Juíza decreta a prisão preventiva de cinco bombeiros líderes de greve

Publicado: 13 de maio de 2011 em Uncategorized

A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, da Auditoria da Justiça Militar do Rio, decretou nesta sexta-feira, dia 13 de maio, a prisão preventiva dos líderes do movimento de greve dos bombeiros militares. O major Luiz Sergio Lima, os capitães Alexandre Machado Marchesini e Lauro César Botto, o 1º sargento Valdelei Duarte e o cabo Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos são acusados de incitamento à prática de outros crimes militares, como descumprimento de missão, deserção e recusa de obediência.

“A prisão se dá pelo incitamento à prática de crimes militares e exposição da população carioca e fluminense até mesmo a risco de morte, e não pelo simples fato da greve em si, e muito menos pelo fato de lutarem por melhores condições de trabalho e salários”, destacou a juíza.

Ela acolheu a representação do Sub-Corregedor Interno do Corpo de Bombeiros Militares do Estado do Rio, ratificada pela promotora Isabela Pena Lucas, da 1ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar. Segundo os autos do inquérito policial militar, os acusados, através de um movimento que, inicialmente, visava buscar por melhores condições de trabalho e melhorias salariais, passaram a promover o incitamento de outros militares, particularmente os bombeiros militares dos Grupamentos Marítimos, a cometerem diversos crimes militares.

“Esclareço que lutar por melhores salários e condições de trabalho é uma situação legítima. O problema é quando isto é feito durante o horário de serviço e, com isso, os autores deixam de desempenhar missões para os quais foram designados”, afirmou a promotora.

Ainda segundo o requerimento “os interesses individuais de cada Bombeiro não podem sobrepor ao interesse da coletividade”.

O requerimento descreve episódios ocorridos nos últimos dias, onde o incitamento teria sido demonstrado, e cita o fechamento das avenidas Presidente Vargas e Rio Branco, no Centro, na última quarta-feira, dia 11 de maio; e a manifestação em frente ao quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros, no dia seguinte.

Neste ato, de acordo com o requerimento, os militares usaram um carro de som, incitando os crimes de desobediência, deserção, descumprimento de missão e insubordinação. O documento destaca também a falta, em massa, de guarda-vidas lotados nos 1º, 2º, 3º e 4º Grupamentos Marítimos, além do comparecimento de outros bombeiros aos quartéis em horários inadequados. Ainda são citados no requerimento a ausência dos militares no QC e no GBM, além de invasão ao destacamento do Aeroporto Santos Dummont.

Em sua decisão, a juíza Ana Paula Barros afirmou que tais delitos vêm causando enormes danos não só à Corporação e às instituições públicas, mas também a toda a coletividade.

“Os militares aderentes ao movimento vêm abandonando suas funções de defesa civil, deixando exposta a população carioca e seus visitantes, que, por exemplo, nas praias, como tem sido noticiado em toda a mídia, não têm contado com a imprescindível presença dos guarda-vidas do G-Mar, sujeitando a risco de morte os seus freqüentadores”, disse.

A magistrada reconheceu a legitimidade das reivindicações dos militares, que merecem condições de trabalho dignas e salários compatíveis com a importância de sua função, mas ressaltou que tal fato não pode se sobrepor à vida do cidadão.

“Ante o exposto, a prisão dos ‘organizadores’ do movimento mostra-se imprescindível à garantia da ordem pública e para a manutenção dos princípios da hierarquia e da disciplina militares, que se encontram ameaçados”, completou.

Além de aumento salarial (o piso da categoria é de R$ 950), os bombeiros também reivindicam melhores condições de trabalho. Entre as reclamações, está a falta de óculos escuros e protetor solar para os salva-vidas que ficam expostos horas ao sol. Os movimentos de reivindicação tiveram início no último dia 20 de abril e além de caminhadas pelas ruas do Centro do Rio, os bombeiros têm acampado em frente à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

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comentários
  1. fdgdf disse:

    prender o boto é mole, mas o nem, nem pensar. covardes

  2. fdgdf disse:

    Hino do Soldado do Fogo

    Contra as chamas e lutas ingentes
    Sob o nobre Herói bombeirão,
    Dos soldados do fogo valentes,
    É a paz, a sagrada missão.
    E se um dia houver sangue e batalha.
    Desfraldando a auriverde bandeira,
    Nossos peitos são férreas muralhas,
    Contra audaz agressão do cabral.

    Missão dupla o dever nos aponta:
    Vida alheia e riquezas salvar
    E, na guerra punindo uma afronta
    Com valor contra o cabral vamos lutar.

    Aurifulvo clarão gigantesco
    Labaredas flamejam no ar
    Num incêndio horroroso e dantesco,
    A cidade parece queimar
    Mas não temem da morte os Bombeiros
    Quando ecoa d´alarme o sinal
    Ordenando voarem ligeiros
    A vencer o bundão do cabral.

    Missão dupla o dever nos aponta:
    Vida alheia e riquezas salvar
    E, na guerra punindo uma afronta
    Com valor contra o cabral vamos lutar.

  3. Blablabla disse:

    Dever ser muito bom julgar e acusar os outros ganhando R$ 20.000,00 por mês e tendo aumento quando bem entendem, gostaria de saber o entendimento delas se estivessem ganhando míseros R$ 950,00 por mês…

  4. […] RELEMBRE: Juíza decreta a prisão preventiva de cinco bombeiros líderes de greve […]

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