Polícia à caça de viúva que matou empresário

Publicado: 18 de junho de 2009 em Uncategorized

Fotos: Vitor Silva

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Defensor da dona de casa que confessou ter matado o marido a facadas, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, no último final-de-semana, o advogado Mário de Oliveira Filho entrou com um pedido para suspensão da cremação do corpo do empresário Renato Biasotto Mano Júnior, 52 anos. Ele também solicitou a revogação do mandado de prisão temporária expedido pelo Plantão Judiciário contra a dona-de-casa Alessandra Ramalho D’Avila Nunes, 35.

“A intenção é solicitar novas perícias para conferir o teor alcoólico e reunir outros elementos”, afirmou o advogado, alegando que sua cliente agiu em legítima defesa.

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“Algo de muito grave aconteceu que ela teve que agir de maneira grave. Matar uma pessoa é crime, mas matar em legítima defesa não é. Essa prisão é tão absurda que não se sustenta. Para prender tem que haver necessidade, e ela não é uma criminosa. É uma dona-de-casa, mãe de família. Sempre tomou a postura de tentar resolver os problemas dentro de casa, mas queria se separar e ele não aceitava. O pedido de separação já tinha sido preparado por uma advogada e seria despachado essa semana”, revelou Mário Filho.

Ele criticou o fato do pedido de prisão ter sido feito levando-se em conta a dupla nacionalidade da dona-de-casa.

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“Ela nasceu nos Estados Unidos, em 1974, e viveu lá seus três primeiros anos de vida. Depois, não voltou mais. Não tem parentes ou amigos lá. Nem inglês ela fala. Sei que vai cair a prisão porque ela é ilegal. É uma ordem que não se sustenta. Não entendo por que tenho que manter alguém preso durante cinco dias quando todos os laudos periciais já foram feitos e ficaram prontos”, declarou o advogado, que esteve ontem no 3º Tribunal do Júri, onde despachou os pedidos – que foram enviados pelo juiz ao Ministério Público, para que o órgão faça a análise do documento.

“Acredito que o MP analise o documento e o devolva à Justiça até sexta-feira. Caso a prisão não seja revogada, vou impetrar um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio e, se preciso, vou até Brasília. Não há nenhuma chance da minha cliente se entregar. Quando a prisão for revogada, ela vai se apresentar na delegacia. Antes disso, não vai ser localizada”, garantiu Mário.

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Além da revogação do mandando de prisão temporária e da suspensão da cremação do corpo do empresário, o advogado também solicitou uma perícia sobre o teor alcoólico no sangue da vítima e uma análise química em suas vísceras, para verificar a existência ou não de substâncias entorpecentes, além de requisitar a fita das imagens gravadas pelas câmeras da 15ª DP (Gávea) no período compreendido entre às 5h30 e às 7h do dia 13.

“Ela esteve naquela delegacia para registrar o caso. Não foi atendida porque havia uma fila de atendimento e ela não podia esperar, pois o menino chorava muito. Emergência de mãe é salvar o filho”, ressaltou o advogado, que entregou uma cópia do mesmo documento ao delegado Carlos Augusto Nogueira, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca).

“Vou tentar realizar todos os pedidos, até para que no futuro ele não fale que obstruímos o trabalho da defesa. Tenho elementos que me fazem acreditar que não foi legítima defesa. Essa é uma tática da defesa da acusada. Posso constatar que não acredito em legítima defesa, mas sem ser definitivo”, disse Carlos Augusto, ressaltando, ainda, que o filho do casal – um menino de 5 anos de idade – pode ser ouvido.

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“Para mim essa criança não estava presente, mas a gente tem que verificar. Há a possibilidade de ouvirmos a criança, mas isso será analisado mais pra frente. A Alessandra já foi indiciada por homicídio simples e fiz um aditamento mudando essa tipificação para homicídio qualificado, depois que ouvi relatos que me fizeram crer que o crime foi praticado por motivo desprezível. Acreditamos que os motivos tenham sido ciúmes e desavenças anteriores, inclusive discussão sobre partilha de bens”, falou o delegado, garantindo que o pedido da suspensão da cremação já havia sido atendido.

“O pedido de novas perícias está sendo analisado, pois o Instituto Médico Legal (IML) já liberou o corpo. Apesar disso, as buscas continuam. A declaração feita pelo advogado de que ela não seria localizada foi uma declaração infeliz, mas não posso nem culpá-lo, pois ele é de São Paulo e não conhece a Polícia do Rio”, finalizou.

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O crime ocorreu no interior do apartamento onde o casal morava há seis anos, no condomínio Ocean Star, localizado na Avenida Sernambetiba, na madrugada do último sábado. Os dois haviam passado a noite de sexta-feira com um casal de amigos, em um jantar comemorativo ao Dia dos Namorados. O delegado Carlos Augusto Nogueira contou que uma briga teria ocorrido um pouco antes da dona-de-casa entrar no site de relacionamentos Orkut.

“Ela acessou o site às 5h30. Meia hora antes, segundo depoimento do casal de amigos, o Renato havia ligado para o engenheiro. No entanto, ele estava dormindo e quem atendeu a ligação foi a mulher dele. Ela disse que a vítima falou “tô com um probleminha aqui” e depois desligou. Pelas imagens gravadas pelo circuito interno do prédio, foi possível ver que a Alessandra saiu com o filho, às 5h50”, relembrou.

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