Fotos: Henrique Esteves
Texto: Gustavo Carvalho e Roberta Trindade

Ele se utilizou da prerrogativa de policial militar para articular um dos mais influentes grupos paramilitares do Estado, a milícia auto-intitulada Comando Chico Bala (CCB). Para conseguir tal objetivo, tornou-se informante da Polícia Civil – com regalias, inclusive, de circular armado em viaturas da própria instituição em operações não oficiais.

Foi nomeado Subsecretário de Transportes de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, de onde começou a expandir seus domínios no controle de alguns dos mais rentáveis mercados ilegais no Rio, o transporte alternativo, a segurança privada e as TVs a cabo piratas, popularmente conhecidas como gatonets.

Uma trajetória marcada por disputas, traições e mortes, que transformou a Zona Oeste do Rio em um verdadeiro Velho Oeste com mais de 100 assassinatos no período de dois anos.

Foragido há oito meses, o ex-policial militar Francisco César de Oliveira, o Chico Bala, foi preso por agentes da 35ª DP (Campo Grande) em Guarapari, litoral do Espírito Santo, para onde fugiu com a família em setembro do ano passado.

Ele foi surpreendido pela Polícia durante churrasco em comemoração ao aniversário de 11 anos de seu filho, em uma mansão de mil metros quadrados com seis quartos, piscina, churrasqueira, câmeras de segurança e muros de quatro metros de altura, além de cerca eletrificada. O imóvel, localizado na Rua Rosa Simões de Almeida, no balneário capixaba, foi alugado pelo valor de R$ 2,5 mil em janeiro desse ano.

Além de todo o luxo, na garagem estava estacionado um veículo Jeep Grand Cherokee blindado, comprado à vista pelo acusado. Ao receber voz de prisão, Chico Bala correu e se trancou no quarto, mas acabou se entregando sem tentar qualquer reação.

Desarmado a pedido da mãe evangélica, ele contou aos policiais que fugiu temendo ser morto e que seria capaz de atacá-los a dentadas para tentar defender seus familiares. Conformados com a prisão, todos deram as mãos e fizeram uma oração. A atual mulher dele está grávida de aproximadamente sete meses.

“Os familiares dele rezaram e o aconselharam afirmando que a prisão seria melhor do que a morte”, detalhou delegado Fábio Barucke, titular da 35ª DP.

Mais magro e sem o seu já tradicional cavanhaque, Chico Bala comentou com os agentes que fugiu para o Espírito Santo para tentar mudar de vida, trabalhando em uma pastelaria de sua propriedade no Centro de Guarapari.

Entretanto, os policiais acreditam que o estabelecimento comercial seria uma forma do acusado lavar o dinheiro da quadrilha que continuava a controlar a 452 quilômetros de distância, através da cobrança de uma taxa de R$ 50 semanais de pelo menos 2 mil motoristas de vans da Zona Oeste do Rio.

“Era uma questão de honra prender o Chico Bala. Ele é um miliciano perigoso e diferenciado, já que participou de diligências com a própria Polícia Civil para desarticular outro grupo de milicianos. Mesmo sabendo que se tratava de uma ação séria, ele traiu a confiança dos policiais”, comentou o delegado Alan Turnowski, chefe de Polícia Civil, durante a apresentação do acusado no auditório da 5ª DP (Gomes Freire).

De acordo com o delegado Fábio Barucke, Chico Bala possui quatro mandados de prisão por homicídio e também pode responder por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

O advogado do acusado, Marcos Espínola, disse que entrou com o pedido de revogação da prisão de Chico Bala e pretende solicitar à justiça que ele seja transferido para uma cela especial, pois teme pela segurança de seu cliente.

“Ele foi utilizado como caçador, combatendo a ilegalidade. Hoje é caçado pelo próprio Poder que um dia defendeu, mas estaremos trabalhando para provar a sua inocência em todas as acusações”, afirmou Espínola.

“Tudo isso reforça a tese da defesa de que todas as acusações feitas contra ele não passam de calúnias de seus opositores políticos pelo motivo dele ter combatido as milícias que atuam na Zona Oeste”, concluiu o advogado.

AGOSTO 2007
Ele é apontado pela Polícia como ex-aliado e principal rival de outro antigo colega de farda, o ex-PM Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, que teria tentado matá-lo, em agosto de 2007, na Região dos Lagos. Na época, o então policial, ainda lotado no 25º BPM (Cabo Frio), foi vítima de um atentado, juntamente com sua família, em São Pedro da Aldeia. Atingido por cinco tiros, ele sobreviveu. No entanto, sua mulher, Maria Cláudia Silva de Oliveira, 31, e seu enteado, Ian Coutinho da Silva, 13, não resistiram aos ferimentos e morreram.

A partir desta ocorrência, Chico Bala começou a ajudar os delegados Marcus Neves e Eduardo Soares, então titular e adjunto da 35ª DP, respectivamente, nas investigações que acabariam desarticulando a Liga da Justiça. Contudo, seu interesse era ocupar a lacuna deixada pela quadrilha rival. Entre as prisões realizadas com seu auxílio, estão as dos políticos Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, Natalino Guimarães, Carmen Glória Guinâncio Guimarães, a Carminha Jerominho, e Luciano Guinânceo Guimarães, o Luciano Jerominho.

NOVEMBRO 2008

Além de Chico Bala e Popeye, o ex-PM Hebert Canijo da Silva, o Escangalhado, e o bombeiro Carlos Alexandre da Silva, o Gaguinho, também passaram a ajudar nas investigações policiais, inclusive andando em viaturas – de prefixo 67-8999 e 67-8998 – e circulando com armas da instituição. O fato chegou à Corregedoria da Polícia Civil, que prendeu, no dia 21 de novembro de 2008, Gaguinho e os policiais civis Diogo e Lício, ambos lotados na Delegacia de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter). Os três estavam em frente à Chefia da instituição e o bombeiro segurava um fuzil. No entanto, horas depois, os três foram soltos devido ao que o delegado Marcus Neves definiu como “um mal entendido”.

JANEIRO 2009

Dois meses após a denúncia, Gaguinho foi executado com mais de 20 tiros. O crime ocorreu em um posto de combustível localizado na esquina da Estrada do Gabinal com a Rua Quintanilha, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, por volta das 8h30 do dia 5 de janeiro do ano passado. Horas depois, o agente penitenciário aposentado Wagner Rezende de Miranda, o Waguinho Desipe, 52, foi assassinado na Estrada do Tinguí, em Campo Grande.

Os dois nomes constam entre os 218 indiciados por envolvimento com milícias no documento preparado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) destinada a discutir o surgimento e a ascensão dos grupos em território fluminense.

JANEIRO 2009

Em janeiro do ano passado, uma sindicância foi instaurada pela Corregedoria Geral Unificada das Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros Militar para apurar denúncias contra Chico Bala, o também ex-PM Alexandre da Silva Monteiro, o Popeye, e o delegado Marcus Neves Pereira.

A decisão foi publicada na página 53 do boletim da PM de número 9, de 15 de janeiro de 2009, e foi tomada após cinco pessoas – entre elas, um cabo da Polícia Militar – terem denunciado Popeye e um criminoso conhecido como Camelo por um duplo homicídio ocorrido no dia 1º de agosto de 2008, na área da 35ª DP.

Os denunciantes também revelaram que estavam sendo ameaçados pelos dois e pelos demais integrantes do grupo conhecido como Comando Chico Bala, rival da Liga da Justiça e composto, além de Popeye e Camelo, por Chico Bala, Escangalhado, Gaguinho, Neném e Sandrinho. Em outra parte da denúncia, eles afirmaram que integrantes desta milícia circulavam pelas ruas de Campo Grande em viaturas da Polícia Civil, trajando camisas pretas com o emblema da instituição.

O documento diz, ainda, que, após os relatos, diversas outras denúncias apócrifas chegaram à CGU através de correspondências e telefonemas, dando conta de que tal grupo estaria formando uma milícia e atuando em comunidades da Zona Oeste, inclusive com a conivência do delegado Marcus Neves, então titular da 35ª DP. Em outra denúncia, menciona-se que Chico Bala chefiaria a milícia que possui atuação em diversas cidades da Região dos Lagos e andaria em um carro blindado portando fuzil e escoltado pelo PM Bortolozzo, sendo que seriam os responsáveis pela execução de um sargento, ocorrido em Araruama, há dois anos.

O então corregedor geral Gustavo Adolpho Kuhl Leite finalizou seu parecer “considerando, enfim, a gravidade do episódio, o envolvimento de servidores de corporações distintas e a inegável repercussão destes
fatos na esfera administrativa disciplinar” e decidiu instaurar uma sindicância administrativa disciplinar em face do delegado, do sargento Chico Bala e do ex-PM conhecido como Popeye.

Questionado sobre as acusações contra o delegado Marcus Neves, o secretário de Estado de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, declarou ter total confiança nele e afirmou que ele não havia sido investigado e nem submetido a qualquer sindicância, contradizendo o conteúdo as investigações da CGU. Na primeira quarta-feira do ano, dia 7 de janeiro, o desembargador aposentado Gustavo Adolpho Kuhl Leite foi substituído por Giuseppe Vitagliano.

ABRIL 2009

Acusado de traição pelos delegados Eduardo Soares e Marcus Neves, que o apontaram como o homem que assumiu os pontos perdidos pela milícia Liga da Justiça, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, o ex-sargento da Polícia Militar Francisco César de Oliveira, o Chico Bala, assumiu a Subsecretaria de Transportes de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, em abril de 2009. Em entrevista exclusiva ao jornal POVO do Rio, na ocasião, ele afirmou que, “quando era policial, era chamado de Chico Bala. Agora, é conhecido como Chico dos Transportes”.

“Um homem que perdeu uma família do jeito que eu perdi não pode ser miliciano. Isso seria uma idiotice. Eu esperei um ano para poder trabalhar na legalidade, porque tenho filhos para criar e dar exemplo”, contou, acrescentando que não foi empossado no início do ano porque era PM e aguardava liberação para assumir o cargo.

MAIO 2009

O policial militar apontado como principal matador da milícia Comando Chico Bala foi executado com pelo menos 20 tiros de fuzil no trecho Rio-Santos da BR-101, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, no início da manhã do dia 5 de maio do ano passado. O soldado André Lixa do Nascimento, 31 anos, havia saído do 27º BPM (Santa Cruz) – onde era lotado há cerca de oito anos – dez minutos antes. O crime ocorreu no dia seguinte ao assassinato do cabo Carlos Jorge Silva Ramos, também de 31 anos – lotado no 32º BPM (Macaé) e uma das principais testemunhas contra integrantes do grupo paramilitar liderado por Chico Bala.

O cabo foi assassinado em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, na madrugada anterior à execução do soldado Nascimento. Um ano e meio antes, o PM havia pedido para ser incluído no programa de proteção à testemunha. A solicitação foi feita depois que ele começou a receber ameaças de integrantes do Comando Chico Bala.

O PM era testemunha do crime que ficou conhecido como “Chacina do Bar do Wilson”, ocorrido na localidade de Cosmos, em Campo Grande, em 2005. Na ocasião, três pessoas morreram e duas ficaram feridas. Entre os acusados pelas mortes, três ex-PMs apontados como aliados de Chico Bala: Carlos Mendes da Silva Filho, Alan Moreira da Silva, Eduardo Chagas e Alexandre da Silva Monteiro, o Popeye. Todos foram expulsos da corporação devido a essa ação criminosa.

Os outros dois acusados são Nazareno Alves Silva e Josimar José da Silva. Todos estão indiciados no processo número 2005.205.003910-2 da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, por homicídio qualificado mediante paga e à traição (três vezes) e tentativa de homicídio qualificado para assegurar a execução de outro crime (duas vezes), além de formação de quadrilha ou bando armado.

Um dos carros utilizados na ação que resultou na morte do cabo Carlos Jorge foi apreendido por agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 35º BPM (Itaboraí), em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, cerca de oito horas após o crime. Os PMs se dirigiram ao município com o objetivo de cumprir mandado de busca e apreensão contra os ex-PMs Popeye e Ronaldo Sílvio Guerino Bortolozzo. O veículo – que constava como roubado na área da 35ª DP, no dia 7 de abril de 2009 – estava na residência deste último.

JANEIRO 2010

Apontado pela Polícia com integrante da milícia Comando Chico Bala, o ex-cabo da Polícia Militar Ronald Sílvio Guerino Bortolozzo, 36 anos, foi executado dentro de sua casa, em Ponta Negra, distrito de Maricá, na Região dos Lagos, no final da madrugada do dia 17 de janeiro. Os assassinos entraram na residência, na Avenida Central, por volta das 5 horas, e pouparam apenas a mulher e o filho do ex-PM.

Além de Chico Bala e Bortolozzo, os ex-PMs Alexandre da Silva Monteiro, o Popeye, Herbet Canijo da Silva, o Escangalhado, Eduardo Chagas, Carlos Mendes da Silva Filho, Alan Moreira da Silva, Anderson Moreira da Silva e Marcelo de Oliveira Andrade também são acusados de integrarem o Comando Chico Bala (CCB).

Os dois últimos foram presos no dia 13 de março de 2009, após tentativa de invadir um Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) do 35º BPM (Itaboraí) com o objetivo de roubar armas para fortalecer o armamento do grupo. Na ação, um PM foi morto e outro ficou ferido.

ARQUIVO EXCLUSIVO SOBRE A GUERRA DAS MILÍCIAS:
Liga da Justiça x Comando Chico Bala

Baixa no Comando Chico Bala: Bortolozzo executado em casa

MP recebe documentos que comprovariam nomeação de Chico Bala

Efeito Chico Bala x Batman: dois comandantes são exonerados. PMERJ aproveita e altera outros 12 comandos

Matador do Comando Chico Bala é executado em Santa Cruz

PM que testemunharia contra integrantes do Comando Chico Bala é assassinado

Mais um capítulo na guerra entre milícias na Zona Oeste

Polícia investiga suposta invasão de milícia à cooperativa de vans

Queima de Arquivo: Chico Bala é acusado de matar testemunha de crime

MP instaura inquérito civil para apurar nomeação de Chico Bala

Guerra das Milícias do Rio chega à Brasília

O Chico não é mais Bala: agora é Chico dos Transportes

Outro acusado de ser miliciano é solto pela Justiça

Parece Velho Oeste, mas é Zona Oeste: a Terra sem Lei

Justiça denuncia ilegalidade na prisão de PM acusado de ser miliciano

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Polícia prende acusados de integrar Liga da Justiça

Chico Bala ataca DPO atrás de armas e mata PM

Milícia da Carobinha apontada como doadora de terreno onde está sendo construído DPO

Comando de Chico Bala sem bala

Guerra da Milícia: Liga da Justiça x Comando Chico Bala – O Início de Tudo

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comentários
  1. locdog disse:

    pelo blog de vcs que fiquei sabendo das crueldades desse chico bala pena q pegou vivo esse pilantra

  2. ola policias da 35dp voçes nao vao pegar o toni angelo nao eo barbosinha eo luiz claudio do bope que estao aterrorizando sta cruz ja matarao 7 essa semana e cade A HOMICIDIOS TEM ALGUMA COISA ERRADA COM ESSE DELEGADO BARUQUE PRESTA ATENÇAO DELEG ESTAMOS DE OLHO

  3. ATENÇAO CORREGEDORIA E DR ALAN TUNOSK A 36DP CONIVENTE COM A LIGA DA JUSTIÇA VIVE PEGANDO PROPINA DE VIATURA E CARRO DE PASSEO CUIDADO ESTAMOS FILMANDO PARA MANDAR PARA WAGNER MONTE PARA ESCRAXA

  4. ATENCAO DRACO 35DP O CB BARBOSINHA DO 27BPM VIROU CHERIFE DA RETA DA BASE ELE E SEUS COMPARSAS LUIS CLAUDIO DO BOPE COCAO FILHO DE HILTOM MONGOL ESTAO MATANDO TRABALHADORES SO DI OLHAREM PARA A CARA DELES

  5. marclelo costa disse:

    Carlos Jorge Silva Ramos conhecido por TATI PM era fechado com a Liga da Justiça e mudou de lado usando o nome JORGE BALA ele foi morto em São João de Meriti pelo Toni Angelo, atual líder da Liga d Justiça. Nem tudo que está escrito é verdade.

  6. CLAUDIO disse:

    VEREMOS S NÃO PEGAREMOS TONI ANGELO…..

  7. ANONIMO disse:

    NÃO TEM NADA DE ERRADO COM O DR. BARUCK, NAO CIDADÃO, O CARA É BOM…. E NAO FAZ PARTE DA MILICIA COMO ALGUNS DELEGADOS…. ELE É CANA DURA…. MEUS PARABENS DR. BARUCK….AGORA FIQUEM DE OLHO VCS, POIS PEGAREMOS TODOS VCSSS.. SEUS OTARIOS

  8. Enquanto isso na sala de injustiça Tony ANgelo e Cocão matam quem quiserem ai

  9. Liecio Barbosa disse:

    Cesar, sei que nem tudo é verdade. Te amo, estou orando por você. Tentei lhe visitar mais não deixaram-me entra em Bangú 8. Creio que em breve estarei em Catanduvas para lhe visitar. A lembrança que conservo de ti, é a do meu líder de mocidade na Assembléia de Deus da 29 em Sta Margarida. Sei que posso confiar em você. Continuo tendo você como meu amigo. Que Deus lhe abençoe e te guarde nesta etapa de sua vida. UM ABRAÇÂO.

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