Fotos: Pedro Pantoja

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Duas armas anti-aéreas foram apreendidas por policiais militares do 20º BPM (Mesquita) na Favela da Chatuba, no Centro de Mesquita, na Baixada Fluminense, no início da manhã desta segunda-feira, dia 19. A apreensão ocorreu dois dias após a queda de um helicóptero da Polícia Militar que foi atingido por tiros disparados por traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV) que tentavam tomar os pontos de venda de drogas do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.

Além do armamento capaz de derrubar aeronaves – dois rifles americanos calibre ponto 30 da marca Springfield – os PMs também apreenderam duas escopetas calibre 12, uma submetralhadora nove milímetros e cerca de 3 mil munições de diversos calibres, além de aproximadamente 600 papelotes de cocaína e 500 trouxinhas de maconha. O material estava na mata existente no final da Rua Mário Braga, na divisa com o Campo de Instrução de Gericinó, pertencente ao Ministério do Exército.

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“Recebemos uma denúncia de que criminosos do Jacarezinho iriam tirar armas e munições de lá, por causa da repressão policial, e trazer para a Chatuba para esconder, pois as duas favelas são aliadas. Planejamos essa operação e nas primeiras horas da manhã fomos até o local e encontramos esse material na mata”, revelou o comandante do 20º BPM, tenente-coronel Ivanir Linhares, que não descarta a possibilidade de um dos rifles apreendidos ter sido o usado para derrubar o helicóptero do Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM), no último sábado.

“É possível que seja a mesma arma. Os criminosos podem ter conseguido sair dos Macacos e voltado para o Jacarezinho, o reduto de onde partiu o maior número de reforços, mas somente a perícia poderá afirmar com certeza”, ressaltou o oficial.

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Além das armas, munições e drogas, os traficantes também esconderam, enterrando em sacos de lixo, oito fardas semelhantes às do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Enquanto as armas estavam em um tonel enterrado, grande parte da munição apreendida estava no interior de dois botijões de gás.

“Eles usam essa estratégia para tentar ludibriar a Polícia. Geralmente, obrigam moradores, principalmente idosos, a transportar o botijão, pois sabem que são pessoas que não vão despertar suspeita”, destacou Linhares.

Antônio Jorge Gonçalves dos Santos, o Tony ou Baixinho, 40 anos

Antônio Jorge Gonçalves dos Santos, o Tony ou Baixinho, 40 anos

O maior fornecedor de armas e munições para a facção criminosa Comando Vermelho (CV) foi preso no último dia 5 de julho. De gerente das bocas-de-fumo de uma favela localizada na Zona Sul de Niterói a um dos principais fornecedores de armamento do Estado do Rio de Janeiro, Antônio Jorge Gonçalves dos Santos, o Tony, também conhecido como Baixinho, 40 anos, foi surpreendido por agentes da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE), no Mato Grosso do Sul.

A prisão foi efetuada em um shopping na capital matogrossense, Campo Grande. Contra ele havia dois mandados de prisão expedidos pela Justiça: um por homicídio, da Vara Criminal de Niterói, e um por tráfico, da Polícia Federal.

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Nos anos 90, ele e o irmão, Arnaldo Gonçalves dos Santos, eram reconhecidos como a dupla “Tony e Arnaldo”, traficantes do CV com atuação no Complexo de Santa Rosa – que engloba os morros Zulu, Beltrão e Souza Soares – no bairro de mesmo nome, na Zona Sul de Niterói.

Eles contavam com a simpatia do traficante Marcos Antônio da Silva Tavares, o Marquinho Paraíba ou Marquinho Niterói, que era o segundo homem no escalão do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, 42.

Traficando, em média, 500 fuzis por ano, ele teria um faturamento de mais de R$ 2 milhões por mês, somente com este tipo de armamento.

“Ele vendia cada fuzil AK-47 por R$ 60 mil e não comercializava somente este tipo de arma. Ele também vendia pistolas e metralhadoras ponto 30, além de granadas e munição”, ressaltou, na ocasião, a delegada Márcia Becker, titular da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (DRAE).

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Também no momento da prisão, o sub-chefe Operacional da Polícia Civil, delegado Carlos Antônio Oliveira – que já foi titular da DRAE – revelou que Tony já atuava há no mínimo dois anos e que o valor de mercado do armamento sofreu um acréscimo de cerca de 600%.

“Devido à lei da oferta e da procura, um fuzil que em 2001 custava R$ 4.500, hoje custa R$ 60 mil”, afirmou Oliveira.

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comentários
  1. marclelo costa disse:

    Impressionante é que precisou acontecer tudo isso para a policia ir para as ruas. Até coronéis.

  2. diego disse:

    eu aida nao terminei

    ass;pcc

  3. pm disse:

    essas armas não derrubam helicoptero

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