Atirou em PMs na Baixada e foi preso na Região Serrana

Publicado: 16 de abril de 2011 em Uncategorized

Fernando Sigolo Sampaio, 43 anos

Acusado de atirar contra dois policiais militares durante tentativa de assalto a uma agência dos Correios em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no último dia 4 de abril, Fernando Sigolo Sampaio, 43 anos, foi preso por policiais da 105ª DP (Petrópolis) no Hospital Santa Teresa, no Centro de Petrópolis, na Região Serrana.

Os agentes foram até o hospital após serem informados que um homem baleado havia dado entrado na unidade de saúde. A princípio, ele se apresentou como sendo seu irmão – Eduardo Sigolo Sampaio, que não possui anotações criminais – e alegou ter sido baleado por sequestradores.

Ainda segundo as alegações dadas pelo acusado aos policiais, dois homens o teriam colocado em um Fiat Palio branco – modelo antigo e sem película escura nos vidros – e rodado com ele por cerca de meia hora, do Centro ao bairro Correas.

Ele também disse que os sequestradores olhavam para uma suposta foto em um telefone celular, dizendo que haviam pegado o cara errado, mas que não iriam deixá-lo sair andando. Nesse momento, a dupla teria disparado em seu tornozelo esquerdo, no dedo do pé direito e no cotovelo, mandando que descesse do carro.

Pouco depois, ele foi socorrido pelos bombeiros e levado para o Hospital Santa Tereza, dizendo que haviam roubado seus documentos e se registrando com o nome do irmão, que tem 46 anos.

Desconfiado da versão apresentada pela suposta vítima, o delegado Marcello Maia, titular da 105ª DP, determinou que os policiais da distrital pesquisassem se havia ocorrido algum crime naquele dia em que constasse alguém baleado ou mesmo trocas de tiros em delegacias próximas a de Petrópolis.

Durante esse levantamento os agentes descobriram o RO 058-02721/2011, da 58ª DP (Posse), sobre a tentativa de assalto à agência de Correios localizada na Estrada João Venâncio Figueiredo que deixou morto o cabo reformado da Polícia Militar Sebastião da Silva Carvalho, 33. Ele trabalhava como segurança em um mercado na via quando notou uma movimentação estranha no estabelecimento vizinho e resolveu ir até o local, com outro PM reformado que também fazia segurança com ele e foi identificado como Admar dos Santos Moura, 48.

Ao notar a aproximação dos dois PMs, os bandidos iniciaram um tiroteio. Enquanto Sebastião foi atingido seis vezes – cinco no peito e uma na perna esquerda -, Admar foi baleado na boca, no rosto e no braço esquerdo. O primeiro não resistiu e morreu no local, enquanto seu colega foi socorrido e levado para o Hospital Geral de Nova Iguaçu – mais conhecido como Hospital da Posse. Um dos bandidos chegou a ser baleado na perna. Após tentar fugir do local em uma moto estacionada na rua, ele entrou em um Santana conduzido por um dos comparsas. Na ação, duas pessoas foram vítimas de balas perdidas: o motorista Renato de Souza Oliveira, 45, foi atingido no fêmur esquerdo, e o aposentado João Bosco Araújo, 72, levou um tiro na perna esquerda.

Checadas as características dos assaltantes, através de depoimentos de testemunhas, foi verificado que um dos assassinos tinha as características idênticas ao do baleado. Tais testemunhas presenciais foram contatadas pelos policiais da 105ª DP, que lhes apresentaram fotografias de Fernando, que foi reconhecido. Diante disso, foram levados até a delegacia, prestaram depoimentos e efetuaram o reconhecimento formal.

Logo depois, foi realizado contato com o delegado da 58ª DP, que encaminhou uma equipe até Petrópolis para colheita dos dados, com a finalidade de se requerer a prisão temporária do bandido reconhecido. Ainda no hospital, ele recebeu voz de prisão pelo crime de falsidade ideológica, sendo preso em flagrante.

Com duas anotações criminais por roubo e uma por extorsão mediante seqüestro, Fernando Sigolo Sampaio é acusado pela Polícia de ter feito parte de uma das mais perigosas e cruéis quadrilhas de seqüestradores que atuaram no Estado do Rio de Janeiro, nos anos de 2003 e 2004.

Ele teria tido participação no seqüestro do filho de um empresário do ramo de metalúrgicas de Cabo Frio, na Região dos Lagos, identificado como Jakson Marcelo de Castro Monteiro; e também no de André Francavilla Luz, que era filho do empresário Sérgio Pacheco Luz e acabou sendo morto, aos 27 anos, mesmo após o pagamento do resgate de R$ 60 mil.

André Francavilla Luz, morto aos 27 anos

Segundo denúncia do Ministério Público, mesmo após terem recebido o valor, os criminosos imobilizaram o corpo da vítima com fita crepe, o algemaram e o sufocaram. Quando André passou a se debater com a falta de ar, efetuaram-lhe golpes com garrafas de plástico cheias de água, até que ele não esboçasse mais sinais de vida.

O sequestro ocorreu no dia 11 de fevereiro de 2004, quando André saía da empresa da família, em São João do Meriti, na Baixada Fluminense. O corpo do jovem, que era formado em Administração pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), foi encontrado seis meses depois, enterrado como indigente em um cemitério em Nova Iguaçu. O corpo havia sido deixado pelos criminosos às margens da Via Dutra.

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