Goleiro do Flamengo cai na rede… da Polícia

Publicado: 8 de julho de 2010 em Uncategorized

Três anos e dez meses após ser apresentado como o novo camisa 1 de um dos clubes brasileiros mais conhecidos mundialmente, o goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, 24 anos, do Flamengo, se apresenta à Polícia sob os gritos de “assassino”. Principal suspeito do desaparecimento da ex-amante, a modelo Eliza Samúdio, 25, ele foi indiciado como mandante do seqüestro da jovem, após a revelação de um motorista gonçalense de que seu sobrinho de 17 anos teria confessado participação no crime.

O atleta e o amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, que também era considerado foragido, chegaram à Divisão de Homicídios (DH) da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, no início da noite desta quarta-feira, dia 7 de julho. Antes, eles se apresentaram na sede da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), no Andaraí, na Zona Norte. Durante a tarde, o menor acompanhou as buscas feitas pelas polícias mineira e carioca pelos restos mortais de Eliza, que estariam escondidos em uma casa no município de Vespasiano, a 27 quilômetros da capital mineira.

Entretanto, os agentes não encontraram indícios de que o corpo da jovem tivesse sido enterrado no local. Os agentes foram checar uma denúncia feita pelo primo de Bruno de que o cadáver da modelo havia siso concretado no imóvel. O piso e o terreno chegaram a ser escavados, mas as buscas tiveram que ser interrompidas no fim do dia por falta de visibilidade. No imóvel, que pertence ao ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Paulista, Bola e Neném, 47, que seria amigo do goleiro, os agentes recolheram quatro cães adultos da raça Rottweiler e outros seis filhotes.

No fim da noite desta quarta-feira, o delegado Felipe Ettore, titular da DH, informou que o goleiro será indiciado como mandante do sequestro de sua ex-amante. Macarrão e o adolescente de 17 anos, que confessou participação no crime, assim como amigos do jogador, serão indiciados como executores do sequestro.

O Ministério Público do Rio também denunciou os dois à Vara Criminal de Jacarepaguá por sequestro, cárcere privado e lesão corporal. A denúncia diz respeito à ação ocorrida em outubro do ano passado, quando Eliza teria sido seqüestrada e obrigada a tomar medicamentos abortivos. Segundo o MP, o crime pode ser agravado pelos maus-tratos aos quais a vítima foi submetida. Caso sejam condenados, eles podem pegar de dois a oito anos de prisão.

Os mandados de prisão contra Bruno e Macarrão foram expedidos pela juíza Fabelisa Gomes de Souza, da Justiça do Rio, na madrugada de ontem, atendendo ao pedido do Ministério Público. A Justiça mineira, através da juíza Marixa Lopes Rodrigues, do 1º Tribunal do Júri de Contagem, expediu oito mandados de prisão temporária relacionados ao desaparecimento da modelo, um deles contra a mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza. Ela foi presa em casa, em Belo Horizonte, na madrugada.

Também foram presos Elenilson Vitor da Silva, caseiro do sítio de Bruno, e outros três amigos do atleta: Flávio Caetano de Araújo, Sérgio Rosa Sales Camilo e Wemerson Marques de Souza, o Coxinha. Todos são acusados de tentar forjar provas durante as investigações.

Denúncia do motorista gonçalense

A prisão de Bruno ocorreu um dia após a denúncia do motorista gonçalense de que seu sobrinho de 17 anos, primo do atleta, teria participado do sequestro da modelo Eliza Samúdio. A confissão do adolescente ocorreu no último sábado, dia 3, na casa do motorista, em Guaxindiba, São Gonçalo, endereço que o próprio atleta costumava freqüentar e fazer churrascos, com a presença de outros jogadores do Flamengo.

Desesperado, o jovem contou que, no dia 4 de junho, ele e Macarrão levaram Eliza e o bebê do Hotel Transamérica, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, até o sítio de Bruno, em Esmeraldas, Minas Gerais. No local, Macarrão colocou a modelo no Range Rover do jogador, onde a polícia encontrou marcas de sangue humano. O jovem disse ainda que estava escondido no banco de trás do veículo e aguardou o momento de distração de Eliza para agredi-la a coronhadas. Os golpes teriam ferido a modelo. O menor também revelou que Bruno teria pago R$ 3 mil a um homem identificado como Clayton para que ele entregasse o corpo de Eliza a um traficante e desaparecesse com o cadáver.

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