Arquivo de 12 de setembro de 2010

A poucos dias da metade do mês de setembro, o ano de 2010 chega a uma estatística assustadora e triste: 123 policiais já foram baleados no Estado do Rio de Janeiro. O caso mais recente ocorreu em São Gonçalo, na noite deste sábado, dia 11 de setembro.

O sargento reformado da Polícia Militar Luiz Cláudio Pereira Barsi, 45 anos, estava no interior de seu bar, na Rua Dalva Raposo, no bairro Tribobó, quando foi surpreendido por homens armados. Sem tempo para reagir, ele acabou baleado pelos criminosos.

O PM ainda foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Alberto Torres – mais conhecido como Hospital Geral de São Gonçalo – no Colubandê, mas não resistiu. Ele é o 49º policial militar assassinado no Estado, de janeiro a hoje.

Sargento reformado da Polícia Militar Luiz Cláudio Pereira Barsi, 45 anos

A estatística tem 60 policiais mortos – sendo 49 PMs, 10 policiais civis e um agente da Polícia Federal. Dos baleados que resistiram, 54 eram PMS, oito eram policiais civis e um policial federal.

Dois dias atrás, o policial civil aposentado Alexandre Pinto de Oliveira Neto, 52, foi baleado e sequestrado por bandidos, em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio. O crime aconteceu na Praça Oscar Rossini, onde ele teria se envolvido em uma briga com dois homens no bar de sua propriedade.

A dupla chegou a ir embora, mas voltou, minutos depois, acompanhada por mais dois comparsas em um Vectra branco e dispararam várias vezes contra a o policial, que foi atingido no peito e na cabeça. Em seguida, os bandidos arrastaram Alexandre, que ainda estava vivo, e o jogaram na mala do carro, saindo em disparada. Até o início da noite de ontem, o corpo ainda não havia sido encontrado.

Também no dia 9 de setembro, o cabo Wellington Mendonça de Mattos, 32, lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), foi baleado durante confronto entre criminosos e policiais do 7º BPM (São Gonçalo) e do 12º BPM (Niterói) no sentido Rio da Ponte Rio-Niterói.

Ele estava de folga e em um carro descaracterizado, na altura da praça do pedágio, quando foi atingido. O PM teria tentado ajudar na perseguição aos bandidos, que haviam roubado o Fiat Punto do sargento do Corpo de Bombeiros Fábio Freitas Almeida, 36, na Água Mineral, em São Gonçalo, momentos antes, e fugiam em direção ao Parque Alegria, no Complexo do Caju, na Zona Portuária do Rio. A perseguição teve início em Neves. Os criminosos conseguiram fugir.

Acompanhe os números completos aqui:
Estatística de Policiais Mortos e Baleados no Estado do Rio em 2010

Foragido preso enquanto passeava em Paquetá

Publicado: 12 de setembro de 2010 em Uncategorized

Diogo de Souza Machado, o Paquetá, 22 anos

Apontado pela Polícia como um dos chefes do tráfico no Morro do Barbante, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, Diogo de Souza Machado, o Paquetá, 22 anos, foi preso por policiais do 17º BPM (Ilha do Governador) enquanto passeava com a mulher e a filha pela Ilha de Paquetá. A prisão do acusado – que estava foragido do Instituto Penal Edgard Costa, no Centro de Niterói – foi efetuada na tarde deste domingo, dia 12 de setembro.

Na última semana, onze integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas no Morro do Barbante desde 2006 foram denunciados pelo Ministério Público, por intermédio da 30ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, por crime de tráfico de drogas.

De acordo com o MP, a região servia de posto avançado dos traficantes do Complexo do Alemão, na Penha, também na Zona Norte. O MP determinou, ainda, a instauração de Inquérito Policial pela 37ª DP (Ilha do Governador), para identificar mulheres e taxistas que guardavam e transportavam as drogas do Barbante, e pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), para apurar a participação de dois adolescentes infratores no bando.

Dentre os denunciados, Roseli dos Santos Costa, a Rose Peituda, é apontada como chefe do tráfico no Morro do Barbante. Ela teria atuado na organização da estrutura criminosa local após a expulsão de uma milícia pelo 17º BPM e a morte de seu companheiro, André Luiz dos Santos, o André Negão. Segundo a denúncia, após a prisão de Roseli, em janeiro de 2009, passaram a compartilhar o comando do bando os denunciados Wagner Barreto de Alencar, o Cachulé, e Marcos Felipe Pereira Teles, o Vascaíno, companheiro de Rose na época.

A noite de diversão em um show de pagode com a namorada e um casal de amigos terminou de forma trágica para o eletricista José Francisco Farias Nacif, de 29 anos. O jovem foi assassinado com mais de 10 tiros de pistola quando seguia no Fiat Tipo, placa LAS 8717, pela Rua José Mendonça de Campos, no Mutondo, na madrugada deste sábado, dia 11 de setembro.

De acordo com testemunhas, o crime ocorreu por volta das 5h30. Dois homens em uma motocicleta emparelharam com o carro da vítima e efetuaram vários disparos, que atingiram o rosto e o peito do eletricista. Um dos tiros atingiu de raspão a namorada do jovem, uma auxiliar administrativa de 23 anos. O casal que os acompanhava saiu do carro ao ouvir os disparos e não sofreu nenhum ferimento.

Moradora do bairro Santa Catarina, a vítima estaria levando a namorada em casa após sair de um show no Centro Cultural Porto da Pedra, no bairro de mesmo nome, quando foi abordada pelos criminosos. Nos bancos traseiro e dianteiro do veículo, peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) recolheram várias cápsulas para pistola calibre 380.

Policiais do Núcleo de Homicídios da 72ª DP (Mutuá) devem convocar a namorada do jovem para prestar depoimento ainda nesta semana. Os agentes trabalham, inicialmente, com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) como motivação do crime, já que outras duas pessoas foram mortas em tentativas de assalto no bairro por ocupantes de uma motocicleta preta. Contudo, os policiais também não descartam a hipótese de execução.

Alan Antônio Domingos Ferreira, 23 anos

No dia 18 de junho desse ano, o promotor de vendas Alan Antônio Domingos Ferreira, 23, foi assassinado com um tiro na costas durante uma tentativa de assalto no Mutondo. O crime ocorreu a poucos metros de sua casa, quando ele seguia para a academia com uma amiga na Rua Tenente Bráulio. Ele chegou a ser levado pela mãe ao Pronto Socorro de São Gonçalo, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com testemunhas, o crime também foi praticado por dois homens em uma moto.

Um mês e meio depois, o dono de ferro-velho Augusto Luiz Trajano Lopes, 41, foi assassinado com tiros no rosto e no pescoço por motoqueiros, em frente ao seu estabelecimento, localizado na Avenida José Mendonça de Campos.