Recompensa recorde: R$ 11 mil por informações que levem à Viúva Negra

Publicado: 2 de maio de 2011 em Uncategorized

Mãe de seis filhos, a advogada Heloísa Borba Gonçalves, a Viúva Negra, 61 anos, tem a vida marcada por casamentos e crimes. Acusada de envolvimento em quatro assassinatos, duas tentativas de homicídio e estelionato, ela é a foragida da Justiça com maior recompensa oferecida pelo Disque-Denúncia: R$ 11 mil.

Ela foi denunciada pela morte de Jorge Ribeiro, um dos maridos; é a principal suspeita da morte do ex-namorado Wargih Murad, que descobriu seu passado suspeito, e do pedreiro que o acompanhava na ocasião; é acusa ainda de tentar matar o filho de Wargih, Elie Murad, e de mandar matar o detetive por ele contratado para investigar a morte do pai, Luiz Marques da Mota.

De acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), Heloísa teve um marido, Irineu Duque Soares, assassinado em 1983, em Magé, meses depois de ter se casado com ela, com pacto nupcial de comunhão total de bens. Na época, após seu depoimento à delegacia, o crime foi registrado como latrocínio (roubo seguido de morte).

Ainda segundo o órgão, Carlos Pinto da Silva, um dos companheiros da Viúva Negra e pai de alguns de seus filhos, chegou a ser denunciado por crimes patrimoniais junto com ela e acabou sofrendo uma tentativa de homicídio durante uma viagem com ela a Salvador. Na época, ele chegou a acusá-la de ser a responsável pelos tiros que o atingiram. A viúva-negra já foi denunciada também por fraude do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Quando era casada com o militar Jorge Ribeiro, casou-se, ao mesmo tempo, com o comerciante aposentado Nicolau Saad, que morreu pouco tempo depois. Com idade avançada, sua morte foi tida como natural. A advogada passou, então, a usar uma antiga procuração do marido para transferir imóveis do falecido e acabou condenada por falsidade ideológica, além de bigamia.

Enquanto mantinha os dois relacionamentos, Heloísa engravidou e, segundo o Tribunal de Justiça do Rio, induziu os dois a registrarem a criança. A acusada, que também assina Heloísa Borba Gonçalves, Heloísa Gonçalves Duque Soares e Heloísa Saad, é acusada de ser a mandante do assassinato do militar, de quem estava separada, além de ajudar na execução do crime e facilitar a fuga do assassino.

O crime ocorreu na manhã do dia 19 de fevereiro de 1992, no interior do escritório de propriedade da vítima, na Rua Siqueira Campos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Ele foi atingido por diversos golpes, após ter sido amarrado e torturado fisicamente.

A Viúva Negra foi pronunciada para ir a júri popular em agosto de 2005 pelo crime de homicídio qualificado, mediante paga e por meio cruel. Ela recorreu da decisão, mas a 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio manteve a sentença de pronúncia em janeiro de 2006, por unanimidade de votos.

Segundo denúncia do Ministério Público estadual, ela teria encomendado a morte do marido a uma terceira pessoa. Ainda de acordo com a denúncia, o autor do crime amordaçou o militar com um saco plástico que estava introduzido na sua cavidade bucal, envolvendo a sua boca e a face posterior do pescoço com corda de nylon, bem como amarrou seus braços ao nível dos punhos para trás do corpo, desferindo-lhe diversas marretadas na cabeça e no rosto, que lhe causaram fratura do crânio. Para o MP, a ré agiu por motivo torpe.

O primeiro julgamento foi marcado para o dia 22 de janeiro de 2008, posteriormente adiado para 25 de março do mesmo ano e novamente adiado para 25 de maio de 2008. Ainda não há data para o próximo julgamento. Em um dos vários processos na Justiça estadual contra a ré consta que Heloísa Gonçalves Duque Soares seria trígama e que teria doado aos seus filhos sete imóveis de seu ex-marido Nicolau Saad. Os imóveis estão situados em Copacabana e no Leblon, ambos bairros localizados na Zona Sul do Rio.

Quem tiver qualquer informação que auxilie a Polícia a localizar e prender a Viúva Nega pode ligar para o Disque-Denúncia através do número 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido. Até às 18h desta sexta-feira, dia 29 de abril, o Disque-Denúncia já havia recebido 22 ligações com informações sobre o esconderijo da foragida.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s