Fotos: Alex Slaib

Um policial militar foi preso acusado de integrar uma quadrilha especializada em roubo a bancos. Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, na Zona Sul do Rio, ele foi flagrado por colegas do 12º BPM (Niterói) no momento em que pegava ferramentas no porta-malas de seu carro, próximo a uma agência bancária no Ingá, na Zona Sul de Niterói, na madrugada desta terça-feira, dia 18 de março. No interior do banco, outros três criminosos foram flagrados tentando arrombar uma caixa eletrônico. Um deles era primo do PM, que estava em liberdade condicional após cumprir parte da pena a que foi condenado por um roubo praticado.

Na Polícia Militar há nove meses, o soldado Leonardo da Cruz Cortez, 27 anos, levou os três comparsas em seu próprio carro, o Polo preto placa DKG 1125, que seria usado para dar cobertura ao assalto. Eles invadiram o banco Itaú, na Rua Doutor Paulo Alves, e, para tentar arrombar os caixas, usaram maçaricos. Nas câmeras do circuito interno de segurança, eles colocaram caixas de isopor para evitar que a ação fosse filmada.

Um alarme ligado a uma central de monitoramento disparou e equipes do 12º BPM foram ao local. A agência foi cercada e dois dos bandidos que estavam dentro do banco foram presos. Já o PM e um quarto envolvido que estavam buscando mais ferramentas no automóvel saíram correndo quando viram as viaturas, mas foram presos nas proximidades do banco. O automóvel estava estacionado na Rua Justina Bulhões, bem em frente à agência.

Os outros três criminosos foram identificados como Elivelton Vieira, 33, morador do Flamengo, na Zona Sul do Rio, Nilton Cordeiro e Felipe Santos, 26, que estava em liberdade condicional depois de cumprir parte de pena por roubo. Os dois últimos, além do PM, são moradores de Guadalupe, na Zona Norte no Rio.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública divulgou nota oficial informando que o soldado foi incorporado por força de uma liminar na Justiça. De acordo com o documento, ele “não foi aprovado no processo de pesquisa social, feito pela Polícia Militar, durante as etapas do concurso para servidores”. Ainda de acordo com a nota, a reprovação do PM se deu por ter um parente próximo com passagem pela Polícia e viver em um ambiente não condizente com as exigências comportamentais previstas pela corporação.

Ele ingressou na PMERJ por meio de liminar em 14 de junho de 2009. Em dezembro, concluiu o curso de formação e estava há quatro meses em trabalhos administrativos na UPP.

“Ele não ficava no policiamento de rua, justamente porque tinha sido reprovado na pesquisa social”, explicou o capitão Leonardo Nogueira, comandante da UPP do Pavão-Pavãozinho.

Anúncios
comentários
  1. Rouxinol Cantador disse:

    Roberta, cadê a notícia da morte do Roupinol ?
    Tá sem imaginação para o título ?
    Segue sugestão:
    “Roupinol não canta mais, nem de Galo…”

  2. Rafael disse:

    “Polícia tira ROUPINOL de circulação”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s