Traições garantem a sobrevivência dos detetives particulares

Publicado: 24 de março de 2011 em Uncategorized

Fotos: Roberto Moreyra

Em tempos em que séries televisivas como CSI, Arquivo Morto e Divisão Criminal atraem olhares cada vez mais interessados nas mais modernas técnicas de investigação, um profissional um pouco menos badalado prefere se utilizar de meios, digamos, clássicos para chegar à conclusão de um caso. No melhor estilo Sherlock Holmes, os detetives particulares são figurinhas fáceis nos classificados de jornais oferecendo seus serviços que vão desde descobertas de infidelidades conjugais a elucidação de homicídios. O primeiro, entretanto, é o mais solicitado pelos clientes e os mais interessantes.

Especialista em seguimento – uma das técnicas mais tradicionais de investigação – e há mais de 20 anos no mercado, o detetive Edemilson da Silva Machado, 49 anos, é um baú de histórias inusitadas sobre os casos nos quais atuou, principalmente os envolvendo traições amorosas. Em preservação à ética profissional, ele prefere não dar “nomes aos bois” – com todo o duplo sentido que a expressão popular permite. Em um dos seus casos mais emblemáticos, uma senhora solicitou seus serviços para descobrir se estava sendo traída pelo marido com quem estava casada há mais de 40 anos. Para ele seria mais um caso de infidelidade comum do seu dia a dia profissional, se não fosse por um detalhe.

“Acabei confirmando o fato, mas tive que explicá-la que ele a traía com o patrão”, contou encabulado.

De acordo com Machado, as infidelidades conjugais garantem, pelo menos, quatro casos por mês aos detetives particulares. Cobrando diárias que variam de R$ 250 a R$ 500, eles chegam a faturar R$ 4 mil por mês. Seus principais clientes são moradores da Zona Sul e Região Oceânica de Niterói.

“Quando alguém procura o meu serviço já tem 90% de certeza de que está sendo traído. Os 10% são o resultado do meu trabalho. Enquanto tiver corno no mundo, vai ter trabalho para mim. E corno vai existir sempre”, brinca o detetive, que, mesmo preferindo o método clássico de investigação, não dispensa alguns “brinquedinhos”, como canetas espiãs e binóculos que fotografam a distâncias de até 200 metros.

Aparelhos não tão sofisticados como os das séries televisivas, mas que salvaram algumas investigações do detetive Max Alves, 37. Foi utilizando uma escuta ambiental que ele pegou uma mulher com a “boca na botija” traindo o companheiro – nesse caso, segundo ele, rolou um pouco mais do que só o duplo sentido da expressão.

“A prova ou flagrante, em situações como essa, são mais importantes do que o simples fato da pessoa saber que está sendo traída. E essa é a missão do detetive particular”, concluiu Max.

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