Arquivo de 2 de setembro de 2010

Cerca de R$ 270 mil por mês. Este é o valor faturado por uma central clandestina de televisão por satélite que funcionava em Itaipuaçu, distrito de Maricá, na Região dos Lagos. A descoberta foi feita por agentes da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE), que estouraram o “Sky Gato”, no início da manhã desta quinta-feira, dia 2 de setembro.

Os policiais chegaram até a central clandestina – que utilizava dois imóveis localizados nas ruas Flamboyants e Girassóis – por acaso, após cumprirem um mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Criminal de Maricá na sede da Fortinternet. A empresa, que oferecia planos de internet banda larga, funcionava em um posto de combustíveis na Estrada de Itaipuaçu.

“A empresa funcionava como fachada. As pessoas que assinavam o plano recebiam a proposta para assinar também a Sky”, revelou o delegado Alexandre Capote, substituto da Draco.

“Assim que chegamos à empresa, descobrimos que em duas ruas atrás do posto havia imóveis que funcionavam como centrais de distribuição dos sinais da televisão por satélite”, ressaltou, explicando que as investigações tiveram início em abril do ano passado.

Os proprietários do “Sky Gato” são dois policiais civis que já foram identificados. Um deles já responde a um inquérito por concussão (artigo 316 do Código Penal: “exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida”) e cumpre prisão no regime semi- aberto decretada pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo.

“Não vamos divulgar os nomes, pois o inquérito ainda não foi concluído, mas os dois já estão identificados”, declarou o delegado Cláudio Ferraz, titular da especializada.

Além de cabos, fios, estantes de metal para aparelhos utilizados no esquema e equipamentos para furtar e distribuir os sinais da operadora – como decodificadores, transformadores e fontes de alimentação -, os policiais também apreenderam amplificadores de distribuição – que são instalados em postes e além de furtar o sinal, também furtam energia elétrica.

“Eles lesavam a Sky e também a Ampla”, ressaltou um dos agentes que participaram da ação.
No terreno de uma das residências os policiais apreenderam três carros – o Gol verde placa KNJ 3495, o Palio branco placa KWW 0354 e o Uno branco placa LND 4625.

“Durante as investigações identificamos onze veículos que eram usados para a manutenção da central clandestina. Destes, pelo menos nove foram comprados financiados, repassados a terceiros e encontram-se em fase de alienação. As pessoas acabam não pagando os impostos e parcelas devidas e o automóvel acaba ficando com mandado de busca e apreensão”, enfatizou.

Os envolvidos no caso vão responder pelos crimes de furto qualificado de energia, distribuição ilegal de sinal de TV a cabo e formação de quadrilha.

Ninguém foi encontrado nos imóveis, mas todos os aparelhos – tanto os da empresa de internet como os da central clandestina de tevê via satélite – estavam ligados no momento da chegada das equipes. Na noite da véspera da ação, o serviço de internet não funcionou, mas os policiais não sabem se houve vazamento da operação – que contou com a participação de peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Funcionários da concessionária de energia elétrica Ampla foram chamados e derrubaram antenas parabólicas de uma das casas e arrancaram as fiações ilegais dos postes.

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Cerca de R$ 270 mil por mês. Este é o valor faturado por uma central clandestina de televisão por satélite que funcionava em Itaipuaçu, distrito de Maricá, na Região dos Lagos. A descoberta foi feita por agentes da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE), que estouraram o “Sky Gato”, no início da manhã desta quinta-feira, dia 2 de setembro.

Os policiais chegaram até a central clandestina – que utilizava dois imóveis localizados nas ruas Flamboyants e Girassóis – por acaso, após cumprirem um mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Criminal de Maricá na sede da Fortinternet. A empresa, que oferecia planos de internet banda larga, funcionava em um posto de combustíveis na Estrada de Itaipuaçu.

“A empresa funcionava como fachada. As pessoas que assinavam o plano recebiam a proposta para assinar também a Sky”, revelou o delegado Alexandre Capote, substituto da Draco.

“Assim que chegamos à empresa, descobrimos que em duas ruas atrás do posto havia imóveis que funcionavam como centrais de distribuição dos sinais da televisão por satélite”, ressaltou, explicando que as investigações tiveram início em abril do ano passado.

Os proprietários do “Sky Gato” são dois policiais civis que já foram identificados. Um deles já responde a um inquérito por concussão (artigo 316 do Código Penal: “exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida”) e cumpre prisão no regime semi- aberto decretada pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo.

“Não vamos divulgar os nomes, pois o inquérito ainda não foi concluído, mas os dois já estão identificados”, declarou o delegado Cláudio Ferraz, titular da especializada.

Além de cabos, fios, estantes de metal para aparelhos utilizados no esquema e equipamentos para furtar e distribuir os sinais da operadora – como decodificadores, transformadores e fontes de alimentação -, os policiais também apreenderam amplificadores de distribuição – que são instalados em postes e além de furtar o sinal, também furtam energia elétrica.

“Eles lesavam a Sky e também a Ampla”, ressaltou um dos agentes que participaram da ação.
No terreno de uma das residências os policiais apreenderam três carros – o Gol verde placa KNJ 3495, o Palio branco placa KWW 0354 e o Uno branco placa LND 4625.

“Durante as investigações identificamos onze veículos que eram usados para a manutenção da central clandestina. Destes, pelo menos nove foram comprados financiados, repassados a terceiros e encontram-se em fase de alienação. As pessoas acabam não pagando os impostos e parcelas devidas e o automóvel acaba ficando com mandado de busca e apreensão”, enfatizou.

Os envolvidos no caso vão responder pelos crimes de furto qualificado de energia, distribuição ilegal de sinal de TV a cabo e formação de quadrilha.

Ninguém foi encontrado nos imóveis, mas todos os aparelhos – tanto os da empresa de internet como os da central clandestina de tevê via satélite – estavam ligados no momento da chegada das equipes. Na noite da véspera da ação, o serviço de internet não funcionou, mas os policiais não sabem se houve vazamento da operação – que contou com a participação de peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Funcionários da concessionária de energia elétrica Ampla foram chamados e derrubaram antenas parabólicas de uma das casas e arrancaram as fiações ilegais dos postes.