Último líder do Comando Chico Bala (CCB) ainda me liberdade, o ex-policial militar Alexander da Silva Monteiro, o Popeye, 38 anos, foi preso por policiais da 35ª DP (Campo Grande), em sua casa, no distrito de Santa Cruz da Serra, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no final da tarde desta sexta-feira, dia 19 de março.

Com ele, foram encontradas máquinas caça-níquel, documentos de contabilidade e até uma peruca, usada em disfarces. A Polícia estima que Popeye e seu grupo chegam a faturar até R$ 100 mil em um dia extorquindo motoristas do transporte alternativo em bairros da Zona Oeste do Rio.

A prisão de Popeye foi efetuada 21 dias após a do também ex-PM Francisco César de Oliveira, o Chico Bala, que foi surpreendido por agentes da 35ª DP em Guarapari, litoral do Espírito Santo, para onde fugiu com a família em setembro do ano passado. Foragido há oito meses, Chico Bala foi surpreendido durante churrasco em comemoração ao aniversário de 11 anos de seu filho, em uma mansão de mil metros quadrados com seis quartos, piscina, churrasqueira, câmeras de segurança e muros de quatro metros de altura, além de cerca eletrificada. O imóvel, localizado na Rua Rosa Simões de Almeida, no balneário capixaba, foi alugado pelo valor de R$ 2,5 mil em janeiro desse ano.

No mês anterior, no dia 17 de janeiro, outro ex-PM que, junto com Popeye, era um dos homens de confiança de Chico Bala também saiu de cena. O ex-cabo Ronald Sílvio Guerino Bortolozzo, 36, foi executado dentro de sua casa, em Ponta Negra, distrito de Maricá, na Região dos Lagos, no final da madrugada. Os assassinos entraram na residência, na Avenida Central, por volta das 5 horas, e pouparam a mulher e o filho do ex-PM.

Após receber informações de que Popeye estava escondido na região, o delegado Luiz Lima Ramos Filho, titular da 60ª DP (Campos Elíseos), recebeu há cerca de um mês a informação de que Popeye estaria escondido na região e entrou em contato com o delegado Fábio Barucke, titular da 35ª DP, que coordenou a operação conjunta para prender o miliciano – que possuía três mandados de prisão, um por porte de arma e dois por homicídio.

“Com a prisão de Popeye, a milícia de Chico Bala ficou sem líderes. Agora, a gente espera que Toni Ângelo, da Liga da Justiça, se entregue”, afirmou Barucke, que revelou que o CCB explorava cerca de 2 mil motoristas só em Campo Grande, onde cada um pagava R$ 50.

Em sua casa, Popeye escondia três caça-níqueis e uma oficina para a manutenção dos aparelhos, que foram apreendidos e encaminhados para perícia. Outro objeto que chamou a atenção dos agentes foi uma peruca encontrada no local. A peça era utilizada como disfarce por Popeye.

“Como ele é bastante forte e poderia ser facilmente reconhecido, usava essa peruca para não ser notado”, afirmou o titular da 35ª DP.

Ele é suspeito de participação no atentado ao Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Sambaetiba, em março de 2009, quando o sargento Yolando Flávio Silva, 38 anos, e o cabo Robson da Silva Reis, 35, lotados no 35º BPM (Itaboraí), foram baleados. O sargento foi o primeiro atingido e sequer teve tempo de reagir. O cabo e um outro policial lotado no DPO sacaram suas armas e deram início a um confronto. Enquanto o sargento foi baleado várias vezes, Robson foi atingido na mão e nas nádegas. O primeiro não resistiu aos ferimentos. Segundo a Polícia, a intenção era roubar as armas dos PMs para fortalecer a milícia.

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