Monstro do município de Cunha pode estar escondido no Rio

Publicado: 5 de abril de 2011 em Crime Passional, Foragido, Homicídio, Interior de São Paulo, Procurado, Uncategorized
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Ananias dos Santos, 27 anos

Acusado pela Polícia de São Paulo de ter assassinado as irmãs Josely Laurentina de Oliveira, 16 anos, e Juliana Vânia de Oliveira, 15, o foragido da Justiça Ananias dos Santos, 27, pode estar escondido no Rio de Janeiro. Na manhã da última quinta-feira, dia 31 de março, um homem com as mesmas características do acusado foi visto saindo da Rodoviária Novo Rio, no Santo Cristo, e entrando em um ônibus da viação Erig que faz a linha 335 (Cordovil-Praça da República).

No dia seguinte, policiais de Guaratinguetá, que coordenam as buscas, se reuniram com agentes de Angra dos Reis e de Paraty para pedir ajuda. Eles acreditam que Ananias tenha passado por lá, pois após fugir do Presídio Edgar Magalhães Noronha, em Tremembé, no Vale do Paraíba – onde cumpria pena por roubo e porte ilegal de arma -, morou na região. Ele saiu da cadeia em 2009, ao receber o benefício de passar a Páscoa com a família, e não retornou.

Josely Laurentina de Oliveira, 16 anos

Passageiros do coletivo contaram que o homem passou na roleta, ficou em pé e começou a falar, pedindo ajuda.

“Ele disse que tinha acabado de chegar do interior de São Paulo e que tinha perdido tudo, documentos, dinheiro e o endereço da irmã. Depois falou que uma mulher tinha dado o dinheiro pra ele pagar a passagem, pois a única coisa que ele lembrava é que tinha que pegar o ônibus 335 porque a irmã morava nas redondezas do ponto final da linha”, contou uma dona de casa que voltava do Centro do Rio.

“Ainda perguntamos por que ele não ligava pra São Paulo pra pegar o telefone ou endereço da irmã, mas ele disse que não sabia o número. Foi aí que um passageiro sugeriu que ele voltasse pra rodoviária, que a Polícia daria um jeito de mandá-lo de volta, mas ele disse que queria recomeçar a vida no Rio e resolveu ir até o ponto final pra ver se reconhecia a casa da irmã”, relembrou.

Juliana Vânia de Oliveira, 15 anos

O ponto final da linha 335 da viação Erig fica na Favela Cidade Alta, em Cordovil, na Zona Norte do Rio. Conhecida pelos moradores como “ponto final”, a localidade fica em uma praça no final da Rua Água Doce.

“Na hora nem desconfiamos de nada. Depois de alguns dias, quando vimos a foto dele no jornal, foi que o reconhecemos”, afirmou um autônomo que é nascido e criado na Cidade Alta e também estava entre os passageiros da viagem da manhã de quinta-feira.

A Polícia já levantou que Ananias dos Santos não tem irmã morando no Rio e investiga se algum de seus irmãos ou outros parentes estariam morando na localidade. O coletivo da viação Erig possui circuito interno de segurança e as imagens gravadas pelas câmeras serão solicitadas para o reconhecimento. Caso fique comprovado que o passageiro era mesmo o acusado, uma incursão deve ser realizada para o cumprimento do mandado de prisão contra ele.

O crime ocorreu no município de Cunha – que fica a 231 km de distância de São Paulo -, há cerca de 11 dias. As irmãs desapareceram no último dia 23 e seus corpos foram encontrados na segunda-feira da semana passada, dia 28 de março. O pai das adolescentes, o pedreiro José Benedito de Oliveira, revelou à Polícia que Ananias esteve em sua casa no dia seguinte ao sumiço das filhas pedindo que ele escondesse uma arma em um monte de lenha.

As irmãs foram vistas pela última vez na tarde da quarta-feira, dia 23, quando entraram no ônibus para voltar da Escola Estadual Paulo Virgílio, onde estudavam, localizada no centro do município. Cinco dias depois, os corpos foram localizados em um local de mata fechada na Estrada da Samambaia, no Bairro Jacuí, zona rural da cidade. As duas estavam vestidas e tinha marcas de tiros. De acordo com a perícia, Josely foi atingida duas vezes, na cabeça e no peito, e Juliana foi baleada quatro vezes: três na cabeça e uma no peito.

O crime teria sido motivado por uma paixão não correspondida de Ananias pela adolescente de 15 anos. Ainda segundo a Polícia de São Paulo, o sentimento teria provocado uma crise de ciúmes da namorada do acusado, uma enfermeira de 50 anos.

A delegada Sandra Maria Vergal, da Seccional de Guaratinguetá, declarou que ele teria matado a garota para provar seu amor à companheira, que, enciumada, o teria incentivado a cometer o crime. A delegada chegou a solicitar a prisão de ambos, mas a Justiça entendeu que ainda não há indícios da participação da mulher nas mortes e decretou apenas a prisão de Ananias dos Santos.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Ananias é natural de Cachoeira Paulista, interior do Estado, e já foi condenado por evasão, formação de quadrilha, roubo, porte ilegal de armas e constrangimento ilegal. O nome dele foi incluído na lista dos 25 criminosos mais procurados do Estado.

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