Quadrilha de Rose Peituda denunciada pelo MP

Publicado: 10 de setembro de 2010 em Uncategorized

Roseli dos Santos Costa, a Rose Peituda, 41 anos

Onze integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas no Morro do Barbante, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, desde 2006, foram denunciados pelo Ministério Público, por intermédio da 30ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, por crime de tráfico de drogas e solicitou a prisão preventiva dos acusados.

De acordo com o MP, a região servia de posto avançado dos traficantes do Complexo do Alemão, na Penha, também na Zona Norte. O MP determinou, ainda, a instauração de Inquérito Policial pela 37ª DP (Ilha do Governador), para identificar mulheres e taxistas que guardavam e transportavam as drogas do Barbante, e pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), para apurar a participação de dois adolescentes infratores no bando.

Dentre os denunciados, Roseli dos Santos Costa, a Rose Peituda, é apontada como chefe do tráfico no Morro do Barbante. Ela teria atuado na organização da estrutura criminosa local após a expulsão de uma milícia pelo 17º BPM (Ilha do Governador) e a morte de seu companheiro, André Luiz dos Santos, o André Negão. Segundo a denúncia, após a prisão de Roseli, em janeiro de 2009, passaram a compartilhar o comando do bando os denunciados Wagner Barreto de Alencar, o Cachulé, e Marcos Felipe Pereira Teles, o Vascaíno, companheiro de Rose na época.

Marcos Felipe foi gerente-geral do grupo, responsabilizando-se pela compra, distribuição e abastecimento das drogas nas bocas-de-fumo. Ele também atuaria repassando ordens da líder presa aos demais integrantes da organização criminosa. Posteriormente, com a prisão e o afastamento de Wagner e Marcos Felipe, a chefia do comércio ilegal foi novamente transferida ao denunciado Marcelo Gomes Ribeiro, que passou a comandar toda a quadrilha, depois de prévia autorização de Roseli.

Também constam da denúncia Vilson Angelo Livramento de Almeida, que atuava na venda de entorpecentes na comunidade; Nilton Carlos Mota dos Santos de Brito, que dava suporte às bocas-de-fumo, recolhendo o dinheiro dos pontos de venda; Flávio Alves de Oliveira, que atuava como um dos “gerentes do pó”, administrando e controlando a venda de cocaína em embalagens de R$ 10 junto às bocas-de-fumo; Daniel Braz Martins, que dirigia a venda de crack; Odinei Silva de Castro, responsável por transmitir as ordens de Vascaíno, líder-geral na época, aos demais comparsas; Alexandre Fernandes de Souza, responsável por receber, esconder e distribuir as drogas nos pontos de venda da comunidade, e José Alan de Lima Souza, responsável pela venda da cocaína em embalagens de R$ 5.

“O Ministério Público, junto com a Polícia, está atento à ação dos bandidos e os punirá com os rigores da lei”, disse o promotor de Justiça Sauvei Lai, subscritor da denúncia.

Alguns dos denunciados estão presos e, com exceção de Alexandre Fernandes de Souza, já tinham anotações criminais, inclusive por crime de tráfico de drogas. Ainda foi requerida a submissão dos denunciados, quando capturados, ao regime disciplinar diferenciado, transferindo-os à unidade prisional adequada.

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