Fotos: Felippo Brando

Paulo Roberto Fernandes Júnior, o Júnior Calcinha, 32 anos

Paulo Roberto Fernandes Júnior, o Júnior Calcinha, 32 anos

A vida de pequeno empresário levada pelo homem considerado o número 2 na hierarquia da facção criminosa Comando Vermelho (CV) chegou ao fim. Apontado pela Polícia como dono da Favela Parque Arará, em Benfica, e de parte do Complexo de Manguinhos, em Bonsucesso, ambas na Zona Norte do Rio, Paulo Roberto Fernandes Júnior, o Júnior Calcinha, 32 anos, foi preso por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) em uma casa de classe média alta no Espírito Santo. A prisão foi efetuada na quinta-feira, dia 27, por volta das 6h30, e contou com apoio de policiais do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Guarapari.

Com dois mandados de prisão expedidos pela Justiça do Rio, Calcinha foi surpreendido em sua residência, no bairro Muquiçaba, em Guarapari – a pouco mais de 400 quilômetros de distância do Rio de Janeiro. Em abril de 2005, ele foi preso por agentes da 2ª Delegacia de Polícia Rodoviária Federal e autuado por venda de arma de fogo a criança ou adolescente e corrupção de menores na 72ª DP (Mutuá), tendo ficado preso durante seis meses na carceragem que funcionava na antiga 73ª DP (Neves) e sendo condenado pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo.

preso (DCOD) 2

Na época, ele foi acusado por policiais da PRF de vender armas para que menores praticassem roubos no trecho Niterói-Manilha da BR-101.
Há pelo menos dois anos, ele passava os dias de semana no Espírito Santo e retornava à Zona Norte do Rio somente aos sábados e domingos.

“Na cabeça do bandido, no final-de-semana não tem operação. Até temos mais cuidado porque a favela está com uma movimentação de pessoas maior, inclusive de crianças, mas nada impede que a Polícia realize incursões, em qualquer dia da semana”, ressaltou o delegado Marcus Vinícius de Almeida Braga, titular da DCOD.

junior calcinha

Além de ser apontado pela Polícia como líder do tráfico de drogas, responsável pelo pagamento a todos os traficantes subordinados a ele, o criminoso teria implantado o seqüestro de motos nas proximidades das favelas controladas por ele.

“Ele manda roubar as motos e depois exige pagamento de resgate para que o veículo seja devolvido. Ele ganhava dinheiro em tudo: venda de drogas, roubo de carros e motos. A prisão dele é importante porque causa uma ruptura, provoca uma quebra na quadrilha. A importância dele na facção se comprova pelo fato de que conseguia gerenciar suas favelas à distância”, explicou Marcus Vinícius.

preso (DCOD)

Investigado há cerca de três meses, Júnior Calcinha – que ganhou esse apelido na infância – não usava telefone e a comunicação com seus comparsas era feita sempre pessoalmente.

“Um criminoso ia todo dia para o Espírito Santo levar informações e trazer ordens. Trata-se de um bandido do segundo escalão do Comando Vermelho que atua no tráfico há muito tempo. Cada vez é mais comum os traficantes irem viver na mordomia em outros Estados, enquanto os cúmplices ficam passando sufoco nas favelas. A saída deles para fora do Rio dificulta a prisão, por isso, a ajuda da Polícia do Espírito Santo foi importante”, finalizou o titular da especializada.

preso (DCOD) 1

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comentários
  1. alberto disse:

    o rapaz nao tinha envolvimento com o trafico,mas um que vcs pegam inocente e jogam uma bucha…

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