Cunhado de cabo do Bope que negociava com traficantes ainda está foragido

Publicado: 7 de agosto de 2011 em Uncategorized

Paulo Victor Petronilho Sampaio, o Gago

Cunhado do cabo do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) acusado de negociar armas, munições e drogas com traficantes, Alceli Coelho da Silva Júnior, o Bicudo, continua foragido. Ele está entre os 12 denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Todos integrariam o bando desarticulado pela Operação Cartucheira, na terça-feira, dia 26 de julho.

Eles responderão à ação penal na Vara Criminal de Itaboraí por crimes como associação para o tráfico, formação de quadrilha e comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito. Entre os denunciados está o cabo do Bope, Mauro Lopes de Figueiredo, que, segundo a investigação, desviava munição do arsenal da PM e passava aos traficantes. Ele foi preso no último dia 20 de julho.

A denúncia, recebida na última terça-feira, dia 2 de agosto, pelo juiz Marcelo Alberto Chaves Villas, detalha a participação de cada um dos integrantes do bando. Segundo o Gaeco, o policial militar desempenha função crucial na organização criminosa. Junto com o cunhado, ele teria participado ao menos de duas negociações de armamentos com o suposto chefe do bando, Paulo Victor Petronilho Sampaio, o Gago. Nessas transações, armas e munições teriam sido trocadas por drogas em morros do Rio de Janeiro. Entre eles, o Morro da Mangueira, em São Cristóvão, na Zona Norte.

Uma das negociações resultou na entrega de 2.400 munições, crime que culminou na prisão em flagrante de Gago e de sua companheira, Bruna Cristina de Araújo Monteiro, no dia 16 de julho, em Itaboraí. Na ocasião, o Gol do PM foi apreendido. As prisões foram realizadas por agentes da Delegacia de Repressão ao Tráfico Ilícito de Armas (DELEARM) da Polícia Federal, que conduziu as investigações.

De acordo com a denúncia, Gago atuava no Complexo do Alemão e, após a ocupação da área por forças de segurança, se estabeleceu em Itaboraí, passando a controlar a remessa e distribuição de drogas aos comparsas daquele município e também de São Gonçalo.

Segundo as investigações, a quadrilha ainda negociava armas de grosso calibre, munição e drogas – como cocaína e crack – com traficantes da Baixada Fluminense, da Mangueira e do Complexo do Alemão. A investigação começou a partir de informações sobre crimes cometidos na região de Itaboraí e já havia levado à prisão em flagrante quatro pessoas e à prisão temporária o policial do BOPE.

A partir dos depoimentos e das provas colhidas, foram requeridas as prisões preventivas dos detidos e dos outros envolvidos. No dia 26 de julho, a DELEARM e o GAECO deflagraram a Operação Cartucheira, para desmantelar o restante do bando. Oito suspeitos foram presos pela PF e agentes do Ministério Público: Luiz Araújo Paiva, Hallan Kardec de Oliveira Angelo, Demerval Fernandes Junior, Luiz Felipe Neves de Souza, Flávio Vinicius Sabino da Silva, Jhonatan de Oliveira Quirino, Bruno Carvalho Gomes Pinto e Renato Muniz da Costa Freire.

As prisões foram efetuadas nos municípios de São Gonçalo, Itaboraí, Nova Iguaçu e no Complexo do Alemão. Também foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de munições e três veículos. As Promotorias Criminais de Itaboraí também participaram da operação.



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