Policial assassinado a poucos metros de Cabral

Publicado: 11 de agosto de 2010 em Uncategorized

No dia em que o governador Sérgio Cabral Filho e o chefe de Polícia Civil Allan Turnowski estiveram de visita em São Gonçalo – o primeiro cumprindo sua agenda de campanha e o outro em vistoria à carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), em Neves –, o inspetor da Polícia Civil Nilson Rodrigues da Cunha Filho, 46 anos, foi morto com pelo menos 10 tiros no bairro Colubandê, no início da tarde desta terça-feira, dia 10 de agosto. Ele é o terceiro policial civil assassinado esse ano no município e o segundo agente de Segurança Pública morto em menos de uma semana na cidade. Do início do ano até o momento, 115 policiais foram baleados no Estado do Rio. Destes, 58 morreram. Cinco deles em São Gonçalo.

Lotado na 82ª DP (Maricá), Nilson havia acabado de visitar a filha, de 8 anos, no Boaçu, e foi presenteado por ela em comemoração pelo Dia dos Pais. Ele arrumou o quarto da menina, preparou-a para o colégio e se despediu com um beijo. Em seguida, o agente seguiu para a delegacia, por volta das 12h30, quando resolveu parar para conversar com um amigo, dono de um ferro-velho, no Colubandê. Durante a conversa, o policial presenciou e interveio em uma briga entre dois jovens, na Rua José Mendonça de Campos.

Ocupantes de um veículo preto – um Peugeot ou Punto – presenciaram o episódio e teriam visto a arma do agente no momento em que ele a sacou para apartar a confusão. Os cinco homens esperaram o momento em que Nilson seguia para pegar seu carro, na Rua José de Souza, mais conhecida como Rua da Pedreira, e o renderam. De acordo com testemunhas, os criminosos pediram que o amigo da vítima se afastasse, pois eles queriam apenas a arma do policial.

O inspetor chegou a pedir para que os bandidos se acalmassem, mas eles efetuaram vários disparos na direção da vítima. Pelo menos 10 tiros atingiram a cabeça, o abdômen, as costas e a perna do policial, que morreu no local. Os criminosos fugiram levando a pistola calibre 40 da Polícia Civil. No local do crime, peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) recolheram 11 cápsulas de pistolas calibres 40 e 380. Policiais de todas as delegacias de São Gonçalo e algumas de Niterói estiveram no local do crime.

Agentes da Coordenadoria Regional de Polícia do Interior de Niterói (CRPI-Nit), em ação conjunta com policiais da 72ª DP (Mutuá), 82ª DP (Maricá) e da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), realizaram incursões nos Morros da Chumbada e Menino de Deus, que possuem acessos pelos bairros Mutondo, Centro, Rocha e Galo Branco, mas não conseguiram encontrar os criminosos nem o carro utilizado no crime.

“Estranhamos o fato dele estar demorando a chegar ao serviço e recebemos essa notícia trágica. Fizemos algumas operações e elas continuam. Perdemos um grande amigo e um bom profissional”, comentou o delegado Sérgio Caldas, titular da 82ª DP (Maricá).

Inicialmente, o caso foi registrado na 74ª DP (Alcântara), mas vai ser investigado por policiais do Núcleo de Homicídios da 72ª DP. Os agentes trabalham com a hipótese de execução.

Durante a visita à carceragem da Polinter, em Neves, o chefe de Polícia Civil, delegado Allan Turnowski, lamentou a morte do agente.

“Vejo como mais uma grande covardia que fazem com os policiais. Pelo que me falaram, a princípio, aproveitaram o momento em que ele falava com um amigo e o executaram friamente. Cabe agora à Polícia investigar e prender os assassinos, para que esse crime não fique impune. Uma covardia como essa não pode ficar impune e vamos trabalhar para prendê-los”, ressaltou Turnowski.

Morador de Quintino, na Zona Norte do Rio, Nilson estava há 14 anos na Polícia Civil. Ele era casado e tinha dois filhos, um de 15 anos e a menina de 8. A Polícia vai investigar se o homicídio tem relação com a morte de Augusto Luiz Trajano Lopes, 41, que seria sócio de Nilson em um ferro-velho no Mutondo. Ele foi assassinado com tiros no rosto e no pescoço, na Avenida José Mendonça de Campos, no último dia 31 de julho. Testemunhas afirmaram que o ocupante da garupa de uma motocicleta fez os disparos.

Dois funcionários do ferro-velho, que estavam a poucos metros da vítima, conseguiram correr e não foram atingidos pelos disparos. O crime chocou moradores e familiares do comerciante, que era morador do bairro e muito querido pelos vizinhos. A motivação do crime ainda é desconhecida. A Polícia investiga a hipótese de vingança, já que nada foi roubado. O comerciante era casado e deixou duas filhas, de 15 e 17 anos. O caso está sendo investigado por policiais 74ª DP. Caso seja confirmada a sociedade, a Polícia vai investigar a conexão entre as mortes.

No dia 20 de janeiro desse ano, o detetive Antônio Cezar Fonseca Stockler, 50, e o inspetor João Carlos Gomes Coelho, 47, ambos lotados na 72ª DP, foram mortos a tiros quando verificavam uma denúncia sobre o esconderijo de traficantes do Complexo do Salgueiro, entre eles o chefe do tráfico de drogas da Fazenda dos Mineiros, Leandro Marcelo dos Santos, o Araken ou Arak, 29.

Na casa 37 da Rua Pedro Corrêa, no Rodo de Itaúna, os policiais prenderam Michel Santana Fonseca e Vanessa Cortez Lima. Com eles, foram encontrados uma submetralhadora 9 mm, um carregador, quatro celulares, munições e uma moto Honda, placa KYX-0924. Enquanto um agente ficou na viatura com Michel, Stockler e Coelho seguiram com Vanessa até outra casa da rua, onde estavam Araken e sua namorada, Jéssica Cristina Pereira Bento, 19. Quando os policiais entraram no imóvel, o traficante efetuou vários disparos. Os agentes foram atingidos e morreram no local. Araken foi preso 12 horas após o crime na Fazenda dos Mineiros.

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comentários
  1. rodrigo disse:

    quando eu entrar pra polícia vou mater esses vagabundos todos que matar o nilson, parceiro e pai do meu amigo de apenas 16 anos.

    não se deve prender, se deve matar acabar com a raça.

  2. rodrigo disse:

    quando eu entrar para a polícia vou matar esses vagabundos todos que mataram o nilson, parceiro e pai do meu amigo de apenas 16 anos.

    não se deve prender, se deve matar acabar com a raça. eles pegam os de lei e matam e agente tem que pegar e prender? não tem que matar!!

  3. Luiz disse:

    A violência está destruindo muitas famílias no Rio de Janeiro infelizmente.

  4. rodrigo disse:

    infelizmente os que criam as leis, lá em brasília, eles falam pra prender, mas te pergunto quando eles pegam um de nós eles prendem? tem que colcoar o core e o bope em cima deles e sair largando o dedo pra cima deles.

  5. rodrigo disse:

    Isso não pode ficar impune, a morte de um grande amigo em vão, não pode… é isso que vai me dar forças pra entrar e acabar com a raça deles.

  6. juan disse:

    tem que acabar com esses vermes ! estrago a vida do meu amigo! é isso ai rodrigo

  7. […] Relembre o caso: Policial assassinado a poucos metros de Cabral […]

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