Furto de armas em Niterói vai parar na CPI

Publicado: 6 de julho de 2011 em Uncategorized

O furto de um arsenal de uma empresa de segurança privada de Niterói entrou na mira da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura o tráfico de armas no Estado. Nesta terça-feira, dia 14 de junho, o deputado estadual Marcelo Freixo, que preside a CPI, anunciou durante audiência na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que deve convocar o delegado da 76ª DP (Centro de Niterói) para prestar esclarecimentos sobre as investigações do roubo de mais de 100 revólveres calibre 38 e quatro carabinas da empresa Vision, localizada na Rua Marquês de Caxias, no Centro de Niterói. O crime ocorreu em dezembro de 2009. Além do policial, os ex-proprietários da firma de segurança – que abriu falência um ano antes do crime – também podem ser consultados para falar sobre o caso.

“Não há dúvidas de que esses esclarecimentos têm que ser prestados, investigados. Se será feito através de depoimento à CPI ou se nós vamos até lá, ou por ofício, isso a gente vai ver mais tarde. É fato que algum esclarecimento tem que ser dado. Precisamos analisar qual é a melhor forma de depoimento. Mais de 100 armas desviadas de uma empresa de segurança privada prova cabalmente o que a gente vem dizendo: não há fiscalização adequada sobre isso”, criticou o parlamentar.

De acordo com o superintendente regional da Polícia Federal, delegado Valmir Lemos, nos últimos dez anos, 1412 armas foram roubadas ou extraviadas das mais de 10 mil empresas de seguranças privadas do Estado. Ou seja, aproximadamente 14% das armas acauteladas nessas empresas podem ter ido parar nas mãos de bandidos. O aumento desse tipo de crime coincide com o avanço de grupo paramilitares nesse mesmo período.

“Na última década houve o crescimento das milícias, que pode estar diretamente relacionado ao tráfico dessas armas, já que elas constam como ‘legalizadas’”, observou o superintendente da PF.

Ainda de acordo com Lemos, a Delegacia de Controle de Segurança Privada (Delesp), da PF, é responsável pelo recolhimento do armamento das empresas que vão fechar.

“Os donos das empresas são obrigados a devolver as armas ou aliená-las. A doação de armas para vigilantes como forma de pagamento é crime, mas acontece muito”, apontou o delegado.

Investigações – O laudo preliminar da Polícia Civil apontou que a empresa de segurança não foi arrombada, colocando sob suspeição a versão apresentada por proprietários e funcionários do estabelecimento. Na época, o então titular da 76ª DP, delegado Luiz Antônio Businaro, afirmou que as portas do imóvel não apresentavam indícios de que foram violadas e de que o armamento estava realmente guardado no local, conforme foi relatado em depoimento.

Durante as investigações, dois revólveres calibre 38 do lote roubado da empresa foram apreendidos em ações policiais, um deles em São Paulo e outro no Morro da Pedreira, em Costa Barros, Zona Norte do Rio. A apreensão no Estado vizinho ratifica a hipótese levantada na CPI das Armas de que o tráfico de armas no Rio também abastece cidades paulistas.

Após a 76ª DP ter sido incluída no projeto Delegacia Legal, o inquérito que apura o desaparecimento das mais de 100 armas foi encaminhado à 15ª Delegacia de Acervo Cartorário (Deac).

Escutas

Playboy: E aí, negão. Tô aqui em frente a Seiscentos (Santa Rosa) agora. Tá ligado não, onde é?

Leo: Tu não parou por quê?

Playboy: Já passamos, mané. O negão só falou depois que passou. O mano deve estar por aqui

Leo: E é pior que eu tô aqui mesmo. De repente eu vou pegar um pedacinho de uma farofa (cocaína) para mandar aí pra tú já que você tá fazendo parada com meu primo aí. Aí tú já manda pra ele e já morre nossa dívida. É aquilo…

Playboy: Já é…já é…tranquilão. Mandei lá para aquele cara lá (FB) que tava falando de mim. Pagou tudo. Minha irmã foi lá levar ontem. Aí ele: “E aí, loura. Chegou pesada, hein?” Aí ela: “Não é (sic) eu não. É meu irmão. Mandou pra tu aí, pra tu pagar”. Aí ele (FB): “Quem? Teu irmão?”Mandei uma vassoura (fuzil) e uma catraca (submetralhadora).

Leo: Mas e aí quanto que tá essa grande (fuzil) aí?

Playboy: É mini, mini blusa. Aquela que as mulhé usa (sic), mini uzi (submetralhadora).

Leo: Tá quanto?

Playboy: Vendi por R$ 25 mil pra ele (FB).

Leo: Pô. É fuzil ou quê, mermão?

Playboy: Dei. Foi dado. Por um galo (R$ 50 mil) o FAL.

Leo: Hum, tá muito caro. Larga um pra mim (sic) ir pagando devagarzinho, na medida do possível, eu pego. Tá com dois carregadores?

Playboy: Tem e tô com pequena nove (pistola) zero. Tem umas dez lá também. E tô com aquela que os parceiros meu lá do carro-forte doze (escopeta calibre 12), carrega dinheiro. Dessa tô com cinco.

Leo: Eu vendo tudo. Depende do valor. Essas nove aí tá quanto?

Playboy: Negão, tem que botar pelo menos a R$ 3,5 mil pra nós faz. Mas tem que cada uma tá com dois. É das novas, mano, daquelas tipo Colt ( marca da pistola). É tipo da Colt. Muito linda, mano. Tá tudo zero, na caixa. Quando ele (FB) viu o FAL, ó ele: “C…, que isso, mané”. Nem o cano era cortado. Nunca deu um tiro…

Leo: Não, cara, eu tô falando. Essas nove aí é o quê? É (sic) dezesseis caroços (tiros)?

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