Mulher que roubou bebê pode ter recebido ajuda

Publicado: 1 de agosto de 2011 em Uncategorized

Tanit Cardoso Peixoto, 27 anos

A suspeita de participação de uma segunda pessoa no seqüestro da recém-nascida Ayana Millan Barbosa de Moraes – raptada por uma falsa médica que invadiu a Casa de Saúde São José, no Zé Garoto, em São Gonçalo, na última sexta-feira, dia 22 de julho – fez com que policiais da 72ª DP (Mutuá) pedissem a quebra do sigilo bancário e telefônico de Tanit Cardoso Peixoto, 27 anos. O comparsa da acusada pode ter deixado a unidade hospitalar em um carro preto, quatro minutos após Tanit roubar o bebê.

Ela se apresentou espontaneamente com o bebê na 154ª DP (Cordeiro), na tarde do sábado, dia 23, e foi autuada por seqüestro qualificado. A acusada alegou ter cometido o crime durante um surto psicótico após passar pela decepção de não conseguir adotar uma criança. Segundo a Polícia, Tanit – que tem dois filhos homens, de 3 e 6 anos – contou que a Justiça chegou a conceder a guarda provisória de uma menina para ela, mas a mãe da criança teria desistido de submetê-la à adoção. Embora tenha se apresentado como uma pessoa humilde, quatro advogados compareceram às duas delegacias para defender a seqüestradora.

O delegado Geraldo Assed, titular da 72ª DP, informou que vai investigar a versão apresentada por Tanit e analisar as imagens das câmeras de vigilâncias dos três hospitais por onde ela passou. O objetivo, segundo ele, é tentar descobrir se alguém a ajudou a fugir com a pequena Ayana.

“Ela afirma que agiu sozinha e que foi até o hospital para visitar colegas de turma de seu curso de enfermagem, mas não apresentou nenhum documento que comprove que essa seja sua atividade profissional. No local, ela disse que teve a idéia de roubar o bebê. Contudo, as investigações continuam para tentarmos responder esses questionamentos ainda pendentes”, comentou Assed.

Ainda em seu depoimento, Tanit disse que saiu da Casa de Saúde São José sozinha e pegou um táxi na Rua Coronel Serrado. De lá, ela teria partido para Itaboraí, onde comprou roupas para bebês em uma loja infantil. Em seguida, a acusada afirmou que fez baldeações em diferentes municípios até chegar a Cordeiro.

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