Ordem para execução de WG partiu de Bangu 3

Publicado: 22 de agosto de 2010 em Uncategorized

A peregrinação dos familiares de Wagner Pereira Farias, o Waguinho ou WG, de 22 anos, em busca pelo corpo do rapaz – executado por traficantes do Jardim Catarina, na última quarta-feira – terminou na manhã de ontem.

Por volta das 8h, o motorista Ronaldo Faria, 49, tio de WG, encontrou o corpo do jovem em um rio na Favela do Valão, na Rua Olegário do Nascimento, altura da Rua 45. A procura pelo cadáver do rapaz já durava três dias, desde quando ele desapareceu após ser chamado para uma conversa com traficantes da comunidade na última quarta-feira.

Cerca de 100 pessoas, entre elas pelo menos 25 familiares da vítima, acompanharam o trabalho de resgate da equipe do Corpo de Bombeiros, que utilizou uma espécie de draga para retirar o corpo do valão. De acordo com peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), WG foi assassinado com pelo menos oito tiros no tórax e nas costas.

“Independente do que ele era ou deixa de ser, o Wagner era da família e tínhamos carinho por ele. Por isso, exigimos respeito por parte das autoridades na apuração desse crime, já que chegamos a ser ameaçados por estarmos apenas procurando o corpo dele”, indignou-se a comerciária Milene Pereira Couto, 32, madrasta da vítima.

“Pelo menos ameniza um pouco a nossa dor”, completou o tio do rapaz.

De acordo com a polícia, a ordem para executar WG partiu de uma das selas do Presídio Dr. Serrano Neves (Bangu 3), em Bangu, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio, onde se encontra preso um homem identificado apenas como Neuber ou NB. Ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV), ele é apontado como o chefe do tráfico de drogas no Jardim Catarina. Da cadeia, ele teria ordenado que um traficante conhecido como VT – apontado como o atual gerente das bocas-de-fumo na comunidade – executasse WG. A determinação recebida por VT foi repassada para dois homens identificados como Coroa e Cocão, que teriam atraído a vítima para uma emboscada para cometer o crime.

Um inquérito instaurado pela 74ª DP (Alcântara) apura o envolvimento de WG em pelo menos três homicídios, entre eles as mortes dos traficantes conhecidos como Olho de Gato e Honório Beiçola, encontrados mortos dentro de um Gol, na Rua 14, em Guaxindiba, em maio.

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