Falsificava até a vodka da garrafa que pisca…

Publicado: 13 de outubro de 2011 em Uncategorized

Apontado pela Polícia como um dos maiores falsificadores de bebidas do Rio – inclusive da eleita por especialistas como a vodka de melhor sabor do mundo e considerada a bebida da moda –, Carlos Renato de Souza Guerra, o Zona Sul, 33 anos, foi preso nesta terça-feira, dia 27 de setembro, pela segunda vez esse ano, por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). Ele contou que vende, por semana, cerca de 500 garrafas da vodka francesa Grey Goose – cuja garrafa muda de cor e custa em média R$ 190 – cobrando R$ 40 por cada.

“Graças a Deus não fui preso como estuprador ou ladrão. Da primeira vez eu falsificava. Agora estou só revendendo”, ironizou Carlos Renato, que foi surpreendido pelas equipes da especializada quando saía de sua casa, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, para fazer uma entrega.

Alheio ao fato de ter sido preso, contou, na delegacia, que a Grey Goose se tornou ainda mais pedida após o funk “Traz a bebida que pisca”, da Gaiola das Popozudas, e arriscou cantar a música cuja letra diz: “Mozão, traz aquela bebida? Aquela que pisca… Eu quero a que pisca, pisca, pisca! Você porta o malote e isso me excita. Levanta a garrafa que minha b… pisca, pisca, pisca,…”

Além da vodka, o whisky mais vendido do mundo – o escocês Johnnie Walker Red Label – também está entre os produtos oferecidos por Carlos Renato. Enquanto um litro do original custa em média R$ 90, ele vende o “pirata” por R$ 30.

“Há quatro meses recebemos uma denúncia sobre um falsificador de bebidas e quando chegamos no endereço ficamos surpresos ao ver que era ele. Quando nos viu, correu e conseguiu fugir”, declarou o delegado Alessandro Thiers, titular da DRCPIM, que após o episódio solicitou à Justiça a interceptação telefônica do acusado. Foi através das escutas que ele constatou que o esquema continuava sendo feito e conseguiu que a 32ª Vara Criminal da Capital expedisse mandados de busca e apreensão.

“Ele consegue as garrafas com catadores de rua e compra lacres e selos em São Paulo. Na interceptação telefônica autorizada pela Justiça flagramos um fornecedor reclamando que um cliente encontrou um bicho dentro de uma das bebidas. Ele providenciou a troca “, declarou o delegado Alessandro Thiers, titular da DRCPIM.

“Quando chegamos para cumpri-los, nos deparamos com Carlos Renato saindo para fazer uma entrega”, disse Thiers, ressaltando que as investigações continuam para identificar outros envolvidos.

Na primeira prisão, em janeiro, policiais apreenderam na casa de Carlos Renato 78 caixas vazias destinadas a embalagens de whisky; 170 garrafas vazias; 134 garrafas aparentemente fechadas contendo líquido e três garrafas “PET” de dois litros com líquido desconhecido de odor alcoólico.

“Muitos compravam sabendo que o produto era de segunda linha, assumindo o risco da baixa qualidade e perigo à saúde, mas alguns compravam gato por lebre. Agora vamos investigar os compradores”, disse.

Em março, ele chegou a ser condenado à pena de quatro anos de prisão pelo artigo 272 do Código Penal (corromper, adulterar, falsificar ou alterar substância ou produto alimentício). No entanto, a pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direitos: pagamento de seis cestas básicas, no valor de R$ 300, e prestação de serviços à comunidade, em jornada mínima de sete horas semanais.



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