Corrida para a cadeia: taxistas participavam de saidinha de banco

Publicado: 15 de junho de 2009 em Uncategorized

Fotos: Vitor Silva e Divulgação PCERJ

dupla

Mais dois integrantes de uma quadrilha que praticava o crime conhecido como “Saidinha de Banco” – quando uma vítima é seguida e assaltada após efetuar saque em agência bancária ou caixa eletrônico – foram presos por policiais da 19ª DP (Tijuca), na manhã desta quinta-feira, dia 11.

Entre eles está o taxista Nelson Luiz de Almeida Fernandes, 34 anos – um dos acusados de participar da morte de um oficial da Marinha Mercante que reagiu ao assalto, em março, na porta de uma agência do banco Itaú localizada na Tijuca, na Zona Norte do Rio. Outro taxista, Vilmar Antônio do Nascimento, 38, já havia sido preso, no dia 13 de maio, por participação no crime. Apenas o atirador continua foragido.

Vilmar Antônio do Nascimento, 38 anos

Vilmar Antônio do Nascimento, 38 anos

“O que mais chamou a atenção foi o fato de que havia dois taxistas na quadrilha. Era como se fosse uma fachada que facilitava o crime, principalmente a fuga”, afirmou o delegado Alexandre Herdy, adjunto da 19ª DP.

delegado alexandre herdy

Enquanto Nelson foi surpreendido pelos policiais próximo à Favela da Fazendinha, em Inhaúma, na Zona Norte, o motoboy Vitor Hugo Melo de Matos, 37, foi preso perto do Complexo de São Carlos, no Estácio. O tráfico nas duas localidades é controlada por facções rivais – Comando Vermelho (CV) e Amigos dos Amigos (ADA) – mas a Polícia afirmou que os assaltantes não tinham relação com a venda de drogas. Contudo, a Polícia apura a informação de que as armas eram alugadas pelos traficantes do São Carlos, em troca de parte do valor arrecadado com os assaltos.

O primeiro preso de ontem estava em seu táxi, o Meriva placa LKT 2574, e o segundo em uma moto Honda Twister preta que ele utilizava para trabalhar em uma firma de entregas. Em depoimento, o patrão dele afirmou que o funcionário costumava faltar e que não trabalhou no dia da morte do militar.

Fernando Lima Rocha, 32 anos

Fernando Lima Rocha, 32 anos

No mesmo dia da prisão do primeiro taxista, os policiais da 19ª DP também prenderam Fernando Lima Rocha, 32. Filiado a uma cooperativa, o taxista pagava diária. O aluguel do carro seria de cerca de R$ 2 mil por mês. No entanto, de acordo com planilha de controle entregue pela empresa aos policiais, durante um mês o taxista fez apenas uma corrida – o que comprovaria que a função de taxista era apenas uma fachada para a prática de assaltos.

Thiago Teixeira de Lima, 21 anos

Thiago Teixeira de Lima, 21 anos

Na ocasião, os agentes realizaram incursão no Morro da Chacrinha, na Tijuca, em busca de Thiago Teixeira de Lima, 21 – identificado pelas imagens gravadas pelo circuito de câmeras de uma galeria localizada próximo ao banco como sendo o atirador. Ele é o único que continua foragido. Quem tiver qualquer informação que auxilie na localização e prisão dele, pode repassar através do Disque-Denúncia (2253-1177). Não é preciso se identificar.

O crime ocorreu no dia 26 de março, na Rua Conde de Bonfim. Após sacar R$ 1.300, o oficial da Marinha Mercante Luís Pinto Neto, 47, foi com a mulher até um salão de beleza ao lado da agência. O militar a aguardava na calçada, enquanto ela marcava um horário de atendimento, quando foi abordado por Thiago – que estava armado com uma pistola. A vítima ainda se atracou com o criminoso tentando impedir que ele levasse o dinheiro. Baleado na barriga, o militar ficou internado no Hospital Geral do Andaraí, no bairro de mesmo nome, e morreu três dias depois.

Polícia

“O Thiago chegou em um carro e ficou do lado de fora. Quem ficava dentro do banco observando e escolhendo a vítima era o taxista. Quando ele viu o militar recebendo uma grande quantidade de notas, achou que o valor era grande e avisou. Depois de atirar na vítima e roubar o dinheiro, ele fugiu em uma moto que já o esperava. A arma provavelmente era passada para o taxista, que não costumam passar por revistas. Se policiais abordassem algum dos outros criminosos, não encontrariam nada com eles”, relatou o delegado.

quadrilia taxistas presos

Todos os cinco acusados foram denunciados pelo Ministério Público e tiveram suas prisões preventivas decretadas pela 38ª Vara Criminal da Capital por latrocínio (roubo seguido de morte) e formação de quadrilha armada.

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