Polícia investiga lavagem de dinheiro feita por mulheres de traficantes

Publicado: 23 de março de 2011 em Uncategorized

Um romance que ultrapassou as grades da Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1), no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, e os limites impostos pela Justiça. Mulher do traficante Luiz Cláudio Santanna, o Lico, 50 anos, apontado com o chefe do tráfico na Favela da Grota, em São Francisco, e no Complexo do Viradouro, em Santa Rosa, a estudante de Direito Bruna Raggio Gritta Hagge, 32, é acusada de lavar o dinheiro adquirido pelo companheiro com a venda de drogas nas comunidades da Zona Sul de Niterói.

Bruna Raggio Gritta Hagge, 32 anos

Ela foi indiciada no inquérito que apura a ocultação de bens feita por familiares de traficantes da cúpula do Comando Vermelho (CV) – entre eles Márcio dos Santos Nepocumemo, o Marcinho VP, 33, um dos principais líderes da facção criminosa – e teve a prisão decretada pela 34ª Vara Criminal da Capital. Contudo, ao contrário de Lico, que se apresentou espontaneamente à Justiça após fugir do Hospital Espanhol, no Centro do Rio, no último dia 8 de fevereiro, Bruna continua foragida.

Márcio dos Santos Nepocumemo, o Marcinho VP, 33 anos

Segundo a Polícia, ela foi flagrada em interceptações telefônicas reclamando com Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher de Marcinho VP, o atraso no pagamento da “mesada do tráfico”. O responsável pelo depósito da quantia era Herman Mateus de Oliveira, o Samurai, homem de confiança de VP.

Márcia Gama dos Santos Nepomuceno

Ele também foi flagrado nas gravações informando às mulheres dos criminosos que o dinheiro já havia sido depositado. Em novembro do ano passado, em meio aos ataques criminosos que culminaram na ocupação do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, Márcia foi presa e os advogados de seu companheiro tiveram a prisão decretada.

Márcio Batista da Silva, o Dinho Porquinho

As investigações se estenderam aos familiares do traficante Márcio Batista da Silva, o Dinho Porquinho, e terminaram na prisão de Paula Fernanda Vieira da Silva, 26, mulher do criminoso, e da sogra, Rosemar Vieira da Silva. Todos tiveram seus bens seqüestrados pela Justiça sob suspeita de lavagem de dinheiro.

Paula Fernanda Vieira da Silva, 26 anos

Relações perigosas

Estudante de Direito e moradora do bairro Usina, na Zona Norte do Rio, Bruna era estagiária do irmão, Alexandre Raggio Gritta Hagge, advogado de traficantes da cúpula do CV, entre eles Isaías Costa Ribeiro, o Isaías do Borel, que cumpre pena no presídio de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná. Teria sido através do irmão que ela conheceu Lico. Curiosamente, em setembro do ano passado, Alexandre foi preso em flagrante durante a Operação Barreira Fiscal, deflagrada por policiais da 99ª DP (Itatiaia). Segundo as investigações, o advogado ofereceu R$ 25 mil para que os agentes liberassem um caminhão, com 108kg de maconha, apreendido durante a ação.

Alexandre Raggio Gritta Hagge

Três meses depois, em dezembro do ano passado, ele foi posto em liberdade após ser decretado um habeas corpus pela Vara Única de Itatiaia.

I Exposição da Arte Prisional no Tribunal de Justiça do Rio

As relações de Bruna com Lico se estreitaram ainda mais depois que ela coordenou, em maio do ano passado, a I Exposição da Arte Prisional no Tribunal de Justiça do Rio. A mostra, em parceria com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), reuniu 138 quadros e peças de artesanato produzidas por cerca de 80 detentos do sistema prisional.

Um dos expositores e também coordenador do projeto era o próprio Lico. Mesmo não residindo em Niterói, reduto do companheiro, Bruna já trabalhou no município, especificamente na Prefeitura, onde ocupou o cargo de assessora especial na Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, mas foi exonerada em janeiro de 2009.

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comentários
  1. […] Polícia investiga lavagem de dinheiro feita por mulheres de traficantes […]

  2. anonimo disse:

    Acrescente por favor na sua matéria, dados sobre FLÁVIO CARINO GUIMARÃES, o “DOUTOR DO PÓ” por se tratar de parceiro, traficante e advogado de ALEXANDRE RAGGIO e de seus próprios funcionários que atuam na zona sul do Rio. Vide “OPERAÇÃO LAMINA I e II” e sua forma de atuar junto ao TJERJ.

  3. CLAUDIA disse:

    Gostaria de dizer para os desinformados que o que está descrito acima precisa ser averiquado, pois muitas informações estão super erradas. Como pode uma pessoa ter estreitado seus laços no ano passado se tem um filho de 9 anos com o Lico… Não se guiem pelas informações deste site, totalmente desinformado.

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