PM executado com mais de 20 tiros em São Gonçalo

Publicado: 2 de outubro de 2009 em Homicídio, investigação, Morte de Policial, Polícia Militar, São Gonçalo, segurança pública
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Fotos: Sandro Nascimento

01 10 PM morto a tiros na Covanca SN (6)

Executado com pelo menos 20 tiros quando chegava à casa da sogra, no bairro Covanca, em São Gonçalo, no final da noite desta quinta-feira, dia 1º, o cabo da Polícia Militar Wladimir Damasco Freitas, conhecido como Porca Russa, 39 anos, respondia a pelo menos três processos na Justiça Comum e também na Justiça Militar. Em dois deles, o policial era acusado de forjar autos de resistência – um enquanto trabalhava no Serviço de Inteligência (P-2) do 12º BPM (Niterói), em julho de 2003, e outro quando já era lotado na P-2 do 7º BPM (São Gonçalo), em agosto de 2004.

Atualmente, o PM estava proibido de trabalhar em serviço operacional e estava afastado das ruas, responsável por serviços administrativos no 4º BPM (São Cristóvão). Mesmo assim, em suas horas de folga, de acordo denúncias recebidas pela Polícia, continuaria realizando incursões em comunidades vizinhas ao bairro onde nasceu e morou durante a maior parte da vida – principalmente no Complexo da Coruja, no Vila Laje.

Justamente por isso, ainda segundo as denúncias, ele já teria sofrido ameaças de criminosos ligados à facção Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas na região. O medo de ser morto teria sido o motivo de sua mudança do bairro da Covanca para o município de Itaboraí, para onde foi com a mulher, Daisemar Marinho, 40, e os dois filhos, de 16 e 13 anos. Entretanto, o delegado José William de Medeiros, titular da 73ª DP (Neves), descartou a possibilidade de envolvimento de traficantes no assassinato do PM.

“Essa não é uma ação de tráfico. Foi uma execução e já estamos com as investigações adiantadas. No entanto, não posso adiantar informações, pois o inquérito está sob sigilo”, declarou William.

Na noite do crime, o cabo Freitas chegava em seu Gol prata à casa da sogra, na Rua Floriano Peixoto, acompanhado pela mulher e um sobrinho de oito anos de idade, quando foi surpreendido pelos ocupantes de um Vectra preto. Testemunhas contaram à Polícia que quatro homens, encapuzados e usando luvas cirúrgicas, saíram do veículo e efetuaram dezenas de disparos contra o PM.

covanca

Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) afirmaram que pelo menos sete tiros atingiram o braço do policial, que também foi baleado na cabeça, rosto, peito e abdômen. A mulher dele, atingida por seis tiros, foi socorrida por uma equipe do 7º BPM e levada para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, na Zona Norte de Niterói. Ela foi submetida a uma cirurgia na região do abdômen e transferida, no final da manhã de ontem, para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da unidade. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, o estado de saúde dela é grave. A criança nada sofreu.

A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, esteve no local do crime. O corpo do PM foi sepultado, no final da tarde de ontem, no Cemitério São Gonçalo, no bairro Camarão. No dia 30 de março deste ano, ele e o policial militar Marco Antônio dos Santos Alves foram pronunciados pelo juiz Peterson Barroso Simão, da 3ª Vara Criminal de Niterói, por homicídio simples, duas vezes. Os dois foram acusados pelas mortes de Thiago de Freitas Carvalho e Antônio Carlos Batista Nunes, no dia 10 de julho de 2003.

Eles recorreram à Oitava Câmara Criminal, mas o desembargador Marcus Quaresma Ferraz negou, no último dia 14 de setembro, o recurso defensivo que solicitava a impronúncia, sustentando a inexistência de prova a indicar a autoria. “A pronúncia é mero juízo de admissibilidade da acusação e há indícios sérios de que os recorrentes foram os autores dos disparos que determinaram as mortes das vítimas. Caberá ao Tribunal do Júri competente constitucionalmente para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida, decidir entre as contraditórias versões constantes dos autos”, justificou o relator.

No ano seguinte, no dia 5 de agosto de 2004, ele foi novamente acusado de forjar um auto de resistência, durante ação da P-2 do 7º BPM na Favela Buraco da Cobra, no Boaçu. Na ocasião, Luiz Eduardo Sales, João Carlos Raposo Moreira e Luciana Barbosa de Freitas Reis foram mortos. Além de Freitas, os PMs Anderson Medeiros da Silva e Michel Leandro Duarte da Silva foram pronunciados, três vezes, por homicídio qualificado.

O cabo da Polícia Militar Wladimir Damasco Freitas era conhecido como Porca Russa e tinha 39 anos

O cabo da Polícia Militar Wladimir Damasco Freitas era conhecido como Porca Russa e tinha 39 anos

Em 2006, ao decretar a prisão preventiva do cabo Freitas por ele ter voltado a trabalhar na rua antes dos julgamentos de acusações anteriores, a juíza Patrícia Acioli enfatizou “o absurdo que se vislumbra nestes autos no que tange à conduta do policial militar Wladimir Damasco Freitas é latente. Por diversas vezes o mesmo foi advertido da impossibilidade de trabalhar em serviço operacional enquanto este feito não fosse julgado e, em várias ocasiões, teve conduta duvidosa neste sentido, sendo, inclusive, decretada a sua prisão anteriormente, que foi revogada após esclarecimentos do comando do 12º BPM. Agora, além de descumprimento de ordem judicial o acusado em questão se vê envolvido em situação de tortura justamente verificando e realizando o que foi proibido que ele realizasse, serviço operacional”.

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comentários
  1. Luciano disse:

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    parabéns 🙂

  2. maluko1533 disse:

    verme safado deve tá queimando no inferno esse maldito.

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