Militar e namorada acusados de matar técnico judiciário

Publicado: 17 de janeiro de 2011 em Uncategorized

Um soldado da Aeronáutica e a namorada foram presos por policiais da 74ª DP (Alcântara) sob a acusação de assassinar a facadas o técnico judiciário Alfredo dos Santos do Nascimento, de 43 anos, no bairro Jardim Catarina, no último dia do ano passado.

De acordo com os agentes do Grupo de Investigação Complementar (GIC), Felipe Wallace Ferreira, 22, e Maria Eduarda Raposo dos Santos, a Duda, 20, executaram o funcionário público, no Jardim Catarina Velho, na madrugada do dia 31 de dezembro. O corpo da vítima – que trabalhava na Assessoria Direta aos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) – foi encontrado por moradores caído ao lado do CrossFox preto, placa KWL-1272, na Rua Adelaide Lima.

Os policiais chegaram ao casal após encontrar uma anotação na casa da vítima – que morava no bairro Maria da Graça, na Zona Norte do Rio – com o endereço onde o corpo do funcionário público foi encontrado. Além do nome da rua, no papel havia o nome “Duda” junto com anúncios de serviços sexuais de garotas de programa e travestis.

Os agentes voltaram ao Jardim Catarina, onde conseguiram localizar Maria Eduarda e o namorado, que apresentava um ferimento na mão e se preparava para se mudar do bairro. Os agentes o encaminharam para o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) para saber que tipo de objeto poderia ter provocado o machucado. Em seguida, os dois foram levados para a 74ª DP para prestar depoimento.

Na delegacia, Felipe negou as acusações e contou que, no dia do crime, estava em um bar na Lapa e foi mordido por um cachorro quando voltava para casa. Os agentes desconfiaram da versão, já que o ferimento do militar era padrão de faca. Pressionado diante das contradições, ele acabou confessando o crime e contou uma versão para a motivação do assassinato que surpreendeu os próprios policiais.

De acordo com o soldado, que é considerado desertor pela Aeronáutica, o funcionário público conheceu Duda na Vila Mimosa – tradicional ponto de prostituição carioca – e tronou-se cliente assíduo de seus serviços sexuais. Entretanto, há oito meses, ela teria largado a profissão para iniciar o relacionamento amoroso com o militar.

Ainda segundo ele, o técnico judiciário não aceitava o fato e continuava a telefonar com freqüência para sua namorada. No dia 31 de dezembro, a vítima marcou um encontro com Duda e o namorado sob o pretexto de apenas ajudá-los na compra de remédios controlados que ela fazia uso. Contudo, ao entrar no CrossFox, o funcionário público teria proposto transar com a jovem na frente do militar. Os dois acabaram discutindo e entraram em luta corporal.

Durante a briga, Duda correu e se escondeu em um matagal. O acusado contou ainda que a vítima tentou esfaqueá-lo, mas ele conseguiu tomar o objeto e atingi-lo no peito. A versão foi a mesma contada por Duda, que se contradisse apenas sobre quem era o dono da faca. A jovem afirmou que o namorado andava com o objeto para protegê-la.

Diante da confissão e do reconhecimento de duas testemunhas do crime, a polícia pediu a prisão temporária por 30 dias do casal por homicídio. O mandado foi expedido pelo juiz Luiz André Bruzzi Ribeiro, do Plantão Judiciário da Capital. O militar foi encaminhado sob escolta de colegas de farda para o Presídio da Aeronáutica. A jovem foi levada para a Casa de Custódia de Magé. Os policiais aguardam o resultado da perícia complementar feita no carro, onde foram encontradas digitais e cabelos, para pedir a prisão preventiva dos acusados.

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