Nem mesmo grávida escapa do Tribunal do Tráfico

Publicado: 18 de julho de 2011 em Uncategorized

O suposto desaparecimento de armas e drogas fez com que o tribunal do tráfico do Morro do Preventório, em Charitas, na Zona Sul de Niterói, não absolvesse nem mesmo uma jovem grávida. No sétimo mês de gestação, Thaila de Oliveira Braga dos Santos, 22 anos, que seria sobrinha de um policial militar, foi julgada e sentenciada à morte por traficantes da comunidade.

No período de dois meses, ela é a terceira mulher assassinada em tribunais do tráfico no Estado. Em maio, a modelo Luana Rodrigues de Sousa, 20, e a amiga Andressa Oliveira, 25, foram submetidas a um julgamento semelhante e executadas na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio. Os corpos das três vítimas ainda não foram encontrados.

De acordo com policiais da 79ª DP (Jurujuba) que investigam o caso, Thaila – que já teve um relacionamento amoroso com um dos integrantes da quadrilha – foi seqüestrada, no início da noite do último dia 7 de julho, por três homens na localidade conhecida como Meu Cantinho e levada para o alto do morro. Segundo as investigações, um traficante conhecido como Tereco liderou a ação após receber uma determinação do chefão do pó da comunidade, conhecido como Danilo Bocão, ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV). Em uma pedra, na localidade conhecida como Risca Foice, Thaila foi assassinada com vários tiros de pistola e teve o corpo jogado de um barranco.

Um dia após o crime, familiares da vítima registraram o seu desaparecimento na 79ª DP. Os agentes fizeram uma operação na comunidade e encontraram uma poça de sangue no local da execução, dois estojos de pistola calibre 380, além de sandálias de dedo e brincos. Os objetos foram reconhecidos por familiares como sendo de Thaila. Os dois suspeitos já foram indiciados pelo crime.

Quem tiver informações sobre a localização do corpo da vítima ou dados que auxiliem na prisão de Tereco e Danilo Bocão pode ligar para o Disque-Denúncia, através do número 2253-1177.

Abrigo – De acordo com a Polícia, o Morro do Preventório teria se tornado um dos refúgios de criminosos do Morro da Mangueira, em São Cristóvão, após a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na comunidade da Zona Norte do Rio, no mês passado. Desde então, as polícias Civil e Militar vêm realizando diversas incursões no local com o objetivo de reprimir a ação desses criminosos. Em uma dessas operações, policiais da 79ª DP fizeram a primeira apreensão de “oxi” do Estado. Mistura de pasta-base de cocaína, querosene e cal virgem, a droga é considerada ainda mais devastadora que o crack.

Modelo – Assim como ocorreu com Thaila, o desaparecimento de drogas teria sido determinante para a morte de Luana e sua amiga, no dia 8 de maio. A Polícia identificou e pediu a prisão de cinco traficantes envolvidos na execução das jovens: Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefão do pó da comunidade de São Conrado; Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, líder do tráfico do Complexo de São Carlos, no Estácio; além de Rodrigo Belo Ferreira, o Rodrigão; Ronaldo Patrício da Silva, namorado de Luana; e Thiago de Souza Cheru, o Dorei, do Morro da Coroa. Ligados à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), todos foram indiciados por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.



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