Vigilante bancário tinha três mandados de prisão

Publicado: 19 de outubro de 2010 em Uncategorized

Contratado para dar segurança aos clientes de uma agência do Banco do Brasil, no Centro de Niterói, o vigilante Peterson Gonçalo Guedes Pereira, 24 anos, foi preso sob acusação de praticar aquilo que, em tese, deveria evitar: assaltos. Ele foi surpreendido por policiais do 12º BPM (Niterói) no próprio local de trabalho, na Rua da Conceição, no início da manhã desta segunda-feira, dia 18 de outubro.

Os policiais militares realizavam patrulhamento de rotina na via, por volta das 2h, quando viram um homem em atitude suspeita próximo aos caixas eletrônicos. Ao se aproximarem, os PMs perceberam que se tratava de um vigilante, devidamente uniformizado, mas desconfiaram do fato dele estar do lado de fora da agência bancária, o que não é comum naquele horário.

Os policiais solicitaram o documento de identificação do suspeito, que se negou a apresentá-lo e se refugiou no interior da instituição financeira. Os PMs, então, realizaram um cerco no local durante toda a madrugada. Após a chegada do gerente da agência bancária e do responsável pela empresa que presta serviços para a instituição financeira, o Grupo CJF, Peterson decidiu se entregar e foi encaminhado à 76ª DP (Centro de Niterói).

Na delegacia, os agentes constataram que contra o acusado havia três mandados de prisão, um por assalto e dois por tentativa de homicídio. Os pedidos de prisão, expedidos pela Comarca de Itaboraí, são referentes ao mesmo fato, ocorrido em fevereiro desse ano, quando Peterson e um comparsa, identificado como Gilton, roubaram um Fiesta em Itaboraí e trocaram tiros com policiais rodoviários federais e PMs do 35º BPM (Itaboraí) durante perseguição.

Indagado sobre a contratação do vigilante com mandado de prisão, o advogado do Grupo CJF, Mario Bello, afirmou que, como de praxe, o funcionário apresentou certidões negativas e ficha criminal limpa.

“Ele trabalha conosco há três meses e, desde então, não havia qualquer irregularidade em seu histórico. Se houve alguma falha na emissão dessas certidões por parte de algum órgão, a empresa vai buscar saber onde ocorreu para evitá-las, já que estamos há 52 anos no mercado e nunca tivemos um caso parecido como esse. Mesmo assim, prestaremos assistência jurídica ao funcionário, pois ele nega as acusações”, explicou.

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