Em 9 dias, 5 policiais baleados no Estado do Rio: 4 estavam em serviço

Publicado: 9 de maio de 2012 em Uncategorized

No intervalo de nove dias, cinco policiais foram baleados no Estado do Rio de Janeiro – sendo que três deles não resistiram. Do total, quatro estavam de serviço.

O primeiro caso – único ocorrido enquanto a vítima estava de folga – aconteceu no dia 3 de maio na Favela Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Lotado no 23º BPM (Leblon), o sargento Max Corrêa Guimarães, 44 anos, havia acabado de estacionar o carro de sua mulher, na Rua Monte Sião, quando foi abordado por três homens armados, próximo ao Conjunto Habitacional da Polícia Militar.

O trio efetuou cerca de 20 disparos, sem que o PM – suspeito de envolvimento com a milícia da Vila Sapê, no mesmo bairro – tivesse tempo de reagir. O sargento seria o responsável pela compra e venda de botijões de gás na área controlada por milicianos.

No dia seguinte, o cabo Alexsander Botelho, 39, morreu após ser baleado por criminosos da facção Terceiro Comando Puro (TCP), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Lotado no 15º BPM (Duque de Caxias), o PM estava em uma viatura acompanhado por um colega de farda realizando patrulhamento de rotina na Avenida Coronel Sissom, próximo a um dos acessos à Favela Santa Lúcia, em Saracuruna, quando se deparou com um “bonde” composto por traficantes do local.

Os bandidos efetuaram diversos disparos na direção da viatura, atingindo o cabo na cabeça. Os PMs sequer tiveram tempo de se defender. O cabo chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, mas não resistiu aos ferimentos.

Soldado Weplison da Silva Mendes

Dois dias depois, no dia 6 de maio, o soldado Weplison da Silva Mendes foi baleado durante emboscada feita por traficantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) que controlam a venda de drogas no Complexo de São Carlos – composto pelos morros do São Carlos, Zinco, Querosene e Coroa e que possui acessos pelos bairros Estácio, Rio Comprido e Catumbi, na região central do Rio.

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) – implantada no local local no dia 17 de maio de 2011 – ele realizava patrulhamento de rotina no Morro do Querosene com outros colegas de farda quando foram atacados por bandidos escondidos na mata. Atingido por um tiro de pistola calibre 45 na canela, o PM foi socorrido e levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio.

No dia 8, o sargento Marcelo Afonso de Oliveira, 42, morreu após ser baleado durante tentativa de assalto a um carro forte, na Pavuna, na Zona Norte do Rio. Vários homens armados renderam os vigilantes da empresa Transvip no momento em que eles chegavam para fazer o abastecimento da agência da Caixa Econômica Federal (CEF) localizada na Rua Sargento de Milícias – a poucos metros da 39ª DP (Pavuna).

Lotado no 41º BPM (Irajá), o PM fazia parte de uma guarnição que passava pelo local quando percebeu a ação. Assim que a viatura se aproximou houve intensa troca de tiros. O sargento acabou baleado na cabeça. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Um dos vigilantes, identificado como Edson Paciência Brandão, 42, também foi atingido e morreu no local.

Já nesta quarta-feira, dia 9 de maio, um policial militar lotado no 14º BPM (Bangu), que não teve o nome e nem a patente divulgados, foi baleado durante confronto com traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio. Atingido no braço, ele foi socorrido e levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM).

Na mesma ação – que envolveu equipes do 9º BPM (Rocha Miranda), 14º BPM (Bangu) e 41ºBPM (Irajá) -, dois acusados de envolvimento com o tráfico na região foram presos e dois fuzis foram apreendidos. O metrô chegou a ficar fechado, na estação de Tomaz Coelho, por cerca de cinco minutos.

De janeiro a hoje, 50 policiais já foram baleados no Estado do Rio. Destes, 6 eram policiais civis e 44 eram PMs – sendo que 5 eram reformados, 18 deles estavam de serviço e 26 morreram.

Veja a estatística completa aqui:
Estatística de policiais mortos e baleados em 2012

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