Fotos: Pedro Pantoja

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Acusado de integrar uma quadrilha que seqüestra gerentes e tesoureiros de agências bancárias e mantém familiares das vítimas como reféns até o pagamento de um resgate, Murilo Antônio da Silva Júnior, 28 anos, foi preso por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), na manhã desta terça-feira, dia 6. Em liberdade condicional há dois anos, ele foi surpreendido pelos policiais civis em sua casa, na Favela Nova Kennedy, no bairro de mesmo nome, na Zona Oeste do Rio. Contra ele havia um mandado de prisão temporária por 30 dias expedido pelo Plantão Judiciário.

O delegado Roberto Gomes Nunes, titular da especializada, explicou que a quadrilha vinha sendo investigada há quatro meses e teria cometido cinco seqüestros, somente nesse período, roubando aproximadamente R$ 1 milhão. Após escolher a agência, os bandidos passavam a monitorar o local para levantar os pontos vulneráveis e escolher o funcionário que terá sua vida vigiada até o momento do crime.

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“O grupo é formado por sete integrantes, que atuam principalmente na Zona Oeste. Um deles está morto e outro está preso. Os outros cinco já estão identificados e com mandados de prisão expedidos”, revelou o delegado, que não divulgou os nomes para que os suspeitos não fujam.

Os policiais chegaram até Murilo Antônio depois que uma vítima o reconheceu através de fotografia. Tesoureiro em uma agência do banco Itaú localizada em Campo Grande, a vítima foi abordada no momento em que chegava em casa, no Jardim Sulacap, também na Zona Oeste do Rio, por volta das 18h da última quinta-feira, dia 1º.

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“Ele estava de carona com uma colega e tinha acabado de descer do carro e entrar em casa quando foi abordado por Murilo, que gritava “abre o portão, (…) eu vou te pegar, abre, abre”. Ele conseguiu se trancar em casa e o criminoso fugiu. No dia seguinte, quando chegou aqui na delegacia, lhe mostramos várias fotos e ele o reconheceu. No mesmo dia solicitamos o mandado de prisão do acusado”, relatou Roberto Nunes.

O tesoureiro do Itaú – responsável por ficar com as chaves do cofre – contou que no dia seguinte à tentativa de seqüestro sofrida por ele, na sexta-feira, dia 2, haveria pagamento do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no banco e que, por isso, haveria uma grande quantia de dinheiro na agência.

“Nesse caso eles não obtiveram êxito, mas essa quadrilha já praticou cinco crimes nos mesmos moldes, ao longo dos últimos quatro meses. Eles costumam chegar na casa do funcionário do banco durante a noite, e o mantém refém, juntamente com a família, até a manhã seguinte, quando a vítima é obrigada a ir até a agência em que trabalha e pegar uma valor pré-determinado. Somente depois de receberem o dinheiro, eles liberam os familiares”, explicou o delegado, contando que a maioria dos seqüestrados era levada para cativeiros longe das residências.

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“As vítimas são obrigadas a usar um óculos cujas lentes são vedadas com fita crepe, para que não vejam para onde estão sendo levadas e não possam reconhecer os cativeiros”, ressaltou Roberto, mostrando o objeto, apreendido na casa do preso.

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Os policiais também apreenderam o Gol prata placa LKW 2560 e a moto Honda Biz vinho placa LPI 6091, que estavam em nome da mulher do acusado e teriam sido adquiridos com dinheiro ganho nos assaltos, e um carregador para pistola.

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Indiciado por formação de quadrilha e tentativa de extorsão mediante seqüestro, Murilo Antônio já havia sido preso duas vezes: a primeira, em flagrante por assalto a mão armada, em abril de 2000, na área da 30ª DP (Marechal Hermes). Condenado a três anos e oito meses de prisão, ele passou a ser considerado evadido do Sistema Penal depois que conquistou a liberdade condicional e não voltou para prestar contas à Justiça.

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Quatro anos depois, em julho de 2004, ele foi novamente preso em flagrante. Desta vez, por receptação e falsidade ideológica, na 34ª DP (Bangu). Condenado a ficar quatro anos e oito meses na cadeia, ele conquistou a liberdade condicional em 2007.

Também indiciado em dois inquéritos por assalto a mão armada – um da 52ª DP (Nova Iguaçu) e outro da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) – ele foi encaminhado à carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), onde vai permanecer à disposição da Justiça. O delegado Roberto Nunes ressaltou que irá convocar outras vítimas para que, através de fotos, elas possam reconhecer o acusado.

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