Traficante sequestra menor em retaliação ao término do namoro

Publicado: 29 de novembro de 2010 em Uncategorized

Indignada com o envolvimento do namorado com o tráfico de drogas, uma estudante de 13 anos resolveu dar fim ao relacionamento de um ano que mantinha com Y, de 17. Revoltado com a decisão da menor, o adolescente resolveu seqüestrá-la, na tarde da última quinta-feira, dia 25 de novembro, e mantê-la em cárcere privado no alto do Morro Menino de Deus, no Rocha, em São Gonçalo.

Após 24 horas sob o domínio do ex-namorado e dividindo o mesmo espaço com, pelo menos, 10 traficantes fortemente armados, ela foi resgatada por policiais do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do 7º BPM (São Gonçalo) em uma casa no alto da comunidade, no início da tarde do dia seguinte, 26 de novembro. O adolescente – que é foragido do Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (Criaad) – conseguiu escapar do cerco dos PMs acompanhado de outros criminosos.

De acordo com a Polícia, a menor – que é moradora do Jardim Catarina – foi abordada pelo rapaz em Alcântara e obrigada a segui-lo para o morro sob ameaças.

“Ele me parou na rua e falou que se eu não o acompanhasse eu levaria dois tiros no pé”, contou, ainda muito assustada.

As ameaças, contudo, não são recentes. O término do relacionamento teria obrigado a menor a abandonar as aulas no Colégio Municipal Estephânia de Carvalho, no Laranjal, onde cursava a quinta série.

“Larguei a escola, pois ele sempre ia lá atrás de mim. Mas não adiantou nada porque ele me achou quando fui a Alcântara trocar um sapato. Quando começamos a namorar, ele era tranqüilo, mas se envolveu com essas coisas e decidi larga-lo”, contou.

As ameaças se estenderam à família da menor, que foi coagida a não comunicar o fato à Polícia.

“Ele mandava mensagens dizendo que ia explodir todo mundo caso denunciássemos. Ele sabe onde moro e trabalho e isso me deixa em pânico, já que ele ainda não foi preso”, contou a mãe da vítima, que preferiu não se identificar.

Os PMs encaminharam a menor para a 72ª DP (Mutuá), onde ela foi entregue à mãe, que não hesitou em dizer: “Agora, preciso encontrar um lugar para a minha filha ficar”.

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