Miliciano é preso com pistola no Engenho Pequeno

Publicado: 17 de janeiro de 2011 em Uncategorized

Moisés Conceição de Oliveira Júnior, 28 anos

Apontado como integrante de uma milícia que age em quatro bairros de São Gonçalo, Moisés Conceição de Oliveira Júnior, 28 anos, foi preso por policiais do Serviço de Inteligência (P-2) do 7º BPM (São Gonçalo), na tarde desta quarta-feira, dia 29 de dezembro.

Segundo a Polícia, ele faz parte do grupo que levou o comando do 7º BPM (São Gonçalo) a instalar um trailer no Engenho Pequeno, com o objetivo de coibir novas ações criminosas do bando e, também, com a finalidade de receber denúncias de moradores sobre a atuação dos criminosos.

O grupo, que trava uma guerra com traficantes, vem tentando se perpetuar na região desde 2005, quando iniciou uma série de assassinatos. Os PMs chegaram a Moisés após receberem uma denúncia anônima informando que homens armados estariam coagindo comerciantes e moradores do Engenho Pequeno, Zumbi, Pita e Covanca a aceitarem o serviço de segurança ilegal oferecido pelo grupo paramilitar.

Ao chegarem à Rua Maria Bastos, altura do número 30, no Engenho Pequeno, os policiais viram Moisés jogar um objeto para debaixo de um carro. Os PMs realizaram buscas no local e encontraram uma pistola PT 92, calibre 9mm. O acusado recebeu voz de prisão e foi encaminhado à 74ª DP (Alcântara), onde foi autuado por porte ilegal de arma. Na delegacia, ele contou que trabalha para um homem conhecido como Sandrinho. Entretanto, Moisés não quis revelar o valor cobrado pela segurança ilegal.

Em novembro do ano passado, agentes da 72ª DP (Mutuá) desarticularam uma milícia que atuava nesses quatro bairros. Na ação, sete pessoas foram presas, entre elas Alex Sandro da Silva, o Sandrinho, 32, apontado como o atual chefe do grupo armado que atua na região. A prisão foi decretada pela juíza da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, Patrícia Accioli, que acolheu uma denúncia do Ministério Público sobre integrantes da milícia que estaria atuando na região.

Assassinatos em série passaram a ser rotina

Irmã dos milicianos conhecidos como Vaco e Chaveirinho, Aline da Silveira Rosa, 24 anos, foi assassinada a tiros em um bar na Rua Sena Borges, no Zumbi, em São Gonçalo, na noite do dia 17 de junho de 2010. Segundo a Polícia, o crime pode ter sido praticado por traficantes, apenas porque a vítima era irmã dos homens acusados de integrar o grupo de extermínio responsável pela eliminação de traficantes e outros bandidos na região.

Após a decretação da prisão, seis integrantes do bando foram presos e responderam a processo, entre eles uma policial militar que foi absolvida da acusação, e um funcionário do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe). O inquérito da Polícia Civil aponta o grupo como responsável pela execução do segurança André Tupinambá Xavier, o André Pitt, 37, que seria a testemunha-chave de um processo que tramitava na 4ª Vara Criminal sobre a atuação de uma suposta milícia na região.

O segurança foi assassinado a tiros, no Luiz Caçador, quando seguia para prestar depoimento no Fórum, em Santa Catarina, em março de 2008. O grupo é investigado por outros seis homicídios. Uma das mortes seria da também testemunha do processo, Raoni Muniz Portugal, assassinado a tiros em agosto de 2005.

O Ministério Público e a Polícia continuam rastreando as ações do grupo que resultaram em diversas mortes em busca de nomes dos envolvidos, mas Moisés Conceição ainda não figurava como integrante do bando. As investigações apontam os nomes de Wanderson Cleiton Rosa Martins, o Piu-Piu, de Jorge Henrique da Silva Pereira Batista, o Jorginho, de Leandro Medeiros Rosa, de Heliandro Fernandes Perez, o Zoca, de um rapaz identificado apenas como Orelha, e de Luiz Eduardo Verdan Malafaia, o Eduardinho, 18, homicídio pelo qual Zado, Chaveirinho e Vaco estão presos, condenados a 25 e 22 anos de reclusão. Os citados estariam envolvidos em pelo menos seis assassinatos.

Milicianos em ‘guerra’ com traficantes

Desde 2005 as ações do grupo vêm sendo monitoradas pelo Ministério Público, mas o jogo começou a mudar quando o tráfico de drogas matou dois dos principais seguranças da milícia, incluindo Claudecir José Gomes de Figueiredo, 32 anos, cunhado do líder do bando, Alex Sandro da Silva, o Sandrinho, dando início a uma guerra com baixas nos dois lados. Em 24 de agosto de 2009, o tráfico matou o segurança Fábio Márcio Melo de Oliveira, o Marcinho, 28. Os assassinos estariam em um carro escuro e deram 12 tiros no rosto e no tórax.

Em 19 de fevereiro de 2010 houve o revide da milícia, que tinha como alvo o traficante conhecido como Coelho Preto. O grupo invadiu uma boca-de-fumo na Travessa Rangel, no Pita, mas não encontrou Coelho Preto. Para não perder a viagem, os criminosos mataram três pessoas: o camelô Antônio Quinta Tavares, 37, Wagner Gomes Guaraciaba, 28, e o mototaxista Mariano Santos da Costa, 19.

No meio da guerra, Patrícia Acioli decretou as prisões de Luis Cláudio Freire da Silva, o Xado, 28, Adriano Silveira da Rosa, o Vaco, 34, e André Silveira da Rosa, o Chaveirinho, 30. Todos estes já estavam presos por homicídio cometido em 2007.

Anúncios
comentários
  1. rogerio disse:

    em acho que enquanto ouver corupção dentro do estado o crime nunca vai acabar

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s