos metros da casa de sua namorada.

Uma amiga da grávida que esteve no ela e o PM na Praia de Grumari, na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste do Rio, no final do ano passado, será intimada para depor. Ela é uma das testemunhas do relacionamento amoroso entre os dois. Caso seja preciso, a Polícia pedirá a exumação do corpo de Xuxa e do bebê, que estava previsto para nascer em junho e já tinha nome escolhido pela mãe: Yasmim Vitória. O exame de paternidade para comparar o DNA da menina com o do PM não está descartado.

Uma amiga da vítima que a acompanhou nos exames de ultrassonografia revelou que esta foi a segunda vez em que Edilma engravidou do policial. Ela teria perdido o primeiro bebê depois de um aborto espontâneo. Ela também disse que a amiga trabalhou em um prostíbulo em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, onde conheceu muitos policiais, mas que havia largado a profissão há quatro anos.

“Depois ela trabalhou como cobradora de vans em Vila Nova mesmo. A mãe dela não aprovava o estilo de vida da Xuxa e eu sempre dei conselhos, mas era o jeito dela. Era uma menina alegre, que vivia cada dia como se fosse o último. O PM chegou a alugar uma casa para ela em Pedra de Guaratiba, que era longe da família dele, mas ela teve medo de ficar lá sozinha. Em dezembro a acompanhei na última ultrassonografia do bebê e foi o PM que deu o dinheiro para ela pagar o exame. Ela sempre me disse que ele era o pai. Quando ela estava no quarto mês de gestação, a mulher do policial o seguiu de carro e quase os flagrou. Ele conseguiu despistar e deixou minha amiga em um local distante. Quando voltou, deu de cara com a mulher, que confessou que o estava seguindo. Eles tiveram uma discussão, mas depois continuaram juntos”, contou, pedindo para ter a identidade preservada.

De acordo com o perito do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) que esteve no local do crime, a grávida foi morta com três tiros. Um deles atingiu a lateral de seu pescoço e outros dois foram dados nas costas.

“Tudo leva a crer que ela estava no banco do carona e que o criminoso era o motorista. Provavelmente o primeiro disparo ocorreu ainda dentro do veículo e a atingiu no pescoço. Depois, o assassino a empurrou e deu os outros dois tiros em suas costas”, avaliou o perito, na época.

Vestindo calça jeans, uma bata branca, argolas prateadas e um tamanco preto com salto de madeira, o corpo de Edilma estava no quilômetro 49, na altura da localidade conhecida como Campinho. Na mão direita, estava o seu telefone celular. No álbum de fotografias do aparelho, havia imagens da vítima com os pagodeiros Belo e Luciano Becker, do grupo Swing e Simpatia. A primeira foto foi feita em janeiro deste ano e, a segunda, em setembro de 2008.

Já na agenda telefônica, havia números de dezenas de policiais – entre soldados, sargentos e tenentes – e de integrantes de grupos de pagode e também de funk. Entre eles, os dançarinos e cantores do Malhafunk – cujo nome enfeitava uma de suas tatuagens. Amigos criaram uma comunidade no Orkut onde afirmavam que “o pai da criança não queria o seu nascimento e matou sua mãe com três tiros pelas costas”.



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comentários
  1. REGINA disse:

    A VIDA NÃO ESTÁ VALENDO AMIS NADA, É O FIM DOS TEMPOS!

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