Mãe acusa coordenadora de agressão dentro de Ciep

Publicado: 4 de novembro de 2010 em Uncategorized

Mãe de um aluno do Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Emiliano Di Cavalcanti, no Badu, na Região de Pendotiba, em Niterói, a dona de casa Vanessa Simião Gomes, 30 anos, acusou uma das coordenadoras de turma da escola de ter agredido o filho dela, de 8 anos, na segunda-feira, dia 25 de outubro. O crime teria ocorrido na secretaria da instituição de ensino após um ato de indisciplina do estudante.

Ela contou aos policiais da 79ª DP (Jururujuba), onde o caso foi registrado como lesão corporal, que foi chamada à escola para buscar o filho antes do horário e se surpreendeu ao encontrá-lo com arranhões no rosto e no pescoço. Questionado sobre o quê e quem havia provocado os ferimentos, o menino contou que foi unhado pela “tia” após jogar grama nos carros que passavam na rua. Ele disse ainda que, em seguida, foi levado para uma sala, onde a funcionária teria apertado seu pescoço e batido com sua cabeça na porta.

“Meu filho é arteiro, mas isso não justifica. Eu nunca encostei um dedo sequer nele, sempre procurei educá-lo através da conversa. Ele está no colégio justamente para aprender a ter mais disciplina e não para ser agredido por uma pessoa que deveria orientá-lo”, disse, indignada, a dona de casa.

Ainda segundo a mãe do estudante, a funcionária da escola se defendeu das acusações, alegando que o feriu na tentativa de contê-lo após o menino derrubar vários objetos da mesa da secretaria.

“Ele podia ter quebrado a escola toda que ela não tinha o direito de fazer isso”, completou.

O menino foi encaminhado ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), onde foi submetido ao exame de corpo de delito, cujo resultado deve sair em 15 dias. De acordo com policiais da 79ª DP, todos os envolvidos no fato serão intimados a depor da distrital.

A Secretaria de Estado de Educação informou que tomou conhecimento do incidente no Ciep e, através de sua Coordenadoria Regional, está apurando o ocorrido para tomar as providências cabíveis.

“Profissionais como esses não são dignos de trabalhar com crianças. Sou mãe e sei o quanto meu filho é levado, mas os professores devem estar preparados para lidar com todo o tipo de aluno. Denunciei à Polícia porque vemos vários casos de agressão nas escolas que terminam em morte”, ressaltou.

No último dia 15 de outubro, familiares do estudante Jean Teixeira Justen, 14 anos, denunciaram à Polícia que o adolescente morreu após ser espancado dentro da Escola Municipal Profª. Marlucy Salles de Almeida, na Trindade, em São Gonçalo. A mãe do estudante, a dona de casa Lucimar Teixeira Justen, 35, acredita que o motivo da agressão foi o fato de Jean ser portador de nanismo, doença genética que retarda o crescimento. A direção da instituição de ensino negou que o estudante tenha sido submetido a qualquer tipo de perseguição por parte dos outros alunos e afirmou que o ferimento na cabeça sofrido pelo adolescente, no dia 9 de setembro, ocorreu acidentalmente durante uma brincadeira de bola com uma colega de classe.

A Polícia Civil aguarda o resultado do exame de corpo de delito e o laudo cadavérico para saber as causas da morte de Jean.

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